Recado das autoras

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Ass: Gabriela e Leticia

(in English)

First, we wanted to thank everyone that came to our fanfiction. This is really important to us. Our main goal in this blog is to let you interested in what we write. So we are willing to improve in all that you think necessary. That's why we ask that you leave the cometary below the posts, or contact me at twitter @gabi_ptl. We would be happy if you told us what they're thinking.
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with love: Gabriela and Leticia


segunda-feira, 14 de julho de 2014

2ª Temporada 51º Capítulo

Especial de Dia dos Namorados (Só um mês atrasado) Parte 1 


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Niall POVs

Assim que pisei em seu gramado, mandei uma mensagem para Gabriela pedindo para que ela abrisse a porta. Esperei pacientemente que ela me respondesse. A garota foi bem delicada ao dizer "a porta tá destrancada, se vira", me fazendo arquear as sobrancelhas e rir. 
Porém, ao contrário do que ela escreveu, a porta não estava destrancada. O que me rendeu vários minutos procurando a chave reserva, que no fim da história estava embaixo do capacho da frente. Clichê demais. 
Assim que passei pela entrada, o gato de Gaby já estava miando e trançando as minhas pernas enquanto eu tentava ir até a cozinha.
Infelizmente, ou talvez felizmente, eu não tinha nada que o bicho fosse gostar.
Deixei as coisas que tinha comprado ali e segui escada acima até o quarto de minha amiga, qual podia se escutar o barulho da televisão bem baixo, como se fosse um ruído.
- Toc-Toc? - Empurrei sua porta entreaberta, a encontrando amontoada debaixo do edredom estampado azul escuro. - Posso entrar? 
- Você entraria mesmo que eu dissesse que não. Já fez isso invadindo minha casa. - Sua voz estava grogue, seu cabelo todo bagunçado e ela ainda de pijama com o controle remoto na mão olhando para a TV com tédio evidente. 
- Foi bem fácil, na verdade - Comecei a me dirigir até ela. - Principalmente pelo fato da sua falta de criatividade por colocar a chave embaixo do tapete.
- Reclame com Louis. Foi ideia dele. - O único movimento que ela fez foi apertar o botão do controle. 
Comecei a ficar um pouco sem graça por ela não estar prestando a mínima atenção em mim. E suas frases diretas me fizeram pensar por um milésimo de segundo, que talvez ela não quisesse ninguém por perto.
- Bibi, você não vai levantar da cama? - Dei mais dois passos pra frente.
- Não. Sou casada com ela agora. - Então ela desligou a TV e jogou o controle remoto em algum lugar do seu lado.
- Certo, foi você quem pediu. - E antes que ela ao menos pudesse fazer sua cara de confusão, me atirei sobre ela.
- Niall, seu gordo! Sai de cima de mim! - Gaby provavelmente estava tentando me bater, mas a única coisa que eu escutava era o som abafado de suas mãos batendo do edredom. 
- Você que começou sendo chata e antipática. - Me justifiquei sem mudar minha posição. - Esse é o seu castigo. - Abri um sorriso sem mostrar os dentes.
Gaby então começou a falar um milhão de coisas ao mesmo tempo se balançando igual a uma louca, me fazendo gargalhar por suas ações. A garota era tão fraca que as vezes chegava a ser cômico.
- Você tá me esmagando, droga! - Disse por fim, jogando os braços no colchão. - Nialler, eu tô sem ar!
Percebi que ela não estava mentindo e me apressei em tirar meu peso dali. Ela respirou fundo assim que fiz isso, parecendo querer pegar todo o ar do quarto só para ela de uma única vez.
- Se queria me matar sem oxigênio, podia ter usado o travesseiro, talvez fosse mais rápido. 
- Nossa, que bicho te mordeu hoje? - A olhei incrédulo.
- Um bicho chamado "vida". - Gaby revirou os olhos, cruzou os braços e me olhou pela primeira vez desde que cheguei.
- Seguinte - Comecei a falar tomando impulso para me levantar. -, vamos sair dessa cama. 
A olhei firme e impassivel. Gabriela permaneceu no mesmo lugar sem se mexer. Ponderei a ideia dela ter virado uma estátua de cera em trinta segundos, mas no fim das contas, ela era apenas uma pessoa muito teimosa, que estava fazendo birra.
- Já disse que estou casada com ela, Nialler! - ela remexeu os braços impaciente.
- Deixa de ser sedentária, garota! - puxei o edredom de cima dela, que fez um grande bico olhando para o meu rosto.
- Me dê um bom motivo pra isso. - Me desafiou e eu lancei um sorriso malicioso.
- O prazer da minha companhia! - Estendi a mão para ela pegar, qual ela recusou com um olhar que praticamente dizia "não seja idiota".
- Um motivo de verdade! - Enfatizou a ultima palavra e eu me permiti revirar os olhos da mesma forma que ela.
- Eu deixo você escolher o filme. - Disparei em sua direção. 
Gaby se contentou em bocejar e se aconchegar de novo, encolhida na cama.
- Não estou convencida. 
- Eu trouxe o café da manhã. - Dei de ombros.
- Vamos descer.
Mais rápida que seus próprios pés estavam acostumados, ela se prontificou a descer de dois e dois degraus, saltando como se a gravidade não fosse nada até a cozinha, onde ela provavelmente pensou em encontrar a provável comida que eu havia trazido. E ela estava certa de onde procurar.
Se eu tivesse imaginado que apenas dizer sobre as compras na Starbucks já a teria feito levantar como se a casa estivesse pegando fogo, teria feito isso assim que pulei encima dela.
- Que bom que você trouxe cappuccino, é o meu preferido! - sua voz invadiu meus ouvidos mesmo antes de adentrar o ambiente da cozinha.
A encontrei sentada encima da bancada, segurando o copo térmico com as duas mãos perto do rosto. Não entendi exatamente o motivo para ela se sentar ali se na cozinha tinha pelo menos quatro bancos de frente para o balcão. Mas depois de anos de convivência, você aprende a ignorar certas manias.
- Eu sei, por isso comprei – Não seguindo seu exemplo, puxei o banco que estava em sua frente e me sentei ali, pegando um dos muffins e o café em seguida.
