Recado das autoras

Primeiramente, queríamos agradecer a todos que acompanham a nossa fanfic. Isso realmente é muito importante para nós. O nosso principal objetivo aqui no blog é deixar vocês interessados no que escrevemos. Por isso estamos dispostas a melhorar em tudo que vocês acharem necessário. Por isso pedimos para que vocês deixem o cometário em baixo das postagens, ou então entre em contato comigo pelo twitter @gabi_ptl. nós ficaria feliz se nos dissessem o que estão achando. Por isso queremos agradecer mais uma vez para todos os visitantes do site. Obrigada mesmo.

Ass: Gabriela e Leticia

(in English)

First, we wanted to thank everyone that came to our fanfiction. This is really important to us. Our main goal in this blog is to let you interested in what we write. So we are willing to improve in all that you think necessary. That's why we ask that you leave the cometary below the posts, or contact me at twitter @gabi_ptl. We would be happy if you told us what they're thinking.
So we want to thank you once again for all site visitors. Very, very, very thanks guys! we love u.

with love: Gabriela and Leticia


segunda-feira, 10 de março de 2014

2ª Temporada 46º Capítulo


Recado: Música para as partes: Louis POVs: Tik Tok - Kesha; Gaby POVs: Diturbia - Rihanna; Liam POVs: Teenage Dream - Katy Pery.
Ps: A música do Liam POVs, é no ponto de vista dela. É o que ela sente, está sendo expressado através da música.
Sem mais enrolação. Boa leitura.

Louis POVs

Marie e eu não tínhamos nos separado, o que era bom. Mas também não tínhamos nos beijado mais, apenas conversamos muito. Pelo menos tentamos falar. Não era algo fácil quando ela é a aniversariante da festa e alguém aparece a cada cinco minutos para “parabenizá-la”, dar sorrisos falsos, reclamar de algumas coisas, o que era até engraçado, já que Mary dizia que ia resolver , mas assim que a pessoa virava as costas, ela revirava os olhos e me arrastava para outro lugar. Geralmente pra “resolver” o problema, que na verdade, nunca era nada demais.
Um desses problemas foi o Liam no banheiro feminino.
A mulher que nos avisou, parecia realmente irritada com aquilo. Chegou  ser engraçado a cara de horror que ela tinha. Mas no final era por um bom motivo.
Enquanto Marie levou a garota inconsciente e o namorado dela para o tal do quarto, me sentei no bar e a esperei.
Pedi um drink qualquer enquanto comecei a pensar sobre Zaynne. Eu deveria fazer algo a respeito. Mas eu ainda não sabia o quê. Muito difícil pensar nesse tipo de coisa.
Só que mesmo que eu fizesse, Mary também teria de fazer. Não teria de ser só eu a abrir mão de algo ou alguém.
Suspirei derrotado. Só pensar não me levaria há lugar algum. Teria de agir de alguma forma. Mas de novo, não era fácil. Zaynne e eu tínhamos uma ligação, mesmo que fosse pequena, eu me importava com ela, e isso seria difícil.
Minha cabeça estava doendo. Teria de achar um jeito melhor de resolver isso tudo depois. Virei meu drink garganta abaixo e fechei meus olhos com força. Não precisava ser hoje. Eu ainda tinha tempo.
Alguém se sentou ao meu lado, e mesmo olhando só para a fantasia, sabia que a pirata estava de volta.
- Pensei que tivesse ido embora. – Ela tinha apoiado os braços no balcão.
- Não, só estava com sede. – falei dando de ombros enquanto ela me olhava por inteiro e depois suspirava.
- Kemelly e Liam? – Perguntei a ela.
- Eles vão ficar bem.  – Mary suspirou. – Disse a Liam para dar uma ducha em Kemy, assim ela ficaria sóbria mais rápido. Se ele fará isso, não sei.
- Ah, ele vai fazer... Ele com certeza não tem uma ideia melhor. – Disse debochado, porém era verdade. Liam estaria perdido sem a nossa ajuda.
- Se você diz, espero que dê certo. – Ela olhou ao redor. – Talvez eu devesse fechar esse bar. Não tenho outros quartos disponíveis para outros amigos. – Mary comprimiu os lábios me fazendo rir um pouco.
- É, bebidas e menores de idade não combinam. Imagina se a polícia chega aqui?! – Me virei pra ela que estava rindo de minha preocupação.
- Relaxa, Louis. Eu tenho meus contatos, garanto que estamos liberados para fazer o que quisermos hoje à noite. – Ela tinha um sorriso de lado no rosto que podia ter diversos significados, mas além disso, a fazia ficar sexy.
Não percebi que estava com o olhar cravado nela, até alguém parar ao nosso lado e pigarrear. Viramos os dois em uníssono na direção da pessoa. Era James quem estava ali igual a uma estátua.
Bom, ainda bem que o cara não queria falar comigo, por que muito provavelmente eu não saberia o que dizer.
- Oi, quer um drink? – Não posso dizer o que Marie sentia, mas seu tom de voz denunciava nervosismo. Talvez esse tivesse sido o primeiro pensamento inteligente que lhe passou  pela cabeça.
- Não, Marie... – Ele hesitou. – Vim aqui falar com você.
- Ah – Ela olhou para mim e depois olhou para ele. -, claro. Senta com a gente. – ela falou abaixando o olhar até o balcão.
- Na verdade... Eu queria falar em particular com você – James me olhava de soslaio, pelo canto dos olhos.
 O Observei, e depois passei meu olhar por Mary que o olhava agora atentamente.
Ele estava sério e eu conhecia a expressão que James trazia no rosto. Ele não estava ali para falar coisas boas. Marie pareceu perceber isso, afinal, ela respirou profundamente e piscou os olhos várias vezes como fazia sempre que ficava nervosa.
Percebi que eu era o intruso no meio daquela conversa. Suspirei e pigarreei alto o suficiente para chamar a atenção dos dois, podendo mostrar que eu estava me levantando e saindo.
Marie arregalou os olhos e falou o que eu menos esperava ouvir:
- O que tiver que falar pode dizer na frente de Louis. – O namorado dela a olhou sem entender, da mesma forma que eu a olhava. Ela percebeu e logo continuou. – Quer dizer, nós já compartilhamos várias coisas. Não me importo se ele ficar aqui agora.
O olhar dela para mim, era uma mensagem que dizia para eu não me mover. Para James, era algo que o fizesse ceder.
Novamente ele hesitou.
- Marie, a verdade é que isso é sobre nós dois. – Ele intercalava olhares entre eu e ela.
- Pode falar. – A voz dela falhou.
Imediatamente ele sentou-se ao lado dela e pegou sua mão. Não me atrevi a sair do lugar. Queria ver onde aquilo tudo iria dar.
- Eu não sei como dizer isso, mas... – Ele parou. Eu o estudei de cenho franzido. – Eu não acho que dê pra continuar.
Marie entreabriu a boca. E eu não pude conter uma risada incrédula e debochada.
- O quê? – Ela piscou.
- Marie, me desculpe, mas eu não estou sentindo o que deveria sentir... Eu só não quero continuar algo que não vai mais sair do lugar. – Ele claramente estava tentando escolher as melhores palavras, mas de verdade, quando se está terminando um relacionamento, não existem palavras certas. Todas vão ser erradas. Fato.
Ela estreitou os olhos.
- Aí você decidiu que fazer isso no meio da minha festa de aniversário, ia ser mais fácil? Estava achando que não fosse ruim? – Eu vi seus punhos se fechando por debaixo da mesa.
- Me desculpe, Mary, mas isso está sendo muito difícil pra mim. Por favor, não fique com raiva. Mas do que adianta continuar com alguém que você sente que não deveria estar? – A expressão dela se suavizou. As palavras dele a surpreenderam.
Ela abaixou a cabeça e começou a brincar com os dedos para depois levantar os olhos até ele.
- Conheceu outra pessoa, não foi?
James suspirou, o que o entregou no mesmo momento.
- Eu não escolhi que fosse assim. – Então percebi que ele estava sendo sincero com ela. No fim, ele se importava.
Não consegui ler a expressão que ela tinha, mas não era ruim. Era apenas... normal. Ela assentiu com a cabeça, provavelmente não sabia o que responder.
- Marie, de verdade, sinto muito. – Ela assentiu novamente e murmurou um “ok” quase inaudível. James não pareceu convencido. – De verdade, Mary. Eu espero que alguém um dia te dê o que eu não consegui.
Por mais que tivesse sido “bonitinho” o que ele tinha dito, eu fiquei com cara de desgosto. Que tipo de pessoa fala aquilo no fim de um namoro? Esse cara definitivamente era muito estranho. Não dava nem pra disfarçar.
Logo após a super frase de apoio que ele deu a sua ex-namorada, saiu andando de cabeça baixa murmurando mais um “desculpe”. Marie ainda o encarava com a boca entreaberta.
Voltei a me sentar ao seu lado. Ela não se moveu, ao contrário ficou ainda mais quieta, se é que era algo possível.
Eu pedi um drink para ela, imaginei que ela quisesse, mas o copo ficou parado na sua frente.
- Sinto muito por isso. – Falei olhando-a esperando algum tipo de reação.
Nada. Passaram-se minutos e nada.
Ela só respirava, era o máximo que fazia. Já estava ficando incômodo quando quis tentar falar mais alguma coisa:
-Não vai beber? – Foi idiota, mas eu tentei.
Ela não respondeu apenas se inclinou, virou o drink e bateu o copo com força de volta no balcão.
- Ok, isso foi bom. – Ela pressionou os lábios e olhou pra mim.
Eu a olhei confuso arqueando uma sobrancelha. Eu não estava entendendo.
- Marie, de verdade, talvez você precise esfriar a cabeça, tomar um ar ou...  – Comecei a falar-lhe, mas fui interrompido antes disso:
- Ah, por favor, cale a boca.
Eu a olhei totalmente incrédulo.
- Mary, não precisa agir assim, eu sei que foi ruim, mas...
- Ah, Louis, me poupe desse papo furado... Agora eu to solteira!
E de novo, Marie me surpreendeu me beijando.
Eu poderia me acostumar com esse tipo de surpresa. Eu poderia me acostumar com os beijos dela. Poderia me acostumar em ficar com ela assim. Com os beijos apressados que na maior parte das vezes tinham intenção de calar minha boca.
Eu poderia me acostumar com isso se ela não se importasse em calar minha boca sempre que precisar e achar necessário. Pois ela teria que fazer isso várias e várias vezes.

