Recado das autoras

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Ass: Gabriela e Leticia

(in English)

First, we wanted to thank everyone that came to our fanfiction. This is really important to us. Our main goal in this blog is to let you interested in what we write. So we are willing to improve in all that you think necessary. That's why we ask that you leave the cometary below the posts, or contact me at twitter @gabi_ptl. We would be happy if you told us what they're thinking.
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with love: Gabriela and Leticia


segunda-feira, 14 de julho de 2014

2ª Temporada 51º Capítulo

Especial de Dia dos Namorados (Só um mês atrasado) Parte 1 


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Niall POVs

Assim que pisei em seu gramado, mandei uma mensagem para Gabriela pedindo para que ela abrisse a porta. Esperei pacientemente que ela me respondesse. A garota foi bem delicada ao dizer "a porta tá destrancada, se vira", me fazendo arquear as sobrancelhas e rir. 
Porém, ao contrário do que ela escreveu, a porta não estava destrancada. O que me rendeu vários minutos procurando a chave reserva, que no fim da história estava embaixo do capacho da frente. Clichê demais. 
Assim que passei pela entrada, o gato de Gaby já estava miando e trançando as minhas pernas enquanto eu tentava ir até a cozinha.
Infelizmente, ou talvez felizmente, eu não tinha nada que o bicho fosse gostar.
Deixei as coisas que tinha comprado ali e segui escada acima até o quarto de minha amiga, qual podia se escutar o barulho da televisão bem baixo, como se fosse um ruído.
- Toc-Toc? - Empurrei sua porta entreaberta, a encontrando amontoada debaixo do edredom estampado azul escuro. - Posso entrar? 
- Você entraria mesmo que eu dissesse que não. Já fez isso invadindo minha casa. - Sua voz estava grogue, seu cabelo todo bagunçado e ela ainda de pijama com o controle remoto na mão olhando para a TV com tédio evidente. 
- Foi bem fácil, na verdade - Comecei a me dirigir até ela. - Principalmente pelo fato da sua falta de criatividade por colocar a chave embaixo do tapete.
- Reclame com Louis. Foi ideia dele. - O único movimento que ela fez foi apertar o botão do controle. 
Comecei a ficar um pouco sem graça por ela não estar prestando a mínima atenção em mim. E suas frases diretas me fizeram pensar por um milésimo de segundo, que talvez ela não quisesse ninguém por perto.
- Bibi, você não vai levantar da cama? - Dei mais dois passos pra frente.
- Não. Sou casada com ela agora. - Então ela desligou a TV e jogou o controle remoto em algum lugar do seu lado.
- Certo, foi você quem pediu. - E antes que ela ao menos pudesse fazer sua cara de confusão, me atirei sobre ela.
- Niall, seu gordo! Sai de cima de mim! - Gaby provavelmente estava tentando me bater, mas a única coisa que eu escutava era o som abafado de suas mãos batendo do edredom. 
- Você que começou sendo chata e antipática. - Me justifiquei sem mudar minha posição. - Esse é o seu castigo. - Abri um sorriso sem mostrar os dentes.
Gaby então começou a falar um milhão de coisas ao mesmo tempo se balançando igual a uma louca, me fazendo gargalhar por suas ações. A garota era tão fraca que as vezes chegava a ser cômico.
- Você tá me esmagando, droga! - Disse por fim, jogando os braços no colchão. - Nialler, eu tô sem ar!
Percebi que ela não estava mentindo e me apressei em tirar meu peso dali. Ela respirou fundo assim que fiz isso, parecendo querer pegar todo o ar do quarto só para ela de uma única vez.
- Se queria me matar sem oxigênio, podia ter usado o travesseiro, talvez fosse mais rápido. 
- Nossa, que bicho te mordeu hoje? - A olhei incrédulo.
- Um bicho chamado "vida". - Gaby revirou os olhos, cruzou os braços e me olhou pela primeira vez desde que cheguei.
- Seguinte - Comecei a falar tomando impulso para me levantar. -, vamos sair dessa cama. 
A olhei firme e impassivel. Gabriela permaneceu no mesmo lugar sem se mexer. Ponderei a ideia dela ter virado uma estátua de cera em trinta segundos, mas no fim das contas, ela era apenas uma pessoa muito teimosa, que estava fazendo birra.
- Já disse que estou casada com ela, Nialler! - ela remexeu os braços impaciente.
- Deixa de ser sedentária, garota! - puxei o edredom de cima dela, que fez um grande bico olhando para o meu rosto.
- Me dê um bom motivo pra isso. - Me desafiou e eu lancei um sorriso malicioso.
- O prazer da minha companhia! - Estendi a mão para ela pegar, qual ela recusou com um olhar que praticamente dizia "não seja idiota".
- Um motivo de verdade! - Enfatizou a ultima palavra e eu me permiti revirar os olhos da mesma forma que ela.
- Eu deixo você escolher o filme. - Disparei em sua direção. 
Gaby se contentou em bocejar e se aconchegar de novo, encolhida na cama.
- Não estou convencida. 
- Eu trouxe o café da manhã. - Dei de ombros.
- Vamos descer.
Mais rápida que seus próprios pés estavam acostumados, ela se prontificou a descer de dois e dois degraus, saltando como se a gravidade não fosse nada até a cozinha, onde ela provavelmente pensou em encontrar a provável comida que eu havia trazido. E ela estava certa de onde procurar.
Se eu tivesse imaginado que apenas dizer sobre as compras na Starbucks já a teria feito levantar como se a casa estivesse pegando fogo, teria feito isso assim que pulei encima dela.
- Que bom que você trouxe cappuccino, é o meu preferido! - sua voz invadiu meus ouvidos mesmo antes de adentrar o ambiente da cozinha.
A encontrei sentada encima da bancada, segurando o copo térmico com as duas mãos perto do rosto. Não entendi exatamente o motivo para ela se sentar ali se na cozinha tinha pelo menos quatro bancos de frente para o balcão. Mas depois de anos de convivência, você aprende a ignorar certas manias.
- Eu sei, por isso comprei – Não seguindo seu exemplo, puxei o banco que estava em sua frente e me sentei ali, pegando um dos muffins e o café em seguida.
- Obrigada. - Foi sua resposta, seguida pelo primeiro sorriso que ela me dirigiu naquele dia. Nos contentamos então de comer o que seria nosso café da manhã. Segundo meu, na verdade.
Comemos em silêncio por algum tempo. Eu evitando de olhá-la por muitos segundos seguidos, e ela balançando a perna, batendo o calcanhar no azulejo contínuas vezes até terminar o muffin e permanecer apenas com a bebida em mãos, ainda com um pouco de vapor, saindo de dentro do copo.
- Sem querer ser mal educada, mas o que você veio fazer aqui? – Indagou insegura. Percebi pela forma que movimentou os ombros e balançou a cabeça. 
- Ah, você sabe. A escola tá muito, muito chata. - tente manter minha expressão séria, passar desinteresse, mas como sempre, o olhar dela apenas mostrava o que ela não dizia.
- Fala sério, Niall! 
- Tô falando! - Me justifiquei.
- Isso é realmente muito patético. - Bufou, cruzando as pernas ainda sem sair do lugar.
- Legal você hoje, hein? - Tomei um gole da minha bebida e não a olhei, mas senti seu olhar sobre mim, e soube que revirou os olhos, se sentindo culpada.
- Desculpe, Duende... - De novo mudou o modo que estava sentada, passando a sacudir a perna direita e sentar sobre a esquerda. - Só estou um pouco mal humorada.
- Um pouco? - Arqueei a sobrancelha usando o sarcasmo em minha voz, numa tentativa de melhorar o humor dela.
- Cala a boca... - Sorriu abertamente me chutando de leve. 
- Nossa! Pensei que fosse demorar o dia todo pra conseguir ver esse seu sorriso.
- Ah, me poupe, Niall! Não conheço ninguém que consiga acordar de bom humor, e eu não tenho que ser exatamente essa exceção. - Protestou com os olhos semicerrados, levando o copo em frente a sua boca, esperando minha resposta. 
- Ok, você está certa. Não está mais aqui quem falou. - Levantei minhas mãos na altura dos ombros, em modo de rendição.
Ri com minha própria atitude.
- De verdade, Nialler, o que veio fazer aqui? Sei que não é por causa da escola. - Suas palavras saíram tão baixas, quase que murmuradas.
Respirei fundo, soltando o ar fazendo mais barulho do que realmente era necessário, e esse gesto fez com que ela me olhasse atentamente. 
- Queria saber como você estava. - Aproveitei o intervalo entre o que eu falava para pegar outro muffin grande. - Não falava com você desde... você sabe, do que aconteceu na escola outro dia.
- Ah, que fofo! - Ela levou a mão livre para o coração, fazendo cara de comoção. - Você ficou preocupado comigo!
Senti minhas bochechas corarem. Qual é? Desde quando eu ficava com vergonha do que alguém tinha dito?
- Não se sinta muito importante, Tomlinson, eu não falei nada disso! - Me defendi automaticamente.
Gabriela mais uma vez riu mostrando todos os dentes e jogando a cabeça levemente para trás.
- Hã-hã, Horan. Vou me fingir de desentendida. 
Mais vários minutos se passaram em silêncio até terminarmos nosso segundo muffin, que eu poderia dizer estar simplesmente divino, mas mantive a boca cheia deles, porque falar isso iria soar muito gay.
Finalmente a comida tinha acabado. Pelo menos aquela que eu havia comprado antes de visitá-la. 
Eu estava me sentindo estranho. Não era usual Gabriela se manter em silêncio durante tanto tempo. Na maior parte do tempo nós simplesmente falávamos. Ponto final. Não tinha assunto específico, as coisas simplesmente saiam e nós não parávamos quietos. Mas desde Erick sendo preso, ela havia se fechado. Não falou comigo desde então. Nossas conversas haviam se tornado tipos de monólogos, e eu sabia que eu não era o único. 
Kemelly a havia visitado ontem junto de Marie, mas as garotas apenas ficaram no quarto dela e assistiram a um filme cujo nome é irrelevante. Ela estava quase vivendo a frase “Enjoy the silence”.
Louis estava com seus próprios problemas, e eu tive certeza de que ele não teria notado nada de diferente. Era patético o fato de eu achar que tinha algo errado por ela estar menos falante, mas era a verdade.
Ela talvez conseguisse esconder de muitos, mas eu a conhecia bem demais para simplesmente aceitar suas atitudes de agora. Gabriela sabia que eu estava ali para entender o que estava acontecendo, e mesmo assim se mantinha calada.
Bufei irritado, levando as mãos até minha cabeça para passá-las sobre meu cabelo.
- Pode começar a falar. - Fui direto e reto olhando para ela.
- Er... Falar o quê? - Me olhou como se não tivesse entendido do que se tratava.
- Gaby, eu vou ser bem claro. - Pigarreei fazendo com que ela baixasse os olhos e apoiasse suas mãos na lateral da bancada. - Você fala igual a uma matraca, mas parece ter perdido essa habilidade  desde anteontem, então, você não me engana! 
Como se qualquer coisa idiota que eu falasse a fizesse rir, o som da sua risada tomou conta da cozinha e ela pareceu ficar mais alegre. 
- Niall eu já disse que tô bem!
- Então por que não foi pra escola hoje? - As palavras saíram antes que fosse possível ela dar mais uma de suas gargalhadas.
Quando ela bufou, eu soube a resposta.
- Louis não te disse? Eu não estava bem. - desceu de onde estava sentada, ficando praticamente da minha altura. - Será que agora podemos assistir um filme? 
- Claro, se você puder parar de fingir e me contar tudo depois... - fiz a proposta e esperei que Gaby respondesse.
Com os olhos passando por cada traço de mim, ela manteve a boca em uma linha reta e o corpo imóvel. Assentiu com a cabeça ainda sem fazer qualquer som. Ela estava com medo de falar o que não devia.
Me olhou uma última vez e seguiu para a sala, decidida a ver o tal filme.
Me sentei ao seu lado assim que Gabriela colocou o play, ainda em silêncio. A olhei por completo, vendo seus dedos inquietos sobre sua perna e suspirei quase aliviado.
Não precisei pedir nenhuma confirmação de que ela iria realmente falar comigo depois. Sabia disso apenas pelo modo que ela me olhou, eu sabia qual seria seu próximo passo.