- Obrigada. - Foi sua resposta, seguida pelo primeiro sorriso que ela me dirigiu naquele dia. Nos contentamos então de comer o que seria nosso café da manhã. Segundo meu, na verdade.
Comemos em silêncio por algum tempo. Eu evitando de olhá-la por muitos segundos seguidos, e ela balançando a perna, batendo o calcanhar no azulejo contínuas vezes até terminar o muffin e permanecer apenas com a bebida em mãos, ainda com um pouco de vapor, saindo de dentro do copo.
- Sem querer ser mal educada, mas o que você veio fazer aqui? – Indagou insegura. Percebi pela forma que movimentou os ombros e balançou a cabeça. 
- Ah, você sabe. A escola tá muito, muito chata. - tente manter minha expressão séria, passar desinteresse, mas como sempre, o olhar dela apenas mostrava o que ela não dizia.
- Fala sério, Niall! 
- Tô falando! - Me justifiquei.
- Isso é realmente muito patético. - Bufou, cruzando as pernas ainda sem sair do lugar.
- Legal você hoje, hein? - Tomei um gole da minha bebida e não a olhei, mas senti seu olhar sobre mim, e soube que revirou os olhos, se sentindo culpada.
- Desculpe, Duende... - De novo mudou o modo que estava sentada, passando a sacudir a perna direita e sentar sobre a esquerda. - Só estou um pouco mal humorada.
- Um pouco? - Arqueei a sobrancelha usando o sarcasmo em minha voz, numa tentativa de melhorar o humor dela.
- Cala a boca... - Sorriu abertamente me chutando de leve. 
- Nossa! Pensei que fosse demorar o dia todo pra conseguir ver esse seu sorriso.
- Ah, me poupe, Niall! Não conheço ninguém que consiga acordar de bom humor, e eu não tenho que ser exatamente essa exceção. - Protestou com os olhos semicerrados, levando o copo em frente a sua boca, esperando minha resposta. 
- Ok, você está certa. Não está mais aqui quem falou. - Levantei minhas mãos na altura dos ombros, em modo de rendição.
Ri com minha própria atitude.
- De verdade, Nialler, o que veio fazer aqui? Sei que não é por causa da escola. - Suas palavras saíram tão baixas, quase que murmuradas.
Respirei fundo, soltando o ar fazendo mais barulho do que realmente era necessário, e esse gesto fez com que ela me olhasse atentamente. 
- Queria saber como você estava. - Aproveitei o intervalo entre o que eu falava para pegar outro muffin grande. - Não falava com você desde... você sabe, do que aconteceu na escola outro dia.
- Ah, que fofo! - Ela levou a mão livre para o coração, fazendo cara de comoção. - Você ficou preocupado comigo!
Senti minhas bochechas corarem. Qual é? Desde quando eu ficava com vergonha do que alguém tinha dito?
- Não se sinta muito importante, Tomlinson, eu não falei nada disso! - Me defendi automaticamente.
Gabriela mais uma vez riu mostrando todos os dentes e jogando a cabeça levemente para trás.
- Hã-hã, Horan. Vou me fingir de desentendida. 
Mais vários minutos se passaram em silêncio até terminarmos nosso segundo muffin, que eu poderia dizer estar simplesmente divino, mas mantive a boca cheia deles, porque falar isso iria soar muito gay.
Finalmente a comida tinha acabado. Pelo menos aquela que eu havia comprado antes de visitá-la. 
Eu estava me sentindo estranho. Não era usual Gabriela se manter em silêncio durante tanto tempo. Na maior parte do tempo nós simplesmente falávamos. Ponto final. Não tinha assunto específico, as coisas simplesmente saiam e nós não parávamos quietos. Mas desde Erick sendo preso, ela havia se fechado. Não falou comigo desde então. Nossas conversas haviam se tornado tipos de monólogos, e eu sabia que eu não era o único. 
Kemelly a havia visitado ontem junto de Marie, mas as garotas apenas ficaram no quarto dela e assistiram a um filme cujo nome é irrelevante. Ela estava quase vivendo a frase “Enjoy the silence”.
Louis estava com seus próprios problemas, e eu tive certeza de que ele não teria notado nada de diferente. Era patético o fato de eu achar que tinha algo errado por ela estar menos falante, mas era a verdade.
Ela talvez conseguisse esconder de muitos, mas eu a conhecia bem demais para simplesmente aceitar suas atitudes de agora. Gabriela sabia que eu estava ali para entender o que estava acontecendo, e mesmo assim se mantinha calada.
Bufei irritado, levando as mãos até minha cabeça para passá-las sobre meu cabelo.
- Pode começar a falar. - Fui direto e reto olhando para ela.
- Er... Falar o quê? - Me olhou como se não tivesse entendido do que se tratava.
- Gaby, eu vou ser bem claro. - Pigarreei fazendo com que ela baixasse os olhos e apoiasse suas mãos na lateral da bancada. - Você fala igual a uma matraca, mas parece ter perdido essa habilidade  desde anteontem, então, você não me engana! 
Como se qualquer coisa idiota que eu falasse a fizesse rir, o som da sua risada tomou conta da cozinha e ela pareceu ficar mais alegre. 
- Niall eu já disse que tô bem!
- Então por que não foi pra escola hoje? - As palavras saíram antes que fosse possível ela dar mais uma de suas gargalhadas.
Quando ela bufou, eu soube a resposta.
- Louis não te disse? Eu não estava bem. - desceu de onde estava sentada, ficando praticamente da minha altura. - Será que agora podemos assistir um filme? 
- Claro, se você puder parar de fingir e me contar tudo depois... - fiz a proposta e esperei que Gaby respondesse.
Com os olhos passando por cada traço de mim, ela manteve a boca em uma linha reta e o corpo imóvel. Assentiu com a cabeça ainda sem fazer qualquer som. Ela estava com medo de falar o que não devia.
Me olhou uma última vez e seguiu para a sala, decidida a ver o tal filme.
Me sentei ao seu lado assim que Gabriela colocou o play, ainda em silêncio. A olhei por completo, vendo seus dedos inquietos sobre sua perna e suspirei quase aliviado.
Não precisei pedir nenhuma confirmação de que ela iria realmente falar comigo depois. Sabia disso apenas pelo modo que ela me olhou, eu sabia qual seria seu próximo passo.