Gaby POVs

Depois que acharam Kemy, Niall e eu achamos que seria insignificante ficar lá, já que Liam iria cuidar dela. Fomos então procurar algo pra fazer, quer dizer, comer.
É claro, que entre tantas opções de aperitivos, tínhamos que provar um de cada. Era o nosso dever como convidados da festa.
Achamos  uma poltrona muito confortável, e depois de jogarmos a melhor de três no par ou ímpar e eu ganhar, pude sentir o conforto daquele tecido enquanto Niall apreciava o tapete felpudo no chão. É, talvez não seja justo, mas nada no mundo é. Quem sabe na próxima não é ele?
Enquanto degustávamos um salgado extraordinariamente bom de peito de peru e queijo, começamos a conversar sobre coisas aleatórias.
- E os seus pais, Gaby? – Por um momento olhai para o nada. Apenas Niall sabia dessa história, não havia contado pra ninguém. Ainda não teve um fim, então preferi não apressar espalhando para todos minha vida pessoal. Quando fosse a hora, diria o que fosse necessário.
Suspirei derrotada com meus pensamentos.
- Bem que eu queria saber, Duende. Não falo com meu pai desde então, e das únicas vezes que vi minha mãe, ela estava totalmente arrasada e acabada. Ela está agindo como se tudo fosse culpa dela. – Na verdade, eu queria saber de quem realmente era a culpa, assim poderia apontar o dedo bem na sua cara e gritar “seu idiota!” pra Deus e o mundo escutar, mas não adiantaria em nada. Não mudaria o passado.
- Eu sinto muito. – Niall murmurou e eu respondi com um tudo bem quase inaudível. As palavras que ele falava talvez tivessem sentimento de verdade, mas eu não queria acabar como Kemelly ou Zayn, que passaram tanto tempo escutando essas palavras vazias. Eu não queria passar por tudo que eles passaram desde que perderam parte da família. Esperava que esse meu problema tivesse um tipo de solução ponderável.
- Sabe, Niall – mudei de assunto rapidamente -, você nunca mais falou daquela garota intercambista. Vocês saíram? – O Olhei com o melhor olhar malicioso que poderia fazer.
- Sim, na verdade saímos, mas não acho que fosso dizer que me senti atraído por ela... – Ele respondeu colocando mais um pedaço do salgado em sua boca. Isso atiçou minha curiosidade.
- Por quê? – Vi-me perguntar.
- Ah sei lá... Não tinha paixão, sabe? Não tinha aquela coisa necessária pra se começar um relacionamento...
- Confiança.
- Isso mesmo! – Ele concordou comigo. – Percebi que ela não estava mais que interessada em dar uns amassos. – Tive que rir da careta que ele fez.
- Que garota atrevida! Nunca diria isso olhando pra ela. – Falei ainda rindo e vi Niall concordar comigo.
- Falando em pessoas atrevidas, posso fazer uma pergunta? – Ele arqueou uma sobrancelha levantando a cabeça para me olhar.
Eu não diria que não, óbvio. Mas não vou mentir dizendo que não pensei nas perguntas mais absurdas do planeta.
- Claro, vá em frente – Mordi mais uma lasca do salgado e esperei.
- Como você chegou à conclusão que Erick era uma pessoa pra se ter um relacionamento? – A pergunta dele me desarmou por completo.
Como eu descobri isso? Nem mesmo eu sabia. Senti minha garganta ficar seca e o pedaço do salgado virar uma pedra dentro da minha boca. Eu poderia muito bem me engasgar lindamente ali, se não fosse pelo copo de água ao meu lado.
Pensei em um turbilhão de coisas tentando achar a resposta mais convincente, e talvez a mais verdadeira. Mas era impossível. Eu simplesmente não tinha a resposta.
- Sabe, Niall – Pigarreei e desviei  olhar. – É difícil dizer isso. Eu me enganei com quem achei que ele fosse. – Meu amigo tinha o olhar fixo em mim. – No começo ele era um bom amigo, alguém que me fazia bem, que fazia com que tudo fosse um mar de rosas, e eu acreditei. Me iludi. – Sorri tristemente me lembrando. – Quando você gosta de alguém, age por ela e não por você. Mas depois de muito, muito tempo sendo, como posso dizer? – Como dizer isso sem falar um palavrão junto? - Hum... tratada como um lixo, percebi que aquilo não era certo, muito menos algum tipo de amor que passava na minha cabeça. Eu amadureci muito depois disso.
Fiz uma pausa e olhei melancolicamente para as luzes que piscavam no salão.
- Talvez seja difícil de acreditar, já que não faz tanto tempo, mas quando a verdade vem, ela leva com junto todas as suas armas e proteções. Você fica a mercê dela. – Suspirei derrotada. –  Faz parte do crescimento psicológico errar, cair e se machucar. Eu apenas resolvi levar o maior tombo e aproveitar para quebra o coração. Mas a cura é rápida, sabe? Você simplesmente esquece, pelo menos eu me sinto assim, “consertada”. Quando você tem pessoas ao seu redor que te ajudam, você não sente tanto. Eu não  me lembro que ele existe na maior parte do tempo, só é meio complicado quando ele surge na minha frente tentando “me ter”. – Ri com isso, mas era verdade. Erick para mim era tão passado quanto minhas Barbies de quando era criança. Em um lugar que eu nem me lembrava que existia.
- Não sei se você respondeu minha pergunta, mas ok. – Nialler falou em uma brecha do que eu nada dizia. Pensei um pouco e depois falei:
- Eu não sei como, de verdade, só achei que o que tínhamos era algum tipo de paixão, e que se fosse mesmo, deveríamos ficar juntos. Só. – Dei de ombros bebericando mais um pouco da água.
No final das contas, foi fácil responder... Quer dizer, mais ou menos.
- Qual foi a pior coisa que ele já fez? – Outra pergunta que me pegou desprevenida, porém para essa, a resposta era fácil.
- Trair minha confiança. Em todos os sentidos. – Respondi meio milésimo de segundo depois que ele tinha fechado a boca. – De verdade, de todas as coisas que ele fez, essa foi a que mais me quebrou, mais machucou.
Niall suspirou e olhou para outra direção.
- Você realmente gostou dele. – Afirmei com a cabeça, então só depois percebi que não havia sido uma pergunta, e sim uma afirmação.
- Mas fale sério, Nialler, quando se gosta de alguém, você confia de olhos fechados e vendados nessa pessoa. Acaba sendo até uma atitude normal.
Ele concordou e ficamos em silêncio.
Pouco mais que cinco minutos depois, Niall levantou a cabeça para me olhar de novo. Ele tinha uma expressão curiosa no rosto.
- Posso fazer uma outra pergunta, só que dessa vez mais pessoal? – Uma pessoa normal teria dito um grande e sonoro NÃO! Mas eu não sou uma pessoa normal, então franzindo a testa, disse que podia, porém da forma mais embaraçosa que consegui. Meu estômago remexeu de ansiedade. Não sei mais se queria responder alguma coisa...
- Você disse que confiava em Erick, então você sabe... – Ele coçou a nuca, e o único pensamento lógico na minha cabeça era algo parecido com Ai meu Deus... – Hã... Vocês, hum...
A uma altura dessas eu já tinha entendido a pergunta.
- Sexo não é uma palavra proibida, Nialler. – Disse provavelmente tão vermelha quanto minha fantasia.
-Eu sei, só que é embaraçoso de se perguntar isso. Vai dizer que é mentira?! – Ele olhou pra mim fazendo careta e de novo tive que rir.
- Ah, qual é?! Não é tão horrível quanto ter “a conversa” com o pai e mãe. Nesse momento você vê a morte passando diante dos seus olhos, e espera que um momento igual nunca mais aconteça! – Ele riu e concordou.
- Você ainda teve sorte. Tive essa conversa duas vezes na vida. Duplamente embaraçoso e vergonhoso.
- Ok, ok. Talvez eu tenha tido mais sorte. – Rimos mais um pouco até que o silêncio voltasse a tomar conta ao nosso redor. Eu brincava com o copo vazio.
- Bibi, você não respondeu minha pergunta. – Gargalhei.
- Você realmente é muito curioso, Nialler! – Esperava que meu rosto não estivesse como antes, mas com certeza era algo impossível. – Não, não fizemos nada do tipo. Bem que ele tentou, mas não achei que fosse certo eu me entregar assim, sei lá... – Falei rapidamente me atrapalhando as palavras rindo em seguida.
Passou pela minha cabeça, que dois poderiam jogar esse jogo, então resolvi perder a vergonha na cara e perguntar também:
- E você Niall? Te faço a mesma pergunta. – Olhei para ele que comprimia os lábios. Ri de suas bochechas vermelhas.
- Ok, justo. – Ele falou finalmente me olhando. Esperei, mas o duende não me respondeu.
- E então, Nialler? – Fiz uma cara maliciosa enquanto o olhava. Niall riu e depois voltou a ficar sério.
- Lembra da minha ex-namorada? – Ele me olhou.
- Ah, sei... A loira do ano passado, né? – Ele assentiu e eu, sem entender fiquei olhando-o até que a ficha caiu e eu abri minha boca. – O quê? Ta brincando?! Ninguém me conta mais nada nessa vida! – Niall se defendeu falando que não é ma coisa que se deva sair gritando na rua, e eu acabei rindo ainda mais.
- Ok, vamos mudar de assunto, por favor... – Disse tentando recuperar o ar me levantando da poltrona super legal.
- Como quiser, mas eu particularmente, acho que deveríamos trocar de comida. – Ele também se levantou. – O que acha de partirmos para a sobremesa?
Quem era eu para negar algo tão doce, nobre e gostoso?
- Achei que nunca fosse dizer!
Fomos juntos até uma mesa laranja fluorescente com todos os tipos de doces que se poderia imaginar. Era quase um Candy Land na vida real. Imagina um lugar igual ao clipe de Katy Perry em California Gurls? PERFEITO!               
Ficamos trocando diferentes tipos de taças dos mais diferentes tipos de doce até Niall ficar sério e falar comigo.
- Acho que você foi certa, Gaby. – O olhei confusa com uma cara que provavelmente dizia: "Do que ele está falando mesmo?". - Talvez no fundo você já soubesse que não era ele a pessoa certa. – Sua frase de novo me desarmou. Baixei a mão com a taça de chocolate branco e preto meio amargo. Se eu de fato sabia, porque demorara tanto pra perceber? Quem seria o certo pra mim? Será que existia isso?
Eu quase consegui sentir o cheiro de queimado dos meus neurônios trabalhando nisso.
- Desculpe – Niall falou vendo minha expressão intrigada. – É só que ele é um grande canalha.
- Ah, disso eu sei, pode ter certeza! – Disse sorrindo e isso cortou o clima pesado que tinha entre nós dois.
- Sabe, ele parece ter ciúmes de você. Não sei se é real, mas é algo que me incomoda. – Niall comentou e eu dei de ombros. Erick era um psicopata controlador.
- Eu não ligo, ele só age assim por saber que eu não vou mais voltar e ficar com ele, vou aproveitar meu tempo me divertindo e quem sabe até beijando outros caras. Ele que arrume algo para fazer. – Percebi que o tom de minha voz havia se tornado ríspido demais de uma hora para outra, mas Niall não pareceu se importar com esse detalhe, estava ocupado provando morangos e uvas com casca de chocolate.
Resolvi que não ia mais pensar em Erick, ele que desaparecesse.
Passei os olhos pela mesa mais deliciosa do mundo a procura de algo que me agradece (o que não era difícil), quando meus olhos pousaram em uma única taça com uma pasta marrom e vários granulados jogados por cima. Não pode ser, pensei. Isso é brigadeiro, como Marie pode ter conseguido esse doce tão brasileiro aqui na Inglaterra? Essa garota era demais!
Estendi meu braço com a boca já salivando. Fazia tanto tempo que eu não comia isso. Me trazia tantas lembranças do Brasil e da época em que passamos lá... Ok, deixei o passado para depois, o importante agora é o doce!
No momento em que agarrei a tacinha, outra mão também a pegou.
- Nem vem, Niall, eu peguei primeiro! – Puxei o doce na minha direção, mas Nialler me impediu.
- Não, não. Você já acabou metade da mesa, esse é meu! – Começamos então a puxar o brigadeiro freneticamente pra frente e para trás.
- Brigadeiro é meu doce favorito! – disse.
- Pelo menos você já comeu um dia na sua vida, e eu que nunca provei? – Ele puxou.
- Não importa, ele é meu! – E no fim dessa minha frase tão criativa, Niall consegui arrancá-lo de minha mão. Com um sorriso idiota falou aquilo que eu podia ver.
- Há, peguei! Agora é meu, e você vai ficar babando!
- Sua criança! Me devolve! – Dei um passo a frente e me estiquei para pegá-lo, mas por pura injustiça, Niall tinha levantado o braço de uma forma que eu não conseguia alcançar. Maldita altura!
- Seu injusto! – Dizia eu nas pontas do pé, enquanto tentava pular e a mão livre de Nialler me impedia do feito. Ele, enquanto via meu desespero, de algum jeito começava a comer o brigadeiro. Meu brigadeiro.
- Injusto, nada! Você que é egoísta! – Ele falou de boca cheia. 
Então com a mão que me afastava, ele começou a fazer cócegas em mim, e isso fez com que eu paralisasse por um momento apenas para que eu pudesse rir e ele me acompanhar. Eu tentava estapeá-lo, mas nãos estava funcionando. Acredite, eu estava totalmente sem ar e vermelha.
O pior de tudo, é que o tempo parecia ter congelado!
Não sei como nem quando nesse meio tempo acabamos ficando tão próximos.
Quando as cócegas pararam, eu ainda estava nas pontas dos pés quase da mesma altura que Niall. Olhos nos olhos, narizes quase se tocando e eu podia definitivamente sentir sua respiração que se misturava com a minha, que aliás. por puro extinto eu tinha acabado de prender.
Seu braço que antes me fazia cócegas, agora estava na minha cintura, me deixando colada a ele. Os meus que antes se esticavam para pegar o brigadeiro, que agora nem mais existia, estava sobre seus ombros.
Eu estava arrepiada e meu estômago estava um caos. Tinha certeza que se eu fosse um tipo de máquina, teria entrado em curto circuito.
Eu não sabia o que dizer, e não me atreveria a me mexer. Por mais confuso que fosse, eu gostei de estar assim.
- Se eu dissesse que quero te beijar, você me impediria? – Niall sussurrou roçando seus lábios no meu. Minha respiração deu pane. E eu não conseguia parar de intercalar o olhar entre sua boca e seus olhos. Eles sempre foram tão profundos assim? Eu não conseguia nem me lembrar.
Neguei com a cabeça, não conseguia formular a simples frase me beije. Na verdade, nem precisei, pois no segundo seguinte era exatamente o que estávamos fazendo. 
Eu acabei me lembrando do dia em que tínhamos viajado, aquele mesmo dia em que teve toda aquela tempestade na praia e os garotos tinham sumido. Me lembrei que quando tinham voltado depois de horas, nós tínhamos nos beijado. Pensei no quanto embaraçoso aquilo tinha sido para nós dois. O quão errado e ridículo achamos que fosse.
O que aconteceria depois que o beijo acabasse? Teria algum outro tipo de desculpa ou algo assim? Por hora não queria saber. O beijo tinha gosto de brigadeiro, e não vou negar que meu amigo beijava muito bem. A única coisa que eu poderia dizer com muita, muita certeza, era que dessa vez eu não iria fugir.
Perdi totalmente a noção do tempo e espaço, por isso, quando precisei de oxigênio, e ele também, fiquei desapontada. Malditos pulmões
Nos encaramos por um segundo. Eu ainda estava atônica, sem saber o que fazer ou falar, mas meus pés estavam fixos no chão. Eu não ia sair dali.
Então eu fiz a única coisa racional que alguém faria, e a última coisa que me imaginei fazendo na vida.
Eu o beijei. Simples assim.
Juntei nossos lábios com pressa. De verdade, tinha alguma coisa naquela comida toda que estava me deixando maluca. Quando na minha via me imaginei fazendo isso? E quando na minha vida achei que fosse ser tão bom?
Eu preciso de um acompanhamento médico para tratar meu cérebro. Ele não anda bem ultimamente.
Agarrei com uma das mãos aquele casaco, ou sei lá o que era, que Niall usava para trazê-lo mais perto de mim. Ele tinha suas mãos em minha cintura, e parecia não querer me soltar, mas de novo, sendo um ser humano normal sem poderes sobrenaturais, tivemos que nos separar, porém dessa vez, foi diferente.
Quando nossos olhos se encontraram, foi como se Niall tivesse apertado algum botão, sua expressão mudou. Ele arregalou os olhos e se afastou de mim.
- Gaby, me desculpe, eu não... – Ele levou as mãos na cabeça e eu o olhei confusa. Eu não estava brava, talvez surpresa, mas porque ele estava agindo assim?
- Niall, tá tudo bem!
- Não, não está! Por que não me mandou parar? Eu sou um idiota... – Ele virou as costas e fechou os olhos. Estava intrigada demais para dizer algo.
- Niall, não precisa agir assim! – Dei um passo em sua direção, mas ele recuou. Parei assustada. O que eu fiz pra ele?
- Não! Me desculpe, Gabriela. Eu só precisava fazer isso... Te beijar, eu precisava! – Não reconheci a pessoa que estava na minha frente. O que aconteceu? Por que só eu não parecia entender?
- Niall, pare com isso, seu bobo. – Falei com falta de confiança em minhas palavras.
- Me desculpe. – Ele murmurava. – Me desculpe, desculpe. Não precisa falar nunca mais comigo, isso foi idiotice!
E com isso ele saiu a passos largos. Meus lábios ainda formigavam por causa do beijo. E eu tentei segui-lo. Fui atrás dele, gritei seu nome para que voltasse, mas ele me ignorou.
- Niall, seu trouxa, não faça isso comigo! – Eu dizia enquanto ia atrás dele, passando pelo meio das pessoas, mas não adiantava, ele já estava bem longe de mim quando eu disse o que deveria ter dito muito antes:
 – Eu gostei de ter beijado você!