Liam POVs

- Sabe, acho que eu poderia me acostumar com esses chocolates... - Foi o comentário de Kemelly ao meu lado que se entupia de bombons enquanto assistíamos a um filme na sala de minha casa.
- Eu também podia me acostumar com todo o chocolate que você me deu, mas preciso de outras coisas além disso pra sobreviver. - disse enquanto arrumava a almofada que eu estava encostado. 
Eu não fazia o tipo de cara que apoia as pessoas que matam aula, e principalmente, sabia que Kemy também não. Mas por algum motivo, ainda desconhecido por nós dois, nos fez passar a manha inteira, variando entre sentar no tapete ou no sofá, nos enchendo de chocolate, ou como diria Kemelly, bombas calóricas que não trariam bons resultados no final.
Mas a academia tá aí pra isso. Sempre ajudando quem precisa.
Percebi que kemelly me encarava, dessa vez mordendo a ponta de um kit kat.

- Quais outros tipos de coisas você precisa pra "sobreviver"? - Ela enfatizou a ultima palavra, com cenho franzido e balançou a cabeça levemente para os lados. Disfarçadamente ri de sua atitude, antes de virar minha cabeça para que pudesse vê-la direito. - Provavelmente uma das mais importantes é o seu beijo. - Fiz um grande bico enquanto me aproximava dela, mas ao contrário do que eu esperava, kemelly começou a gargalhar.
Certo, qual a parte engraçada que eu deixei passar?
- Que foi? – Perguntei deixando a confusão tomar conta do meu rosto.
- Primeiro: como você é interesseiro, Liam! Segundo: Que cantada ruinzinha, pegou ela com o Harry?
A acompanhei rindo dessa vez, afinal, Harry provavelmente um dia já usou aquela frase, se não, ainda vai usar.
- Eu não sou interesseiro. – Resolvi optar por defender a mim mesmo.
- Hã-hã. – Minha namorada me olhou com uma sobrancelha arqueada, e virou o rosto para frente, me ignorando por completo.
Pensei pelo que pareceu dois segundos e me dei por vencido.
- É, talvez eu seja mesmo um pouco. - Dei de ombros, puxando-a para perto para beijar sua bochecha. Coisa que ela nem contestou. O barulho da fechadura da porta sendo aberta nos alertou que alguém havia chegado. Esse alguém, muito provavelmente, era uma garota chamada Helena, que além e ser a única moradora da casa além de eu, hoje parecia ter tomado dois litros de café logo depois de pegar a correspondência. Situação atípica, já que o sol da manhã, ao contrário do que deveria fazer com que ela sorrisse e agradecesse pela vida, só fazia com que seu mau-humor se propagasse por cada canto de seu corpo. 
- Olha se não são aqueles que faltaram na escola hoje! - Lena falou alto o suficiente para que pudéssemos escuta-la mesmo separados por um grande cômodo. - Trouxe o Zayn comigo!
- E aí? - Ele falou apenas para dar um sinal de vida.Imaginei que seu aviso nada mais tinha sido do que uma forma de me impedir de fazer qualquer comentário desnecessário. 
- Podem continuar fazendo o que estavam fazendo! - Helena voltou a falar um pouco mais alto, começando o trajeto para o segundo andar. Eu sabia disso, pois era possível escutar muito claramente os seus passos apressados e duros contra o assoalho dos degraus. - Mas não se empolguem muito! Ainda sou muito nova pra ser titia!! Juntei as sobrancelhas um tanto quanto indignado e pausei o filme. 
- E vocês tentem não ser muito barulhentos, nós aqui embaixo temos a audição muito, muito boa! - Arregalei os olhos, ainda perplexo e virei meu rosto pra Kemelly. Escutei risadas controladas vindo do andar de cima. 
- Você é doida. - Disse por fim.
- Oras, quem começou foi ela! Só dei o troco. - Deu de ombros, tomando o controle da minha mão e tirando o filme da pausa enquanto mordia mais um Kit Kat. Já estava nos créditos finais quando escutamos a porta da frente bater. Ninguém falou nada, mas a resposta óbvia era que Zayn e Helena tivessem saído para sabe-se lá onde, fazer sabe-se lá o quê.Vendo que não tinha outro filme no mínimo decente passando na TV, ou qualquer série que gostássemos um pouquinho, me virei completamente para minha namorada. - E agora você quer fazer o quê? Ela também se virou, assim podendo me olhar por inteiro. - Você quem decide, meu anjo. – Foram as palavras que ela disse antes de deitar a cabeça no meu peito. - Por que não vamos dar uma volta em algum lugar? - Propus a ela, quase animado.
- Não. Gosto de ficar de bobeira com  você. – Negou, mexendo os lábios em uma careta. 
- E acho que você poderia cantar pra mim. É mais legal. - Sua risada saiu abafada contra a minha camisa. 
- Qual música você quer que eu cante? - Suspirei contra o topo de sua cabeça, começando a passar a mão pelo seu cabelo.Kemelly pensou por alguns poucos segundos, sem deixar claro o que se passava em sua mente, mas quando mexeu a cabeça, soube que ela já tinha decidido. 
- Aquela que você anda murmurando pelos cantos. Pensei e pensei tentando descobrir de qual música ela falava, mas eu simplesmente não fazia ideia de qual era. Por que na verdade, eu murmurava muitas músicas para onde quer que eu fosse, mas não significava que eu tinha uma lista sobre elas.
- Hm, Kemy? Não sei do que você está falando. – Fui sincero, tentando manter longe a minha expressão de confusão que tinha por todo meu rosto. Ela levantou a cabeça até poder me olhar parcialmente. 
- Eu sei que é aquela que você pediu opinião para o Zayn um dia desses. Naquele dia que você não parava de escrever no fim do seu caderno. Ah, aquela música. 
- Não sei se é uma boa ideia, anjo. A música não está pronta ainda. - Tentei justificar. 
- Deixe de ser chato, Liam! - Começou ela se afastando por completo. - Escutei a melodia, por que não posso saber da letra? 
- Era pra ser uma surpresa minha e dos outros. - Mais uma vez tentei argumentar. Só que eu estava saindo muito ruim nessa categoria.  - Não fiz mais que um verso, Kemy...
- Não me importo se tenha sido só uma frase, quero escutar mesmo assim. - Disse convencida, me deixando sem saída. Levantei preguiçosamente, reclamando um pouco pelo pescoço dolorido e me dirigi em direção à escada para pegar o violão no meu quarto. Não demorei mais que cinco minutos, mesmo que minha real vontade fosse demorar horas. Mas eu sabia que se eu não fosse até Kemy, ela viria até eu. Ou seja, era quase que o ditado popular “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.
 Assim que me sentei no sofá, kemelly se mostrava totalmente interessada no momento que eu fosse começar a tocar.
- Primeiro de tudo - Comecei a dizer. -, tocar violão não é comigo. É por isso que a parte da melodia foi coisa do Niall. Mas como não é ele aqui, a chances de eu ferrar com tudo são bem grandes. Então não ria, ok? 
Kemy sorriu abertamente e negou com a cabeça, talvez ignorando o que eu tinha acabado de falar pra ela.
Decidi que ia tocar e cantar apenas a parte que eu havia feito. A parte que eu tinha me inspirado nela. A dos outros garotos, se é que eles tinham escrito alguma coisa, eu deixaria para eles cantarem, tocarem, enfim. Eu faria só a minha parte. Egoísta, eu sei.
- Começa logo, Liam! – Ela me pediu mais uma vez impaciente. No segundo seguinte eu já estava procurando as notas certas no violão. 