Liam POVs

- Sabe, acho que eu poderia me acostumar com esses chocolates... - Foi o comentário de Kemelly ao meu lado que se entupia de bombons enquanto assistíamos a um filme na sala de minha casa.
- Eu também podia me acostumar com todo o chocolate que você me deu, mas preciso de outras coisas além disso pra sobreviver. - disse enquanto arrumava a almofada que eu estava encostado. 
Eu não fazia o tipo de cara que apoia as pessoas que matam aula, e principalmente, sabia que Kemy também não. Mas por algum motivo, ainda desconhecido por nós dois, nos fez passar a manha inteira, variando entre sentar no tapete ou no sofá, nos enchendo de chocolate, ou como diria Kemelly, bombas calóricas que não trariam bons resultados no final.
Mas a academia tá aí pra isso. Sempre ajudando quem precisa.
Percebi que kemelly me encarava, dessa vez mordendo a ponta de um kit kat.

- Quais outros tipos de coisas você precisa pra "sobreviver"? - Ela enfatizou a ultima palavra, com cenho franzido e balançou a cabeça levemente para os lados. Disfarçadamente ri de sua atitude, antes de virar minha cabeça para que pudesse vê-la direito. - Provavelmente uma das mais importantes é o seu beijo. - Fiz um grande bico enquanto me aproximava dela, mas ao contrário do que eu esperava, kemelly começou a gargalhar.
Certo, qual a parte engraçada que eu deixei passar?
- Que foi? – Perguntei deixando a confusão tomar conta do meu rosto.
- Primeiro: como você é interesseiro, Liam! Segundo: Que cantada ruinzinha, pegou ela com o Harry?
A acompanhei rindo dessa vez, afinal, Harry provavelmente um dia já usou aquela frase, se não, ainda vai usar.
- Eu não sou interesseiro. – Resolvi optar por defender a mim mesmo.
- Hã-hã. – Minha namorada me olhou com uma sobrancelha arqueada, e virou o rosto para frente, me ignorando por completo.
Pensei pelo que pareceu dois segundos e me dei por vencido.
- É, talvez eu seja mesmo um pouco. - Dei de ombros, puxando-a para perto para beijar sua bochecha. Coisa que ela nem contestou. O barulho da fechadura da porta sendo aberta nos alertou que alguém havia chegado. Esse alguém, muito provavelmente, era uma garota chamada Helena, que além e ser a única moradora da casa além de eu, hoje parecia ter tomado dois litros de café logo depois de pegar a correspondência. Situação atípica, já que o sol da manhã, ao contrário do que deveria fazer com que ela sorrisse e agradecesse pela vida, só fazia com que seu mau-humor se propagasse por cada canto de seu corpo. 
- Olha se não são aqueles que faltaram na escola hoje! - Lena falou alto o suficiente para que pudéssemos escuta-la mesmo separados por um grande cômodo. - Trouxe o Zayn comigo!
- E aí? - Ele falou apenas para dar um sinal de vida.Imaginei que seu aviso nada mais tinha sido do que uma forma de me impedir de fazer qualquer comentário desnecessário. 
- Podem continuar fazendo o que estavam fazendo! - Helena voltou a falar um pouco mais alto, começando o trajeto para o segundo andar. Eu sabia disso, pois era possível escutar muito claramente os seus passos apressados e duros contra o assoalho dos degraus. - Mas não se empolguem muito! Ainda sou muito nova pra ser titia!! Juntei as sobrancelhas um tanto quanto indignado e pausei o filme. 
- E vocês tentem não ser muito barulhentos, nós aqui embaixo temos a audição muito, muito boa! - Arregalei os olhos, ainda perplexo e virei meu rosto pra Kemelly. Escutei risadas controladas vindo do andar de cima. 
- Você é doida. - Disse por fim.
- Oras, quem começou foi ela! Só dei o troco. - Deu de ombros, tomando o controle da minha mão e tirando o filme da pausa enquanto mordia mais um Kit Kat. Já estava nos créditos finais quando escutamos a porta da frente bater. Ninguém falou nada, mas a resposta óbvia era que Zayn e Helena tivessem saído para sabe-se lá onde, fazer sabe-se lá o quê.Vendo que não tinha outro filme no mínimo decente passando na TV, ou qualquer série que gostássemos um pouquinho, me virei completamente para minha namorada. - E agora você quer fazer o quê? Ela também se virou, assim podendo me olhar por inteiro. - Você quem decide, meu anjo. – Foram as palavras que ela disse antes de deitar a cabeça no meu peito. - Por que não vamos dar uma volta em algum lugar? - Propus a ela, quase animado.
- Não. Gosto de ficar de bobeira com  você. – Negou, mexendo os lábios em uma careta. 
- E acho que você poderia cantar pra mim. É mais legal. - Sua risada saiu abafada contra a minha camisa. 
- Qual música você quer que eu cante? - Suspirei contra o topo de sua cabeça, começando a passar a mão pelo seu cabelo.Kemelly pensou por alguns poucos segundos, sem deixar claro o que se passava em sua mente, mas quando mexeu a cabeça, soube que ela já tinha decidido. 
- Aquela que você anda murmurando pelos cantos. Pensei e pensei tentando descobrir de qual música ela falava, mas eu simplesmente não fazia ideia de qual era. Por que na verdade, eu murmurava muitas músicas para onde quer que eu fosse, mas não significava que eu tinha uma lista sobre elas.
- Hm, Kemy? Não sei do que você está falando. – Fui sincero, tentando manter longe a minha expressão de confusão que tinha por todo meu rosto. Ela levantou a cabeça até poder me olhar parcialmente. 
- Eu sei que é aquela que você pediu opinião para o Zayn um dia desses. Naquele dia que você não parava de escrever no fim do seu caderno. Ah, aquela música. 
- Não sei se é uma boa ideia, anjo. A música não está pronta ainda. - Tentei justificar. 
- Deixe de ser chato, Liam! - Começou ela se afastando por completo. - Escutei a melodia, por que não posso saber da letra? 
- Era pra ser uma surpresa minha e dos outros. - Mais uma vez tentei argumentar. Só que eu estava saindo muito ruim nessa categoria.  - Não fiz mais que um verso, Kemy...
- Não me importo se tenha sido só uma frase, quero escutar mesmo assim. - Disse convencida, me deixando sem saída. Levantei preguiçosamente, reclamando um pouco pelo pescoço dolorido e me dirigi em direção à escada para pegar o violão no meu quarto. Não demorei mais que cinco minutos, mesmo que minha real vontade fosse demorar horas. Mas eu sabia que se eu não fosse até Kemy, ela viria até eu. Ou seja, era quase que o ditado popular “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.
 Assim que me sentei no sofá, kemelly se mostrava totalmente interessada no momento que eu fosse começar a tocar.
- Primeiro de tudo - Comecei a dizer. -, tocar violão não é comigo. É por isso que a parte da melodia foi coisa do Niall. Mas como não é ele aqui, a chances de eu ferrar com tudo são bem grandes. Então não ria, ok? 
Kemy sorriu abertamente e negou com a cabeça, talvez ignorando o que eu tinha acabado de falar pra ela.
Decidi que ia tocar e cantar apenas a parte que eu havia feito. A parte que eu tinha me inspirado nela. A dos outros garotos, se é que eles tinham escrito alguma coisa, eu deixaria para eles cantarem, tocarem, enfim. Eu faria só a minha parte. Egoísta, eu sei.
- Começa logo, Liam! – Ela me pediu mais uma vez impaciente. No segundo seguinte eu já estava procurando as notas certas no violão. 