Liam POVs

Mary nos levou até o quaro, onde o destrancou e me deu a chave em seguida. Disse para que eu cuidasse da Kemelly, logo ela voltaria para vê-la, mas que antes precisava resolver algumas coisas sobre o tal do discurso que teria de fazer dali alguns minutos.
A obedeci e coloquei Kemy na cama cuidadosamente. Marie riu e falou que eu não deveria fazer isso, e sim colocá-la debaixo do chuveiro com água fria, isso faria com que ao menos a ressaca diminuísse e que ela voltasse mais a consciência. Achei estranho e acabei fazendo uma careta.
Não queria discutir com a anfitriã da festa, mas segundo ela dissera “já passei muito tempo cuidando de pessoas assim pra saber o que fazer”, resolvi não questionar. Fui até o banheiro e abri a ducha no frio. Esperei que Kemy não quisesse me bater por isso depois.
Percebi que a música, mesmo dali, ainda era bem alta. 
Voltei a prestar atenção na água que caía e no que eu deveria fazer.
Ok, fase um completa, agora só teria de acordar Kemelly e colocá-la ali embaixo.
Andei a passos largos até o lado da cama e a balancei gentilmente. Quase que imediatamente ela fez um careta e abriu os olhos. Ela parecia tão bem quanto uma pessoa que sofria de insônia.
- Nossa, cara! Odeio a luz! – Ela falou colocando as mãos na frente dos olhos. Isso me fez rir. A encarei por um momento.
Não iria perguntar a ela se queria tomar uma ducha. Marie deixou bem claro que isso era extremamente necessário. Sem dizer nada peguei-a em meus braços e a levei até a água. Aparentemente eu teria de colocá-la ali embaixo com roupa e tudo. Não tinha escolha.
Ela ainda estava grogue, então só se deu conta de tudo quando sentiu a água bater e suas costas. Kemelly falou todos os palavrões existentes, o que chegou a me surpreender, mas percebi que não deveria estar tão surpreso assim.
-Liam, o que você está fazendo? – ela perguntou rapidamente enquanto se livrava da peruca ruiva, murmurando um “isso não serve pra nada”. Ela tinha passado tanto tempo com aquilo que já estava começando a me acostumar com o acessório.
- Eu não sou bom em cuidar de bêbados. Só estou fazendo o que me falaram que era certo. – Levantei os braços em forma de rendição e, ao contrário de cinco minutos atrás, ela não estava mais dormindo, muito menos em estado grogue, pois começou a jogar água em minha camisa fazendo com que ela colasse em meu corpo.
- Não, Kemy! Agora vou ter que ficar assim até o fim da festa! – Eu dei um passo para trás e ela me puxou de volta. Agora estávamos os dois debaixo do chuveiro completamente molhados.
- Pensei que você acordaria como se tivesse sido atropelada por um caminhão. – Comentei enquanto ela ria e tirava o cabelo que estava na frente de seu rosto.
- Não disse que não estou, mas eu quero aproveitar o tempo que temos antes que eu desmaie de novo ou sei lá.
- Você ainda está bêbada, não é? – Arqueei uma sobrancelha e a olhei. Eu não sabia distinguir mais o falso do verdadeiro.
- Sabe, Liam. Eu estou tendo pensamentos claros o bastante para saber que não estou do jeito maluco de antes. Te garanto que não pensar no mundo como um bumerangue é um grande avanço e sinal de sobriedade. – Ela falou de uma forma que me fez rir.
Eu não sabia como era ficar bêbado porque na verdade, nunca havia ficado, mas me impressionei pela força de vontade de Kemelly. Não sabia como alguém poderia melhorar tanto depois de colocar os órgãos pra fora a pouco tempo atrás e tomar dois minutos de água fria na cabeça.
- Nunca mais faça isso. – Sussurrei para ela e suspirei em seguida. – E me desculpe. – Olhei em seus olhos procurando algum vestígio de mágoa, mas não encontrei.
- Não se preocupe com isso, já passou. – Ela sorriu me tranquilizando e eu soube que estávamos bem.
Ficamos um tempo em silêncio que só foi interrompido quando ela se segurou no meu braço para se livrar dos saltos que usava.
- Acho melhor tirar isso aqui antes que me ferre mais um pouco. Já fiz besteira demais para o resto do mês.
- Talvez para o resto do ano. – Comentei baixo e ela riu.
- Cale a boca, você ainda me deve uma dança. – A olhei intrigado.
- Uma dança, aqui no chuveiro?
- Claro! Ainda dá pra ouvir a música, certo? Se a música toca, dançar é liberado! – e com isso ela começou a fazer passos engraçados e divertidos. Hora ela colocava a mão no nariz e fingia mergulhar, hora fazia a dança do robô. Logo estávamos os dois dançando ridiculamente e totalmente encharcados. A música acabou e continuamos dançando dessa forma anormal até que as risadas fossem tantas que não fosse mais possível se mover.
- E aí, o que achou da minha dança profissional?! – Kemy fez uma pose de diva em frente as câmeras. Talvez fosse para ser algum tipo de cara sexy, não sei.
- De verdade, eu adorei! – Disse ainda rindo. – Será que pode me dar um autógrafo?
Ela deu um passo para a frente.
- Posso fazer melhor que isso. Que tal um beijo? – Ela se colocou nas pontas dos pés e apoiou cada mão em um ombro meu.
- Seria um idiota se recusasse. – Falei sério e ela riu. Ela então me beijou. Apenas um selinho, mas fez com que eu me lembrasse de algo do fundo do poço.
- Acho que devíamos fazer isso mais vezes... – Ela comentou mais para si mesma do que para mim. Só então olhou em minha direção. – O que acha?
- Claro, dançar é algo que mandamos muito bem... – Ela riu, mas pela expressão no rosto, sabia que eu havia me lembrado de algo.
- O que foi? – Ela perguntou.
- Lembrei de uma coisa que foi dita no acampamento, mas é idiota. – Tentei fazê-la esquecer, mas seus olhos brilharam de curiosidade. Isso era algo impossível de se ignorar.
- Liam, não me faça perguntar o que era. – Kemy levantou uma sobrancelha e fez uma careta. Eu não teria escolha, então me preparei para contar:
- Lembrei do acampamento que fizemos com os outros. Da hora da fogueira quando não me lembro quem, te desafiou a fazer uma dança “erótica”. – Fiz aspas com os dedos enquanto ria. Ela me acompanhou.
- Que coisa ridícula, até parece que eu ia fazer algo do tipo no meio de todos eles! – ela parecia indignada e eu notava que suas bochechas estavam rosadas pela lembrança.
Antes de tomar vergonha na cara, eu já havia perguntado:
- E pra mim, você faria? – Suas bochechas ficaram ainda mais rosadas e por um momento ela não sabia o que responder.
Ela tinha enrubescido, mas o sorriso de seu rosto continuava o mesmo.
- Eu não sei... – O silêncio pairou. Eu não sabia o que perguntar, nem o que falar. Ela estava sem graça e passava as mãos no cabelo enquanto olhava para os seus pés descalços e a calda que arrastava no chão.
 Ela levantou o olhar até o meu e depois abriu um sorriso.
- Ta escutando? Adoro essa música. – Kemy passou as mãos pelos olhos tirando parte da maquiagem que usava.
- Por que gosta dela? – Entrei na tentativa dela de mudar de assunto.
- A letra, gosto dela. – Minha namorada deu de ombros e começou a mexer na fantasia, como se ela fosse deixar de ficar encharcada de um segundo para o outro. Ela olhou para as parede e percebi que ainda estava rosada.
Meus pensamentos me levaram ao dia em que estávamos na praia. A primeira vez quando ponderei ideia de beijá-la. Me Lembrei do momento em que a onda nos acertou e como rimos por isso. Me lembrei da risada dela naquela noite, do seu vestido molhado e dos seus óculos que ela mexia quando ficava envergonhada.

