Recado das autoras

Primeiramente, queríamos agradecer a todos que acompanham a nossa fanfic. Isso realmente é muito importante para nós. O nosso principal objetivo aqui no blog é deixar vocês interessados no que escrevemos. Por isso estamos dispostas a melhorar em tudo que vocês acharem necessário. Por isso pedimos para que vocês deixem o cometário em baixo das postagens, ou então entre em contato comigo pelo twitter @gabi_ptl. nós ficaria feliz se nos dissessem o que estão achando. Por isso queremos agradecer mais uma vez para todos os visitantes do site. Obrigada mesmo.

Ass: Gabriela e Leticia

(in English)

First, we wanted to thank everyone that came to our fanfiction. This is really important to us. Our main goal in this blog is to let you interested in what we write. So we are willing to improve in all that you think necessary. That's why we ask that you leave the cometary below the posts, or contact me at twitter @gabi_ptl. We would be happy if you told us what they're thinking.
So we want to thank you once again for all site visitors. Very, very, very thanks guys! we love u.

with love: Gabriela and Leticia


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

2ª Temporada 41º Capítulo


RECADO: Esse capítulo foi inspirado na música Heart - The Pretty Reckless; Pefect - Simple Plain; For the love of a Daughter - Demi Lovato. A primeira (heart) tem um significado mais subliminar e aliás, é a minha preferida entre as três, já as outras, pode-se encontrar trechos delas pelo capítulo. Quem quiser escutar alguma delas, é só clicar. Boa leitura e compartilhem.

Gaby POVs

Eu realmente estava certa sobre aquele desconforto. Essa coisa de extinto pareceu fazer sentindo por um momento. Devia ter “escutado” esse sexto sentido caso contrário não estaria aqui, andando sem rumo pela rua. Ok, talvez não tão sem rumo. Sabia para onde ir. Não sei se era o lugar certo, mas foi o primeiro a vir em meus pensamentos assim que passei por aquela porta com meus olhos inundados por lágrimas em plena escuridão. Meu coração disse com todas as letras que lá eu ficaria bem. Lá era o lugar para onde deveria ir.

Flashback On

- Já decidiu o que vai querer para o jantar, senhorita?- Um garçom parou ao meu lado. Eu ainda estava analisando o cardápio do restaurante.
- Não, na verdade...
- Eu vou querer lagosta! – Louis me interrompeu. – Faz um século que eu não como algo assim, qual o motivo mesmo de não comermos mais frutos do mar?
- Gabriela é alérgica, se esqueceu? – Meu pai respondeu ríspido.
- Ah, certo. Gabriela e suas frescuras.
- Ah, cale a boca, Louis!
- Fiquem quietos vocês dois! Nunca brigam assim em casa, vão querer fazer assim no meio de um jantar?
Revirei os olhos. Não sei o porquê de meus pais ainda insistirem tanto em comer em lugares de classe alta. Odeio gente metida. Ou de pessoas que esfregam coisas na cara das outras. No sentido figurativo. Literal também.
- Senhorita? – O garçom voltou a falar comigo. Só agora percebi que ele continuava lá parado com uma caderneta na mão.
- ah, sim... err... Vou querer igual o dele. – Apontei para Niall que estava na minha frente. O garçom anotou e saiu.
Niall chutou minha canela. Estava obviamente querendo rir.
Ignorei.
As horas naquele restaurante refinado passaram como o bicho preguiça. Eu já estava a ponto de pegar a toalha da mesa e fazer um travesseiro com ela ali mesmo.Todos pareciam estar mais animados que eu. Niall principalmente, já que tinha levado bem a sério quando minha mãe disse que poderia pedir o que quiser e repetir.
Lá estava ele. No terceiro prato de sobremesa.
Meu irmão e Zaynne estavam estranhamente estranhos. É o modo mais prático que tenho para explicar a situação. Num momento estão felizes rindo, com cara de apaixonados. No outro estão a ponto de se atacarem com os talheres da mesa. Sei que Liam se sentiria ameaçado com o número extremamente grande de colheres. Mas o caso é que eu não conseguia identificar qual o problema entre os dois.
Já meus pais quase não trocavam palavras. Minha mãe parecia querer conversar com todos ao mesmo tempo, então parecia uma matraca ambulante tentando incluir todos em uma mesma conversa.
Já meu pai, parecia distante. Absorto de qualquer coisa. A cada minuto que passava estava com seu celular na mão. Olhava o aparelho e bufava impaciente.
Estava a ponto de perguntar se havia algo errado quando o telefone começou a vibrar e ele mais que depressa pediu licença da mesa para atender. Só acho que ele não contava que eu conseguisse ver o nome no visor. Muito menos a foto daquela mesma mulher que há tempos eu tinha visto com meu pai. Em momentos particulares.
Isso fez meu coração acelerar. Fiquei extremamente nervosa.

