Recado das autoras

Primeiramente, queríamos agradecer a todos que acompanham a nossa fanfic. Isso realmente é muito importante para nós. O nosso principal objetivo aqui no blog é deixar vocês interessados no que escrevemos. Por isso estamos dispostas a melhorar em tudo que vocês acharem necessário. Por isso pedimos para que vocês deixem o cometário em baixo das postagens, ou então entre em contato comigo pelo twitter @gabi_ptl. nós ficaria feliz se nos dissessem o que estão achando. Por isso queremos agradecer mais uma vez para todos os visitantes do site. Obrigada mesmo.

Ass: Gabriela e Leticia

(in English)

First, we wanted to thank everyone that came to our fanfiction. This is really important to us. Our main goal in this blog is to let you interested in what we write. So we are willing to improve in all that you think necessary. That's why we ask that you leave the cometary below the posts, or contact me at twitter @gabi_ptl. We would be happy if you told us what they're thinking.
So we want to thank you once again for all site visitors. Very, very, very thanks guys! we love u.

with love: Gabriela and Leticia


segunda-feira, 21 de abril de 2014

2ª Temporada 47º Capítulo


Narrado em terceira pessoa.

A festa estava no seu mais alto nível. Ninguém ligava para mais nada além de dançar e se divertir. Deixavam a música tomar conta do seu corpo e alma. O importante era agora, o depois, era totalmente esquecido.
As pessoas distribuíam olhares confusos cada vez que Zayn e Helena passavam juntos de mãos dadas pelo salão. Os dois fingiam não perceber, era melhor assim.
Kemelly e Liam foram esquecidos por alguns longos momentos da memória dessas pessoas, para criarem um momento inesquecível, juntos. Ser feliz era a regra número um. 
Para alguns era fácil, para outros, complicado.
Gabriela andava em círculos como uma louca. Parava no bar de tempos em tempos, e depois voltava procurar seu amigo.
Louis estava pensativo em um canto afastado, pensando nas escolhas que teria de fazer. Se seriam elas fáceis ou difíceis. Leticia e Harry viviam como se só eles estivessem ali, pois afinal, talvez fosse assim que deveriam agir para que conseguissem os sorrisos que possuíam no rosto.
A música cessou de repente fazendo com que os corpos parassem de se mover murmurando coisas desconexas sem entender esse longo momento que se prolongou por apenas poucos segundos até a garota fantasiada de pirata subir em um palco, que poucos haviam visto. Havia um microfone em sua mão e ela tinha um sorriso constrangido no rosto, como se o que fosse fazer a seguir fosse impossível de se realizar.
- Desculpem estragar a dança de vocês, prometo ser breve! - Foram as primeiras palavras ditas. Olhos atentos a encaravam esperando seja lá o que fosse que Marie julgasse importante compartilhar com todos. - Gostaria de fazer um agradecimento especial a todos que compareceram hoje aqui na minha festa. Fico feliz por terem aceitado o convite e estejam se divertindo.
Alguns poucos gritaram e bateram palmas, arrancando risos daqueles que nada haviam dito ou feito.
- Eu sei que todo ano eu falo a mesma coisa e blá-blá-blá, mas esse ano, porém, devido a certos acontecimentos, vou fazer diferente. - As pessoas murmuraram entre si. - Na verdade, esse ano, a festa não está acontecendo nada da maneira que eu tinha planejado. Na verdade, já aconteceram tantos imprevistos que perdi a conta. - Mary riu nervosa. - Mas isso não me incomoda. Na verdade, acho que tudo que aconteceu teve seu lado bom. Talvez não de imediato, mas eu percebi que na verdade se tratava de sorrisos e não de lágrimas. Foi melhor assim, admito. Compartilhar essas coisas loucas com meus amigos, não tem preço que se pague. As coisas que fazemos hoje, certas ou erradas, são o tipo de coisa que qualquer adolescente da nossa idade faria. É quando sabemos aquilo que queremos, quando somos nós mesmos achando nossa identidade. Sabe, eu não vejo problema nisso, esse pode ser o caminho mais divertido. - Ela fez uma pausa e olhou para a sua própria fantasia.
- Todos vocês aí curtindo com essas fantasias curtas, essas calças apertadas. É bem engraçado. Essas são nossas memórias. Algo que eu quero que vocês se lembrem e não se arrependam, não olhem pra trás. Eu não sei pra onde isso tudo vai me levar, mas eu vou achar meu caminho. Podem dizer que eu estou errada, mas quem liga? Já é meia noite! O que tinha de ser feito já foi, e o que ainda não foi, só um recadinho: O tempo tá acabando! - Marie sorriu com as próprias palavras. - Eu e todos os meus amigos, hoje, criando todos os tipos de lembranças... De verdade, não me importo com o que gastei aqui, se vamos nos divertir, vai valer a pena. É pra isso que serve a noite. Eu sei que isso não faz sentido nenhum, mas talvez não seja pra fazer. O importante é você se sentir bem. Não diga não para a sua felicidade.
Por um momento ela sentiu como se estivesse fazendo uma palestra. Se sentiu boba logo em seguida. Riu por um momento e logo voltou a falar:
- Recebi uma notícia há pouco tempo, que apesar de boa, me fez pensar em coisas ruins. Às vezes pra deixarmos que as pessoas que amamos seguirem seus sonhos, temos que deixá-las. Eu espero que tudo isso seja compensado. Mas quem sabe? – Marie fez uma pausa se embolando nas próprias palavras. -As vezes temos que ficar longe das pessoas que mais gostamos. Seja lá quando, uma hora vai acontecer, e essa hora eu sinto que está perto, por mais que eu não queira admitir. Eu não tenho medo de dizer que tenho receio do que vem por aí, mas compensa saber que o sorriso no rosto dessas pessoas com quem eu vivi tantos momentos inesquecíveis vai me fazer pensar que é a coisa certa. E pra eles, quem sabem quem são, quero dizer que eu não vou esquecer, e isso pra mim já vai ser o suficiente.
As pessoas aplaudiram, no fim, Marie realmente pensou que poderia discursar mais vezes. Se achou uma idiota depois desse pensamento. 
Olhando envolta do salão viu seus amigos. Cada um em um canto, mas todos tinham o olhar fixo no dela. No fim eles perceberam. Perceberam que o que tinham hoje, ia durar pra sempre.
A música do Parabéns começou. Um par de luzes acendeu mostrando o bolo enorme perto da garota. Deram a ela uma espátula e Marie cortou o primeiro pedaço daquela obra de arte. E assim se estenderam os próximos minutos.