I know you've never loved
(Eu sei que você nunca amou)
The crinkles by your eyes
(As rugas nos seus olhos)
When you smile,
(Quando você sorri)
You've never loved
(Você nunca amou)
Your stomach or your thighs
(Seu estômago ou suas coxas) 
The dimples in your back
(As covinhas em suas costas)
At the bottom of your spine
(Até o fim da sua coluna)
But I'll love them endlessly
(Mas eu as amarei para sempre)

Parei a música na metade, terminando os versos que eu tinha escrito. Levantei os olhos para Kemelly e a encontrei com a boca entreaberta, o que em minha opinião, informava que ela estava, talvez, extasiada. 
- Foi você quem escreveu? - O timbre de sua voz estava tão baixo que fazia parecer que ela estivesse contando algum segredo. Afirmei, balançando a cabeça para cima e para baixo, esperando quais seriam as próximas palavras que ela usaria.
Enquanto pacientemente eu esperava que ela opinasse meus dons artísticos, ela estava ali, pulando em cima de mim, fazendo com que o violão fosse parar num ponto um pouco distante de nós, para que ela pudesse me abraçar forte, da maneira que eu estava fazendo. 
- Você e incrível Liam! Eu amei! - Sua voz saiu abafada contra minha bochecha, quase como um sopro. Eu a apertei contra mim da mesma forma que ela estava fazendo, até que nós dois acabamos nos desequilibrando e caindo no chão, eu embaixo e ela encima. Essa situação acabou nos rendendo boas gargalhadas. 
- Fico feliz por você ter gostado, mas tenho que lhe avisar que você estragou a surpresa que íamos fazer. - Comentei enquanto ela ainda estava encima de mim. Parecia, aliás, que não ia sair assim tão cedo. 
- Eu posso treinar algumas caretas e fingir que não sabia nada sobre a música. - Ofereceu ela ainda sorrindo. - Mas só se você quiser! Se não vou esfregar na cara das minhas amigas que fui a primeira a escutar! – Kemy ameaçou, arqueando uma sobrancelha e tirando os fios de cabelo que caiam na frente de seu rosto e consequentemente no meu também.
- Não! Não faça isso. – Me prontifiquei a falar. Os garotos iam me dar uma bela de uma bronca se ela aparecesse falando sobre isso.
- Tô só brincando, seu bobo. – Tentou acalmar minha expressão de desespero, até que por fim ela encaixou a cabeça na curva do meu pescoço. 
- Obrigada de verdade. 
- Eu que deveria agradecer por me dar a inspiração. – Retruquei, ainda a abraçando. Eu gostava do jeito que estávamos. 
- Você tá me deixando sem graça. – Murmurou sem mostrar o rosto. 
- Deixa eu ver duas bochechas coradas? 
- Você é um chato!! - kemy falou começando a rir. 
- Sou apaixonado por você, isso é diferente. - Tentei me explicar no momento em que ela me olhou. 
- Então eu tenho uma boa notícia pra você. - Arqueei uma sobrancelha. - Eu também sou apaixonada por você. 
E foi a ultima coisa que ela disse antes de encostar seus lábios nos meus.




Mary POVs

Tudo muito estranho. Tudo muito suspeito.Lá estava eu, no shopping com Tomlinson impaciente ao meu lado no banco no meio do corredor. Apesar do silêncio, que não me incomodava, Louis parecia estar hiperativo por causa disso! Não parava de balançar o pé freneticamente por dois minutos, e às vezes, além da aparência de seu calçado estar tomando um choque elétrico constante, seus dedos pareciam ter vida própria. Eu não estava conseguindo lidar com isso.Eu contava os minutos para que finalmente o amigo de Lou chegasse e pudéssemos logo fazer alguma coisa, por que ficar parada não era algo que eu realmente gostava, principalmente quando eu havia tomado três xícaras de café e comido vários bombons de chocolate há pouco tempo antes. Ah, e tinha também o energético que tomei quando passei em casa. Certamente eu conseguiria passar o dia todo dançando até ter um colapso.
Olhar o movimento das pessoas indo e vindo, rindo, falando, gargalhando, compartilhando sacolas e mais sacolas me trazia boas lembranças. Coisas agradáveis que não tanto tempo atrás eu fazia com meus amigos. Por que era exatamente isso que um bando de adolescentes ia fazer num shopping. Comprar coisas e rir de tudo.Suspirei com meus pensamentos. Tentador demais. Podia ouvir meu cartão de crédito chamar pelo meu nome e produzir uma luz que atravessava a carteira e a bolsa, chamando minha atenção e... NÃO! Hoje eu tinha que estudar e por meus neurônios para trabalhar, tirar boa nota naquela maldita prova e ser alguém na vida. Cadê aquele garoto desgraçado pra encher meu cérebro de coisas inúteis? Quer dizer, úteis!
- Lou? - chamei-o virando meu rosto em sua direção.
- Hm?
- Essa uma hora de atraso da parte dele, era pra acontecer? - Meu amigo cruzou os braços e bufou em desinteresse, Fazendo meus lábios ficarem em linha reta.
- Na verdade não. - Foi sua resposta nada esclarecedora. 
Assenti com a cabeça, cruzando os braços da mesma forma que ele. E ficamos os dois assim até o telefone de Louis tocar.
- Fala, cara. Cadê você? - Talvez tenha sido pela pergunta óbvia e direta, todavia, percebi que Lou falava com seu amigo só alguns minutos atrasados. 
Ok, minha ironia estava tão hiperativa quantos os pés de Louis, qual agora o faziam andar de um lado para o outro na minha frente.Quando ele desligou o celular, tive quase certeza que vi a sombra de um sorriso passar por seus lábios, mas quando bufou em seguida e parou  em minha frente, me encarando sem expressão definida, achei que toda a cafeína no meu corpo estava me fazendo ter alucinações.
- E então... - O incentivei a falar.
- Ele não vem. Teve um problema. - Dessa vez fui eu quem bufei, rolei os olhos e levantei com raiva.
- Qual é? E agora, o que eu faço? - Bati as mãos na lateral do meu corpo fazendo um bico gigante.
- Sem estresse, por favor, Mary. - Louis se sentou no mesmo lugar que estava antes e passou a não nos cabelos, os deixando um tanto bagunçados.
Enquanto ele estava ali, com os cotovelos apoiados nos joelhos, me olhando como se tentasse arrumar um jeito de me ajudar, me fez  perceber como ele estava totalmente beijável, lindo. Balancei a cabeça com a tentativa de me livrar desses pensamentos. Hoje eu tinha que estudar! Porque será que meu cérebro conseguia pensar em tudo menos na porcaria da matéria de Química? Isso já tava ficando osso.
- Olha, por que não fazemos o seguinte... - Foquei minha visão em seu rosto. - Eu te ajudo, se você quiser.
Desde quando Louis Tomlinson é assim tão solidário com os demais seres humanos? Pisquei várias vezes antes de concordar levemente com a cabeça, ainda com dúvida no olhar.
- Ótimo. - Ele se levantou e agarrou minha mão, arrastando-me para só Deus sabe onde dentro daquele shopping.
Empaquei no meio do caminho, fazendo-o me olhar estranhamente. Continuava lindo do mesmo jeito.
- Sério que tem que ser agora? - Perguntei com a voz embargada pelo tédio e contragosto.Louis abriu um sorriso divertido, o que fez consequentemente com que eu sorriso também.
- Você não tá nem um pouco a fim de abrir um livro, né?
- Não desde que eu olhei a vitrine de sapatos. - Dei de ombros, já que aquela vontade de estudar Química já tinha se esvaído do meu corpo desde que eu pisei na escola no primeiro dia de aula desse ano.
Decidi que se meu cérebro não conseguia se concentrar nesses números que eu precisava, então ele ia se focar nos números das etiquetas que eu iria olhar. Claro, se Louis ainda quisesse me acompanhar, porque ficava meio difícil fazer isso com ele rindo, descontraído, sem olhar para um lugar preciso.Até que tudo perdeu a graça e seus olhos se prenderam em mim.Ficamos um tempo nos encarando. Mordi o lábio inferior, sem ter nada a dizer. Louis deixou sua boca em uma linha reta assentindo levemente com a cabeça.
- Quer ir ao cinema? - Perguntou.
Não precisei pensar no que responder.
- Claro - Disse eu já virando os calcanhares em direção ao cinema, junto de Louis, que vinha logo ao meu lado rumo ao filme que ainda íamos escolher.