Flashback Off

As luzes da casa estavam totalmente apagadas. Não era pra menos, já se passava das três da madrugada. Mas nada disso me impediu de bater freneticamente na porta.
Demorou cerca de cinco minutos para que eu escutasse barulho de passos e desse uma trégua para as batidas na porta. Foi aí que um ser humano loiro de cabelos bagunçados e uma aparência péssima, mas não pior que a minha, desse as caras.
- Gaby? – Nialler estava com a voz rouca e parecia um tanto surpreso por me ver.
Sem dizer nada adentrei a casa já em prantos.
- O que aconteceu? – a preocupação era nítida em sua voz.
- Uma coisa horrível, Niall, eu sou um energúmeno. – Eu sabia que estava soluçando de novo. Mas Niall ainda raciocinava. Era quase possível ver o “loading” em cima da sua cabeça.
- Energúmeno?
Vi a sombra de um sorriso passar pelo rosto de Niall, mas pelo que percebi, ele o reprimiu. Não era momento para aquilo.
- Isso não importa... – murmurei.
- Vem, eu vou te dar água e você me conta o que aconteceu.

Flashback On

Depois que o telefone tocou a primeira vez, o aparelho tornou a ligar uma segunda, terceira, quarta... e assim por diante. E todos tinham a mesma foto.O mesmo nome.
Fiquei imaginando que tipo de pessoas ligaria em plena meia noite para “discutir assuntos de trabalho”, como disse meu pai. Fiquei pensando se esses “assuntos de trabalho” era algo do tipo “em qual motel você prefere me encontrar”? e tal, por que realmente a desculpa que meu pai deu, de uma escala de zero a dez em nível de “boas desculpas”, era uma que atingia o oito negativo.
Voltamos para casa por volta da uma da manhã, mas assim que pisamos na calçada, meu pai fez uma seninha básica e disse ter esquecido a carteira no restaurante, e que voltaria para pegar.
Isso me fez ficar deprimida, já que escutei partes das conversas e podia dizer com certeza absoluta de que para o restaurante ele não iria voltar. Principalmente pelo fato de que a carteira dele estava no guarda luvas do carro.
E uma das conversas que ele teve no telefone, pude escutar coisas um tanto quanto... sensuais. Isso não me agradou nada.
Já na sala de estar, vi Louis jogado no sofá, os pensamentos sobre meu pai estavam tirando minha concentração de qualquer coisa, eu tinha que falar com ele.
- Louis? – sussurrei para ele. E peguei em seu braço, o arrastando para qualquer lugar longe de mamãe e de Zaynne.
- O que foi, maluca? Pra que você tá me arrastando?!
- Louis, o papai está com aquela mulher. De novo. – Falei exasperada.
- O quê?! Como você sabe? Viu ele com ela?
- Não, mas eu  o escutei  no telefone, você não reparou? – Lou ergueu uma sobrancelha.
- Gaby, se você não viu, não pode confirmar.
- Mas eu sei, eu tenho certeza que era aquela lá!
- Como pode ter tanta certeza? – Ele passou as mãos pelo cabelo.
- Não é sempre que você escuta seu pai falar coisas do tipo “me passa o número do motel” ou “logo eu vou estar beijando todo seu corpo, não se apresse” e coisas piores. E eu garanto, não é algo confortável.
Ele ficou em silêncio, podia perceber o seu olhar de dúvida, mas ele inda não parecia convencido.
- Gabriela, você está inventando tudo isso?
- O quê?! Não! Nunca! – Como ele pode não acreditar em mim?
- Chega, Gaby, você ficou um pouco paranoica depois disso tudo.
E logo depois disso ele voltou para a sala e me deixou ali de boca aberta. Como ele pode não acreditar na sua própria irmã? Ele viu as fotos, sabe dos fatos! Por que está fingindo não saber de nada? Isso não está certo, fingir que está tudo bem é a coisa mais errada nessa casa. Não dá pra viver assim... Eu preciso fazer alguma coisa. Agora.