 ***

Gabriela estava encostada em uma parede de um canto qualquer com um copo de refrigerante. Sim refrigerante, havia dispensado a bebida depois de alguns copos. Não queria acabar igual a algumas pessoas da festa, aliás.
Não conseguia concentrar seus pensamentos, eles sempre acabavam se direcionando para apenas um lugar. Na verdade, uma pessoa. Suspirou e depois deu um gole na bebida. Pôs-se a andar e procurar alguém para conversar ou apenas para fazê-la companhia. Não foi uma tarefa muito difícil. Encontrou Leticia e Harry sentados em uma mesa próxima.
- Espero que não se importem se eu me sentar aqui. - Puxou a cadeira vazia enquanto recebia um olhar divertido do casal.
- Você sentaria aí de qualquer jeito. - Leticia falou levando mais um pedaço do bolo até sua boca.
- É isso que dá me dar muita liberdade. - A garota fantasiada de Chapeuzinho Vermelho respondeu rindo.
- De novo segurando vela, Gaby? - Uma voz disse e todos da mesa viraram-se para encontrar Zayn e Helena de mão dadas.
Os olhares confusos tomaram conta do rosto dos três. Bom, eles estavam dentro da mesma casa, como deixaram esse pequeno detalhe passar despercebido? Certo, o lugar estava lotado, mas uma notícia desse tipo teria se espalhado bem rápido, no mínimo.
- Perdemos algo? - Harry disse o que não só ele estava pensando. Zayn e Helena sorriram envergonhados.
- Tivemos um momento de reconciliação. - Lena respondeu olhando para Zayn que sorriu para ela.
- Ou bem mais que isso... - Gabriela murmurou olhando os dois.
- Certo... Vou querer todos os detalhes mais tarde. - Leticia sorriu para a amiga.
- Isso aqui virou algum tipo de ponto de encontro? - Louis apareceu acompanhado de Zaynne, o que foi uma surpresa bem grande para todos, já que a garota havia desaparecido desde horas atrás quando chegaram ao local.
- Parece que sim. O que acham de aproveitarmos a situação? - Zayn olhou para o grupo de amigos a sua volta.
- O que tem em mente, Drácula? - Harry perguntou.
- Bom, que tal uma partida de sinuca? - Os garotos ali reunidos se entreolharam e se levantaram. Gostaram da ideia de fazerem algo juntos.
- Da última vez que eu tentei jogar sinuca, achei Kemelly quase tirando a roupa com um grupo de desconhecidos. - Leticia olhou para todos e depois fez uma careta.
- Sim, mas dessa vez ela nem está aqui... - Harry olhou para sua namorada com um sorriso confiante no rosto. Ela deu de ombros, ponderando a ideia.
- Bom, vou arrumar outra coisa para fazer, então. - Zaynne olhou para Louis e se retirou. Ele retribuiu o sorriso, porém não da mesma forma que costumava fazer. Gabriela estreitou o olhar e franziu as sobrancelhas. O que estava acontecendo entre os dois? Não poderia ter acontecido algo tão sério assim em tão pouco tempo, poderia? 
Pensando bem, poderia sim. Não precisava perguntar para outras pessoas, apenas olhar para o que acontecera com si mesma pouco tempo antes. Percebeu que encarava o irmão a mais tempo do que realmente deveria e planejava. Logo ele já estava estralando os dedos na frente de seu rosto.
- Hã? - Murmurou pigarreando em seguida.
- Você vem? - Antes de responder viu que todos estavam em pé esperando por sua resposta.
- Claro, por que não? - Gabriela respirou fundo e se levantou para começar a segui-los.
Poucos passos depois, foi impedida de continuar. A pergunta que Harry fez, fizera com que Gaby paralisasse no lugar e se sentisse constrangida sem um bom motivo aparente.
Para eles, pelo menos.
- Hey, alguém viu Niall? Ele gosta de jogar sinuca.
- Gaby, você sabe onde ele está? - Louis perguntou.
Parecia estúpido, mas ela ativou o modo defensiva.
- Por que acham que eu sei? - Se ouviu perguntar e passar o olhar por todos.
- Bom, ele estava com você da última vez que o vimos. - Leticia deu de ombros.
- Sim, mas como podem ver, ele não está. - Falou logo em seguida cerrando os olhos.
- Calma, amiga, foi só uma pergunta! - Helena a olhou confusa.
- E eu já respondi. Niall faz outras coisas da vida, não nasceu grudado em mim nem nada do tipo. 
- Gaby, aconteceu alguma coisa? - Harry deu um passo em sua direção, Gabriela deu um para trás.
- Não, tá tudo bem, ok? Só estou com um pouco de dor de cabeça.
- Talvez devesse tomar um ar, sei lá. - Zayn franziu a testa olhando a garota que agora passava os braços pelo seu corpo enquanto afirmava com a cabeça.
- É, talvez eu devesse.
Virou as costas e a passos largos passou entre as pessoas indo para um lugar onde pudesse entender o que estava acontecendo consigo mesma.