You think I'm pretty without any makeup on
(Você me acha bonita sem maquiagem)
You think I'm funny when I tell the punchline wrong
(Você me acha engraçada quando eu conto uma piada errada)
I know you get me so I let my walls come down, down
(Eu sei que você me entende, então eu me solto)
Before you met me I was alright but
(Antes de você me conhecer eu estava bem, mas)
Things were kinda heavy, you brought me to life
(A coisa ficou pesada, você me trouxe à vida)
Now every February you'll be my valentine, valentine
(Agora todo Fevereiro você será o meu namorado, namorado)

Percebi que devíamos ter uma queda por água. Além dessa vez na praia, teve o beijo na chuva.
Já estávamos encharcados, só faltava com que nós nos beijássemos. Iria ser mais uma recordação.
- Eu gostei muito da sua roupa, Kemy. Ficou perfeita em você, me desculpe por não ter dito isso antes. – Ela olhou em meus olhos de um jeito brincalhão.
- Você não parecia gostar hoje mais cedo. – Cruzou os braços e me encarou.
- Me desculpe, mas era o ciúme. Vou controlar melhor da próxima vez. – Disse sorrindo sem graça da mesma forma que ela estava há alguns minutos.
- Tudo bem, acho que entendo. Você também está lindo com essa roupa. – Instantaneamente baixei os olhos para aquilo que vestia.
- Tive uma ótima consultora, sabe? Muito boa de verdade. – ela riu, pois havia sido ela quem tivera escolhido minha fantasia. Ela não sabia que eu a usaria hoje, mas pareceu feliz com a escolha.

Let's go all the way tonight, no regrets, just love
(Até o fim essa noite, sem arrependimentos, só amor)
We can dance until we die, you and I will be young forever
(Nós podemos dançar até morrer, seremos jovens para sempre)
You make me feel like I'm livin' a teenage dream
(Você me faz sentir como em um sonho de adolescente)
The way you turn me on, I can't sleep
(Você me deixa tão excitada que não consigo dormir)
Let's run away and don't ever look back
(Vamos fugir e nunca olhar para trás)
Don't ever look back
(Nunca olhe para trás)
My heart stops when you look at me
(Meu coração para quando você olha para mim)
Just one touch now baby I believe this is real
(Apenas um toque, baby, agora eu acredito que é real)
So take a chance and don't ever look back
(Então arrisque-se e não olhe para trás)
Don't ever look back
(Nunca olhe para trás)

Ela riu e colocou suas mãos sobre a gola de minha camisa que tinha os primeiros botões abertos. O sorriso do seu rosto desapareceu e deu lugar a uma expressão séria. Ela passou a ponta da unha pela minha pinta do pescoço e depois os dedos dela começaram a deslizar pela parte aberta de minha camisa e tocar meu peitoral.
Ela olhou nos meus olhos e isso foi o suficiente para que eu a beijasse. A primeira vez de verdade durante toda aquela noite. Foi o beijo mais intenso. O melhor que já havíamos dado. Parecia que nós não nos beijávamos por séculos, e isso me assustou. Nunca tinha sido tão profundo a ponto de perder a noção do espaço, pois no instante em que abri os olhos e me separei dela para recuperar o ar, as costas dela estavam grudadas na parede gelada e eu não a deixava se mover. Não queria que ela saísse dali.

[...]
I finally found you
(Finalmente te encontrei)
My missing puzzle piece
(A peça que faltava no meu quebra-cabeça)
I'm complete
(Eu estou completa)

Ela me beijou de novo, de uma forma apressada. Não hesitei em retribuir. Tinha meus dois braços em sua cintura a apertando contra mim, tentando acabar com um espaço que já não mais existia. Os braços dela hora estavam em meus braços, hora arranhando meus ombros e minha nuca, que me causavam calafrios. Calafrios que eu queria sentir de novo e de novo, arrepios que eu não queria que acabassem.
Ela se afastou bruscamente sem desgrudar nossos corpos, mas o suficiente para me olhar nos olhos apenas para dizer:
- Eu não consigo ficar mais nem um centímetro longe de você, Liam. – Ela estava sem fôlego e por algum motivo, eu queria deixá-la sem ar. Sem ar por mim, pois era assim que ela me deixava.
- Então não fique. – Foi o que eu consegui dizer antes de começarmos a nos beijar novamente. Cada vez melhor, mais intenso e delirante.

Imma get your heart Racing in my skin tight jeans
(Vou disparar seu coração com o meu jeans apertado)
Be your teenage dream tonight
(Ser o seu sonho de adolescente essa noite)
Let you put your hands on me in my skin tight jeans
(Deixo você colocar as mãos no meu jeans apertado)
Be your teenage dream tonight
(Ser o seu sonho de adolescente essa noite)

Pouco tempo depois, nossas roupas molhadas já estavam jogadas em algum lugar daquele Box. A água já não era mais fria o suficiente, não servia para amenizar o calor que emitíamos por cada poro. Era só isso que eu sentia. O calor dela contra o meu e a água escorrendo por nossos corpos. Era impossível de descrever a sensação.  Eu só sabia que estar com ela daquela forma, me faria enlouquecer.
Senti-la daquele jeito faria com que tudo se tornasse um vício. Eu á sabia desde o início. Mas era o melhor vício que poderia existir. Isso não ia mudar. Ela me tinha de corpo, alma e coração. Eu era inteiramente dela, e ela inteiramente minha.

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Nota da Autora: eu ouvi um amém??!! FINALMENTE o Niall e a Gaby se beijaram hehehehehe Loved it.
De verdade, eu ADOREI escrever esse capítulo. Por mil motivos diferentes, esse está no meu top dez de "feliz com o meu trabalho". Espero que tenham gostado também :p
Ah, e eu quero agradecer uma amiga que me inspirou a fazer a terceira parte desse capítulo... Querida Pretty Pink, ficou do jeito que você imaginou? Se não, eu escrevo de novo, sabe que não me importo né? haha
Bom gente! Acho que só vai ter mais um capítulo da festa, e depois outros poucos capítulos pra segunda temporada acabar... É, sei lá, enfim!
Vou fazer o possível pra postar o mais rápido possível, mas não vou prometer datas, porque eu ou muito burra em química, geografia e biologia... ah, matemática também, então vou passar cada segundo estudando (mentira) e virar uma super nerd (mentira) pra não precisar estudar mais (mentira).
Beijos pessoas, até a próxima.

Gabriela.


see you, guys :p


quarta-feira, 5 de março de 2014

2ª Temporada 45º Capítulo


Recado: As músicas para esse capítulo são: Leticia POVs: Don't Stop The Music - Rihanna; Liam POVs: Shots - LMFAO; Zayn POVs: Sexy Bitch - David Guetta. Essas três são apenas de fundo, com nada de parecido com o que está acontecendo no capítulo, ma a última do Helena POVs: Dj Got Us Fallin' Love - Usher, tem a letra. 

Leticia POVs

Eu realmente estava tentando, mas não era fácil.
É difícil você ter um namorado bonito, muito perigoso na verdade.
Eu, Leticia, não costumo ser ciumenta, mas quando eu falo isso, não estou falando de situações como agora há pouco...

