Recado das autoras

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Ass: Gabriela e Leticia

(in English)

First, we wanted to thank everyone that came to our fanfiction. This is really important to us. Our main goal in this blog is to let you interested in what we write. So we are willing to improve in all that you think necessary. That's why we ask that you leave the cometary below the posts, or contact me at twitter @gabi_ptl. We would be happy if you told us what they're thinking.
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with love: Gabriela and Leticia


sábado, 7 de março de 2015

2ª Temporada 52º Capítulo



Louis POVs

A sala de cinema estava demasiadamente cheia para um dia de semana comum. Não sei se estava daquela maneira por estarmos vendo um filme que acabara de entrar em cartaz, ou se todos os adolescentes do mundo não tinham nada pra fazer e resolveram vagabundear pelo shopping. Eu ainda estava decidindo.
Mas mais intrigante do que isso, era assistir um filme de terror de quatro estrelas e meia com uma garota que parecia ter um escudo contra o medo. Enquanto todas as outras soltavam gritos estridentes, pulavam da cadeira, ou jogavam pipoca na cabeça dos seus acompanhantes inocentes, Marie estava lá. Encarando a tela como se aquilo não tivesse absolutamente nada demais. 
Qual é? O cara tinha matado geral com um machado e ela nem ao menos tinha apertado o braço da cadeira. Será que ela não sente medo?
- Marie? - chamei por seu nome.
- Que foi? - Respondeu num sussurro quase inaudível.
- Tá prestando atenção no filme? - Perguntei achando a única explicação plausível para ela estar tão natural.
- Claro que estou.- Respondeu animada. - É um dos melhores que já vi na categoria terror!
- Mas você não tá gritando! Não tá nem ao menos colocando a mão na frente do rosto quando o cara levanta o machado! - Incrédulo, arregalei os olhos mostrando o quão intrigado eu estava.
- Louis, meu querido. - Pigarreou ela, se divertindo com minha confusão. - Eu convivi com meu bisavô andando pelado pela minha casa. Não tenho medo de mais nada. 
Pisquei quatro vezes até entender do que ela estava falando. Nojento.
O filme de terror chegou ao fim e deixamos a sala escura de cinema apena para entrar em outra minutos depois. Em outras palavras, a Química e seus cálculos idiotas que se ferrem. Existem coisas mais legais para se fazer na vida, como ver filmes.
Dessa vez, Mary optou por um filme de comédia romântica e eu rezei silenciosamente para que ela mostrasse um pouco mais de sentimento dessa vez, caso contrário, eu iria ficar com medo dela e a faria procurar um psicólogo o mais rápido possível.
Minutos mais tarde ela estava se dobrando de rir ao meu lado. Aliviado por ela estar agindo como uma pessoa normal, respirei fundo, apenas para começa a rir como se fosse o fim do mundo. E assim todo o cinema fazia.
Porém em uma das partes dramáticas do longa, o silêncio tomou conta do espaço, deixando a voz dos atores principais ecoarem pelas paredes dali, tomando a atenção de cada pessoa.
"- Eu só queria que você entendesse que em todas as situações, era em você que eu pensava! Não existi mais 'ela e eu'. Mas eu quero que exista um 'nós'. - O ator disse com um quase desespero evidente.
- Você é um mentiroso, insuportável, metido e...
- Fica quieta e me escuta por alguns segundos, droga! Eu quero você! Sempre foi você e sempre vai ser! A garota que eu sempre quis está bem aqui na minha na minha frente, mas ela é uma orgulhosa incapaz de perceber isso por causa da teimosia. Mas quer saber? Eu não ligo porque eu amo cada imperfeição que ela tem, porque pra mim isso tudo a faz perfeita. E quer saber de mais uma coisa? Eu não consigo olhar nos olhos dela e saber que eu fui um fraco e idiota por não ter dado o primeiro passo quando você claramente esperava por isso.
- Sai daqui agora! Não percebe que ninguém te quer aqui?
- Não adianta mentir pra mim, Nora. Eu tive tempo o suficiente para aprender a saber quando está mentindo. Seu olhos são mais honestos que você.
- Eu te odeio! - A atriz o empurrou, o que causou risos vindo do ator, Roger.
- Você é louca, Nora. - Ela o olhou incrédula. - Mas eu também estou fora de controle.
- Por que raios você tem que ser assim, tão... tão você!? Eu não tenho controle do que faço ou digo quando estou com você, Roger! 
- É que as vezes são necessárias algumas provas para te forçar a acreditar que eu sou o cara pra você, Nora."
Alterei meu olhar entre a tela do filme e Mary, que tinha os olhos vidrados na imensa tela e a boca entreaberta, esperando para o desenrolar da história que já estava no final.
Senti uma súbita vontade de dizer a Marie que assim como no filme, agora eu não estava mais com Zaynne. Agora nós dois podíamos ficar juntos.
Que agora nada mais precisava ser escondido.
Não sei exatamente o que se passou por minha cabeça naquele momento, mas quando me dei conta, já estava falando com Marie algo que não era planejado para aquele momento.
- Eu terminei com a Zaynne.