Zayn POVs


A partir do momento em que a aula chegou ao fim, Helena me arrastou para a casa dela sem deixar que eu me despedisse dos meus amigos, o que me renderia uma bela de uma explicação para eles mais tarde.Não que todos eles se importassem com meu desaparecimento repentino, mas esse desaparecimento repentino com Helena era uma história totalmente diferente. Pelo menos para eles. 
Afundei em sua casa, cumprimentando Liam e Kemy antes, seguindo para o quarto dela logo depois. Helena fez com que eu opinasse todos os dezessete conjuntos de roupa que ela experimentou, e não pararia até que achasse a roupa perfeita. E apesar de todas serem legais, eu achava que ainda ia demorar um certo tempo até que minha opinião realmente importasse ou que ela se sentisse satisfeita com alguma das mil roupas dentro do seu armário. 
- O que acha desse? - Sentado, com as mãos na cabeça, a olhei com uma roupa diferente pelo que parecia a centésima vez. 
- Ah, sei lá. - Observei sua blusa decotada e fiz uma careta. - Não acha que seus... Amiguinhos ficam muito protuberantes nessa roupa?
Helena abaixou o olhar para seu próprio corpo, obviamente confusa e depois me olhou um tanto incrédula. 
- Tá falando dos meus peitos? - Não acho que ela tenha ficado feliz com meu comentário. 
- É... Na verdade tô sim, Lena. - Comecei a procurar palavras que pudessem me justificar. - Não que a roupa não seja bonita, na verdade é sim, como todas as outras, mas seus... er... Melões? Não sei. Ficam muito chamativos. 
Esperei que ela respondesse, mas ela apenas me olhava com as sobrancelhas juntas, incrédula e com a boca entreaberta. Piscou várias vezes antes de finalmente voltar a falar comigo: 
- Qual seu problema com a palavra "peitos"? - Começou a gesticular e eu não sabia o que responder. - Não fique dando apelido para os meus peitos!
- Fiquei sem graça de falar diretamente! - tentei me defender, outra vez, mas definitivamente não foi algo que pareceu funcionar, de novo. 
- Então da próxima vez diga simplesmente que você não gostou da blusa! - Falou no intervalo de tempo em que ia pro armário e pegava outra roupa. 
- Ótimo, então eu não gostei da blusa! 
- Perfeito, vou me trocar outra vez. - E se enfiou no banheiro logo em seguida. 
Esperei pelos próximos dois minutos ali, estático. E também esperei do fundo do meu coração para que dessa vez a roupa fosse definitiva! Nem eu tinha tantas roupas assim. Será possível que o armário dela era tão grande? Ou era algo no estilo de Nárnia, com fundo falso que virava outra sala que ela estava escondendo? Antes de poder repreender-me por pensar algo tão idiota, Lena já estava ali na minha frente.
- O que achou? - A olhei dos pés a cabeça. 
- Perfeita. – Felizmente, não havia dito isso só para que pudéssemos sair logo dali. Era exatamente assim que Lena estava. 
- Como você é puxa saco, vou entender isso como um "bonita". - Revirei os olhos. Eu não estava bajulando-a. 
- Vamos? 
E com ela calçando seu sapato em seguida, fomos do seu quarto, direto para o carro, seguindo para aquela mesma agência que tempos atrás já havíamos ido.

***

- Helena Payne? - Uma mulher de meia idade, bem vestida e com aparência de rica, a chamou detrás de um grande balcão de mármore, com placa de vidro no topo, cheio de computadores e outros um milhão de objetos para a mesma e outras várias mulheres posicionadas lado a lado, trabalhassem.
- Sou eu. - Lena se levantou com pressa até parar de frente com a tal mulher, que de um segundo para o outro havia colocado um óculos Ray Ben preto.
Nos medindo dos pés a cabeça, tomou fôlego para falar:
- Seu primeiro trabalho vai ser para a propaganda de alguns óculos escuros, ok? Sala sete, pode seguir. Vão te explicar melhor as coisas por lá. - Direta e reta a mulher explicou enquanto digitava qualquer coisa insignificante no laptop que tinha sobre seu balcão.
Perdidos dentro daquele lugar, saímos à procura da tal sala sete, que quando achamos, não devia ser de jeito nenhum chamada de sala. Aquele lugar era enorme! Metade da minha casa cabia dentro daquele lugar! Um estúdio, talvez?
Precisei piscar várias vezes pra conseguir acreditar o que uma portinha tão pequena como aquela podia esconder por dentro. Mas percebi que aquele tamanho exagerado não era para apenas uma coisa. Tinham câmeras para todos os lados, pessoas se movimentando sem parar. Algumas com cabides, outras com caixas, sem contar os fotógrafos, que pareciam brotar das paredes.
Helena, quem segurava minha mão, tinhas os olhos brilhando, faiscando de tanta felicidade, entusiasmo e emoção.
- Você é a senhorita Payne? – Fomos surpreendidos por uma mulher alta, com um rabo de cavalo bem preso no topo de sua cabeça, e cinto mil e uma utilidades preso em sua cintura, que tinha todo o tipo de pincéis que um ser humano normal pode conhecer.
Talvez sem conseguir formular uma frase concreta, Lena assentiu com a cabeça.
- Certo, só faltava você. – Com um puxão desnecessário, tiraram Lena de perto de mim e a arrastaram para a maquiagem. Dali em diante, eu me senti um intruso.
E de repente uma correria, muitas pessoas, flashs pra todo lado começaram. Fiquei tonto apenas olhando, tentando me acostumar com tudo aquilo durante as próximas duas horas e meia.
Helena vestiu roupa, tirou roupa, experimentou dezenas de óculos diferentes, de marcas e designers diferentes, além de provar alguns que seriam tecnicamente de grau. Passaram tanta base nela, que chegou a cobrir as pequenas sardas que ela tinha debaixo dos olhos, completamente.
Em um desses momentos em que eu a observava, pensei que tivesse sido exatamente pra isso que ela havia nascido, era o seu trabalho ideal. O sonho de vida dela. E eu sabia que provavelmente ela estava pensando a mesma coisa, porque seu sorriso era constante! Não era falso, por pura educação ou de atuação como o de algumas outras garotas ali. Era totalmente natural, e isso fazia com que ela se destacasse e ficasse ainda mais linda! Totalmente diferente das outras.
Quando dei por mim, lá vinha ela em minha direção, com aquele mesmo sorriso que eu não conseguia tirar do meu pensamento momentos atrás.
- Zayn, isso aqui é incrível!!! Eu tô no paraíso! Num sonho em vida real!
Senti que ela queria dizer muitas outras coisas, mas não conseguia encontrar as palavras certas para descrever e isso estava bem explícito em seu rosto.
Eu tentava, da mesma forma que ela, achar um jeito de falar como eu estava feliz por simplesmente vê-la feliz. E enquanto meu cérebro me dizia pra se mais homem, e eu o mandava calar a boca, porque eu queria abraça-la e dizer que ela se encaixava ali, fomos interrompidos por um homem (seria ele homem mesmo?), que com apenas um "hey" havia parado todas aquelas dezenas de pessoas.
- Preciso de uma substituta, agora! – Falou com a voz fina e expressão de desespero.
Esse simples gesto fez muitas pessoas, e eu digo muitas mesmo, se amontoaram ao redor dele falando todas sem parar, andando com pressa evidente assim que o mesmo abanou a mão.
Em outras palavras, eu não estava entendendo nada.
Mais rápido do que um dia eu fosse me acostumar, puxaram Lena por um braço, pegando-a de surpresa, e me deixando surpreso. Outras duas garotas também foram devidamente arrastadas para fora da sala.
E sem outra escolha, eu a segui para só Deus sabe onde.