Flash Back On

 Estávamos dançando, o que era de se esperar de nós dois.
A música era conhecida, o que tornava as coisas ainda mais divertidas, mas acidentalmente, alguém conseguiu e acertar com um copo de bebida. Não sei que foi e nem quero saber.
Falei rapidamente com Harry e disse que eu ia para o banheiro lavar meu rosto e tirar o cheiro de álcool, porque ninguém merece ficar fedendo assim, certo? Certíssimo.
Me afastei estão procurando o banheiro, mas antes de dar mais que sete passos, percebi que uma garota fantasiada de tenista, estava indo diretamente falar com Harry. Esperei, claro. Talvez fosse impressão minha, disse meu subconsciente.
Mas não, não era impressão. Era a tal da Stephani que estava indo falar com o meu namorado!        
Voltei a me aproximar, cheirando a bebida mesmo, que se dane isso, e fiquei a espreita escutando. Não era uma missão fácil ficar escutando uma conversa atrás de pessoas que não paravam de balançar, mas era o jeito que tinha.
- Harry!!! – Ela chegou dando um hi five e um enorme sorriso no rosto.
- Sthé! Não sabia que vinha. – Ele respondeu sorrindo e eu tive que arquear uma sobrancelha.
- Pois é, foi meio que um convite de última hora... Mas e aí, se divertindo? – Reparando melhor na fantasia dela, estava bem a caráter, tinha até a raquete e a bola de tênis.
- Claro, numa festa dessa é difícil não se divertir. – Ele falou como se dissesse “dã”.
Depois disso ela ficou em silêncio e ele começou a olhar para os lados.
- Ta a fim de dançar? – Ela perguntou alegremente e começou a puxá-lo.
- Na verdade não, eu to com a minha namorada e... – Ah pelo menos ele lembra desse detalhe, hein? Não é tão ruim assim.
- Ah, garanto que ela não vai se importar! – É, garantiu errado, fofa, porque na verdade eu estou me importando, e muito.
Eles estão começaram a dançar ao som de Don’t stop the music de Rihanna, o que não era uma boa música para o momento, só se fosse eu no lugar dela, aí combinaria. E eu senti que estava ficando com raiva.
Mais raiva ainda no momento em que ela começou a rebolar.
Em nenhum momento pensei que uma garota tão discreta como ela parecia ser, faria esse tipo de coisa. Nem eu faço!! Estou incrédula...
Que saber? Aposto que é culpa da bebida... Precisamos fazer algum tipo de palestra sobre o álcool pra toda essa gente. Não tá dando muito certo liberar esse tipo de coisa.
Enquanto eu me perdia nesses pensamentos sobre palestras e bebidas, acabei perdendo a parte em que Stephani abraçava o Harry.
Ok, hora de interferir.
Andei a passos largos e parei bem ao lado dos dois. Pigarreei e pisquei inocentemente com um sorriso irônico no rosto.
- perdi alguma coisa? – Falei com a melhor doce voz que eu pudesse fazer.
- Hã... – Harry olhou para ela e depois olhou pra mim.
Eu continuava a encará-los quando disseram em uníssono:
- Nada...
Uma coisa que eu aprendi na vida. Quem nada é peixe! Ok isso não fez o menor sentido.Esquece.
- Olha, é o seguinte – me virei para a garota tenista - , como você sabe, Harold é meu namorado, então eu espero que a senhorita tenha percebido isso. Mas se não percebeu, não se preocupe, eu mostro agora.
Peguei-o pelo colarinho da camisa e o beijei. Depois voltei a olhar pra ele que tinha os olhos arregalados.
- e desculpe estragar sua animação, mas eu me incomodo sim dele dançar com outras garotas! Então por favor, vai procurar outro cara pra encher o saco, porque com ele isso não vai funcionar.
Harry abria e fechava a boca como se quisesse falar algo. Percebi também que meia dúzia de pessoas nos encaravam um tanto quanto intrigadas.
- Ah, e fica longe, querida. Eu to de olho!
E com isso saímos andando pra bem longe de garotas tenistas que querem roubar o seu namorado bobo.

Flash Back Off

Depois disso, quando já estávamos bem longe dela, Harry fez um longo discurso sobre “aprender a diferencia amigas de amigas que querem ser mais que amigas”. Pedi desculpa e etc., mas não vou mentir e dizer que escutei, porque Harold é muito lerdo. Ele não percebe quando as garotas estão a fim dele. Ele é extremamente lerdo. É assim até pra falar!
Fiquei chateada com o fato dele ter ficado bravo comigo. Eu apenas estava tomando conta do que era meu. Mas parece que pra isso ele não ligou.
Me fez então jogar sinuca com ele. Não neguei, mas também não fiquei de bom humor.
Eu já sabia jogar o jogo. Lucca já havia me ensinado vários anos atrás uma vez quando estávamos na Itália. Mas meu namorado disse que não era nada daquele jeito.
Harry estava querendo me ensinar sinuca de todas as maneiras possíveis do universo, já que a forma que eu jogava era “errada”, mas eu tinha certeza que tudo isso era doce da parte dele só porque eu estava ganhando.
Sei disso, caso contrário, o grupo de três pessoas que estavam ao nosso lado não estariam rindo da cara dele.
Resolvi não discutir e perder mais tempo, já que boa parte da festa eu havia gastado me preocupando com Olívia, aquela bruxa. E outra parte, não tão grande, mas que era relevante, tomando conta de uma Kemelly.
No final das contas, não havia adiantado de nada, pois ela tinha evaporado deixando um Liam super nervoso atrás dela, que aliás, não queria ajuda de ninguém.
Voltei minha atenção para a mesa e me concentrei em acertar a bola número sete. Antes mesmo de dar impulso, Harry, do outro lado, já estava me dizendo o que fazer:
- Não, Lelê, você tem que apoiar a ponta do taco na ponta do seu dedão e mirar. – Ele demonstrou a técnica batendo a bola branca na bola número quatorze. – Viu?
- Harold, meu querido. Era exatamente o que eu estava fazendo!
- Não, não era. Agora jogue de novo.
Ok, respirei fundo e inclinei o corpo para frente, de novo, antes mesmo de me concentrar, Harry já estava soltando ordens diversas. Nesse caso, um xingamento.
- Não precisa empinar a bunda pra jogar!
- Não estou empinando nada! Ah, quer saber? Vamos jogar Just Dance, pelo menos isso é melhor do que ficar escutando a mesma coisa dez minutos seguidos.
Larguei o taco sobre a mesa e comecei a me distanciar quando Harry apareceu do meu lado de cara fechada.
Contei até dez com a esperança de esfriar minha cabeça. Estava rabugenta demais para um dia como hoje, mas as pessoas estavam realmente gostando de me tirar do sério. Isso não é justo
- Não precisava ter falado daquele jeito. –  Ele murmurou procurando minha mão para entrelaçar nossos dedos. Não impedi.
- Desculpe. – Disse simplesmente. Não estava com vontade de brigar, na verdade, eu estava a fim de várias coisas, menos de ficar olhando para o teto ou ficar parada igual a uma estátua.
Andamos em silêncio até a grande televisão e o Xbox que já estava conectado com o jogo Dance Central.
Deixei Harry escolher uma música aleatoriamente e esperamos que ela iniciasse.
Era boa, tinha passos até que fáceis, o que chegou a me tranquilizar. Dançar era coisa de Marie e de Gabriela. Meu hobby mesmo era tocar guitarra.
Harry estava tão bem quanto eu, errando alguns passos, mas aprecia se divertir, só que isso durou pouco,  partir da segunda parte da música, já não sabia quem dançava pior.
De verdade, era algo parecido com um pesadelo. Harry era totalmente desengonçado e eu não tinha o menor ritmo. Teve um momento que eu o chutei e ele se desequilibrou. Resultado? Caímos no chão como dois sacos de batata, um por cima do outro.
Preferi nem abrir meus olhos e ver quem estava nos olhando, já tinha em mente que talvez fossem muitas pessoas.
- Ok, dançar não foi uma boa ideia. – Ele respondeu rindo enquanto se afastava para o lado assim podendo se levantar. Depois estendeu uma mão para mim.
- Concordo com você – Me levantei com sua ajuda ainda sorrindo.
Definitivamente isso era mais alguma coisa que não dava certo se fazer.
Não vi mais aquelas pessoas que estavam jogando Strip Poker, talvez tivessem levado uma bela bronca pela pouca vergonha que estavam fazendo, e agora devia estar tomando mais alguns drinks.
Saímos procurando outro tipo de coisa para se fazer quando dei de cara com uma figura distraída. Isso fez com que eu batesse minhas costas no peito de Harry.
- Ai – Reclamei pelo susto que havia levado.
- Hey, você me assustou, Lelê! – Não precisei olhar para saber que a voz era de Gabriela, que aliás, estava acompanhada de Niall.
- Acho que você deveria guardar esse celular, Chapeuzinho. Se não vai acabar tropeçando em todo mundo.
Ela encolheu os ombros e olhou para onde Niall estava.
- Desculpe, mas era pra ter uma certa pessoa me guiando. Mas parece que ele está ocupado se empanturrando de comida. – Ela revirou os olhos. Não era surpresa para mim.
- Vocês parecem distraídos demais... Aconteceu alguma coisa? – Assim que terminei a frase, soube que afirmei o óbvio.
- Você não acreditaria se contássemos... – Ri com desdém. Sinceramente não duvido de mais nada.
- Vá em frente – Harry os encorajou.
Os dois se entreolharam por um momento e Niall falou:
- Gaby achou Kemelly bêbada – Ah, então não fomos só nós, pensei.
- É, ela tentou subir em cima do balcão do bar para dançar, quando tentei ajudá-la, ela desapareceu – Gabriela continuou e depois pressionou os lábios.
- Ah isso não é nada, nós a achamos jogando Strip Poker com um bando de desconhecidos tarados. – Harry falou com tanta naturalidade que teria me feito rir. Niall e Gaby arregalaram os olhos.
- Vocês o quê? – Nialler disse com voz esganiçada.
- Exatamente o que você escutou – Confirmei.
Depois de um tempo olhando um para a cara do outro, resolvemos que o silêncio não ia resultar em nada.
- E cadê ela? – Gaby perguntou ainda de olhos arregalados. – Não a deixaram fazer um Streep tese, não é? Vocês a tiraram de lá!? Digam que sim! – O seu tom foi se tornando ameaçador e sem dúvida nenhuma, a resposta seria sim, sendo ela verdade ou não.
- Claro que a tiramos, mas deu na mesma. Ela sumiu. – Harry falou por mim.
- E vocês não fizeram nada? Só podem estar me zoando... Eu estou igual a uma louca procurando essa menina pelos quatro cantos dessa festa, e vocês a acharam e depois a esqueceram? – Ela estava indignada e isso era algo bem perceptível. Percebi que as pessoas a nossa volta começaram a prestar atenção.
Ah não, era só o que me faltava! Brigar com minha melhor amiga. Preciso repassar o que fiz essa semana e ter certeza de que não passei por baixo de nenhuma escada e confirmar se todos os meus espelhos estão inteiros. Isso é azar demais para uma pessoa só.
Tentei amenizar a situação e abaixei meu tom de voz:
- Na verdade – pigarreei -, tínhamos chamado Liam e ele estava a caminho, mas quando virei as costas por um momento para achá-lo, ela já tinha sumido.
- Por favor, Hazza, diga que sua namorada está mentindo... – Harry encolheu os ombros e fez uma careta.
Enquanto Niall permanecia sério, talvez pensando no que falar ou fazer, Gabriela se pôs a gargalhar. Não havia motivo, mas a garota se dobrava de tanto rir.
- Isso é piada, não é? – Ela olhou pra mim e eu neguei com a cabeça. Ela voltou a ficar séria na hora.
- Entenda Gaby, Liam disse que o problema era dele, e então ele iria resolver. Fim.
Minha amiga de vermelho trocou o peso do corpo de pé e olhou para mim. Era coisa das luzes ou o rosto dela estava ficando da cor da fantasia dela?
Esperei que ela respondesse, e para minha surpresa, sua vos estava bem controlada.
- Eu não estou com a mínima vontade de dar uma de “pensadora”, mas é o seguinte: Se fosse com você, gostaria que seus amigos parassem de te procurar?
Ok, ela me fez calar a boca. Eu não ia responder, porque isso era algo bem fácil de saber. Sim, claro que gostaria que meus amigos continuassem me procurando. Senti o peso da culpa e uma pontada no meu coração. Acho que sou idiota.
Enquanto eu e Harry estávamos procurando nos divertir, a menina estava sozinha por aí.
Enquanto uma parte do meu cérebro se preocupava em se sentir culpado, a outra parte dizia que isso foi escolha dela. Kemy já tinha visto Zayn bêbado vezes suficientes para saber que não era bom. Tinha visto até mesmo Harry, quando achava que a solução para tudo era a Vodka. E agora a Princesinha Cor de Rosa tinha feito tudo que não deveria. Quer dizer, eu esperava que ela não tivesse feito tudo que não deveria...
Balancei a cabeça para os lados e comprimi os lábio para logo depois umedecê-los. Depois eu precisaria ter uma conversa séria com essa garota sobre o uso de bebidas alcoólicas.
- Que tal agora continuar a procurar ela? – Harry sugeriu e Niall concordou.
- Vou perguntar para nossos amigos se alguém a viu... – O duende pegou o celular e rapidamente digitou uma mensagem.
Logo já estávamos voltando a andar pelo salão a procura da “desaparecida”. De verdade, tudo isso estava acabando com o meu ânimo para a diversão. Era bom Kemelly estar bem,e de preferência com alguém que conhecêssemos.
Demos mais alguns passos até que uma figura conhecida por nós nos fez parar bruscamente.
- Viram a Kemelly?  - Fernanda respirava com dificuldade como se realmente estivesse procurando nossa amiga. Fiquei confusa.
- Na verdade estamos atrás dela – Harry falou.
- Ótimo, porque aquela menina está totalmente chapada! – Não esboçamos reação, na verdade todos sabiam disso.
- O que ela fez com você? – Niall perguntou um tanto quanto desinteressado.
- Ela teve uma conversa estranha comigo. Na verdade, ela foi sincera. – A própria Fernanda pareceu confusa.
- Bêbados agem assim... – Gabriela murmurou.
- Sim, eu sei, mas o que ela falou... Eu preciso achar o Liam, onde ele está? – Por um instante ela pareceu nervosa.
- Também estamos o procurando. – Ela não esperou que disséssemos mais nada, simplesmente passou por nós nos ignorando por completo.
Eu não entendi os motivos de Fernanda para estar atrás dela, na verdade não sei se queria saber, afinal, mas não vou mentir. Fiquei curiosa. Adoraria saber o que Kemelly havia dito para ela se eu tivesse a oportunidade de descobrir.
Por um momento não me senti ali, estava intrigada o bastante tentando descobrir o que Kemelly teria falado, mas no outro segundo, a voz de Niall me arrastava de volta para a Terra:
- Gente – todos colocamos atenção nele enquanto ele olhava o celular -, parece que a Ariel está com Zayn...