Flash Back Off

- Eu contei... – Disse soluçando. Niall franziu a testa.
- Contou o quê? Para quem?
- Eu disse a minha mãe... sobre a traição de papai... mostrei a foto... – Disse entre soluços.
- Você fez o quê? – Niall arregalou os olhos e me puxou para que eu sentasse no sofá.
- Ele tinha ido pra um motel qualquer depois do jantar... Assim que chegamos em casa, inventou qualquer coisa e saiu... voltou duas horas depois.
- Sua mãe está bem?
Com a minha respiração descompassada, era difícil conseguir dizer qualquer coisa, mas mesmo entre os soluços, tentei tomar o ar necessário e contar:
- Ela estava chorando... – Fechei os olhos quando me lembrei da expressão em seu rosto. – Primeiro ela ficou chocada, depois ficou quieta sem dizer nada até meu pai chegar... Louis pareceu nervoso... Meu... meu pai disse que eu estraguei a vida dele...

Flash Back On

A sala estava completamente tensa.
Minha mãe tinha uma expressão impassível no rosto. Não parava de olhar as fotos nem por um segundo. Seus olhos estavam vermelhos, só não tenho certeza se era de nervosismo ou de choro. Talvez fossem os dois.
Louis estava encostado no batente que dava para a cozinha, estava sério, mas no fundo de seus olhos podia se ver o medo do que aconteceria dali para frente. Ele não disse uma palavra, apenas concordou quando minha mãe queria sua confirmação.
Zaynne havia ido há pouco tempo. Dando-me a oportunidade necessário para contar a história a minha mãe.
Eu estava sentada na poltrona da sala, em um lugar onde era possível se observar tudo. O nervosismo tomava conta de todo o meu corpo. E a sensação não estava nada boa. Não era como aquele nervosismo bom antes de ir em uma montanha russa, ou de fazer algo emocionante. Era algo horrível. Como um aviso prévio dizendo que algo muito ruim vai acontecer.
Eu não faço à mínima ideia de onde tirei o pouco de coragem para falar com minha mãe. E  agora, depois de feito, não sei se foi certo, ou errado, afinal. Meu subconsciente estava dividido. Uma parte ( a maior ) dizia que isso tudo foi um grande erro, e como se isso fosse outra pessoa, eu sentia o ar de desaprovação. Mas a menor parte, a outra que sobrava, dizia que eu tinha feito o certo, eu estava apenas protegendo as pessoas que eu amo. Por que alimentar uma mentira é errado. E por um fim nela não foi um erro. Era essa parte que eu tentava escutar.
De olhos fechados, não podia imaginar o que aconteceria quando meu pai entrasse naquela sala. Já tinha imaginado coisas de todos os jeitos possíveis. De uma luta livre até a terceira guerra mundial cheia de explosivos e bombas nucleares. Sim, ridículo, mas eu garanto que em um momento como esse lembrar o seu nome já é uma grande coisa.
Muito antes do que eu imagina, meu pai abria a porta da frente e olhava intrigado para todos nós. Eu podia ver várias perguntas passando em frente seus olhos. Só não sabia como responder.
Antes dele dizer qualquer coisa, minha mãe já estava em pé, indo em sua direção.
- Isso é verdade? – Ela indagou. Sua voz saiu surpreendentemente controlada e calma. Ela estendia as fotos para ele.
Por um momento, segundos pareceram ser horas. Nunca havia visto meu pai com uma expressão tão séria no rosto. Era algo de por medo.
- Quem te deu isso? – Ele levantou os olhos para os da minha mãe. Ela respirou fundo.
- Isso não interessa.
- Quem te deu isso? – Ele falou pausadamente, como se estivesse ensinando uma criança. Seu tom de voz levantou.