Kemelly POVs

Eu estava de bruços em uma superfície macia e confortável quando comecei a voltar com a consciência. Minha cabeça doía, e todos os músculos do meu corpo também. Até aqueles que eu não sabia da existência. Fiz uma nota mental onde eu me lembraria pra sempre desse dia e nunca mais iria beber. Pelo menos não desse jeito. Me mover parecia ser como se levantasse dez quilos, então pressionei as pálpebras dos meus olhos com força e me remexi.
Não, não era impressão minha, mas realmente tinham pesos nas minhas costas. Quer dizer, o braço de Liam a transpassava e eu podia perceber também nossas pernas formarem um nó se entrelaçando por baixo dos lençóis.
Tentei mais uma vez me mover com uma tentativa falha. Liam apertou seu braço contra mim mais forte e me puxou para mais perto. Certo, com a minha força de vontade em valor zero, eu me considerava presa.
- Você é mau – Falei com a voz embriagada de sono, preguiça e cansaço que me consumiam naquele momento.
- Não, só quero manter o que é meu perto o suficiente – Ele respondeu com a voz grogue e rouca, mais próximo do meu ouvido do que eu poderia imaginar.
Sorri ainda de olhos fechados e levantei minha mão até onde deveria ser sua cabeça. Antes de meus dedos encontrarem seus cabelos finos e macios, sua mão atingiu a minha e entrelaçou nossos dedos.
- O que perdemos? – Perguntei a ele.
- De importante, apensas o bolo e o discurso. – Liam respondeu começando a traçar a extensão da minha coluna com as pontas dos dedos de sua mão livre, me arrepiando por completo.
- Ótimo – murmurei abrindo os olhos. Mas minha visão não estava clara, estava um tanto quanto desfocada. Franzi as sobrancelhas, confusa. O que aconteceu com minhas lentes?
- Suas lentes estão dentro daquele copo de água. – Liam falou como se percebesse o que estava errado. Ah, sim. Vou perambular por aí como um peru bêbado, agora. Maravilha.
- Espero que não se importe em ter que virar meu guia por algum tempo. – comecei a dizer com a voz ainda rouca e baixa. - Colocar as lentes que estão na água seria a mesma coisa que ficar com o olhar de uma drogada.
Liam riu por um instante e eu sorri com isso.
- Não se preocupe com isso, Kemy. Temos coisas mais importantes para se pensar como: O que fazer com a roupa de cama que está toda molhada.
Meu cérebro demorou algum tempo até processar a frase. Como assim molhado? Foi aí que compreendi. Não tinha percebido até agora, mas meu cabelo ainda tinha algumas mechas úmidas e outras molhadas, sinal de que não fazia tanto tempo assim que havíamos saído do chuveiro.
Murmurei qualquer coisa e tomei impulso para levantar. Liam me empurrou de volta.
- Não precisa ser agora – Foi a frase brilhante que ele me disse.
Não sei por que motivos, mas comecei a rir. E percebi mesmo com a visão borrada, o olhar de confusão que meu namorado tinha no rosto, o que me fez rir mais um bocado.
Ai se minha mãe ficasse sabendo das coisas que eu aprontei essa noite...
Foi no meio de toda essa situação estranha que um celular vibrou em algum lugar ali. O meu eu tinha certeza que não era, caso contrário teria começado a tocar uma música de Miley Cyrus, então a única outra opção óbvia, era o celular de Liam.
Aproveitei esse breve instante que ele se levantava desajeitadamente para procurar o telefone e fechei os olhos mais uma vez.
- Eu não me animaria muito, senhorita sono profundo. Temos que ir. – Liam já não estava mais com a voz totalmente rouca.