I know you've never loved
(Eu sei que você nunca amou)
The crinkles by your eyes
(As rugas nos seus olhos)
When you smile,
(Quando você sorri)
You've never loved
(Você nunca amou)
Your stomach or your thighs
(Seu estômago ou suas coxas) 
The dimples in your back
(As covinhas em suas costas)
At the bottom of your spine
(Até o fim da sua coluna)
But I'll love them endlessly
(Mas eu as amarei para sempre)

Parei a música na metade, terminando os versos que eu tinha escrito. Levantei os olhos para Kemelly e a encontrei com a boca entreaberta, o que em minha opinião, informava que ela estava, talvez, extasiada. 
- Foi você quem escreveu? - O timbre de sua voz estava tão baixo que fazia parecer que ela estivesse contando algum segredo. Afirmei, balançando a cabeça para cima e para baixo, esperando quais seriam as próximas palavras que ela usaria.
Enquanto pacientemente eu esperava que ela opinasse meus dons artísticos, ela estava ali, pulando em cima de mim, fazendo com que o violão fosse parar num ponto um pouco distante de nós, para que ela pudesse me abraçar forte, da maneira que eu estava fazendo. 
- Você e incrível Liam! Eu amei! - Sua voz saiu abafada contra minha bochecha, quase como um sopro. Eu a apertei contra mim da mesma forma que ela estava fazendo, até que nós dois acabamos nos desequilibrando e caindo no chão, eu embaixo e ela encima. Essa situação acabou nos rendendo boas gargalhadas. 
- Fico feliz por você ter gostado, mas tenho que lhe avisar que você estragou a surpresa que íamos fazer. - Comentei enquanto ela ainda estava encima de mim. Parecia, aliás, que não ia sair assim tão cedo. 
- Eu posso treinar algumas caretas e fingir que não sabia nada sobre a música. - Ofereceu ela ainda sorrindo. - Mas só se você quiser! Se não vou esfregar na cara das minhas amigas que fui a primeira a escutar! – Kemy ameaçou, arqueando uma sobrancelha e tirando os fios de cabelo que caiam na frente de seu rosto e consequentemente no meu também.
- Não! Não faça isso. – Me prontifiquei a falar. Os garotos iam me dar uma bela de uma bronca se ela aparecesse falando sobre isso.
- Tô só brincando, seu bobo. – Tentou acalmar minha expressão de desespero, até que por fim ela encaixou a cabeça na curva do meu pescoço. 
- Obrigada de verdade. 
- Eu que deveria agradecer por me dar a inspiração. – Retruquei, ainda a abraçando. Eu gostava do jeito que estávamos. 
- Você tá me deixando sem graça. – Murmurou sem mostrar o rosto. 
- Deixa eu ver duas bochechas coradas? 
- Você é um chato!! - kemy falou começando a rir. 
- Sou apaixonado por você, isso é diferente. - Tentei me explicar no momento em que ela me olhou. 
- Então eu tenho uma boa notícia pra você. - Arqueei uma sobrancelha. - Eu também sou apaixonada por você. 
E foi a ultima coisa que ela disse antes de encostar seus lábios nos meus.