Eu fechei meus olhos com força. Por algum motivo eu não conseguia ficar olhando para aquela cena. Agora era possível escutar os dois gritando, procurando respostar para as perguntas. Meu pai queria saber quem foi o responsável pela fotografia. Minha mãe apenas queria a verdade.
Eu sentia raiva e angústia no tom de suas palavras. E admito que aquilo foi a pior coisa para se presenciar.
- Fui eu – Minha voz saiu, sem eu nem mesmo ter planejado o que dizer em um momento daqueles.
- Você o quê? – A voz do meu pai saiu mais profunda. Eu podia jurar que nesse momento ele gostaria de me jogar pela janela do segundo andar.
Eu não respondi. Apenas dei um passo para trás instintivamente. Eu havia ficado de pé sem ao menos ter percebido!
- Como conseguiu isso? – Ele sibilou para mim. Seu rosto começava a ficar vermelho e eu comecei a tremer. Desesperadamente.
- RESPONDA-ME! – Ele gritou. Eu novamente recuei, tropeçando nos meus próprios pés.
- e-eu... Não... Eu não...
- Deixe-a fora disso, Drake! – Minha mãe entrou entre nós dois com os olhos semicerrados.
- Como você pode acreditar nela? Sua mente é tão fraca assim para acreditar em coisa do tipo? Esperava mais de você, Rose! Olhe bem pra ela -  Ele fez uma pausa me olhando com raiva, rancor, ódio, desdém e tudo de ruim que alguém pode sentir ao mesmo tempo.
- Cuidado com o que diz, Drake. Ela é sua filha, não um objeto.
- Eu fiz o que era certo... – Interrompi a discussão dos dois, me trazendo de volta como assunto principal. Preciso calar a boca.
- Como você tem coragem de dizer isso, Gabriela?! Não percebe o que fez?
- Eu fiz o que devia fazer. – Me ouvi responder. – Ao contrário de você.
- Você acha que tem o direito de falar assim comigo? Com fotos ou sem fotos não vai mudar o fato de que eu ainda sou seu pai.
- Não. Não pra mim. Não agora. Você perdeu esse posto assim que tomou a decisão de ficar com essa mulher seja lá quem for.
- Eu devia ter te  levado ao psicólogo quando tive chance, esse seu comportamento e o mais ridículo que eu já vi. Sempre tomando decisões precipitadas, se achando a melhor, a certa, mas fique sabendo, Gabriela, que você não tem maturidade o bastante pra nada. Você é dependente de tudo o que tem aqui, e você pode dizer o que for, que eu vou saber que é mentira, é isso que você faz, a única coisa. Mentir. Você é uma criança,nada mais que isso.
Respirei fundo e sem nem ao menos medir as palavras, elas já saiam da minha boca.
- Sabe, eu realmente queria ser uma criança agora, ao menos não estaria ouvindo tanta merda de uma pessoa como você. E não é que você tem razão? Talvez um psicólogo tivesse ajudado, assim eu não seria tão “dependente” de uma pessoa que vem nos visitar a cada duas semanas, ou não estaria tomando a decisão precipitada de mostrar que você não passa de um falso, mentiroso e traidor, que por toda vida pronunciou palavras sem fundo de verdade.
Um grande período de silêncio, foi isso que aconteceu. Drake ainda me encarava com espanto e surpresa. Minha mãe havia se sentado no sofá com os cotovelos nas pernas e as mãos na cabeça. Seu cabelo estava totalmente desgrenhado. Não precisava perguntar para ela pra saber o que estava sentindo.
Louis estava com os olhos vidrados em nossa conversa, como se fosse alguma peça de teatro e ele estivesse temendo o próximo ato.
Sem aviso algum, levei um tapa no rosto. Fui pega de surpresa, acabei me desequilibrando, mas não caindo no chão, mas sim tropeçando até bater as pernas na mesa de centro.