- Por que eu deveria? – Puxei o travesseiro para baixo e o abracei.
- Niall quer ir embora.
Abri os olhos novamente e bufei. Não, não era por causa do Niall e sua necessidade urgente de deixar a festa, mas sim por causa de todo o cansaço. Não conseguia me lembrar da última vez em que me senti tão preguiçosa como agora. Tomei impulso e dessa vez me levantei. Quer dizer, não totalmente, já que fiz uma pausa me sentando sobre as minhas pernas enquanto olhava para a parede e jogava meu cabelo embaraçado para trás. Eles estariam pior que um ninho de pássaros daqui há alguns minutos.
- Ok, então vamos. – Disse com a maior moleza e lentidão que um ser humano normal conseguiria.
- Certo, mas concordemos em uma coisa – Liam começou a falar e eu o olhei por cima do ombro. -, mas antes seria melhor você se vestir.
Arqueei uma sobrancelha e por um momento me senti mais envergonhada que nunca. Que tipo de pessoa eu era para não perceber que estava nua? Não, não era culpa da bebida. A única coisa que sobrava depois de encher a cara era a dor de cabeça que não queria me abandonar. Eu era a pessoa mais idiota e distraída de toda aquela festa.
O mais rápido que pude pensar puxei o lençol e passei pelo meu corpo enquanto escutava a risada de Liam de fundo. Deixei meu cabelo embrenhado cair sobre o rosto, mas dessa vez não tirei.
- Pode passar minha roupa, por favor? – Não me atrevi a olhá-lo.
- Não precisa ficar com vergonha. Nada que eu já não tenha visto. – Liam murmurou rindo.
Peguei o travesseiro mais próximo e atirei em sua direção. Quando o objeto o atingiu, ele murmurou um “ai” e ficou em silêncio.
- Desculpe. – Suspirei e assenti.
- Agora você pode passar minha roupa? – Perguntei já um pouco impaciente.
- Claro, se você não se importar em vesti-la molhada...
Arregalei os olhos, alarmada.
- Quer dizer que eu não tenho o que vestir? – Virei-me para ele.
- Eu ainda não olhei esse armário aqui, então respondo sua pergunta em alguns segundos...
Nesse meio tempo, puxei o lençol da ponta do colchão, o dobrei e comecei a arrumá-lo no meu corpo de uma forma bem estranha, mas que me impedia de andar pelo quarto da forma que vim ao mundo.
Levantei e descalça andei até o banheiro, não antes de esbarrar várias e várias vezes por móveis e coisas invisíveis do quarto, até chegar onde estava a peruca, a cauda e a parte superior da minha fantasia pendurados.
Pelo menos meu sapato parecia não tão molhado. O calcei, depois de certa dificuldade e fui tateando a parede de volta ao quarto. Sentia falta das minhas lentes.
- Achou algo? – Perguntei assim que passei a porta do banheiro.
- Claro, se você quiser usar toalhas. Mas vejo que já está usando o lençol. – Vi Liam atirando, provavelmente as toalhas de volta ao armário.
- Eu realmente espero que não se importe em usar roupas molhadas. – Falei voltando para o banheiro. Faria o que Liam tinha sugerido antes. Não tinha muita escolha entre lençol e aquilo.
- Você realmente vai fazer isso? – Liam me perguntou antes de eu conseguir fechar a porta.
- Foi ideia sua. - Ele me olhava como se eu estivesse em outro planeta.
- Sério, Kemy? Vai mesmo fazer isso?
- Nunca imaginei que fosse, mas sim. Vou. E você também vai. – E com isso, tentei distinguir quais peças de roupas eram as dele e joguei para Liam, fechando a porta e me vestindo com as roupas úmidas.