Mary POVs

Tudo muito estranho. Tudo muito suspeito.Lá estava eu, no shopping com Tomlinson impaciente ao meu lado no banco no meio do corredor. Apesar do silêncio, que não me incomodava, Louis parecia estar hiperativo por causa disso! Não parava de balançar o pé freneticamente por dois minutos, e às vezes, além da aparência de seu calçado estar tomando um choque elétrico constante, seus dedos pareciam ter vida própria. Eu não estava conseguindo lidar com isso.Eu contava os minutos para que finalmente o amigo de Lou chegasse e pudéssemos logo fazer alguma coisa, por que ficar parada não era algo que eu realmente gostava, principalmente quando eu havia tomado três xícaras de café e comido vários bombons de chocolate há pouco tempo antes. Ah, e tinha também o energético que tomei quando passei em casa. Certamente eu conseguiria passar o dia todo dançando até ter um colapso.
Olhar o movimento das pessoas indo e vindo, rindo, falando, gargalhando, compartilhando sacolas e mais sacolas me trazia boas lembranças. Coisas agradáveis que não tanto tempo atrás eu fazia com meus amigos. Por que era exatamente isso que um bando de adolescentes ia fazer num shopping. Comprar coisas e rir de tudo.Suspirei com meus pensamentos. Tentador demais. Podia ouvir meu cartão de crédito chamar pelo meu nome e produzir uma luz que atravessava a carteira e a bolsa, chamando minha atenção e... NÃO! Hoje eu tinha que estudar e por meus neurônios para trabalhar, tirar boa nota naquela maldita prova e ser alguém na vida. Cadê aquele garoto desgraçado pra encher meu cérebro de coisas inúteis? Quer dizer, úteis!
- Lou? - chamei-o virando meu rosto em sua direção.
- Hm?
- Essa uma hora de atraso da parte dele, era pra acontecer? - Meu amigo cruzou os braços e bufou em desinteresse, Fazendo meus lábios ficarem em linha reta.
- Na verdade não. - Foi sua resposta nada esclarecedora. 
Assenti com a cabeça, cruzando os braços da mesma forma que ele. E ficamos os dois assim até o telefone de Louis tocar.
- Fala, cara. Cadê você? - Talvez tenha sido pela pergunta óbvia e direta, todavia, percebi que Lou falava com seu amigo só alguns minutos atrasados. 
Ok, minha ironia estava tão hiperativa quantos os pés de Louis, qual agora o faziam andar de um lado para o outro na minha frente.Quando ele desligou o celular, tive quase certeza que vi a sombra de um sorriso passar por seus lábios, mas quando bufou em seguida e parou  em minha frente, me encarando sem expressão definida, achei que toda a cafeína no meu corpo estava me fazendo ter alucinações.
- E então... - O incentivei a falar.
- Ele não vem. Teve um problema. - Dessa vez fui eu quem bufei, rolei os olhos e levantei com raiva.
- Qual é? E agora, o que eu faço? - Bati as mãos na lateral do meu corpo fazendo um bico gigante.
- Sem estresse, por favor, Mary. - Louis se sentou no mesmo lugar que estava antes e passou a não nos cabelos, os deixando um tanto bagunçados.
Enquanto ele estava ali, com os cotovelos apoiados nos joelhos, me olhando como se tentasse arrumar um jeito de me ajudar, me fez  perceber como ele estava totalmente beijável, lindo. Balancei a cabeça com a tentativa de me livrar desses pensamentos. Hoje eu tinha que estudar! Porque será que meu cérebro conseguia pensar em tudo menos na porcaria da matéria de Química? Isso já tava ficando osso.
- Olha, por que não fazemos o seguinte... - Foquei minha visão em seu rosto. - Eu te ajudo, se você quiser.
Desde quando Louis Tomlinson é assim tão solidário com os demais seres humanos? Pisquei várias vezes antes de concordar levemente com a cabeça, ainda com dúvida no olhar.
- Ótimo. - Ele se levantou e agarrou minha mão, arrastando-me para só Deus sabe onde dentro daquele shopping.
Empaquei no meio do caminho, fazendo-o me olhar estranhamente. Continuava lindo do mesmo jeito.
- Sério que tem que ser agora? - Perguntei com a voz embargada pelo tédio e contragosto.Louis abriu um sorriso divertido, o que fez consequentemente com que eu sorriso também.
- Você não tá nem um pouco a fim de abrir um livro, né?
- Não desde que eu olhei a vitrine de sapatos. - Dei de ombros, já que aquela vontade de estudar Química já tinha se esvaído do meu corpo desde que eu pisei na escola no primeiro dia de aula desse ano.
Decidi que se meu cérebro não conseguia se concentrar nesses números que eu precisava, então ele ia se focar nos números das etiquetas que eu iria olhar. Claro, se Louis ainda quisesse me acompanhar, porque ficava meio difícil fazer isso com ele rindo, descontraído, sem olhar para um lugar preciso.Até que tudo perdeu a graça e seus olhos se prenderam em mim.Ficamos um tempo nos encarando. Mordi o lábio inferior, sem ter nada a dizer. Louis deixou sua boca em uma linha reta assentindo levemente com a cabeça.
- Quer ir ao cinema? - Perguntou.
Não precisei pensar no que responder.
- Claro - Disse eu já virando os calcanhares em direção ao cinema, junto de Louis, que vinha logo ao meu lado rumo ao filme que ainda íamos escolher.