Gaby POVs
       
A parte em que passaríamos a próxima hora discutindo sobre o filme que assistiríamos não foi exatamente necessária graças a proposta de Niall um tempo atrás. Por fim decidimos ver um filme aleatório de Harry Potter, qual eu conseguia ser quase uma louca viciada. Em momentos me deixava levar e acabava por repetir algumas falas em minha mente, ou em voz baixa, atraindo o olhar de Niall que no fundo estaria me chamando de estranha ou rindo de mim discretamente.
Quando o filme acabou, tentei me sentar e me comportar como uma pessoa civilizada, coisa que não chegou a dar certo em momento nenhum.
Deitada no sofá com um pote de pipoca com poucos grãos dentro sobre a minha barriga, minhas pernas esticadas sobre Niall e meu bichinho de estimação que estava dormindo na poltrona desde o café da manhã. Essa era a visão que alguém teria da sala caso entrasse pela porta da frente.
Suspirei pesadamente pronta para colocar outro filme no aparelho de DVD quando meu amigo que parecia não estar ligando pra nada, se levantou e puxou o controle da minha mão, o levando para o outro lado do cômodo. 
Bufei um tanto indignada. Eu estava crente que Nialler pudesse ter esquecido aquela maldita "conversa" que eu prometi ter com ele. A verdade era que eu não estava com a mínima vontade de produzir qualquer som com a minha boca, mas com ele me fitando sem piscar os olhos, me deixava desconsertada, e isso definitivamente não era nem um pouco bom pra mim naquele momento.
- Eu tenho o dia todo, Gabriela. - suas palavras me atingiram de uma forma que eu sabia ser verdade. Ele provavelmente permaneceria ali igual a uma estátua de cera até que eu contasse por que não tinha ido a escola hoje, coisas e tal. Revirei os olhos me sentando com a coluna ereta.
- Eu não fui a escola hoje porque não estava com a mínima vontade de encarar aquelas pessoas que não fazem nada além de tomar conta da vida alheia. - as palavras saíram sem que eu o olhasse.
- Se elas falam da sua vida, significa que você é importante. Nunca parou pra pensar nisso? - Niall colocou aquela questão na minha cabeça, fazendo-me ficar quieta e encara-lo por alguns momentos. Sacudi a cabeça, confusa.
- Isso foi realmente ridículo, por que eu sou definitivamente a pessoa com menos importância nesse mundo! - coloquei o pote de pipoca no chão, cruzando as perna em seguida. - E aliás, a única coisa que provavelmente estariam achando relevante no momento, seria o fato de "nossa! Ela é a Gabriela! A ex-namorada do garoto que foi preso por porte de drogas".
- Aí você poderia olhar pra todo mundo e dizer a seguinte frase: foda-se. - levantei meu olhar, surpresa.
- Desde quando você fala esse tipo de coisa? - Perguntei.
- Desde o momento em que eu sei que é exatamente isso que você quer fazer. - Abri a boca para me justificar daquela calúnia, mas não me foi permitido. - Não, não me venha com desculpas. Vai dizer que não é exatamente isso que você quer fazer nesse exato momento? - Ok. Talvez aquilo não fosse uma calúnia. - Te conheço bem o suficiente para saber que você adoraria poder jogar todas as coisas pro alto e sumir.
Fechei os olhos e respirei fundo.
- Você está certo. - O encarei sabendo que tinha um sorriso presunçoso nos lábios. - Agora que já esclarecemos isso, podemos voltar para o próximo filme, ou apenas assistir uma série? Sei que assistir Ian Somerhalder em Lost é uma oportunidade e tanto. - Estava tentando ao máximo me esquivar das conversas com Niall, mas ele estava determinado a fazer tudo bem contrário ao que eu queria.
Segurando meu antebraço, me puxou de volta para o sofá, fazendo-me bufar impaciente e bater as costas nada delicadamente no encosto do mesmo.
- Para de fugir, Gaby! - Começou ele antes de realmente soltar meu braço. - Não quero ser um amigo chato, grudento e insistente que não tem nada melhor pra fazer do mesmo jeito como estou sendo agora. Só quero que você converse comigo. Sei que você não está bem, acabou de admitir isso quando falou o motivo de não querer ter ido pra escola hoje.