- EU ME ARREPENDO DO DIA QUE VOCÊ NASCEU, GABRIELA! VOCÊ ACABOU DE ESTRAGAR ESSA FAMÍLIA, ACABOU DE ARRUINAR A VIDA DE TODO MUNDO AQUI COM SUAS MENTIRAS, VOCÊ SEMPRE QUIS CHAMAR A ATENÇÃO, MAS ESSE FOI O PIOR ERRO QUE VOCÊ PODERIA TER COMETIDO! EU NÃO SINTO UM PINGO DE ORGULHO EM VOCÊ SER MINHA FILHA.
- Gaby? -  Louis parou do meu lado. Ele esperava uma resposta, óbvio, mas eu ainda estava em choque. Não conseguia formular uma frase.
Uma louca vontade de chorar se formou dentro de mim. Podia ver minha visão embaçando graças às lágrimas que começavam a aparecer. Eu tinha certeza que meu rosto estava vermelho, não só do tapa, mas de raiva também.
Não ia ser a única a sair dali com mágoa.
Em passos largos andei até bem perto dele. Acho que é muito difícil pensar quando se esta com raiva ou coisa do tipo, então já não controlava mais minhas ações quando apontei meu dedo na cara de Drake.
- Você fala como se eu fosse a errada em toda essa história, quando  quem cometeu o maior erro foi você! Sou sua filha ou apenas um prêmio de caridade, pai? Será que ainda devo chamar você assim?Eu fui tão idiota, você me manipulou tantas vezes dizendo que me amava... Aquilo também foi mentira, não foi? Você tem o coração mais vazio do mundo. O mais oco.E você acabou de me empurrar pra fora do seu mundo.
- VOCÊ NÃO SABE O QUE ESTÁ DIZENDO! VOCÊ TEM DEZESSEIS ANOS E ACHA QUE JÁ SABE TUDO DE UMA VIDA, MAS NÃO SABE, GABRIELA! AS COISAS MUDAM, SENTIMENTOS TAMBÉM. NADA DURA PRA SEMPRE. ESSAS SUAS PALAVRAS SÃO INÚTEIS, VOCÊ ACHA QUE TUDO É UM CONTO DE FADAS? ENTÃO ABRA OS OLHOS, IDIOTA. A VIDA TE FAZ CAIR DE UM PRECIPÍCIO SEM ESFORÇO ALGUM E VOCÊ TEM QUE ACHAR UM LUGAR PRA SE SEGURAR E DEPOIS COMEÇAR A SUBIR TUDO DE NOVO, NÃO IMPORTA DE QUE JEITO. AGORA VÊ SE ACORDA PRO MUNDO REAL! VOCÊ NUNCA VAI FAZER O CERTO, PORQUE SIMPLESMENTE SÓ FAZ O ERRADO, É UM ERRO CRÔNICO E SEM VOLTA. O QUE VOCÊ FEZ NÃO TEM PERDÃO.
- Pense o que quiser de mim, mas nada do que disse vai mudar a opinião que eu tenho de você, “papai”. Sabia que você costumava ser meu herói? Pois é, mas isso foi a muito tempo. De agora em diante eu vou te tomar com um exemplo a não seguir! Porque isso que você fez foi a coisa mais baixa que eu poderia imaginar. Eu fiz SIM a coisa certa, porque eu não alimentei uma mentira, não fui EU quem destruiu essa família, mas sim VOCÊ!  Você traiu todos nós, você mentiu em todos os aspectos possíveis. Não ligo se você não tem orgulho de mim, eu também não tenho de você. E a única lição que eu posso tirar disso tudo, foi que em você – Fiz uma pausa olhando bem nos fundo dos olhos dele – Eu não posso confiar.
- Fora da minha casa. – Ele disse como se estivesse entalado na sua garganta. – FORA DA MINHA CASA, GAROTA INFANTIL. FORA DAQUI E NUNCA MAIS FALE ASSIM COMIGO!
Ele não precisou dizer duas vezes. No segundo seguinte eu não estava mais lá, mas mesmo assim eu pude escutar gritos, como se tudo que escutei e falei tivesse sido só o começo. Eu podia imaginar que no dia seguinte um dos dois não estaria mais em casa e só Deus saberia onde eles estariam.
Eu não me importava em sair dali. Iria fazer de qualquer jeito, só me deram a opção mais fácil. Queria ter sido mais forte de algum jeito, sei lá, qualquer coisa que eu tivesse feito diferente. Mas eu sou a Gabriela. Era óbvio que as coisas fossem acontecer assim, e que no final, eu estaria chorando.