Zayn POVs


A partir do momento em que a aula chegou ao fim, Helena me arrastou para a casa dela sem deixar que eu me despedisse dos meus amigos, o que me renderia uma bela de uma explicação para eles mais tarde.Não que todos eles se importassem com meu desaparecimento repentino, mas esse desaparecimento repentino com Helena era uma história totalmente diferente. Pelo menos para eles. 
Afundei em sua casa, cumprimentando Liam e Kemy antes, seguindo para o quarto dela logo depois. Helena fez com que eu opinasse todos os dezessete conjuntos de roupa que ela experimentou, e não pararia até que achasse a roupa perfeita. E apesar de todas serem legais, eu achava que ainda ia demorar um certo tempo até que minha opinião realmente importasse ou que ela se sentisse satisfeita com alguma das mil roupas dentro do seu armário. 
- O que acha desse? - Sentado, com as mãos na cabeça, a olhei com uma roupa diferente pelo que parecia a centésima vez. 
- Ah, sei lá. - Observei sua blusa decotada e fiz uma careta. - Não acha que seus... Amiguinhos ficam muito protuberantes nessa roupa?
Helena abaixou o olhar para seu próprio corpo, obviamente confusa e depois me olhou um tanto incrédula. 
- Tá falando dos meus peitos? - Não acho que ela tenha ficado feliz com meu comentário. 
- É... Na verdade tô sim, Lena. - Comecei a procurar palavras que pudessem me justificar. - Não que a roupa não seja bonita, na verdade é sim, como todas as outras, mas seus... er... Melões? Não sei. Ficam muito chamativos. 
Esperei que ela respondesse, mas ela apenas me olhava com as sobrancelhas juntas, incrédula e com a boca entreaberta. Piscou várias vezes antes de finalmente voltar a falar comigo: 
- Qual seu problema com a palavra "peitos"? - Começou a gesticular e eu não sabia o que responder. - Não fique dando apelido para os meus peitos!
- Fiquei sem graça de falar diretamente! - tentei me defender, outra vez, mas definitivamente não foi algo que pareceu funcionar, de novo. 
- Então da próxima vez diga simplesmente que você não gostou da blusa! - Falou no intervalo de tempo em que ia pro armário e pegava outra roupa. 
- Ótimo, então eu não gostei da blusa! 
- Perfeito, vou me trocar outra vez. - E se enfiou no banheiro logo em seguida. 
Esperei pelos próximos dois minutos ali, estático. E também esperei do fundo do meu coração para que dessa vez a roupa fosse definitiva! Nem eu tinha tantas roupas assim. Será possível que o armário dela era tão grande? Ou era algo no estilo de Nárnia, com fundo falso que virava outra sala que ela estava escondendo? Antes de poder repreender-me por pensar algo tão idiota, Lena já estava ali na minha frente.
- O que achou? - A olhei dos pés a cabeça. 
- Perfeita. – Felizmente, não havia dito isso só para que pudéssemos sair logo dali. Era exatamente assim que Lena estava. 
- Como você é puxa saco, vou entender isso como um "bonita". - Revirei os olhos. Eu não estava bajulando-a. 
- Vamos? 
E com ela calçando seu sapato em seguida, fomos do seu quarto, direto para o carro, seguindo para aquela mesma agência que tempos atrás já havíamos ido.