Eu odiava o fato dele conseguir ser tão convincente a ponto de me fazer ficar sem resposta. 
Por um minuto ponderei suas palavras e joguei a cabeça pra trás. Mas que droga!
- Desculpa, Duende, mas eu realmente não sei o que dizer sobre tudo isso. - Balancei a cabeça para os lados sem encara-lo mais uma vez. As coisas não conseguiam fazer sentido na minha cabeça. - Minha vida virou de ponta cabeça em poucos meses e eu me sinto como uma maluca! Descobri que meu ex-namorado stalker que não me deixava em paz usava drogas, e segundo ele, era por minha causa! Vou para o estúdio de ballet pensando em esquecer tudo que aconteceu anteriormente, quando, claro, eu tenho que dar um jeito de fazer tudo errado e ferrar com as minhas sapatilhas de ponta. A professora quase fez o favor de terminar de despedaça-las na minha cabeça, tudo por que não consigo fazer nem um salto do jeito certo. Aí eu venho pra casa e descubro que meus pais estão prestes a assinar os papéis do divórcio sem eu nem ao menos me dar conta. Ah, e meu pai ainda não faz questão de olhar na minha cara, não que eu me importe. Foi ele quem quis assim. E claro que a mãe do Erick tinha que me ligar chorando, perguntando se eu tinha ideia do porquê ele ter começado com isso. Senti pena dela, mas acredite, fiquei tão surpresa quanto qualquer um. - tentei voltar a expressão normal, mesmo sabendo que fazer diversos tipos de careta naquele momento era algo inevitável.
- É muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e eu já não sei mais o que fazer. É como se alguém estivesse fazendo as coisas sempre pensando na maneira em que eu vou me ferrar no final.
"Já basta que vou ter que conviver com o peso da separação dos meus pais, sendo que Drake deixou bem claro que tudo era culpa minha, e eu não consigo simplesmente ignorar o fato de que eu realmente fiz parte daquilo. E depois tem a porcaria de dois dias atrás. Dizer que 'aquilo' piorou assim que eu o deixei, foi a mesma coisa de dizer que 'você fodeu tudo', e eu não consigo suportar isso, Niall! Eu me vejo no meio dessa história como a garota problema, que estraga tudo! É como se meu maior medo estivesse virando realidade ao poucos, e eu sinto que estou na beira do precipício, prestes a saltar e que ninguém vai estar ali pra tentar me impedir, porque no fim eu vou estar sozinha."
"Eu tenho fantasmas que ficam me rondando, dizendo sempre a mesma coisa, e eu não posso mudar o fato de que aquilo fez parte do meu passado e me fez ser essa pessoa ridícula que eu sou hoje."
"Você não imagina como é horrível a pressão de ser a bonequinha da família, a bailarina perfeita, a namorada dos sonhos, a melhor amiga. Eu não consigo fazer isso! Nunca consegui, e não vai ser assim que as coisas vão funcionar. Eu sei que meus problemas não são maiores do que de qualquer outra pessoa, mas eu to acabada por dentro, Nialler. Todos que eu amo estão me deixando. Eu não consigo suportar isso."
Eu não sei de onde, muito menos como eu tive tanto fôlego e de onde tirei tanta coragem pra dizer o que tinha falado instantes atrás.
Eu sempre tive problemas em falar como eu estava me sentindo, e perceber que eu havia acabado de colocar todas as cartas na mesa era algo que me assustava.
Perceber que seu olhar tinha tanta intensidade, me assombrava.
- Bibi, eu...
- Agora eu comecei, me deixa continuar, Nialler, por favor. - Ele assentiu sem tirar os olhos atentos de cima da minha pessoa. Resolvi seguir o ditado que meu irmão costumava dizer. Algo parecido com "já está no inferno, então abraça o capeta". 