Harry POVs

Decidi que hoje eu iria me encontrar com Leticia, esperando que ela me contasse o que estava acontecendo de tão preocupante para ela se afastar tão rápido de todos os seus amigos, inclusive de mim.
Segui para a sua casa, cantarolando uma das músicas que eu e os outros caras estávamos compondo. Sim, estávamos levando bem a sério esse negócio de banda. Principalmente quando temos mais uma etapa para se passar daqui a poucos disas.
Toquei a campainha, esperando a governanta abrir a porta, mas ao contrario do que eu achava, lá estava Lucca, com a mesma cara de tédio que tinha toda vez que me olhava.
- Ah, é você... - Foi o que disse antes de tentar fechar a porta na minha cara. Coloquei meu pé no vão entre ela e o batente.
- Qual é? Eu só vim aqui falar com sua irmã! - Cansado de discutir com aquele garoto, bufei irritado.
- É exatamente por isso que eu não quero deixar você entrar. - Se justificou, me fazendo revirar os olhos.
- Não entendi o que uma coisa tem a ver com a outra.
- Só vai embora daqui, ok? - Me empurrou, não sendo eficaz na tentativa, e me olhou como se quisesse que eu desaparecesse.
- Caralho! Será que você pode sair da minha casa?
- Não até eu falar com a Leticia. - Fiz força, empurrando a porta contra ele. - O que é isso? Algum tipo de complô para eu não vê-la?
- Nossa! Finalmente você entendeu. - Me encarou com os olhos arregalados. - Só não é mais burro por falta de espaço!
- Falou o cara que repetiu de ano na matéria de Artes!
- Hey, o que tá acontecendo aqui, caramba? - Uma voz conhecida nos tomou de surpresa. Infelizmente essa voz não era de Leticia.
- Esse cara idiota com ninho de pássaro na cabeça tá tentando invadir nossa casa. - Lucca destorceu a história toda, sem ligar a mínima se eu estava ali pra me defender.
- Eu já disse que só vim aqui ver a Leticía! Puta que Pariu, o que eu fiz de errado com essa família? - Balancei os braços em confusão, tentando encontrar a parte da história que eu tinha perdido.
- Olívia, faça algo que presta e manda esse... projeto de homem embora!
- Lucca, cala a boca! - A garota gritou em tom de cansaço, não parecendo nem um pouco com a garota vingativa e maléfica que eu via em tempo integral.
- De que lado você tá, garota esquisita? - O irmão dela a olhou incrédulo, pedindo por uma explicação que não viria.
- Ignora ele. - Se dirigiu a mim. - A Lelê tá no quarto dela. - Puxou o garoto pela camiseta, abrindo espaço para que eu entrasse. - Você sabe o caminho.
- Será? Talvez ele precise de um mapa pra subir as escadas. - Lucca resmungou mais uma vez. Me limitei a contar mentalmente até dez e não agredir o irmão da minha namorada. Isso provavelmente não pegaria bem, mesmo que ele merecesse alguns socos.
- Valeu, Olívia. - A Agradeci, pelo que parecia ser a primeira vez na vida, e a passos largos segui para a escada.
- Sabe que a Leticia vai querer te matar, não sabe? - O cara que eu queria bater se dirigiu a irmã, que permanecia de costas para onde eu estava indo. Não era a intenção deles que eu escutasse.
- Como se ela já não estivesse louca pra isso...
Virei o corredor e encontrei sua porta entreaberta. Uma música consideravelmente alta invadiu meus ouvidos, e pensei que talvez ela estivesse procurando por algo nov para tocar na guitarra. Pensando bem, hoje não seria dia de aula dela?
Pensei em bater, mas mesmo se fizesse, seria ignorado, pois ela provavelmente não escutaria. Resolvi então apenas entrar e a receber com um "surpresa!".
Sem outra opção melhor para o momento, foi isso mesmo que e fiz. Mas sem aparte do surpresa. Quero dizer, pra parte dela, por que quem ficou surpreso fui eu quando encontrei tantas caixas espalhadas pelo cômodo.
A encontrei me olhando assustada, surpresa e confusa. Provavelmente tinha mais alguma coisa que ela estava sentindo no momento, mas eu não pude identificar, por que a sua recepção foi tão boa quanto a do seu irmão há alguns minutos atrás.
- Harold? O que você tá fazendo aqui? - Passou por mim sem dar muita confiança e fechou a porta.
- Vim te visitar, o que mais viria fazer? - Indaguei um pouco confuso por sua reação.
Ela respirou de forma nervosa e digitou qualquer coisa bem rápida no seu computador, antes de desligá-lo.
- Por que você tá tão nervosa?
- Eu? Não to nervosa não, Harry. Impressão sua! - Me olhou mordendo o lábio inferior, e lançando um sorriso nada convincente para mim.
- Você tá nervosa sim, o que tá acontecendo com você? - Eu já começava a ficar preocupado com o que estava acontecendo. - É por causa da reforma que você tá fazendo? - Perguntei olhando ao redor, começando a fuçar dentro das caixas.
- Eu não tô nervosa, Harry. Já disse!
Ignorei suas desculpas esfarrapadas enquanto via muitas roupas dentro das caixas, sem contar uma mala meio aberta embaixo da cama. Pra ela estar guardando até as roupas deve ser uma baita de uma reforma.
- Você vai mudar todos os móveis ou só os principais? - Perguntei distraidamente, enquanto ela continuava me rodeando não gostando nem um pouco da minha presença ali. Eu realmente estava me sentindo um rejeitado.
- Quê? - Ela perguntou me encarando sem piscar os olhos.
- A reforma que você vai fazer. - Expliquei. - Quais são suas ideias?
Leticia balançou sua cabeça negativamente, ainda prendendo seu olhar no meu.
- E não vou reformar nada, Harold... - Respondeu de contragosto, e eu fiz a melhor cara de confusão que pude.
- Quê? Mas tá quase tudo arrumado em caixas? - Apontei para uma, como se tentasse fazê-la lembrar de algo óbvio.
Leticia levou as mãos ao cabelo, nervosamente, bufando e murmurando algo que eu não entendi muito bem. Tive uma sensação ruim do que estava por vir, mas mandei meu sexto sentido ir catar avião na curva.
- Isso não é pra uma reforma... - Começou me olhando com uma espécie de pena no olhar.
- Então pra que é? Tá querendo fazer uma espécie de bazar na garagem ou levar pra um brechó e... - Soltei a lista de opções, tentando achar algo que se encaixasse na situação, mas quando Lelê me interrompeu, não foi só a minha fala que ela cortou, foi como se tivesse feito isso comigo completamente.
- Eu to me mudando, Harry.

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Nota da Autora: Hey Everyone! Como estão? Como foi a copa? Como estão de férias?
Então... Antes de qualquer coisa, desculpe pelo um mês e dois dias de atraso que eu tive pra postar o capítulo especial de dia dos namorados, e por isso mesmo que ele não é mais um especial dia dos namorados. Mas enfim... Essa é a parte um - como eu já disse - de um grande (imenso) capítulo, com mais ou menos 16 páginas escritas, que ainda não foram terminadas.
Mas eu tenho duas boas desculpas para isso.
Primeira: A copa do Mundo. --> Sério, eu pensei que tivesse virado sócia dos canais de esportes, de tão vidrada que eu tinha ficado nos jogos! De repente eu sabia tudo sobre futebol. (ilusão minha, aliás) .. Mesmo com o Brasil perdendo de 7 x 1, eu continuei firme torcendo com todos que jogassem contra a Argentina! Brincadeira, eu não fiz isso. De verdade, eu queria que a Holanda tivesse ganhado, mas não foi dessa vez...
Segunda: Eu vou viajar. Aí vocês se perguntam E o que isso tem a ver? e eu respondo TUDO! Essa viagem vai ser tipo, extremamente importante na minha vida, então não dá pra ignorar! Eu ganhei ela como presente de quinze anos, mesmo que agora eu tenha dezesseis, e ela vaia acontecer em 19 dias, por isso eu to correndo igual a uma louca atrás de tudo o que eu preciso.  Eu vou pra Londres! Tenho que estar a altura!
Infelizmente meu sonho de encontrar os boys na rua não vai acontecer, porque eles vão estar do outro lado do oceano. Ou seja, nos States.
Enfim. Mal feio, feito, tá aí o capítulo, espero que tenham gostado, e eu não sei porque continuo escrevendo se ninguém comenta! Me sinto como se fizesse isso para o gasparzinho, mas no fim das contas eu sei que tem gente lendo isso, porque eu vejo na audiência do blog! (muahahaha).
De qualquer forma, obrigada a quem leu até aqui! Volto em breve com mais um capítulo! xoxox

ps: Quem viu isso?

estou in love com eles!! ><

Ass: Gabriela Pingituro : )







quarta-feira, 11 de junho de 2014

2ª Temporada 50º Capítulo


Autora:
--> Introdução para o capítulo especial de dia dos namorados :)
--> Babem no Zayn aí em cima :p