Gabriela POVs

Não tinha pensado que tomar uma brisa no rosto seria assim tão bom e reconfortante.
Eu havia atravessado totalmente aquela multidão e agora estava do lado de fora da festa tomando um ar. O céu estava coberto por várias nuvens, mas de tempos em tempos era possível ver a lua minguante iluminando a noite.
Eu sou uma pessoa confusa, que vive numa vida de confusões, mas não me lembro de ter ficado da forma que estou agora.
Suspirei derrotada sem saber mais o que fazer e pensar. Eu havia tomado alguns drinks, mas nada que me deixasse no estado em que Kemelly estava. Nem perto daquilo, na verdade.
Desci as escadas e comecei a reparar que não era apenas minha a ideia de tomar ar. Quer dizer, a ideia não foi exatamente minha, mas enfim. Dane-se.
Reparei também em uma figura encostada no muro de cabeça baixa. Não precisei olhar duas vezes para reconhecer quem era. Uma questão mental se formou na minha cabeça. Ir ou não ir, eis a questão.
Me aproximei sorrateiramente, tentando não fazer com que o barulho dos meus saltos ecoasse pela rua, o que era meio ridículo, já que ele muito provavelmente iria perceber a presença humana ali. Parei ao seu lado.
- Te procurei por toda parte – Falei enquanto encostava as costas na parede fria.
Niall levantou o olhar e me fitou por um instante, suspirando em seguida voltando a abaixar o olhar.
Fixei meus olhos no outro lado da rua.
- Por que você fugiu? – Perguntei a ele.
Enquanto esperava por sua resposta, fiquei olhando alguns carros passarem como um flash por nossa frente. Aqui não era Nova York, mas às vezes parecia ser uma cidade que nunca dormia.
- Eu não fugi.
- Nialler – Virei-me para encara-lo -, você virou as costas e saiu andando sem dar algum tipo de “tchau”, me deixou falando sozinha. Como chama isso?
- Ok, talvez eu tenha fugido. – Ele revirou os olhos e colocou as mãos nos bolsos. – Desculpe. – Murmurou em seguida.
Assenti sem dizer mais nada. Esperei que ele começasse a explicar, como qualquer um faria, ou então mudasse de assunto, algo totalmente normal, mas ele não fez nada. Ficamos ali por mais algum tempo em silêncio, mas eu tinha perguntas e queria algumas respostas.
- Por quê?
Niall abriu e fechou a boca vária vezes antes de finalmente falar alguma coisa:
- Entrei em desespero. – Ele tinha um olhar de tristeza nos olhos. Sua voz estava baixa, beirando a rouquidão. – Não devia ter te beijado.
- Mas eu concordei com isso, não foi? Se não quisesse teria te parado. – Eu estava sendo sincera, afinal.
Seu olhar tinha uma pontada de dúvida, como se tudo o que tinha acabado de falar fosse absurdo. Revirei os olhos e bufei.
- Tá, concordemos, foi embaraçoso e tal, mas você não precisava ter me deixado falando sozinha como uma idiota. Não tinha porque entrar em pânico ou desespero. Foi só um beijo.
Seu olhar de confusão fitava meus olhos arregalados.
- Certo, eu acabei de beijar minha melhor amiga e todos concordam que eu sou um idiota, mas por motivos diferentes. – Sua expressão era tão séria que não consegui reprimir meu riso. Talvez fosse a bebida, mas achei a situação um bocado engraçada.
- Por que está rindo? – Agora Niall parecia indignado.
- Desculpa, mas ver você aí todo preocupado e sério me pareceu engraçado. – Troquei o peso do corpo de pé.
- Eu não consigo te entender.
- Ninguém consegue, caro amigo. – Ele revirou os olhos. – Tá, se eu não tivesse gostado do beijo, a situação seria totalmente diferente, então pare de ficar aí emburrado.
Niall arqueou uma sobrancelha e me olhou de relance, como se duvidasse do que eu estava falando.
- Você gostou?
- Se você tivesse permanecido lá durante mais dez segundos, teria escutado que sim. – Revirei os olhos enquanto ria de sua expressão.
- Gabriela, você bebeu? – Dei de ombros.
- Alguns drinks, nada demais.
- Ah, entendi. Você está bêbada.
- Não, Nialler, você não entendeu. – Me virei para ele pegando em seus ombros. – Eu tomei alguns drinks, ou seja, o nível de álcool no meu sangue é apenas o suficiente para falar a verdade e me soltar um pouco mais, e não do nível exagerado e elevado que vai me fazer querer subir em cima de uma mesa, fazer um strip-tease ou algo do tipo.
Niall piscou.
- Então você não mentiu desde que essa conversa começou?
- Não. – Respondi.
- Então você gostou? – Assenti. – Se eu tentasse te beijar de novo, você recusaria? – Neguei. Ele franziu o cenho. – Como fica nossa amizade?
Pensei por um momento.
- Ah, essa é fácil. Continua a mesma coisa, só que de vez em quando vamos dar uns beijos e etc. Tipo amizade colorida.
O olhar que ele tinha me fazia pensar que ele me via como uma alienígena. Baixei meu olhar até minhas roupas procurando algo de errado. Não achei.
- Tem certeza que você não tá bêbada, e que tá falando sério.
Sorri da forma mais doce que pude, então me inclinei em sua direção e colei nossos lábios por um breve momento. Eu sabia que ele não tinha fechado os olhos, então me distanciei.
- Se isso responde a sua pergunta, sim, estou falando sério. Não vejo mal nenhum em nós dois ficarmos. É só não sair espalhando por aí. Não quero boatos. Já tem fofocas demais de mim, mesmo depois de tanto tempo daquela festa com o Erick me traindo. – Revirei os olhos em me lembrar daquilo.
- Aham, entendi. - Ele ainda me olhava como se tentasse entender tudo o que eu tinha falado. - Nada de espalhar.
- Ok, então agora que já nos resolvemos, será que podemos voltar pra festa? Sério, me sinto como se tivesse tirado um super peso das minhas costas. - Falei o puxando pelo braço, mas antes de nos movermos, ele voltou a se encostar na parede.
- Vai na frente, vou ficar aqui mais um pouco.
Afirmei com a cabeça e com um sorriso no rosto, que só depois teria notado, entrei de volta naquela festa.