Flash Back Off

- Seu rosto está normal. O tapa não deve ter sido tão forte. – Niall falava-me enquanto segurava meu queixo e inclinava para a esquerda, analisando-o.
- De qualquer forma,eu mereci. – Virei meu rosto para a frente enquanto fungava e enxugava algumas lágrimas com as costas das minhas mão.
- O quê? Claro que não, tá maluca? – Nialler falou sério.
- O caso não é esse! Eu preciso saber se eu posso passar a noite aqui... Você sabe... você é o único que sabe desse assunto e... – Parei de falar.
- E o quê?
Desviei seu olhar, me levantei  e encostei na parede.
- Gabriela? Você fez alguma besteira? – Ele disse vindo em minha direção e agarrando meus pulsos.
- Eu fiz uma promessa a você, Nialler, e o único jeito de cumpri-la é tendo a sua ajuda. -Levantei meu olhar até encontrar aquelas bolotas azuis e encontrá-los preocupados. – Não, eu não me cortei, se é o que quer saber... Mas por causa dos velhos hábitos, eu realmente quero, mas não significa que vou.
Eu ainda tinha voz fraca e trêmula.  Ia demorar até que eu me sentisse bem depois de tudo isso.
Niall suspirou pesado e depois sorriu.
- Você sabe que não precisa pedir pra ficar aqui.
- Obrigada.