Niall POVs

Era um dia de aula comum, talvez um pouco diferente dos outros por conta do sol que teimava em aparecer por entre as nuvens. Coisa rara em Londres. Meu cansaço era tanto que eu mal conseguia manter os olhos abertos por mais de cinco minutos. Jurava que havia dormido sem nem perceber.
 - Não deviam ter ficado ensaiando até tão tarde. - Gabriela comentou ao meu lado sem tirar os olhos do livro. Parecia tão concentrada, que eu havia pensado que ela estava perdida dentro da história.
- Não tínhamos outro dia pra treinar. Era ontem ou nunca. - suspirei quase me rendendo ao sono. O som do riso doce de Gaby me deixou ainda mais cansado. Foi um som tão leve, quase imperceptível.
- Vamos -disse ela. -, ao contrário de você, vou ser uma boa amiga. Pode deitar no meu colo. - eu estava tão destruído que não argumentei nada, só deitei e fechei os olhos. 
Desde o dia do jogo eu estava com a cabeça cheia, acumulada de coisas, perguntas e assuntos que eu não sabia resolver ou tratar. Me sentia nervoso por mil motivos diferentes, e isso vinha tirando meu sono todas as noites. Não era consciência pesada, acho eu que era apenas receio. Um pressentimento que eu ainda não tinha identificado se era bom ou ruim. Esperava realmente que fosse a primeira opção.
Era hora do intervalo, mas hoje, ao contrário do que fazíamos todos os dias, não estávamos no refeitório com os outros, Gabriela e eu estávamos em frente à escola. Não na parte do estacionamento, e sim daquela onde tinha grama, algumas árvores e vários bancos espalhados. O som que o vento fazia, a conversa baixa das pessoas ao redor e o barulho da mudança das páginas do livro que ela lia me fizeram pegar no sono por tempo indeterminado.
Acordei sobressaltado com o barulho de sirenes. Não só eu como todos os outros estavam totalmente confusos, curiosos e preocupados. Me coloquei sentado assim que a viatura da polícia estacionou a poucos metros dali. Assim como eu, Gabriela fechou o livro, juntou as pernas junto ao corpo e ficou de olhos atentos na polícia. Não mais que cinco minutos depois, na porta do colégio, o diretor falava seriamente com os dois homens uniformizados. Parecia achar um total absurdo do que lhe falavam. Balançava a cabeça para os lados freneticamente, mas aos poucos, foi cedendo às ordens policiais.
Logo os três entraram, seguidos dos olhares atentos de todos.
Não demorou para que a voz do diretor soasse pelos auto falantes, pedindo para que aqueles que estavam fora de escola entrassem, e os que estivessem dentro não saíssem até segunda ordem. Gaby e eu nos entreolhamos e sem outra escolha, seguimos até o corredor de entrada. Não se precisou olhar muito para perceber que a situação era séria.
As horas se passaram, mas a tensão de o porquê aqueles policiais estavam ali, só aumentava. O burburinho se tornou ainda maior quando outros dois policiais entraram as pressas rumo a algum outro corredor.
- De verdade, não sei se vou aguentar ficar aqui por muito mais tempo sem ter um colapso de curiosidade... - Bibi comentou enquanto batia os dedos sobre a capa do livro. Concordei balançando a cabeça.
Quando eu já estava a ponto de ignorar tudo aquilo e passar meu tempo comendo besteiras em geral que eu pudesse encontrar no meu armário, meio que do nada, e eu ainda não descobri de onde, Liam apareceu vindo em nossa direção. A expressão dele não era uma das melhores, então coisas boas não se passaram pela minha cabeça, e aposto que na de Gaby também não.
- Achei que vocês tivessem ido embora! - ele disse assim que se aproximou.
- Bom, não sei se você escutou bem, mas estamos presos aqui até segunda ordem. - Gabriela falou enquanto Liam revirou os olhos, impaciente.
- Sabe por que esses caras estão aqui? - perguntei.
- Saber eu não sei, mas ouvi uns boatos. - Liam abaixou o tom de voz gradativamente. - Estão revistando o vestiário masculino, uns garotos que estavam lá falaram que era sobre posse de droga.
- Como assim? Dentro da escola, assim sem mais nem menos? - Apesar de que ninguém estava escutando além de nós três, Gaby parecia a ponto de gritar, totalmente confusa e revoltada. - Como ninguém conseguiu desconfiar disso?
- É bem simples, na verdade. - Liam começou. - Tem uns caras do último ano, poucos, mas que usam e vendem.
Legal o jeito que eu fiquei sabendo que a escola estava cheia de gente usando produtos ilegais. O único consolo foi saber que não era apenas eu quem achava que ali era outro tipo de realidade. A cara de contragosto de Gabriela seria engraçada se fosse em outro momento.
- E por que hoje? Por que vieram pra cá assim do nada? - ela pergunto jogando o cabelo para trás, o enrolando e fazendo um coque meio solto em poucos segundos.
- Provavelmente foi denúncia anônima. - comentei e Liam assentiu, concordando com meu raciocínio dedutivo.
- E por que você acha isso? – Eu sabia que ela estava tentando ligar alguns pontos, por isso estava sem entender nada e tão confusa.
- Tipo, o cara não vai ser trouxa de entregar os próprios "comparsas", pois seria pego em seguida, e também não seria idiota de deixar nome pra que depois fossem atrás dele. É quase que óbvio. - respondi dando de ombros em seguida.
– Nossa, Niall. Senti a indireta por me chamar de burra. - Não senti que ela estivesse realmente ofendida, mas como não sorriu em seguida, fiquei preso no meio termo sobre o que pensar.
- De qualquer forma, isso vai manchar a reputação do colégio. - Meu amigo falou.
Todos concordamos. Poderia dar uma bela de uma encrenca com os pais dos alunos, a polícia provavelmente iria ficar em cima daqui pra frente. O próprio diretor ficaria obcecado sobre o assunto, podendo até correr o risco de perder o emprego e o cargo. Me senti tão prendido em “entender” o que estava acontecendo, que nem havia notado quando um dos policiais, alto e moreno, apareceu carregando um saco pequeno, mas com algumas várias coisas dentro.
Como numa cena de filme, os alunos abriram passagem no corredor, se encostando nos armários conforme o homem se aproximava da saída.
- Alguém provavelmente tá muito ferrado... -Gabriela comentou como se não conseguisse acreditar no que via. Não tive tempo de falar nada quando o autofalante soou com a voz do diretor dizendo aos alunos que o resto do dia de aula havia sido suspenso, que todos deveriam ir para suas devidas casas.
Pouco a pouco os alunos foram desobstruindo o corredor, deixando a porta bem amontoada de pessoas. Decidimos esperar e sair com todos os ossos no lugar, sem sermos atropelados e etc.
Não demorou segundos para que víssemos Leticia e Harry na frente, sendo seguidos pelo resto do nosso pessoal.
- Só vocês pra conseguirem tomar chá de sumiço... - kemelly tinha mantido o bom humor.
- Fala isso por causa do Liam, nem liga pra gente! - Gaby seguiu o exemplo dela arrancando algumas risadas dela mesma.
- Tá, agora vamos pra casa dormir, esperar e ver no que tudo isso vai dar. - Louis disse seguindo em frente.
Sem uma alternativa melhor, começamos a nós dirigir até onde todas as outras pessoas andavam.
Foi quando estávamos perto da porta, sem mais que quinze pessoas restando no corredor que escutamos as exclamações dos outros que restavam. De cenho franzido comecei a procurar pelo que estavam olhando e comentando. Logo a frente dos policiais, com as mãos nas costas e cabeça baixa, vinha Erick e mais dois garotos que eu apenas conhecia por vista. Ele estava sendo preso? Eu não sei como meus sonhos se tornaram realidade assim tão rápido, mas apesar disso, eu não estava exatamente feliz, sentia algo esquisito, mas não sabia explicar. 
Gabriela que estava a minha direita, pegou meu braço e o apertou. Olhando seu rosto, vi seu queixo caído, seus olhos arregalados e uma expressão incrédula. Não vou mentir e dizer que a hipótese de o pegarem passou pela minha cabeça, só achei que fosse mais esperto do que isso.
Mas ele vive me surpreendendo.
Quando olhei para Louis, vi seu sorriso sarcástico se formar. Apostava que ele estava feliz em ver esse babaca indo preso, por alguns meses, quem sabe até um ano. Mas me contentaria em vê-lo fazer algum trabalho comunitário por várias semanas.
Quando Erick finalmente levantou o olhar, se deparou com a gente o encarando descaradamente. Ao contrário do que eu realmente pensei, Gaby se afastou de mim, dando dois curtos passos para frente. Erick fez o mesmo, e ela não se afastou, na verdade, com a face ainda incrédula começou a falar:
- Foi sempre assim? - Sua voz saiu baixa, calma. Não entendi o porquê, achava que ela teria começado a gritar, ou ter simplesmente saído correndo. Erick parecia tenso. Abria e fechava a boca diversas vezes, mas as palavras lhe faltavam. - Erick, eu falei com você. - seu timbre era tão controlado que eu ficava com medo de um dos dois explodir de repente.
- Às vezes. - ele confessou. - Mas não sempre. Piorou no momento em que você me deixou...
Juntei as sobrancelhas e alternei meus olhares entre os dois, assim como aqueles que restavam no corredor faziam. O policial era o único que parecia não ligar.
- Você fala como se a culpa fosse minha. - Gaby murmurou quase sem mexer os lábios.
Erick fechou os olhos para poder respondê-la:
- Era o meu jeito de esquecer. - Se justificou. - Ficar sem você doeu mais do que achei que doeria.
- As coisas poderiam ter sido diferente se suas atitudes tivessem sido diferentes. - Gabriela falou o encarando, apressando-se em responder. - Não sei por que achou que ficando chapado resolveria seus problemas, mas tudo o que você precisava fazer era mudar sua forma de agir e pensar.
- Você não vai voltar a ficar comigo mesmo que eu faça isso. - O tom que ele usou chegou bem perto do desprezo.
- Tem razão, não vou. - Assentiu ela mantendo a expressão séria. - Mas se tiver que fazer isso, vai fazer por você mesmo. E se realmente gostou de mim algum dia, vai pelo menos considerar essa sugestão por você. - Era óbvio que ele estava confuso. Tão confuso quanto o resto das pessoas. A encarava como se o que visse fosse algum tipo de holograma. - Você merece um futuro melhor, Erick. Todos merecem.
Ele queria argumentar, provavelmente reclamar que o que ela falava não fazia sentido, ou qualuqer coisa do tipo, mas antes que qualquer som saísse de sua boca, Gabriela já estava fora da escola, bem longe dele.
Percebendo que ela não iria voltar, o policial continuou a arrastar Erick e os outros dois caras pra fora. Todos com olhares baixos e perdidos. Antes que eles cruzassem a porta, eu já estava do lado de fora à procura de Gabriela. Não olhar procurar muito para vê-la, ela estava parada ao lado da porta do passageiro do carro do seu irmão.
- Gaby? - A chamei alto e insisti até que ela olhasse pra mim, dando um sorriso com os lábios fechados, sem alcançar os olhos.
- Os outros já estão vindo? - Perguntou não parecendo nem um pouco interessada. Neguei e dei de ombros, não tinha esperado pra ver o que eles iam fazer, ou o quanto iam demorar. Gaby sorriu de lado e voltou a encostar o quadril na lateral do carro.
Me aproximei mais dois passos até conseguir ver seu rosto sem expressão alguma. Lógico, que algo como isso não ia acontecer e deixá-la bem. Foi um choque pra ela e pra todo mundo.
- Sabe que pode conversar comigo, não sabe? Confiar é o que os amigos fazem. - Foi o que falei quando estava já próximo o suficiente.
Se virou e ficou de frente pra mim. Eu não esperava que ela fizesse nada, só ficasse ali parada me olhando. Mas ela ficou nas pontas dos pés e passou seus braços ao redor do meu pescoço, me abraçando. Não demorei para retribuir o gesto.
- Só quero ir pra casa. - Sussurrou sem alterar a calma na voz.
Entendi que ela precisava de espaço, e eu não recusaria de dar o tempo necessário. Por várias experiências, pensei que talvez ela fosse começar a chorar ou algo parecido, mas percebi que lágrimas não sairiam dos olhos dela. Pelo menos não agora, ou na minha frente.