Harry POVs

Ok, entender as mulheres ficava cada vez mais complicado. Ignorar parecia à decisão mais fácil, mas mesmo assim, eu queria ajudar, ou seja, tomar a decisão mais complicada. Eu conhecia a minha amiga suficientemente bem para entender que algo estava errado.
Gabriela e eu podíamos não ter mais o contato de antes, toda aquela ligação e etc., mas continuávamos amigos. Melhores amigos. E assim como ela, eu ainda me preocupava.
- Harry, é sua vez! - Louis me fez voltar e se concentrar no jogo.
- Ah, sim, claro... - Fiz minha jogada, acertou a bola encaçapando-a. Meus amigos bateram palma, fingindo estarem impressionados. Me preparei mais uma vez para a segunda jogada. Quando a errei, um coro muito falso de pena foi feito. Tive que rir desse breve momento.
- Quem sabe da próxima, não é Harold? - Leticia me olhou e piscou docemente. - Minha vez. 
Antes mesmo dela se preparar, uma figura feminina de colocou ao seu lado.
- Opa, parece que esqueceram de me chamar para a diversão... 
Leticia enrudeceu e depois de respirar fundo falou:
- É quase o que você disse, Olívia, só que o contrário. Se você está aqui, deixa de ser divertido. - Respondeu sem tirar os olhos da mesa.
- Ai. Me sinto ofendida. - A garota fantasiada de Rainha de Copas riu com sarcasmo. Respirei fundo esperando a discussão.
- Ótimo, espero que tenha entendido que ninguém te quer aqui. - Minha namorada se virou e ficou de frente para ela. Eu podia ver seus dedos ficando brancos enquanto ela apertava com força o taco de sinuca.
- Ah, fofinha. Não preciso do amor, carinho, ou qualquer outro sentimento para me fazerem ficar perto. Eu faço o que quero, na hora que quero. - Olívia abriu um sorriso de canto. Revirei os olhos.
- Vamos arrumar outra coisa pra fazer, ok? - Helena se colocou ao lado de Leticia e a puxou pelo braço, não antes de esbarrar em Olívia que revirou os olhos.
A coisa boa é que Olívia saiu andando. A ruim é que elas realmente quiseram arrumar outra coisa para se fazer.
Infelizmente paramos de jogar na quarta rodada. E aparentemente não fui o único a ficar com cara de bunda. Zayn tinha uma cara emburrada e Louis parecia estar com tédio.
No meio do caminho, voltamos a encontrar nossos outros amigos. Marie tinha uma conversa intensa com Gabriela. As duas pareciam concentradas demais, quando nos viram ficaram sérias por um momento e depois sorriram, talvez nervosamente.
- Está melhor Gaby? – Ouvi Louis perguntar.
- Eu nunca estive ruim, Lou.
Ele riu como se estivesse se esforçando para engolir a frase da irmã e eu ri negando com a cabeça. Ficar perto daqueles dois era a mesma coisa que assistir a uma novela mexicana fora da televisão. 
- Ótimo, alguma ideia de coisas legais para se fazer? - Helena perguntou.
- Qualquer coisa longe da Olívia, diga-se de passagem. - Leticia murmurou ao meu lado e eu passei meu braço por sua cintura.
- Andar por aí, comer, dançar, beber... A lista é interminável e tudo por minha conta. – Nossa amiga Pirata disse enquanto analisava suas unhas pretas bem pintadas.
Enquanto meu cérebro escolhia a melhor opção para se fazer, e os outros pareciam pensar a mesma coisa, vimos um casal perambulando em nossa direção. A principio, meu primeiro pensamento foi “porque esse dois babacas estão nos encarando?”, mas no momento seguinte percebi que o babaca era eu. O casal perambulando era Liam, que parecia segurar Kemelly, que tinha os braços estendidos e tropeçava em cada ser vivo que cruzasse em sua frente.
- Vejam só se não são nossos melhores amigos desaparecidos! – Helena cruzou os braços e parou em frente aos dois.
- Não estávamos desaparecidos, vocês sabiam onde nos encontrar. – Liam replicou.