***

Niall deu a ideia de eu tomar banho enquanto ele arrumava o quarto de hóspedes para eu dormir.
Já devia ser quase seis da manhã ou mais, eu tinha certeza. Niall fez com que eu lhe contasse a história mais uma vez, o que fez com que a crise de lágrimas voltasse, mas ele imediatamente foi para a cozinha preparar chá. E além do chá com leite, Niall trouxe alguns cookies de gotas de chocolate. Isso fez com que o menos diminuísse o choro e me fizesse feliz. Sim, comida = felicidade. É, mais ou menos isso.
Como falar não era a coisa mais inteligente a se fazer, ligamos a televisão e acabamos vendo um filme. Guerra é Guerra (This is War), pra ser mais exata. Comédia era exatamente o que eu precisava para esquecer algumas coisas.
Mas logo após o fim do filme eu podia sentir o peso das minhas pálpebras. O choro e toda aquela maquiagem que eu tive de usar devem ter contribuído pra isso. Sim, por incrível que pareça usar maquiagem ou chorar me dão sono.
Então tinha ido tomar um banho, assim poderia tentar relaxar um pouco mais antes de dormir.
Quando estava no chuveiro queria que toda aquela água levasse com ela as dores que eu sentia. Tanto emocional quanto física.
Eu sei, muito clichê da minha parte, mas aí está um fato. Tudo que é clichê é verdade. Aceitem.
Meus pés ainda estavam doloridos por causa da apresentação, mas meu coração e meu cérebro estavam muito mais doloridos e machucados. E levem em consideração que as pontas dos meus dedos chegaram a sangrar.
Me lembrar da peça me fazia sorrir.
Uma coisa boba da minha parte. A academia de balé de onde eu era aluna, sempre ensaiou o Lago dos Cisnes. Era a peça preferida do professores dali, tanto que acabamos não precisando de tanto tempo para o ensaio. Já sabíamos os passos quase de cor. O cenário era sempre reusado, apenas poucas mudanças eram feitas, e esse ano foi a vez da minha turma se apresentar. O esforço teria valido a pena, se não tivessem estragado a noite poucos momentos depois.
Quando saí do box, me deparei com um pequeno problema. Eu só tinha a roupa que minha mãe tinha levado para mim.
Dormir com vestidos de tecidos quentes não era uma coisa boa, principalmente quando não tinha elásticos e se tornava um problema sério para se respirar.
Eu teria de improvisar.
Vestindo o vestido, com a toalha na cabeça e os pés descalços saí do banheiro e fui atrás de Niall.
No final do corredor vi a sombra dele se projetar na parede. Ele estava no quarto dele. E falando com alguém.
A curiosidade falou mais alto.
- Ela está bem, é sério... Não... Sim, eu aviso... Agora está... Sim... Sim... Okay... Qualquer coisa peço para ela te ligar... Claro... Não se preocupe... Tchau.
Ele suspirou e eu não pude conter mais essa pontada de curiosidade.
- Quem era?
Niall pulou e soltou um “ah”. Parece que eu o assustei.
- Quer me matar? – Ele estava de olhos arregalados.
- Er... Desculpa.
- Era o seu irmão, Gaby.
Fiquei branca.
- o que ele queria?
- Saber se você estava bem.
Meu cérebro deu pane. Achei que ele estaria bravo comigo, que queria me matar ou sei lá. Seria até compreensível. Meu pai havia me mandado embora, não seria estranho se Louis nunca mais quisesse olhar na minha cara.
-Ah... – Foi o que consegui dizer enquanto fazia  minha melhor cara de confusa.
- Na verdade fui eu quem ligou para ele, mas está tudo “bem”. Ele disse que sua mãe mandou Drake dormir em um motel qualquer. Louis disse também que sua mãe estava louca de preocupação, mas você estava sem seu celular.
Ele me repreendeu com o olhar como Louis faria. Eu queria dizer de novo que tinham me “jogado na rua”, mas sei que não adiantaria.
- Mas, resumindo tudo, disse que você passaria a noite aqui e que amanhã estaria lá.
- não, não vou.
- Vai sim.
- Não! Já fui ofendida por um ano todo hoje.
- Eu te levo a força, não adianta, mas você vai estar lá.
- Sonhe...
Ele revirou os olhos e saiu do quarto, e não sei por que motivo reparei em uma coisa.
- Niall, cadê sua mãe?
- Na casa de uma amiga...
Eu inclinei minha cabeça para a esquerda, franzi o cenho e abri a boca pra falar, mas não saiu som, Niall me interrompeu antes.
- Não pergunte.
Dei de ombros. Não ia ser uma boa coisa imaginar a mãe do Nialler sair para a noitada com as amigas... É a vida.
Então me lembrei que eu tinha algo a pedir.
- Duende, você seria um bom amigo e me faria um favor? – Disse com o melhor sorriso que poderia fazer com minha cara de choro.
- Fala aí.
- Você tem alguma coisa para eu usar como pijama? Dormir com isso não é algo confortável.
- Hm... Eu vou ver o que eu arrumo.
- Qualquer coisa serve. Até uma calça sua de moletom pra mim tá okay.
- obrigado, iluminou meu cérebro. Vou pegar uma.
- E uma camiseta também não seria nada mal.
Ele não respondeu, mas sabia que tinha escutado. Pouco depois ele já tinha voltado com uma calça de moletom cinza e uma blusa branca. Tudo duas vezes maior do que eu, mas quem se importa?
- Sabe, eu procuraria alguma coisa pra você no quarto da minha mãe, mas tenho medo das coisas que eu poderia achar.
Ele fez uma careta e eu fiquei curiosa. Já percebeu que curiosidade é um ponto fraco meu, certo? Que bom.
- Por quê?
- Longa história, garanto que você não ia querer saber.
- Fiquei com medo.
- ótimo.
Ignorei. Fui de novo para o banheiro e coloquei as roupas. Sério, eu parecia uma mendiga.
Me enfiei embaixo do edredom o mais rápido que pude e tentei dormir.
Estava sendo um desafio.
Cada vez que eu fechava os olhos, eu ameaçava chorar. Eu estava com medo do que poderia acontecer em seguida. Então sem ao menos perceber, eu já tinha apagado.