Liam POVs

Querem uma dica? Quando saírem com alguém, instalem um GPS nessa pessoa, assim você não vai perdê-la. Mas caso você seja pobre, amarrar um sino no pescoço da pessoa já é o suficiente. Pelo menos vai saber se a pessoas está por peto.
Andei ao redor daquele salão mais vezes do que alguém poderia contar. Já estava com os músculos das pernas doloridos o suficiente para o resto da semana. Mas aquela garota parecia ter camuflagem!
Me sentia um total idiota. Eu nunca tinha agido dessa forma antes e de repente, resolvi fazer isso no meio de uma festa.
Ok, talvez a culpa não seja totalmente minha, a fantasia dela poderia estar um pouco exagerada para uma festa como essa, mas talvez eu tenha feito com que ela entendesse tudo errado. Não sou um maluco possessivo controlador, mas ver todas as pessoas da festa olhando para ela pelo mesmo motivo, me deixou desconfortável.
Murmurei todos os palavrões que sabia bem baixinho ainda andando as cegas por entre as pessoas, e pedia a Deus para que ela estivesse bem, consciente, e se fosse possível, que ninguém tivesse colocado as mãos nela, se não, não me responsabilizaria pelos meus atos.
Agir sem pensar é um dos preços que você paga quando ama alguém. Aquela pessoa se torna mais importante para você do que a si mesmo.
Tudo incluso no mesmo pacote.
Dei vários outros passos até alguém puxar meu braço. Por um momento esperei que fosse Kemelly, já estava preparando algum tipo de frase para falar, talvez uma bronca, ou apenas palavras de alívio por vê-la, mas era uma garota vestida de branco com uma trança lateral. Não era minha garota, mas eu a conhecia. Era Fernanda.
- Liam! Finalmente eu te achei! – Ela arregalou os olhos e segurou meus braços me balançando um pouco.
Eu não sentia felicidade em vê-la. No nosso último encontro ela havia me beijado, e isso criara uma parede invisível bem grande entre nós dois. Eu tinha receio do que ela poderia fazer quando me visse de novo. Como agora. Eu estava totalmente tenso e enrubescido.
- Fernanda. – Minha voz saiu surpreendente equilibrada para alguém que estava a ponto de correr para bem longe a qualquer segundo.
- Eu vi Kemelly, falei com ela. – As palavras saiam apressadas e ela estava ofegante. Foi só ela pronuncia r a palavra “Kemelly” que a vontade de correr desapareceu e ela havia conseguido minha atenção.
- Onde? Quando? Cadê? – Minha cara provavelmente transparecia meu interior. Ou seja, eu devia estar igual a um maluco.
- Eu não sei, Liam, mas me escuta, por favor! – Se ela não sabia, então eu não deveria continuar ali. Eu não sei os motivos, mas por alguma razão, eu achei que fosse necessário escutá-la. Apenas permaneci quieto e esperei que ela continuasse:
- Eu sei que nunca pedi desculpas pelo que fiz naquela manhã, então vou começar por isso: Me desculpe. Eu realmente achei que poderíamos ter algo, mas hoje eu percebi que é impossível, e de novo peço desculpas.  Não vou mentir e dizer que não te quero mais, Liam. Mas vou ser adulta o suficiente pra te dizer que não vou tentar mais nada! Eu percebi e entendi tudo. Ela me falou, Liam. Ela foi sincera. Me desculpe por não perceber isso antes.
Eu não estava entendendo nada e tinha certeza de que meu olhar confuso entregava isso.
- Ela te ama, Liam. Muito. Você é a coisa mais importante pra ela, tudo que ela deseja! Eu achei que fosse mentira, que fosse tão falso quanto uma nota de três euros, mas é verdadeiro. Não jogue tudo isso no lixo, seria idiotice demais! Até eu percebo isso. - Ela tomou fôlego e me olhou como uma melhor amiga dando conselhos para seu amigo. – Ela quer ser tudo que você quer que ela seja, e não vai medir esforços pra isso. Não precisou que ela me dissesse para que eu percebesse. Ela disse sentir inveja de mim por eu ter sido a primeira. Se ela não pode ser a primeira, então faça-a se sentir única! Uma garota assim, Liam, não se vai achar de novo. Cuide do que você tem agora, tenha certeza de que não vai destruir esse amor. Ele é precioso demais. Por mais que doa de verdade no meu coração te falar tudo isso.
Enquanto absorvia as palavras que Fernanda dissera, ela me abraçou sem mais e nem menos. Mas também não fez nada mais que isso.
- Aproveite o que tem e demonstre isso antes que o mundo o tire de você. – e dando um beijo em minha bochecha, se despediu com um sorriso doce. Aquele mesmo sorriso que eu me lembrava de anos atrás.
Ela não havia mudado, apenas amadurecido. Percebi que não devia ter raiva dela por ter ido embora sem se despedir. Se não fosse por isso, não teria conhecido Amanda que foi a chave para estar com Kemelly hoje.
Por um momento me senti um canalha. Fernanda havia sido minha primeira namorada. Kemelly já era minha amiga na época, mas ela não conhecia Fernanda.
Amanda era amiga de Fernanda, e havia ficado comigo depois que ela partiu. Talvez a falta dela tivesse feito com que eu confundisse os sentimentos. Ela era tudo o que me sobrara de Fernanda.
Se não fosse por Amanda ter clareado minha mente, ter terminado comigo e dito o que ela via, eu e Kemelly teríamos apenas continuado sendo dois amigos.
Tudo havia sido um ciclo.
Fernanda estava certa. É Kemelly que eu tenho. É ela que importa. Sempre foi. Só demorei tempo demais pra perceber. Eu não acharia outra pessoa se tudo isso acabasse, porque seria impossível. Kemy já era única por si só. Eu só precisava fazer com que ela notasse e percebesse.
Percebi que continuava parado no mesmo lugar, e só parei de pensar no segundo em que meu celular vibrou. Dessa vez, era algo sobre Kemelly.