- É, mas ninguém quis interromper... – Louis respondeu em seguida. Rimos com o comentário, e por um momento eu pude jurar que mesmo com a grande variação e cores na iluminação, era possível ver as bochechas rosas de Kemy e a vergonha de Liam.
- Tá, chega disso, seus pervertidos engraçadinhos. – Gabriela andou em direção a ex-garota bêbada, que tinha os olhos arregalados e um copo nas mãos, que aliás, eu não tinha percebido. – Hey, por que as roupas de vocês dois estão molhadas?
Enquanto Gaby ficava confusa, Zayn andou até os dois e tirou o copo das mãos dela.
- Pensei que já tivesse tido experiências demais com bebidas para uma noite, prima.
- Na verdade, dude, isso aí no copo não é bebida, são as lentes de contato dela. Por isso ela está toda estranha. – Zayn entortou a boca fazendo uma careta. – E as roupas molhadas, foi mais um acidente.
- Conte-nos mais sobre isso. – Falei.
- Ideia de Marie. – Liam deu de ombros e eu me lembrei que antes era difícil entender as mulheres. Agora eu achava que entender meus amigos era dois níveis mais difícil.
- Não, não. Eu falei para colocar ela embaixo do chuveiro, não ter uma aventura erótica no banheiro da minha festa.
- Ok, chega! Preciso de outro drink. – Gabriela nos afastou enquanto uns riam, outros ficavam sérios e Liam e Kemelly entregavam de bandeja o que tinha acontecido com os dois naquele quarto.
- Sabe o que eu anda não fiz hoje? – Helena começou. – Esperem, não respondam. Foi uma pergunta retórica. - Ela nos ignorou por completo e continuou. - Eu ainda não usei as tintas neons. Vou fazer uma visitinha até elas.
Antes de responder, levei um susto por escutar alguém gritando bem próximo de mim.
- De mim ninguém sente falta.
- Niall! Estávamos te procurando. Recebemos sua mensagem. – Liam se apressou a falar indo em direção ao duende, consequentemente puxando Kemy que tropeçou e deu alguns pulinhos até se equilibrar e parar ao lado do namorado.
- Desculpem, mudei de ideia, mas obrigado, acho. – Ele respondeu coçando a nuca.
- Mas então, estamos esperando o que para usarmos minha brilhante ideia como diversão? – Helena arqueou uma sobrancelha e logo estávamos a seguindo rumo a onde provavelmente estavam as tintas.
- Hey, onde estão indo sem mim? – Era a voz de Gaby e eu não precisava me virar para saber disso.
- Tintas Neon. – Eu respondi ainda sem olhá-la, mas logo Gaby já estava passando ao meu lado com dois copos diferentes em cada mão indo de encontro com Louis.
- Não acredito que você vai beber. – Ele murmurou.
- Qual é, só tomei alguns drinks essa noite.
- Será que a Kemelly não te ensinou nada depois de tudo? - Ouvi Louis perguntar.
- Me recuso a responder essa pergunta. Não estou totalmente sóbria para isso. 
- Qual é a bebida? – Perguntei e ela me olhou por cima dos ombros.
- Não sei, o barman fez uma mistura bem legalzinha lá e me entregou. Olha, são coloridos! – Ela esticou os braços virando o corpo e dando alguns passos de costas enquanto me mostrava durante dois segundos os copos.
No minuto seguinte ela estava virando o líquido da mão direita goela abaixo.
- Até que é gostoso. – Falou ela em seguida.
Não só eu como todos os outros a ignoramos por completo assim que vimos os grandes potes chamativos.
- Legal, eu vou pintar uma parte do cabelo! – Lena foi a primeira a se atirar na tinta neon laranja. Logo Louis já segurava o pote azul rabiscando coisas aleatórias em Gaby, depois em Mary.
Foi aí que a bagunça começou. Nossas fantasias e rostos já eram. Mesmo com Marie dizendo que o solvente para aquilo era a água, estava ficando cada vez mais bizarro acreditar que alguém conseguiria tirar tantas manchas coloridas assim de uma peça de roupa.