***

- Helena Payne? - Uma mulher de meia idade, bem vestida e com aparência de rica, a chamou detrás de um grande balcão de mármore, com placa de vidro no topo, cheio de computadores e outros um milhão de objetos para a mesma e outras várias mulheres posicionadas lado a lado, trabalhassem.
- Sou eu. - Lena se levantou com pressa até parar de frente com a tal mulher, que de um segundo para o outro havia colocado um óculos Ray Ben preto.
Nos medindo dos pés a cabeça, tomou fôlego para falar:
- Seu primeiro trabalho vai ser para a propaganda de alguns óculos escuros, ok? Sala sete, pode seguir. Vão te explicar melhor as coisas por lá. - Direta e reta a mulher explicou enquanto digitava qualquer coisa insignificante no laptop que tinha sobre seu balcão.
Perdidos dentro daquele lugar, saímos à procura da tal sala sete, que quando achamos, não devia ser de jeito nenhum chamada de sala. Aquele lugar era enorme! Metade da minha casa cabia dentro daquele lugar! Um estúdio, talvez?
Precisei piscar várias vezes pra conseguir acreditar o que uma portinha tão pequena como aquela podia esconder por dentro. Mas percebi que aquele tamanho exagerado não era para apenas uma coisa. Tinham câmeras para todos os lados, pessoas se movimentando sem parar. Algumas com cabides, outras com caixas, sem contar os fotógrafos, que pareciam brotar das paredes.
Helena, quem segurava minha mão, tinhas os olhos brilhando, faiscando de tanta felicidade, entusiasmo e emoção.
- Você é a senhorita Payne? – Fomos surpreendidos por uma mulher alta, com um rabo de cavalo bem preso no topo de sua cabeça, e cinto mil e uma utilidades preso em sua cintura, que tinha todo o tipo de pincéis que um ser humano normal pode conhecer.
Talvez sem conseguir formular uma frase concreta, Lena assentiu com a cabeça.
- Certo, só faltava você. – Com um puxão desnecessário, tiraram Lena de perto de mim e a arrastaram para a maquiagem. Dali em diante, eu me senti um intruso.
E de repente uma correria, muitas pessoas, flashs pra todo lado começaram. Fiquei tonto apenas olhando, tentando me acostumar com tudo aquilo durante as próximas duas horas e meia.
Helena vestiu roupa, tirou roupa, experimentou dezenas de óculos diferentes, de marcas e designers diferentes, além de provar alguns que seriam tecnicamente de grau. Passaram tanta base nela, que chegou a cobrir as pequenas sardas que ela tinha debaixo dos olhos, completamente.
Em um desses momentos em que eu a observava, pensei que tivesse sido exatamente pra isso que ela havia nascido, era o seu trabalho ideal. O sonho de vida dela. E eu sabia que provavelmente ela estava pensando a mesma coisa, porque seu sorriso era constante! Não era falso, por pura educação ou de atuação como o de algumas outras garotas ali. Era totalmente natural, e isso fazia com que ela se destacasse e ficasse ainda mais linda! Totalmente diferente das outras.
Quando dei por mim, lá vinha ela em minha direção, com aquele mesmo sorriso que eu não conseguia tirar do meu pensamento momentos atrás.
- Zayn, isso aqui é incrível!!! Eu tô no paraíso! Num sonho em vida real!
Senti que ela queria dizer muitas outras coisas, mas não conseguia encontrar as palavras certas para descrever e isso estava bem explícito em seu rosto.
Eu tentava, da mesma forma que ela, achar um jeito de falar como eu estava feliz por simplesmente vê-la feliz. E enquanto meu cérebro me dizia pra se mais homem, e eu o mandava calar a boca, porque eu queria abraça-la e dizer que ela se encaixava ali, fomos interrompidos por um homem (seria ele homem mesmo?), que com apenas um "hey" havia parado todas aquelas dezenas de pessoas.
- Preciso de uma substituta, agora! – Falou com a voz fina e expressão de desespero.
Esse simples gesto fez muitas pessoas, e eu digo muitas mesmo, se amontoaram ao redor dele falando todas sem parar, andando com pressa evidente assim que o mesmo abanou a mão.
Em outras palavras, eu não estava entendendo nada.
Mais rápido do que um dia eu fosse me acostumar, puxaram Lena por um braço, pegando-a de surpresa, e me deixando surpreso. Outras duas garotas também foram devidamente arrastadas para fora da sala.
E sem outra escolha, eu a segui para só Deus sabe onde.