***

O sono veio tão de repente quanto terminou. Lembro-me de minha consciência voltando e eu gritando um última vez.
Estava suada com o coração e respiração acelerados. Niall entrava pela porta.
- o que aconteceu?
- E-eu... Não sei. Um pesadelo, acho.
Ele respirou fundo.
- Vou te trazer água...
- Não! Tá tudo bem.
- Tem certeza?
As imagens começaram a voltar subitamente a minha memória, e foi então que percebi que o que aconteceu nessa madrugada vai ser algo que vai me perseguir pelo resto da minha vida. Elas agora fazem parte da minha história.
- Tenho... Só... Fica aqui comigo, por favor...  Estou com medo...
Involuntariamente levei minhas mãos até a minha cabeça. Niall se sentou do meu lado.
- Gaby, não importa o que aconteça, saiba que vai ser melhor, okay? Tenho pais separados e acredite, não é o fim do mundo. Eu sei que sua cabeça deve tá uma confusão, mas se aconteceu, então era pra ser. Assim como eles, você vai aprender a conviver com seja lá qual for a decisão que os dois tomarem.
- Você acha? – Levantei o olhar até encontrar seus olhos azuis.
- Claro que sim – Ele sorriu – a gente se adapta, se acostuma. Aprende a conviver. As escolhas são feitas e então arcamos com as conseqüências. Não vai ser tão ruim assim. Você não vai passar por tudo isso sozinha. Você é cheia de amigos, pode contar com eles, com Louis, comigo. Estou aqui pra você, Bibi. Já te prometi algo assim uma vez antes, e te prometo de novo. Vou estar sempre com você.
Não pude evitar de sorrir. Pulei de onde estava e o abracei.
- Obrigada, Nialler – Disse com minha cabeça enterrada na curva de seu pescoço – por tudo. De verdade.
- Não tem que agradecer. Sei que você faria o mesmo. Sempre.
- Sempre.

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Nota da Autora: Quem tá vivo sempre aparece, né? Pois é :p Voltei gente, dessa vez com um capítulo gigante de 10 páginas... Espero que tenha ficado bom, porque eu demorei a eternidade pra escrever ele. Mas acho que isso vocês perceberam... Bom, mas a parte boa é que eu já tenho o primeiro capítulo da festa a fantasia, que aliás, é o próximo. Só falta dar uma revisada básica e tal.
Mas de verdade, quero pedir desculpas por demorar tanto, mas quando dá branco e a criatividade some, demora pra ela voltar. Pelo menos comigo.
Mas quem aí já leu Divergente? TO APAIXONADA PELA COLEÇÃO E LOUCAMENTE ANSIOSA PARA O LANÇAMENTO DO PRÓXIMO!!!
AHHH E ESTOU APAIXONADA PELO CLIPE MIDNIGHT MEMORIES!!! u.u
Ah, e obrigada por ainda acessarem o blog, fico muito feliz por isso : )
Boa leitura, deem críticas boas, please. ><

Malikisses e Horanhugs, Bye,



Gabriela :p

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