Kemelly estava no canto, encostada em uma parede quando Liam deixou riscos amarelos por sua barriga. Ela atingiu o vazio com um tapa e logo deduzi que ela estava totalmente cega sem as lentes. 
Leticia estava do meu lado de braços cruzados olhando rindo para aquilo tudo.
- Não vai fazer o mesmo? – Perguntei a ela enquanto esticava o braço e pegava a tinta rosa.
- Hum, acho melhor não. – ela retorceu os lábios em uma careta enquanto olhava para minha mão.
- Ah, vamos, Lelê, não se faça de chata.
- É sério, Harry, não to a fim. – Quando eu estava preparando mais uma frase esplêndida para convencê-la, um alguém puxou o pote de minhas mãos.
- Ah, não seja por isso! Eu mesma faço por você. – Logo em seguida, o pote de tinta rosa pink neon estava cobrindo o topo da cabeça de minha namorada que tinha a boca aberta de susto, assim como a minha, e a de todos os outros ali em volta.
- Olha, não é que ficou melhor assim? A única coisa que já vi que conseguiu dar um jeito nesse seu cabelo, maninha. – Olívia a encarava com um sorriso triunfante. A expressão nos olhos de minha namorada passava de susto para ódio.
- Você não fez isso... – Lelê murmurou entre dentes.
- Olha amiga, veja pelo lado bom. Pelo menos é rosa! – Aparentemente rosa era tudo que Kemelly via.
Por um momento eu quase jurei que havia escutado um barulho parecido com um rosnado.
Quando a garota maluca que atirou tinta na minha namorada, vulgo Olívia, se preparava para virar as costas, Uma Minnie com o cabelo encaracolado totalmente rosa jogou um pote verde em cima da outra.
O certo seria arrastar Leticia dali e leva-la embora, mas achei melhor não atrapalhar esse momento de família que estava sendo presenciado.
Logo em seguida, um garoto vestido de Frankenstein, quer dizer, o Lucca, irmão das duas, abriu passagem entre a multidão até chegar ali de olhos arregalados e expressão incrédula no exato momento em que se pode ver o olhar mortal que Olívia possuía no rosto.
- Mas que diabos está acontecendo? – O rosto dele foi atingido por tinta roxa.
E isso foi “basta” para que se iniciasse uma guerra de tinta neon. E claro, eu não saí intacto. Logo tiras verdes e azuis faziam parte dos meus sapatos, laranja da minha camisa e rosa da minha cara. Passei de O Super Espião para O Super Espião das Fadas Arco Íris
Sendo assim, os próximos momentos passaram a se variar entre jogar tinta, ou sacanear ou outros com a tinta.
Não estavam mais com raiva, mas sim com sorrisos divertidos no rosto. Aquilo havia se tornado uma brincadeira, uma guerra de tinta que todos estavam inclusos e participando como crianças.

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Nota da Autora: É, gente! eu ainda estou vivia e ainda não desisti de escrever. Aliás, tive um mês (sim, um mês) bem intenso de provas e trabalhos. Meus professores acabam sendo super criativos nesse tipo de coisa. Bom, no final deu tudo certo, não sou assim tão burra como achei que fosse ser. Só em sociologia. sociologia é o cúmulo.
Anyway, espero que tenham curtido esse cap, eu até que gostei. E orem pra que eu consiga escrever o próximo em menos de cinco semanas, igual esse...
Mas enfim! FALTAM 19 DIAS!!! (sim, estou contando) E eu achoo que vou enlouquecer quando falar só uma semana para o show! Igual eu estou agora porque a Demi está no Brasil, mas eu não vou no show... So sad
Bom, galera! eu realmente espero voltar em breve dessa vez! eu ainda não desisti de escrever!
Ah, e leiam! Leiam Belo Desastre e Cidades de Papel! Eu adorei esses livros, acho que vocês também vão gostar : )
Beijos,

Gabriela