- Eu me lembro de muitas coisas do meu passado das quais eu não me orgulho, mas também não me arrependo. E uma dessas foram os cortes. - com uma pausa seus olhares caíram para meus pulsos que agora não tinham nada além de cicatrizes. - Quando comecei com tudo isso, eu estava pouco me ferrando pra onde isso ia me levar, só queria me sentir aliviada, por que no fundo, era essa a sensação que vinha. Alívio. Mas no fim, depois de tudo, eu era apenas um corpo vazio. - um suspiro deixou minha boca sem um real motivo para isso. - Dizem que todos estão atrás de alguma coisa, mas eu não sabia qual era ela ainda. Sempre foram tantas, que eu me sentia desnorteada. Eu acreditava que não se pode machucar alguém que já está machucado. E essa frase fez com que seguisse em frente com minhas decisões por muito tempo. Eu já não me importava mais com aquilo, só a sensação que trazia.
"Mas um dia, quando eu já achava ser tarde pra mudar tudo, percebi que eu estava perdida, eu tinha perdido quem eu era, Niall. Eu já tinha ido longe demais. As pessoas tinham tirado tudo que era bom de mim, e eu tinha deixado e ajudado nessa tarefa. Mas aí você apareceu e me disse coisas que não fui capaz de esquecer. Eu soube naquele momento que talvez você fosse a única pessoa que eu pudesse contar em qualquer momento. Não por que você é o único que se importa, mas porque era o único que sempre esteve a disposição enquanto Louis resolvia seus própria dilemas, ou quando kemelly estava ocupada com discussões com sua mãe. Você foi o único que ficou realmente comigo, e eu não consigo explicar o que eu sinto em relação a isso além de gratidão."
Dessa vez, fui eu quem o deixei sem palavras. Mas não havia sido algo proposital, eu só queria deixar claro para Niall que ele era importante demais pra mim de uma forma inexplicável. O motivo que coloquei para ele entender isso foi apenas um entre muitos que eu preferi deixar guardado apenas pra mim. Ele era perfeito demais, e talvez se eu o deixasse saber disso, escaparia de mim tão rápido que eu não conseguiria nem raciocinar direito.
- O que eu estou querendo dizer, Niall, é que muitas coisas do meu passado só começaram a se encaixar agora. O passado pode machucar, sempre machuca. Mas no meu ponto de vista, ou você pode fugir dele, ou aprender com ele. E eu espero definitivamente ter aplicado a segunda opção na minha vida hoje.
Outra vez deixei que ele me analisasse da forma que quisesse. Eu precisei desses dois dias longe pra colocar meus pensamentos em ordem. Pra finalmente perceber que não adiantaria seguir e fingir que nada aconteceu, como eu costumava tentar fazer, por que tudo está preso em uma parte de mim, e infelizmente eu ainda sou fraca demais pra somente ignorar. Aquilo vai estar comigo pra sempre. Tudo o que aconteceu, seja aquilo bom ou ruim.
- E o que você aprendeu com seu passado? - Sua pergunta saiu quase como um sussurro, como se ele estivesse com medo de que a mesma soasse errada, ou apenas receio de minha reação.
Quando fixei meu olhar no seu, me senti presa nele. Me perdi naquela imensidão por poucos segundos, mas o suficiente para me sentir como se fosse feita totalmente de vidro, transparente. Niall podia enxergar qualquer coisa que eu não lhe contasse, por que ele me conhecia. Me conhecia de verdade. E não só por isso, mas por muitas outras ele merecia minha sinceridade.
- Aprendi com meu passado que a confiança é algo frágil. De cristal ou porcelana, fácil de cair e quebrar. Aprendi também que você não pode dá-la a alguém sem entregar uma parte de si mesmo junto. - Niall me fitava sem piscar. Prestava atenção como se eu falasse a coisa mais importante do mundo. Como se eu fosse importante. - E no fim, entendi por que as pessoas mudam tanto. Roubam partes delas frequentemente, e por isso é necessário preencher essas partes vazias com coisas não necessariamente boas. - fiz uma pausa insinuando minhas próprias decisões como exemplo antes de respirar fundo e continuar. - Não sei se eu conseguiria mudar tanto se você levasse uma parte de mim, por que acredito que essa parte seria grande demais pra que eu ou qualquer outra pessoa pudesse preenche-la ou concerta-la. 