Zayn POVs

E eu tive que carregá-la igual a um saco de batatas.
Helena me obrigou, e resolvi não discutir. Mas não era confortável, eu já estava com dores nos ombros. Ficaria muito feliz se achássemos logo um lugar para colocá-la sentada, deitada, jogada ou sei lá, mas mesmo sendo minha prima, eu já aturava Kemy o dia todo, sete dias por semana todos os dias do ano, e não era algo legal ou divertido ter que aguentá-la desse jeito, bêbada, maluca em uma festa que eu deveria estar curtindo.
- Vamos logo, Zayn, não seja tão lento – Rolei meus olhos.
- Eu estou carregando uma pessoa, não consigo correr.
- Aham, mas se fosse caso de vida ou morte garanto que nem estaria mais aí.
- É, só que como você pode ver, não é esse o caso.
Dessa vez foi ela quem revirou os olhos, não precisava ver para ter certeza disso, apenas a conhecia muito bem.
Andamos mais alguns passos até Helena parar bruscamente e apontar para uma cadeira próxima aos sanitários.
- Coloque-a aqui.
- Claro, senhorita – Coloquei Kemelly ali com o maior cuidado que tive, mas ela não parecia se importar com isso, já que a única coisa que sabia era rir.
- Zayn, se você não fosse meu primo, pediria para você me morder! – Talvez eu não devesse, mas ri. Eu particularmente não gostei muito da Kemelly “atrevida” que ela tinha se tornado por conta da bebida, mas que era algo engraçado, precisava admitir.
- Kemy, vê se fica quieta! – Helena disse procurando o celular dela entre os tecidos de sua fantasia.
- Não fica com ciúmes não, fofa. O VAMPIRO É TODINHO SEU!! – Kemelly jogou os braços pra cima os balançando exageradamente. Diga-se de passagem que ele colocou muita ênfase no “todinho”.
Helena olhou pra mim e depois pra ela, como se decidisse com que brigar primeiro.
- Pare de delirar, coisinha. Vou dar um jeito de te ajudar – Finalmente ela tirou o celular de sabe-se lá onde, e pôs-se a mexer nele, mas Kemelly continuou falando besteira.
- Que foi, Lena? O Zayn tá sendo tão ruim assim na cama para mão resolver esse seu mau-humor? – Eu queria fugir. De verdade, de tudo que ela já tinha falado, cada vez piorava! Numa circunstância dessa, apenas me esconder já estava bom.
- O quê? – Helena virou-se tão rápido que acabou me assustando.
- Ah, você sabe... Eu sei que você e Zayn estão juntos e tem se divertido nas horas vagas. Não sou tão burra! Há Há, sua boba! – E ela começou a gargalhar e bater as mãos como uma foca.
Desculpe a comparação, mas foi o que eu pensei.
- Você contou a ela? – E claro, sobrou para mim. Um pobre coitado que acabou de se ferrar.
- Eu convivo com ela, é difícil esconder algumas coisas. – Dei de ombros tentando parecer indiferente.
- Ah, claro, então assim que Liam aparecer vou contar pra ele cada detalhe da noite que passamos juntos, já que como você disse, convivo com ele! – Ela fez uma pausa fazendo uma careta de incredulidade, batendo as mãos do lado do tronco logo em seguida. - É, talvez eu devesse fazer isso, o que acha Zayn? – Ela colocou as mãos na cintura e me encarou com os olhos semicerrados, sua voz estava um tanto baixa, porém extremamente séria.
- Não disse que entrei em detalhes! Será que dá pra parar e não mudar de assunto? Liga logo para o Liam vir buscar essa criatura antes que ela fale mais algum tipo de merda.
- Ah, então a errada sou eu, não é Vampiro? – Passei a mão pelo rosto. Isso seria difícil.
- Lena, eu não falei isso, juro que não foi a intenção. Kemelly é confiável, sem a ajuda dela, nós nunca teríamos nos entendido e você sabe... hm... não teríamos...
- Transado? – Kemelly falou, bateu palmas e depois riu.
Helena fechou os punhos.
- É, isso aí, obrigado, Kemy. – Olhei para a Helena pedindo um momento de compreensão e eu percebia que ela muito provavelmente estava contando até dez, vinte ou trinta para falar comigo de novo.
- Zayn...
- Olha, Lena, quando falei para ela, nunca, em momento algum pensei que ela fosse ficar bêbada e que tivesse a possibilidade dela falar isso para alguém. – Minha namorada pareceu ponderar o que falei. Ela se abaixou ao lado de Kemelly e olhou nos olhos dela.
- Senhorita Penélope Charmosa, você contou isso a alguém? – Por um momento minha prima ficou séria e balançou a cabeça para os lados em um movimento de negação.
- Não. Achei que não devesse. – Ela estava confusa, e isso era óbvio.
- Ótimo – continuou Helena -, não conte isso a ninguém, okay? Nosso segredinho! Confio em você.
Helena se levantou e pegou seu celular. Kemelly ainda a encarava quando murmurou um ok.
Cruzei os braços e comecei a esperar impaciente enquanto Lena ligava para Liam. Kemy não havia desfeito a careta do seu rosto, não parecia bem, mas seria uma grande ironia dizer que alguém bêbado tinha uma boa aparência.
- Liam falou para “não sairmos daqui”. Ou seja, ele deve estar vindo. – Ela se apoiou no meu ombro e suspirou.
- Como se fôssemos para algum outro lugar. Seria burrice. – Comentei.
- Eu sei – Ela respondeu simplesmente e depois se afastou.
Andou até a cadeira onde Kemelly estava e estendeu a mão.
- Vamos, fofa, vamos encontrar seu namorado, certo? – Ela falava como se cuidasse de uma criança. Mas assim que minha prima fixou os dois pés no chão sua cara ficou verde. Não, não de mentira. Ela realmente, de verdade, ficou verde. Não precisava ser um vidente para ver o que ia acontecer.
- Por que tem unicórnios dançando na frente dos meus olhos? E por que vocês estão me girando? Ai, cara... Isso não vai dar em coisa boa...
 Quando Kemy colocou a mão na barriga, fiquei feliz por Lena ter escolhido um lugar tão próximo do banheiro. No segundo seguinte, as duas já estavam lá dentro, e foi nesse momento também, em que Liam apareceu. Não soube identificar se ele estava mais assustado, nervoso, aliviado ou confuso por me ver só ali.
- Não me diga que elas sumiram... – Ele balançou a cabeça para o lado e bufou, de raiva talvez.
- Calma, dude, elas estão no banheiro. Quer dizer, elas tiveram um pequeno imprevisto...

Helena POVs 

Não imaginei que arrastar aquela ameba fosse algo tão fácil, mas nas circunstâncias em que nos encontrávamos, quanto mais rápido melhor.
O tempo que demoramos até entrar no lugar e encontrar um vaso sanitário vazio, foi tempo exato de Kemelly começar a colocar todo o exagero da bebida para fora. Sim, ela vomitou e sim, foi muito nojento.
Ela se ajoelhou na frente do assento enquanto eu segurava o seu cabelo e passava a mão livre nas suas costas. Amigas são pra essas coisas.
Não sei quanto tempo passou até que Kemy parasse e limpasse a boca com as costas da mão. Ela me olhou com uma cara de acabada. Não parecia ser a garota de dez minutos atrás que falava sem pensar e que parecia se divertir. Não. Agora ela voltava a parecer com a Kemelly de antes, aquela menina que sabia a diferença entre o certo e o errado que, por mais tosco que parecesse, aprendera a lição de que bebida não é a solução dos seus problemas.
- Me desculpe. – Ela murmurou com voz rouca e tossiu logo em seguida.
- Está tudo bem, Kemy... – Passe minha mão mais uma vez em suas costas para lhe passar conforto. – Consegue se levantar?
Ela assentiu. Eu podia reparar em algumas gotículas de suor se formando em sua testa. Sabia que ela estava simplesmente exausta.
As pernas dela falharam assim que se encostou na parede da divisória do banheiro,que era muito legal aliás. O ambiente era claro, o que fazia com que meus olhos doessem momentaneamente. Talvez ali fosse a prova de som, já que não escutava nada, nenhum vestígio da música que tocava lá fora.
Apoiei-a em mim e passei meu braço pela sua cintura enquanto tentava ajudá-la a voltar até onde estávamos.
Retirem o que eu disse. Não era fácil. Agora estava dezesseis vezes mais complicado carregar Kemy, ou no caso, arrastar.
Eu poderia ser uma líder de torcida, poderia aguentar talvez o meu próprio peso, mas Kemy estava prestes a desmaiar, estava totalmente mole e sem forças, sem contar que o equilíbrio tinha de ser dobrado.
Se ela caísse, eu cairia junto.
- Me desculpe, Lena, de verdade...
- Isso acontece, e não se preocupe, ok? Vou estar aqui pra te ajudar...  Agora vamos nos concentrar em sair daqui, que é o mais importante. - Falei com a voz forçada. Estava virando os calcanhares por causa dos saltos.
Não sabia como estávamos conversando daquela forma, mas gostei de saber que ela ainda estava consciente. Era algo bom comparado com o resto.
- Eu não vou contar... Sobre você e Zayn. Isso é uma promessa, mas... – Ela tossiu de novo. – Como amiga, talvez deva dar minha opinião.
Não sei se aquele era um bom momento para se dar lições de moral, principalmente de uma garota que acabara de botar o estômago e os intestinos pra fora, mas não a impediria.
- Se você diz...
- Esse joguinho não pode durar muito... Você sabe, se passarem pela Boot Camp, e eles vão passar, se passarem pela casa dos jurados, e eles de novo vão passar,  logo eles terão de se mudar para dentro do X-Factor. Não teremos tanto tempo com eles. É um período contado. – Ela murmurou. Ela não estava sóbria ainda, não totalmente, mas o que ela falou me pegou de surpresa.
Eu parei por um momento e a olhei. Eu não estava entendendo.
- Como assim?
- Eu não sei o que o futuro nos guarda, mas o tempo está acabando de um jeito ou de outro. Odeio dizer isso, por que dói demais. Helena, eu quero apoiá-los nesse sonho e eu vou, mas pra isso, preciso abrir mão de algumas coisas... Isso inclui abrir mão de um futuro com o Liam para que ele possa ter tudo o que sempre quis.
- Mas, Kemelly, isso é loucura... – Ela sorriu docemente pra mim. Não sentia mais como se fosse ela a pessoa doente ali, mas sim eu. As coisas não deveriam ser desse jeito.
- Pense, amiga. Às vezes precisamos abrir mão de nossa felicidade para que as pessoas que amamos possam ser felizes.
Nos encaramos mais uma vez. Eu não queria admitir, não podia, mas ela estava certa. Quando amamos alguém, fazemos qualquer coisa por essa pessoa. Nós abrimos mão da nossa própria felicidade para que ela seja feliz. Sempre foi assim. Saber que quem você ama está feliz, mesmo que longe de você, te dá forças. É a mesma coisa que aconteceu com minha mãe.
Eu a encorajei a morar na Austrália porque era o sonho dela. Ainda dói muito saber que não vou vê-la no final do dia, mas ter notícias de que o sonho dela está se tornando realidade é reconfortante. Saber que você fez o certo pela pessoa que você ama compensa.
Mas não precisava ser assim, não é? Existem mil outras maneiras de acabar essa história. Não do jeito mais triste. Existem outras saídas para essa encruzilhada.
Antes mesmo de formular uma frase decente para dizer, Liam invadiu, e eu vou repetir, ele invadiu o banheiro feminino.
- Kemelly! – Seus olhos estavam arregalados e então, por ironia do destino, aquele bombeiro realmente salvou alguém.
Na verdade, salvou tanto a mim, que estava prestes a cair feio no chão, quanto à kemy.
Por um momento enquanto os olhava, lembrei das palavras de Kemelly. Eu não conseguia ver esses dois separados. Simplesmente era algo impossível!
- Sua boba, como consegui ficar desse jeito?! – Ele a pegou em seus braços no momento em que ela esboçou um pequeno sorriso.
- Me desculpe, mas acho que podemos dividir a culpa... – Liam sorriu abertamente e antes dele falar qualquer outra coisa, ela desmaiou, como já era previsto desde o momento em que tínhamos entrado ali.
- Acho que agora ela é toda sua. – Disse rindo vendo a cara de pavor de Liam ao vê-la desmaiada. Talvez ele nunca tenha cuidado de um bêbado antes.
- O que eu faço? – Ele me olhou de olhos arregalados.
- Bom, leve ela para um lugar onde ela possa descansar, e além disso, um lugar que tenha um chuveiro. Ela precisa de uma ducha, isso sempre ajuda.
- Você parece até experiente nisso. – O ouvi murmurar.
- Talvez eu realmente seja, priminho.
E juntos saímos do banheiro.
Saindo de um problema para nos depararmos com outro.
Todos, e eu digo todos os nossos amigos estavam ali. E eu não faço questão de saber como todos se encontraram. Mas pela cara deles, acho que a notícia de que a Kemelly Racional Malik havia ficado fora de si tinha se espalhado. Ou então, eu não sabia nem metade do que tinha acontecido naquela festa.
- Bom, eu acabei de receber uma reclamação sobre “um cara estar invadindo o banheiro das garotas”, mas não sei por que, não estou surpresa. – Marie foi a primeira a se pronunciar. Todos riram em seguida.
- Desculpe... Tem algum lugar onde eu possa deixá-la? Sei lá, qualquer lugar bem longe do bar de bebidas. – Rimos de novo com o pedido de Liam. Marie deu um passo à frente.
- Tem um quarto no andar de cima. Onde eu deveria me vestir, me arrumar, essa coisas. Lá tem um banheiro e uma cama. Vou acompanhar vocês. Podem ficar lá até ela melhorar. 
O alívio se espalhou no ar. Todos estavam preocupados com aquela garota estúpida. Sim, estúpida por ter feito tamanha bobagem.
Todos então começaram a falar ao mesmo tempo e rir de algo que eu não sabia, mas logo ficaram em silêncio.
Os três já estavam longe. Kemelly nos braços de Liam e a Pirata Mary na frente abrindo passagem entre todas aquelas pessoas.
Logo que o problema estava resolvido, não se tinham mais motivos para permanecermos ali.
Pouco a pouco, novamente todos se retiraram. Foquei meu olhar em Zayn, que também virava as costas, como teríamos feito. Ele estava seguindo tudo da forma que eu havia desejado. Fingindo que não nos suportávamos.
As palavras de Kemy voltaram a minha mente. “o tempo está acabando de um jeito ou de outro”. Talvez eu devesse...
Minhas pernas se movimentaram sem minha permissão e só pararam assim que minha mão tocou o ombro de Zayn.
- O que foi? – Seu tom poderia ser rude, mas eu sabia que era apenas parte da atuação que eu lhe exigira.
- Você ainda me deve uma dança. - Olhei no fundo de seus olhos. Aqueles mesmos olhos quo tinham o poder de me fazer delirar, enlouquecer, e eu soube que ele não negaria.