Harry POVs

Decidi que hoje eu iria me encontrar com Leticia, esperando que ela me contasse o que estava acontecendo de tão preocupante para ela se afastar tão rápido de todos os seus amigos, inclusive de mim.
Segui para a sua casa, cantarolando uma das músicas que eu e os outros caras estávamos compondo. Sim, estávamos levando bem a sério esse negócio de banda. Principalmente quando temos mais uma etapa para se passar daqui a poucos disas.
Toquei a campainha, esperando a governanta abrir a porta, mas ao contrario do que eu achava, lá estava Lucca, com a mesma cara de tédio que tinha toda vez que me olhava.
- Ah, é você... - Foi o que disse antes de tentar fechar a porta na minha cara. Coloquei meu pé no vão entre ela e o batente.
- Qual é? Eu só vim aqui falar com sua irmã! - Cansado de discutir com aquele garoto, bufei irritado.
- É exatamente por isso que eu não quero deixar você entrar. - Se justificou, me fazendo revirar os olhos.
- Não entendi o que uma coisa tem a ver com a outra.
- Só vai embora daqui, ok? - Me empurrou, não sendo eficaz na tentativa, e me olhou como se quisesse que eu desaparecesse.
- Caralho! Será que você pode sair da minha casa?
- Não até eu falar com a Leticia. - Fiz força, empurrando a porta contra ele. - O que é isso? Algum tipo de complô para eu não vê-la?
- Nossa! Finalmente você entendeu. - Me encarou com os olhos arregalados. - Só não é mais burro por falta de espaço!
- Falou o cara que repetiu de ano na matéria de Artes!
- Hey, o que tá acontecendo aqui, caramba? - Uma voz conhecida nos tomou de surpresa. Infelizmente essa voz não era de Leticia.
- Esse cara idiota com ninho de pássaro na cabeça tá tentando invadir nossa casa. - Lucca destorceu a história toda, sem ligar a mínima se eu estava ali pra me defender.
- Eu já disse que só vim aqui ver a Leticía! Puta que Pariu, o que eu fiz de errado com essa família? - Balancei os braços em confusão, tentando encontrar a parte da história que eu tinha perdido.
- Olívia, faça algo que presta e manda esse... projeto de homem embora!
- Lucca, cala a boca! - A garota gritou em tom de cansaço, não parecendo nem um pouco com a garota vingativa e maléfica que eu via em tempo integral.
- De que lado você tá, garota esquisita? - O irmão dela a olhou incrédulo, pedindo por uma explicação que não viria.
- Ignora ele. - Se dirigiu a mim. - A Lelê tá no quarto dela. - Puxou o garoto pela camiseta, abrindo espaço para que eu entrasse. - Você sabe o caminho.
- Será? Talvez ele precise de um mapa pra subir as escadas. - Lucca resmungou mais uma vez. Me limitei a contar mentalmente até dez e não agredir o irmão da minha namorada. Isso provavelmente não pegaria bem, mesmo que ele merecesse alguns socos.
- Valeu, Olívia. - A Agradeci, pelo que parecia ser a primeira vez na vida, e a passos largos segui para a escada.
- Sabe que a Leticia vai querer te matar, não sabe? - O cara que eu queria bater se dirigiu a irmã, que permanecia de costas para onde eu estava indo. Não era a intenção deles que eu escutasse.
- Como se ela já não estivesse louca pra isso...
Virei o corredor e encontrei sua porta entreaberta. Uma música consideravelmente alta invadiu meus ouvidos, e pensei que talvez ela estivesse procurando por algo nov para tocar na guitarra. Pensando bem, hoje não seria dia de aula dela?
Pensei em bater, mas mesmo se fizesse, seria ignorado, pois ela provavelmente não escutaria. Resolvi então apenas entrar e a receber com um "surpresa!".
Sem outra opção melhor para o momento, foi isso mesmo que e fiz. Mas sem aparte do surpresa. Quero dizer, pra parte dela, por que quem ficou surpreso fui eu quando encontrei tantas caixas espalhadas pelo cômodo.
A encontrei me olhando assustada, surpresa e confusa. Provavelmente tinha mais alguma coisa que ela estava sentindo no momento, mas eu não pude identificar, por que a sua recepção foi tão boa quanto a do seu irmão há alguns minutos atrás.
- Harold? O que você tá fazendo aqui? - Passou por mim sem dar muita confiança e fechou a porta.
- Vim te visitar, o que mais viria fazer? - Indaguei um pouco confuso por sua reação.
Ela respirou de forma nervosa e digitou qualquer coisa bem rápida no seu computador, antes de desligá-lo.
- Por que você tá tão nervosa?
- Eu? Não to nervosa não, Harry. Impressão sua! - Me olhou mordendo o lábio inferior, e lançando um sorriso nada convincente para mim.
- Você tá nervosa sim, o que tá acontecendo com você? - Eu já começava a ficar preocupado com o que estava acontecendo. - É por causa da reforma que você tá fazendo? - Perguntei olhando ao redor, começando a fuçar dentro das caixas.
- Eu não tô nervosa, Harry. Já disse!
Ignorei suas desculpas esfarrapadas enquanto via muitas roupas dentro das caixas, sem contar uma mala meio aberta embaixo da cama. Pra ela estar guardando até as roupas deve ser uma baita de uma reforma.
- Você vai mudar todos os móveis ou só os principais? - Perguntei distraidamente, enquanto ela continuava me rodeando não gostando nem um pouco da minha presença ali. Eu realmente estava me sentindo um rejeitado.
- Quê? - Ela perguntou me encarando sem piscar os olhos.
- A reforma que você vai fazer. - Expliquei. - Quais são suas ideias?
Leticia balançou sua cabeça negativamente, ainda prendendo seu olhar no meu.
- E não vou reformar nada, Harold... - Respondeu de contragosto, e eu fiz a melhor cara de confusão que pude.
- Quê? Mas tá quase tudo arrumado em caixas? - Apontei para uma, como se tentasse fazê-la lembrar de algo óbvio.
Leticia levou as mãos ao cabelo, nervosamente, bufando e murmurando algo que eu não entendi muito bem. Tive uma sensação ruim do que estava por vir, mas mandei meu sexto sentido ir catar avião na curva.
- Isso não é pra uma reforma... - Começou me olhando com uma espécie de pena no olhar.
- Então pra que é? Tá querendo fazer uma espécie de bazar na garagem ou levar pra um brechó e... - Soltei a lista de opções, tentando achar algo que se encaixasse na situação, mas quando Lelê me interrompeu, não foi só a minha fala que ela cortou, foi como se tivesse feito isso comigo completamente.
- Eu to me mudando, Harry.

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Nota da Autora: Hey Everyone! Como estão? Como foi a copa? Como estão de férias?
Então... Antes de qualquer coisa, desculpe pelo um mês e dois dias de atraso que eu tive pra postar o capítulo especial de dia dos namorados, e por isso mesmo que ele não é mais um especial dia dos namorados. Mas enfim... Essa é a parte um - como eu já disse - de um grande (imenso) capítulo, com mais ou menos 16 páginas escritas, que ainda não foram terminadas.
Mas eu tenho duas boas desculpas para isso.
Primeira: A copa do Mundo. --> Sério, eu pensei que tivesse virado sócia dos canais de esportes, de tão vidrada que eu tinha ficado nos jogos! De repente eu sabia tudo sobre futebol. (ilusão minha, aliás) .. Mesmo com o Brasil perdendo de 7 x 1, eu continuei firme torcendo com todos que jogassem contra a Argentina! Brincadeira, eu não fiz isso. De verdade, eu queria que a Holanda tivesse ganhado, mas não foi dessa vez...
Segunda: Eu vou viajar. Aí vocês se perguntam E o que isso tem a ver? e eu respondo TUDO! Essa viagem vai ser tipo, extremamente importante na minha vida, então não dá pra ignorar! Eu ganhei ela como presente de quinze anos, mesmo que agora eu tenha dezesseis, e ela vaia acontecer em 19 dias, por isso eu to correndo igual a uma louca atrás de tudo o que eu preciso.  Eu vou pra Londres! Tenho que estar a altura!
Infelizmente meu sonho de encontrar os boys na rua não vai acontecer, porque eles vão estar do outro lado do oceano. Ou seja, nos States.
Enfim. Mal feio, feito, tá aí o capítulo, espero que tenham gostado, e eu não sei porque continuo escrevendo se ninguém comenta! Me sinto como se fizesse isso para o gasparzinho, mas no fim das contas eu sei que tem gente lendo isso, porque eu vejo na audiência do blog! (muahahaha).
De qualquer forma, obrigada a quem leu até aqui! Volto em breve com mais um capítulo! xoxox

ps: Quem viu isso?

estou in love com eles!! ><

Ass: Gabriela Pingituro : )