Marie POVs

Tirando completamente minha atenção do filme, virei o olhar para Louis e limpei rapidamente o canto dos meus olhos que teimavam em derramar lágrimas, que antes estavam estáticos assistindo ao clichê do cinema.
- O que disse? - Funguei tentando assimilar suas palavras.
- Disse que terminei com Zaynne. - Deixei que o choque se expressasse pelo meu rosto e minha falta de palavras. 
- E por que você fez isso? - Pisquei, esquecendo completamente do tal filme e me concentrando em Louis.
- Achei que fosse o certo - Me respondeu com os olhos fixos nos meus.
- Como assim achou que fosse o certo? Em que planeta você pode pensar uma coisa tão ridícula como essa? E ainda por cima sem uma explicação descente! "Achei que fosse certo". Que tipo de motivo é esse?  Será possível que você não era feliz com ela? - Num momento de silêncio, vi sua expressão ficar surpreendida com a minha bronca momentânea e sem motivo.
Eu deveria estar feliz que eles não estavam mais juntos, mas por alguma razão senti uma pontada de tristeza no fundo da minha mente, querendo que ele só estivesse brincando comigo.
- Claro que eu era feliz com ela. - Respondeu me encarando ainda sem mudar a expressão.
- E por que fez isso, idiota? Se era feliz com ela antes, não deveria acabar com tudo assim sem motivos! - Juro de pés juntos que se não estivéssemos dentro daquela sala, teria estapiado seu braço até que ele arrumasse uma explicação descente. 
Percebi que eu estava me pondo no lugar de Zaynne. E por isso estava agindo daquela forma.
Me olhando incrédulo e com um pouco de raiva, vi os olhos de Louis se estreitarem antes dele começar a falar baixo, tentando não chamar a atenção, mas sem esconder a ofensa que sentiu com o que eu disse.
- O problema, Marie, é que a felicidade que eu realmente quero é aquela que eu sinto quando estou com você! - Já no fim de sua primeira fala me senti desarmada e desconcertada, acabando por aliviar os músculos do meu rosto. - Não consigo te olhar por muito tempo sem que uma vontade louca de te beijar apareça! 
Uma pausa foi feita entre nós quando algum sujeito das cadeiras de trás gritou um "shhhiuu" bem exagerado para nós dois, que foi completamente ignorado por eu e ele.
- E aquilo era errado antes, mas agora as coisas podem ser diferentes. Ela são diferentes. - Sua expressão facial amenizou. - Se você ao menos visse o que eu vejo, entenderia porque eu te quero tão desesperadamente. 
A facilidade com a qual ele havia dito tudo aquilo, me deixou sem palavras. Estasiada com uma cara de idiota do tamanho do mundo, porque eu não sabia nem ao menos se me mexer seria certo naquele instante. Eu estava perplexa e literalmente de queixo caído.
- Eu sou louco por você, Mary! E simplesmente não sei mais qual peça mexer nesse jogo para que sua fixa caia.
E olhando nos olhos dele, agora implorando para que eu respondesse, fiz a única coisa ao meu alcance no momento. Não tive outra reação, senão ser beijá-lo. Era exatamente a coisa certa a se fazer. Por que tudo que ele dizia sentir, era o que eu mais queria lhe falar, e ao mesmo tempo, tinha o maior medo de dizer. Mas agora, dane-se a droga da minha consciência.
Minha chance de ser feliz estava bem ali, na minha frente, e eu a seguraria firme com as duas mãos. Não a deixaria ir,