Louis POVs

A escola estava bem, o diretor com seu emprego, nada de pais enfurecidos, mas os alunos pareciam "abalados". Mesmo o colégio tendo ficado interditado por um dia inteiro, mais o que restava daquele, onde finalmente o ex-namorado da Gabriela (não me orgulho de chamá-lo assim), foi preso, e agora tudo deveria estar as mil maravilhas.
Só que não.
Esse havia se tornado o assunto do momento, e infelizmente não tinha um lugar para onde eu ou qualquer pessoa fosse sem que a palavra "drogas" estivesse associada a "prisão". E pra deixa a situação só um pouco melhor, por mais que minha irmã não fosse nada, nem um pouco popular, as fofocas se espalhavam rápido. Os nossos nomes hora ou outra eram falados no meio daquelas conversas enjoativas e sem fundo. Tentava pensar naquilo como algo insignificante. Mas era difícil não se intrometer no meio daquele bate-papo.
Respirei fundo e tentei manter a calma. Hoje eu não ia arrumar briga com ninguém.
Andei por todo o corredor até meu armário. Consegui desviar dos olhares das pessoas que fofocavam, mas infelizmente não consegui fazer isso sem antes cruzar com Zaynne, que ia para o lado oposto. Prendi meu olhar nela, e ela em mim. Era estranho estarmos agindo daquela forma, mesmo com a promessa de agiríamos normalmente um com o outro. Olhei para o chão percebendo que estava fazendo tudo do jeito errado ao contrário do que eu realmente deveria. Parei na frente do meu armário pronto para colocar o código de números.
- E aí, Lou? - dei um leve pulo com o susto que Mary havia me dado. Não sei de onde ela surgiu, mas estava ali do meu lado.
- Da próxima vez juro que jogo esse livro na sua cara! - Falei tomando sua oportunidade de falar. Marie riu, pouco interessada. 
Com ela ainda ali, parada no mesmo lugar, peguei o livro da minha primeira aula, joguei meu casaco ali dentro, e o fechei sem delicadeza. 
- Preciso de um favor seu. - Ela falou assim que me virei de frente pra ela. Um pouco desconfiado, a analisei por um momento.
- Que tipo de favor? - Lógico que eu não ia falar que sim sem nem ter conhecimento sobre o que ela quer. Sou idiota, mas nem tanto.
- Um daqueles que eu tenho certeza que você pode fazer. - Sua empolgação me deixou confuso. Apenas balancei a cabeça para os lados e dei de ombros. Ela ia dar um jeito de conseguir o que queria cedo ou tarde. Só estava deixando a situação mais fácil.
- Certo, e o que seria? 
- Me leva naquele seu amigo hoje de novo? Tenho prova semana que vem, e eu juro que não consegui entender absolutamente nada da matéria de química. Não entra no meu cérebro! - Marie colocou a mão na cabeça e franziu o cenho.
- Beleza, falo com ele sim. - Respondi a ela. Se esse era o favor, tinha me preocupado a toa.
- Muito obrigada, Louis! - Mary me abraçou lateralmente, mas não durou mais que três segundos. Comecei então a dar passos pequenos rumando para a sala quando ela voltou a me parar.
Logo depois me fitou com o olhar de um filhote de gato, sei lá porque. 
- Tem como fazer isso ainda hoje? Eu meio que to cheia de coisa pra fazer, e não posso deixar tudo pra última da hora. Vou acabar me ferrando se fizer isso. 
Certo. Como dizer não pra ela? Simplesmente não possuo essa habilidade. Não mais, quero dizer. Eu podia ter um mundo de coisa pra fazer, mas dizer pra ela "hoje não dá" meio que não saia da minha boca. Quase do mesmo jeito que acontecia com minha irmã. Vendo que eu faria aquilo, no mesmo instante ela começou a dar pulinhos no corredor, enquanto eu pegava meu celular no bolço da calça jeans. Não demorou pra que eu achasse o número do meu amigo.

Ligação on

- E aí, cara? Por que tá me ligando? Nossa primeira aula é junta. - Ele tinha diversão na voz. E o barulho na sala já era grande. Realmente eu estava sendo mesmo idiota, podia só dar uns passos e já estaria lá, mas era mais fácil fazer assim. Na minha concepção pelo menos era.
- Eu sei, eu sei. Mas preciso de um favor. - Continuei indo direto ao ponto.
- Então fala aí, só não inventa nada muito ridículo, se não vou querer vingança de você depois. - Revirei os olhos e ri.
- Lembra da minha amiga que eu levei outro dia na sua casa pra uma ajuda básica nos estudos? - Ela ainda estava na minha frente, tinha os olhos totalmente fixos, sem piscar. Era um pouco intimidante, admito. Desviei o olhar pra conseguir continuar a conversa.
- Aquela gostosa que deu a festa no fim de semana? - Não gostei de como ele falou dela. Não gostei nem um pouco. Todo o bom humor que eu tava tendo com o cara, desapareceu. Murmurei concordando que era ela mesma, não era uma mentira, afinal. - Ah, to ligado de quem você tá falando. Pode trazer ela aqui em casa hoje. Fiquei sabendo que ela tá solteira, será que você arruma um esquema pra gente se ela estiver afim?
Que cara de pau! Na casa dele é o caramba. Pra lá a Marie não vai de jeito nenhum. Nem que os porcos voem! (Eu sei, péssima expressão, mas é o que temos pra hoje). 
- Na verdade, por que não vamos no shopping? - Minha amiga juntou as sobrancelhas mostrando que não gostava da ideia. - E depois a gente come alguma coisa por lá. - Sugeri.
- Mas a gente pode fazer isso aqui e...
- Então tá marcado. A gente se vê no shopping depois do colégio. - o ignorei completamente do outro lado da linha. - Até já, dude.
- Você que sabe, cara, mas... 
Desliguei o telefone antes que ele argumentasse alguma coisa. Ou falasse qualquer coisa.

Ligação off

- E aí? - Marie me perguntou ansiosa pelo "sim", mesmo já sabendo a resposta.
- Shopping, hoje, depois da aula. - Falei num fôlego só. 
Ela me olhava sorrindo, mas não falava nada. Então fiquei esperando que ela respondesse algo como: "Oh! Louis, como posso te agradecer, meu herói?" Ou algo um pouco diferente, tipo: "Nossa! O que seria eu sem você, minha salvação!". Mas a única coisa que saiu da boca dela, depois de mais tempo que o necessário foi:
- Por que no shopping? - Ela parecia um pouco incrédula, como se não tivesse gostado nem um pouco. - Tanto lugar pra escolher! Minha casa, sua casa, casa dele. Por que no shopping? 
Durante trinta segundos pensei numa boa resposta pra ela. 
- Lá é mais legal e movimentado. - Foi o que saiu. Nada bom, mas serviu pra enrolar. - E não tinha como ir na casa dele. - Aumentei a mentira e conclui. 
Ela piscou e balançou a cabeça. 
- Você não existe, Louis. - Sorri abertamente. Talvez ela não tenha dito aquilo como um elogio, mas pelo menos ela pensou alguma coisa sobre mim. Melhor que nada. 
Andamos pelo corredor conversando cada minuto sobre alguma coisa diferente. Era engraçado como eu não tinha percebido antes que com Mary o assunto não parecia acabar nunca. Sempre tinha algo (geralmente idiota) que nos mantinha falando o tempo todo. Eram raros os momentos em que o silêncio constrangedor tomava conta das nossas conversas. 
- Vou aproveitar que vamos no shopping e comprar o Cd dos meus maridos. - Ela dizia, sorrindo.
- Qual Cd dessa vez?
- Ainda não decidi. Vou de acordo com aquele que eu achar primeiro. - Mary gesticulou animadamente, o que me fez pensar que a ideia de ir pra outro lugar não tinha sido exatamente muito ruim pra ela.
- Eu tinha pensado que você já tinha todos os CDs do McFly. - comentei.
- Não, eu tenho todos os CDs do Justino Bieber. Do McFly só tenho dois. - Apesar de eu ter feito uma pergunta inocente, ela pareceu empolgada o suficiente para desencadear a história de vida de todos eles em menos de cinco minutos. Pior de tudo era que eu queria prestar atenção no que ela falava. Queria prestar atenção nela. Tinha alguma coisa errada comigo, eu tinha quase certeza.

O tempo passou, apenas mais alguns minutos e Marie só parou de falar sobre "seus maridos" quando Niall nos interrompeu:
- E aí, pessoal? Tudo bem? - Apenas balancei a cabeça indicando que sim, economizando palavras.
- Tudo, e você? - Marie foi mais educada que eu.
Olhando pra ele, pensei que poderia estar jogando branco, mas tinha quase certeza absoluta que ele não tava aqui querendo falar comigo e com a Mary. Só estava esperando ele próprio dizer isso. Não ia dar ideia pra ele. 
- Vocês viram a Gaby por aí? - E eu estava certo.
- Ela não veio hoje, dude. - falei pra ele que pareceu tão confuso quanto Mary tentando entender por que o shopping e não a casa de algum.
- E por quê? Ela tá doente ou algo assim? - Niall franziu o cenho, parecia preocupado.
- Não exatamente isso, mas sim. - Comecei a falar recebendo atenção dos dois. - Ela disse que tava com muita dor de cabeça e mal estar. Ligou aqui pra escola avisando que não viria e marcou uma prova substitutiva, e voltou pra debaixo das cobertas. 
- E você acha que ela falou sério? - Enquanto Nialler arqueava uma sobrancelha, eu juntava as minhas parecendo obviamente confuso.
- Claro, por que não estaria? - Quando ele assentiu com a cabeça, tive certeza que ele tava tirando com a minha cara.
- Certo, se você diz... - Eu poderia contestar. Até tinha aberto a boca, mas resolvi que era melhor ficar quieto. Não ia adiantar nada.
Ficamos ali por mais alguns minutos até o sinal bater. Cada um seguiu pra sua determinada sala, e acidentalmente me peguei observando Marie mais tempo do que eu realmente deveria. Ela não percebeu, mas por algum motivo eu queria que ela tivesse visto e retribuído o olhar. Não foi isso que aconteceu.