So we back in the club
(estamos de volta na balada)
Get that bodies rockin from side to side
(os corpos daçando de um lado para o outro)

Eu o puxei pela mão, dando pouquíssimos passos até o meio da multidão. Zayn me olhava pelo cantos dos olhos, provavelmente não entendendo porque eu estava agindo assim. Se fosse em outro momento, teria o encontrado escondido.
No meio da pista de dança a música começava a tocar. Deixamos o ritmo nos guiar.
Frente a frente, eu procurava as palavras para dizer e eu não as achava. Era como se eu não tivesse mais voz ou não soubesse mais falar. Talvez os dois, nem mesmo eu sabia.

Hands up, and suddenly we all got our hands up
(Mãos pra cima, e logo a gente coloca as mãos pra cima)
No control of my body
(Não tenho controle do meu corpo)
Ain't I seen you before?
(Eu não já te vi antes?)
I think I remember those eyes, eyes, eyes, eyes
(Acho que me lembro desses olhos, olhos, olhos, olhos)

O meu coração batia acelerado,  eu sentia meus batimentos cardíacos mesmo nas pontas dos dedos do pé, se é que isso é possível. Esperava que Zayn não conseguisse escuta-lo.
Eu queria sentir isso o resto da minha vida. Ser eternamente apaixonada. Me sentir um adolescente maluca pra sempre. Eu queria que ele fosse meu, que só pensasse em mim da mesma forma que eu só penso nele. Isso é loucura, mas é a melhor loucura que eu já senti.

Cause baby tonight
(Pois, baby, essa noite)
The DJ got us falling in love again
(O DJ fez a gente se apaixonar de novo)
Yeah, baby tonight
(É, baby, essa noite)
The DJ got us falling in love again
(O DJ fez a gente se apaixonar de novo)
So dance, dance, like it's the last
(Então dance, dance como se fosse a última)
Last night of your life, life
(A última noite da sua vida, vida)
Gonna get you right
(Eu vou te dar um trato)
Cause baby tonight
(Pois, baby, essa noite)
The DJ got us falling in love again
(O DJ fez a gente se apaixonar de novo)

Minha mente estava uma bagunça, pensando mil coisas ao mesmo tempo, procurando respostas para todos os tipos de perguntas, mas era impossível. Eu não conseguia, como se algo me impedisse. Eu não achava as palavras. A única coisa que conseguia fazer era dançar. Mas não é isso que eu quero agora. Eu tinha que achar as palavras.

Hands up, when the music drops
(Mãos pra cima quando a música baixar)
we both put ous hand up
(Nós dois vamos colocar as mãos pra cima)
Put your hands on my body
(Coloque as suas mãos no meu corpo)
Swear I seen you before
(Posso jurar que já te vi antes)
I think I remember those eyes, eyes, eyes, eyes
(Acho que me lembro desses olhos, olhos, olhos, olhos)

Eu me lembrei das palavras ditas naquela noite. Das confissões. “ Eu quero poder sair na rua e poder dizer que você é minha, que meu coração pertence a você!”, de coisas que eu ainda tinha mania de negar  “Você é importante pra mim, mais especial que uma amiga”, e de coisas que talvez eu ainda estivesse fugindo mesmo ele não sabendo  “Não negue pra mim um sentimento que está mais que óbvio para ambos”. E talvez da única coisa que me fez concordar com tudo isso “Helena, eu não vou fazer nada que você não queira…”.

 Cause baby tonight
(Pois, baby, essa noite)
The DJ got us falling in love again
(O DJ fez a gente se apaixonar de novo)
Yeah, baby tonight
(É, baby, essa noite)
The DJ got us falling in love again
(O DJ fez a gente se apaixonar de novo)
So dance, dance, like it's the last
(Então dance, dance como se fosse a última)
Last night of your life, life
(A última noite da sua vida, vida)
Gonna get you right
(Eu vou te dar um trato)
Cause baby tonight
(Pois, baby, essa noite)
The DJ got us falling in love again
(O DJ fez a gente se apaixonar de novo)

Então era a minha vez. Minha vez de dizer o que eu sinto:
- Esquece isso! – Ouvi-me dizer.
- Quê? – Ele estava tão confuso quanto eu. Eu já não sabia como continuar. Zayn me olhava-me intrigado e tinha parado de dançar para manter o olhar fixo no meu.
- Esquece isso, Zayn! Eu não me importo... Não mais. Não quero mais esconder. – Não sabia se tinha alguém vendo, mas naquele momento em que eu mantinha meus olhos fixos nos deles, isso não importava.
- Mas eu pensei que... Pensei que você...
- Não importa o que eu pensava, não importa a maneira que agimos. Não é assim que tem que ser, não é mesmo? Eu acabei de receber um conselho, e quer saber? Que se danem aqueles dois idiotas! Estou pouco me importando para o que Gabriel ou Ingrid vão pensar sobre tudo isso, eu só quero ficar com você! Por mais idiota que eu me sinta falando isso. – Levei minha mão até a lateral de seu rosto. – O tempo é algo relativo, e eu quero aproveitar cada segundo que tiver com você, pois não faço ideia do que vai acontecer semana que vem, muito menos no final dessa noite... Eu quero você, Zayn. Sempre quis. Então aproveite esse momento que eu estou abaixando a guarda, que estou jogando o orgulho ralo abaixo, e faça alguma coisa que preste! Por que eu te amo, e pelo menos por um momento quero sentir isso abertamente. Não apenas dentro de um quarto, mas em qualquer lugar e em todo lugar.
O tempo pareceu congelar. Senti a minha garganta seca. O que eu tinha feito?! Foi a frase mais sem sentido que um ser humano poderia ter dito e eu me sentia uma tola. Eu tinha acabado de seguir o conselho de uma amiga, sim, uma amiga bêbada. Já ele não esboçava nada. Será que ele estava me rejeitando? No segundo seguinte, ele estava rindo. Rindo de verdade, de felicidade. Algo que me surpreendeu.
Cause baby tonight
(Pois, baby, essa noite)
The DJ got us falling in love again
(O DJ fez a gente se apaixonar de novo)
Yeah, baby tonight
(É, baby, essa noite)
The DJ got us falling in love again
(O DJ fez a gente se apaixonar de novo)
So dance, dance, like it's the last
(Então dance, dance como se fosse a última)
Last night of your life, life
(A última noite da sua vida, vida)
Gonna get you right
(Eu vou te dar um trato)
Cause baby tonight
(Pois, baby, essa noite)
The DJ got us falling in love again
(O DJ fez a gente se apaixonar de novo)

- Helena, eu nunca estive tão orgulhoso de você por uma coisa tão boba como essa. Preciso agradecer Kemelly por isso depois...
Por um momento pensei “como ele sabe que foi ela?”, mas não pude pronunciar, pois ele havia calado meus pensamentos e minhas falas.
Ele me beijou ali no meio sem nem ao menos olhar para os lados.
Fiquei desconfortável a primeiro momento, mas logo em seguida já estava mandando esse desconforto catar coquinho na esquina. Eu sentia a paixão do beijo. Sentia que não era coisa da minha imaginação. Ele me amava também. Não precisava de uma cartomante para dizer, não precisava que fosse algo escondido para entender. Eu apenas soube como nunca antes.
Eu sentia medo. Para mim o amor nunca foi real, e sim um jogo. E eu o tratava como um jogo. E não devia ser assim. Se for real, não só você verá que é, mas todos verão.
E então eu entendi. Desde aquele dia, eu vinha agindo como uma idiota controladora. Kemy talvez estivesse certa. O tempo podia ser limitado. Talvez não existisse um para sempre. Mas eu ia aproveitar cada momento até que fosse o último.

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Fantasia:


Stephani: Tenista
(eu não coloquei uma pessoa usando uma fantasia assim, porque as opções eram muito indecentes, sorry :p)

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Nota da Autora: Oi pessoa, como estão? Pois é, capítulo novo logo depois do carnaval :p Mas não sei se ficou muito legal... Tiveram partes que eu gostei de escrever, outras já nem tanto, então, fica a critério de vocês se ficou bom ou ruim....
Depois do fim de semana pretendo postar outro : ) Já até comecei a escrever. Aquele sim está ficando legal ><
Bom gente, espero que tenham curtido! Até a próxima.

Beijos,

Gabriela