Niall POVs

- E qual é o seu maior medo? - num murmuro voltei a lhe fazer uma pergunta.
- Todas as pessoas me abandonarem. Todos que me amarem saírem da minha vida. - Com a voz falha, foi assim que ela disse a ultima parte.
Eu nunca a imaginei falando tudo assim de uma única vez. E também não consegui desviar meus olhos do dela, por que eu a via do jeito que realmente era. Uma garota de vidro. Minha garota de vidro. Ela sempre esteve a ponto de se partir em mil e um pedaços diferentes, formando um quebra cabeça quase impossível de se solucionar, por que ela era sim uma confusão. Mas era a minha confusão particular. E eu gostava de tentar entendê-la, principalmente quando eu percebia que estava fazendo isso certo. Eu gostava da sensação de desvenda-la. 
E eu entendia perfeitamente o que ela quis dizer sobre a confiança, por que eu concordava perfeitamente com a última parte que ela falou. 
Eu sem ela, seria vazio. Da mesma forma que ela era tempos atrás. 
Gabriela era muito mais do que apenas minha melhor amiga, só que eu não podia simplesmente contar isso pra ela. 
Ela agora, parada em minha frente, com os olhos vermelhos, intensos e quase totalmente verdes, sua voz gaguejando enquanto falava, como se precisasse de um imenso esforço pra isso, balançando as mãos na tentativa de completar o que ela não conseguia falar. Essa era a Gabriela que eu cuidava. Minha Gaby frágil e incerta, que eu estava acostumado a ajudar.
Uma vez disse que eu estava aqui por ela. E essa era a verdade. Talvez se fosse qualquer outra pessoa, eu não estivesse aqui dessa mesma forma. Mas estava aqui por ela. Por que simplesmente Gaby era Gaby. Somente ela.
Ela era linda mesmo quase entrando em prantos. Ficava linda quando estava prestes a chorar, mesmo que partisse um pouco meu coração sempre que isso acontecia. Ninguém se comparava a ela. Gabriela não se amava da forma certa. Não da forma que eu a amava. E por mais que eu tivesse tentado negar isso por semanas, eu sabia que estava verdadeiramente, loucamente, profundamente apaixonado por Gabriela Tomlinson. 
- Bibi... - Eu não sabia porque tinha começado a falar se eu não tinha nada a dizer. Pelo menos algo que eu realmente devesse dizer. 
- Você não tem que dizer nada se não quiser... - me interrompeu ela passando as mãos na bagunça que estava seu cabelo.
- Mas eu quero dizer alguma coisa, Gaby. Quero dizer que não importa o que tenha acontecido, você é uma garota incrível! Você pode negar isso, mas a questão é que você é incrível pra mim. E se tudo isso aconteceu, te fez amadurecer de alguma forma. E agora que você sabe tudo isso sobre a confiança, espero que saiba que não vou deixar a nossa cair aos pedaços. To aqui do seu lado agora pra passar por tudo isso com você, entendeu? - me sentei mais próximo dela. - Eu não vou te abandonar. Nem que eu vá parar do outro lado do mundo. Vou continuar aqui com você.
E finalmente ela se desmanchou em lágrimas. Começou a chorar e soluçar como se estivesse sozinha, pois ela sabia que eu não a julgaria por isso.
- Gaby, Bibi, olha pra mim. - segurei seu rosto com as duas mãos, fazendo-a olhar para mim e fungar vezes seguidas, mesmo que isso não a impedisse de tremer os ombros a cada soluço que dava. - Não chora, ok? Eu to aqui com você agora e não vou deixar que nada te machuque... 
- Eu amo você Niall. – sua voz entrecortada pelo choro me atingiu com surpresa. Eu me senti atônito por um instante enquanto ela me abraçava e passava os braços ao meu redor, apoiando sua cabeça em meu peito, derramando lágrimas atrás de lágrimas.
Eu a puxei para mais perto e deixei que derramasse todas suas angústias. Passei a mão em sua cabeça e brinquei com seus cabelos lisos e macios. Deixei que por pelo menos uma vez ela percebesse que eu nunca a abandonaria. Que na verdade, era eu quem a amava. E não me importava se o que ela sentia não era da mesma forma. Talvez eu gostasse de sofrer, de ser torturado.  Mas qualquer coisa valeria a pena se ela continuasse do meu lado.
- Eu amo você também, minha Bibi.  – as palavra deixaram minha boca num murmúrio desolado.
Eu só esperava que um dia, não importa quando, ela entendesse o real significado daquelas palavras.

Nota da Autora: Desculpem os erros. Xx


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