Helena POVs

Eu havia chegado atrasada, mas tinha meus motivos. Bons motivos, aliás. Era difícil correr de salto por aqueles corredores, então meio que eu já havia me preparado pra isso. Só não havia me preparado pra correr tanto! Parecia que a qualquer momento eu iria tossir meus pulmões pra fora. Nojento, mas era o que parecia.
Meu cabelo, que geralmente era sempre bonito e arrumado, hoje estava uma verdadeira vassoura. Coisa que eu não admirava da minha pessoa, mas juro que o sorriso no meu rosto valia tudo isso.
Quase derrapando no meio do corredor vazio, parei de frente para a sala de aula, tentando controlar o movimento descontrolado de minha respiração. Isso não aconteceu, mas de qualquer forma o professor já havia me visto e juntado as sobrancelhas. Ele também sabia que aquela não era a minha sala da primeira aula.
Dei três leves batidas na porta e enfiei minha cabeça dentro da sala. Fui encarada por diversos olhares totalmente confusos.
- Er... Posso falar com o Zayn? - O professor piscou antes de assentir, incrédulo.
Sem tirar o sorriso do rosto virei minha cabeça em direção a Zayn, que estava sentado no fundo da sala. Provavelmente o meu sorriso deveria estar tão grande, que poderiam achar que sou uma maníaca psicopata.
Lentamente ele se levantou, sem tirar a expressão de "o que fizeram com você?" do rosto. Pediu licença para o professor e saiu da sala, me puxando pelo pulso em seguida.
- Certo, o que aconteceu com você? - O timbre de sua voz era baixo, talvez um pouco contido.
Levantei o envelope e senti meus olhos se arregalarem mais, meu sorriso se alargar mais, e um grito de felicidade se formou na minha garganta.
Ele também arregalou os olhos, mas de mim, e não do conteúdo da carta. A indiquei com os olhos até que ele a abrisse e lesse. Correu os olhos rapidamente pela folha branca até finalmente levantar o rosto e me encarar.
- Você tem um teste? - Podia ver que estava tão surpreso quanto eu tempos atrás ainda hoje de manhã.
- SIM! - Minha resposta saiu quase como um grito agudo, um pouco esganiçado e fino demais para a minha pessoa.
Zayn então abriu um sorriso tão grande quanto o meu e começou a rir feito um idiota. Fiz o mesmo logo em seguida quando ele passou seus dois braços por minha cintura e me apertou contra si. Aceitei o abraço de bom grado o apertando na mesma intensidade.
- Quero que você vá comigo! - Falei assim que ele me soltou e eu pude olhá-lo olhos nos olhos.
- Só me fala quando, e eu vou. - Sorriu antes de dar um beijo estralado na minha bochecha, seguido de outro na minha boca.
- Vai ser hoje a tarde, um pouco depois da escola. Espero que não se importe em ficar comigo todo esse tempo. - Comecei, chacoalhando seus ombros. - Alguém tem que ajudar na escolha da minha roupa.
Era óbvio que eu estava apenas brincando com ele, e não esperava que Zayn concordasse comigo, mas ele fez mesmo assim.
- Eu sempre soube que você gosta do meus estilo. - Disse com ar de superior, me fazendo rir em seguida.
- Não seja tão convencido, santo ego! - Gesticulei em sua frente.
Eu estava tão presa na conversa com Zayn que mal havia notado a presença do professor parado na porta, um pouco zangado. Pigarreou alto fazendo com que Zayn virasse nos calcanhares e eu desse um passo para trás.
- Acho que teve tempo suficiente para falar seja lá qual for o recado para o sr. Malik, certo srta. Payne?
Por mais que a palavra "não" estivesse totalmente formada e na ponta da minha língua, meu subconsciente gritava para me alertar que eu me controlasse pelo menos hoje. Não podia ficar na detenção. Tinha coisas mais importantes!
Dei o meu melhor sorriso sem mostrar os dentes e concordei com ele. No fundo eu estava com muita raiva, mas o que mais poderia fazer?
Eu nada, mas aparentemente ele sim.
Dando uma leve bronca pediu para que cada um voltasse para sua sala. Eu nem me lembrava pra qual aula eu devia ir. Zayn pegou em minha mão e deu um leve aperto, enquanto dava um sorriso de canto com mil significados diferentes, me fazendo derreter por dentro.
- Vejo você daqui um tempo. - falou antes de entrar na sala e me deixar ali com um sorriso de orelha a orelha.
- Vou estar esperando. - respondi apenas mexendo os lábios, sem som. Mas me olhando pelo vidro da porta, sabia que ele tinha entendido.
Parecendo aquelas fadas que eu gostava quando criança, saltitei por todo o corredor até meu armário. Ainda sorrindo, claro. Provavelmente não iria desaparecer tão cedo. Nem se a próxima aula fosse matemática.

Harry POVs

Já era o terceiro intervalo da aula que tínhamos, mas eu não conseguia encontrar Leticia. Desde que Olívia entrou naquele café, é como se ela estivesse se isolando de todo mundo. Dos amigos, das amigas, de mim. Ontem mesmo tentei entender o que estava acontecendo recorrendo ao Lucca, mas a única coisa que consegui arrancar dele é que aparentemente eu sou um "idiota grudento". Tentei não levar essa parte para o lado pessoal, e me concentrar nas aulas, ou pelo menos nos ensaios que ficamos fazendo nesses últimos dias. Era só pensar que eu me sentia nervoso. Não sabia o que esperar sobre a próxima fase, e faltava pouco mais de uma semana. 
Andei pelo corredor esbarrando na maioria das pessoas, sem me preocupar com pedidos de desculpa. 
Quando a vi, a primeira coisa que percebi foi seu cabelo solto, tomando conta de metade do rosto. Distraída, nem percebeu o momento em que me aproximei dela.
Antes mesmo de falar com minha namorada, percebi que seu armário estava mais vazio que de costume. Não que ela não o deixasse arrumado, não era só isso. Parecia que metade das coisas haviam sumido.
- Oi, meu amor! - A surpreendi com um beijo na bochecha e um sorriso doce.
Letícia pareceu assustada, não esperava minha presença ali, mas mesmo assim, retribuiu o sorriso.
- Oi! Como você tá? - Eu poderia ser enganado pelo sorriso no seu rosto, mas não pelos seus olhos e a tristeza em sua voz.
Balancei a cabeça sem prolongar aquela parte da conversa e apontei para onde ela estava mexendo. 
- Fez uma limpeza ai? - Tentei achar seu senso de humor, mas aparentemente ela tinha esquecido ele em algum lugar que não era aquele armário, disso eu tinha certeza.
- Mais ou menos isso. - Sorriu sem mostrar real felicidade em fazer isso. Senti que o clima ficou tenso entre nós dois, porque simplesmente eu percebia que ela não queria falar comigo, e isso me deixava quase louco.
Quando o sinal bateu, mais rápido do que ela costumava, Letícia tentou passar por mim e ir para a sala. Segurei seu braço assim que cruzou meu lado esquerdo. Não podia deixar que ela criasse toda essa barreira invisível sem que eu ao menos soubesse o motivo.
- Por que você tá assim? - Procurei olhar nos seus olhos e ver a sinceridade neles, mas foi impossível fazer isso quando Lelê olhou pra tudo, menos pro meu rosto, para os meus olhos.
Senti uma dor crescer dentro do meu peito. O que eu havia feito?
- Harry, eu preciso ir para a aula. - Tentou dar mais um passo e acompanhar as outras pessoas. Mais uma vez eu a impedi.
- Letícia, o que fiz? Por que tá se afastando? - Eu esperei pelo que parecia uma eternidade, mas não foi nada mais que 60 segundos. 
- Você não fez nada, Hazza. E eu também não estou me afastando. Só estou cansada por ter passado a noite estudando. - Não engoli a mentira dela. Na verdade, me senti ainda pior por ela estar fazendo isso, escondendo coisas de mim. 
- Por que está mentindo? - Murmurei para apenas ela escutar.
- Não estou mentindo, Hazza... - Tentou argumentar, mas eu a cortei antes que ela fizesse isso:
- Não vou te obrigar a dizer nada, Lelê, mas eu realmente pensei que você confiasse o suficiente em mim pra contar seus problemas. - Pude ver que ela estava dividida no que faria. Talvez eu entendesse perfeitamente que fosse algo doloroso. Só esperava que ela compartilhasse isso comigo e nós pudéssemos enfrentar isso juntos como sempre aconteceu. - Eu to aqui pra ajudar, e vou ficar do seu lado independente do que seja. - Seu suspiro de derrota fez com que eu soltasse seu braço, dando um passo pra trás em seguida. - Espero que saiba disso.
E quando ela virou nos calcanhares e continuou em direção a sala de aula, fiquei ali parado, pensando em qual seria o próximo passo que daríamos para trás.

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Nota da Autora: Dessa vez eu postei bbeeeem rápido graças ao meu novo celular que eu amei muito que é very útil já que agora osso escrever tipo vinte e quatro horas diárias se eu quiser.
Espero que tenham gostado. Eu gostei principalmente da foto do Zayn (hehe). 
Como viram esse cap. é a introdução para o capítulo 51 (wow) que será um especial (só um tico atrasado) do dia dos namorados (12/06-amanhã). Não fiquem bravos! PLEASE!
Espero que tenham gostado, e isso é tudo!

ps: desculpem pela falta de criatividade nas roupas. não tava muito criativa pra isso.

Até a próxima galera! 
Kisses,

Gabriela


Ps2: Feliz dia dos Namorados! E boa Copa do Mundo!!