Recado: Música para as partes: Louis POVs: Tik Tok - Kesha; Gaby POVs: Diturbia - Rihanna; Liam POVs: Teenage Dream - Katy Pery.
Ps: A música do Liam POVs, é no ponto de vista dela. É o que ela sente, está sendo expressado através da música.
Sem mais enrolação. Boa leitura.
Louis POVs
Marie e eu
não tínhamos nos separado, o que era bom. Mas também não tínhamos nos beijado mais, apenas
conversamos muito. Pelo menos tentamos falar. Não era algo fácil quando ela é a aniversariante da festa e alguém aparece a cada cinco minutos para “parabenizá-la”,
dar sorrisos falsos, reclamar de algumas coisas, o que era até engraçado, já
que Mary dizia que ia resolver , mas assim que a pessoa virava as costas, ela
revirava os olhos e me arrastava para outro lugar. Geralmente pra “resolver” o
problema, que na verdade, nunca era nada demais.
Um desses
problemas foi o Liam no banheiro feminino.
A mulher que
nos avisou, parecia realmente irritada com aquilo. Chegou ser engraçado a cara de horror que ela tinha.
Mas no final era por um bom motivo.
Enquanto
Marie levou a garota inconsciente e o namorado dela para o tal do quarto, me
sentei no bar e a esperei.
Pedi um
drink qualquer enquanto comecei a pensar sobre Zaynne. Eu deveria fazer algo a
respeito. Mas eu ainda não sabia o quê. Muito difícil pensar nesse tipo de coisa.
Só que mesmo
que eu fizesse, Mary também teria de fazer. Não teria de ser só eu a abrir mão
de algo ou alguém.
Suspirei
derrotado. Só pensar não me levaria há lugar algum. Teria de agir de alguma
forma. Mas de novo, não era fácil. Zaynne e eu tínhamos uma ligação, mesmo que
fosse pequena, eu me importava com ela, e isso seria difícil.
Minha cabeça
estava doendo. Teria de achar um jeito melhor de resolver isso tudo depois.
Virei meu drink garganta abaixo e fechei meus olhos com força. Não precisava
ser hoje. Eu ainda tinha tempo.
Alguém se
sentou ao meu lado, e mesmo olhando só para a fantasia, sabia que a pirata
estava de volta.
- Pensei que
tivesse ido embora. – Ela tinha apoiado os braços no balcão.
- Não, só
estava com sede. – falei dando de ombros enquanto ela me olhava por inteiro e
depois suspirava.
- Kemelly e
Liam? – Perguntei a ela.
- Eles vão
ficar bem. – Mary suspirou. – Disse a
Liam para dar uma ducha em Kemy, assim ela ficaria sóbria mais rápido. Se ele
fará isso, não sei.
- Ah, ele
vai fazer... Ele com certeza não tem uma ideia melhor. – Disse debochado, porém
era verdade. Liam estaria perdido sem a nossa ajuda.
- Se você
diz, espero que dê certo. – Ela olhou ao redor. – Talvez eu devesse fechar esse
bar. Não tenho outros quartos disponíveis para outros amigos. – Mary comprimiu
os lábios me fazendo rir um pouco.
- É, bebidas
e menores de idade não combinam. Imagina se a polícia chega aqui?! – Me virei
pra ela que estava rindo de minha preocupação.
- Relaxa,
Louis. Eu tenho meus contatos, garanto que estamos liberados para fazer o que
quisermos hoje à noite. – Ela tinha um sorriso de lado no rosto que podia ter
diversos significados, mas além disso, a fazia ficar sexy.
Não percebi
que estava com o olhar cravado nela, até alguém parar ao nosso lado e
pigarrear. Viramos os dois em uníssono na direção da pessoa. Era James quem
estava ali igual a uma estátua.
Bom, ainda
bem que o cara não queria falar comigo, por que muito provavelmente eu não
saberia o que dizer.
- Oi, quer
um drink? – Não posso dizer o que Marie sentia, mas seu tom de voz denunciava
nervosismo. Talvez esse tivesse sido o primeiro pensamento inteligente que lhe
passou pela cabeça.
- Não,
Marie... – Ele hesitou. – Vim aqui falar com você.
- Ah – Ela
olhou para mim e depois olhou para ele. -, claro. Senta com a gente. – ela
falou abaixando o olhar até o balcão.
- Na
verdade... Eu queria falar em particular com você – James me olhava de soslaio,
pelo canto dos olhos.
O Observei, e depois passei meu olhar por Mary
que o olhava agora atentamente.
Ele estava
sério e eu conhecia a expressão que James trazia no rosto. Ele não estava ali
para falar coisas boas. Marie pareceu perceber isso, afinal, ela respirou
profundamente e piscou os olhos várias vezes como fazia sempre que ficava
nervosa.
Percebi que
eu era o intruso no meio daquela conversa. Suspirei e pigarreei alto o
suficiente para chamar a atenção dos dois, podendo mostrar que eu estava me
levantando e saindo.
Marie arregalou
os olhos e falou o que eu menos esperava ouvir:
- O que
tiver que falar pode dizer na frente de Louis. – O namorado dela a olhou sem
entender, da mesma forma que eu a olhava. Ela percebeu e logo continuou. – Quer
dizer, nós já compartilhamos várias coisas. Não me importo se ele ficar aqui
agora.
O olhar dela
para mim, era uma mensagem que dizia para eu não me mover. Para James, era algo
que o fizesse ceder.
Novamente
ele hesitou.
- Marie, a
verdade é que isso é sobre nós dois. – Ele intercalava olhares entre eu e ela.
- Pode
falar. – A voz dela falhou.
Imediatamente
ele sentou-se ao lado dela e pegou sua mão. Não me atrevi a sair do lugar.
Queria ver onde aquilo tudo iria dar.
- Eu não sei
como dizer isso, mas... – Ele parou. Eu o estudei de cenho franzido. – Eu não
acho que dê pra continuar.
Marie
entreabriu a boca. E eu não pude conter uma risada incrédula e debochada.
- O quê? –
Ela piscou.
- Marie, me
desculpe, mas eu não estou sentindo o que deveria sentir... Eu só não quero
continuar algo que não vai mais sair do lugar. – Ele claramente estava tentando
escolher as melhores palavras, mas de verdade, quando se está terminando um
relacionamento, não existem palavras certas. Todas vão ser erradas. Fato.
Ela
estreitou os olhos.
- Aí você
decidiu que fazer isso no meio da minha festa de aniversário, ia ser mais
fácil? Estava achando que não fosse ruim?
– Eu vi seus punhos se fechando por debaixo da mesa.
- Me
desculpe, Mary, mas isso está sendo muito difícil pra mim. Por favor, não fique
com raiva. Mas do que adianta continuar com alguém que você sente que não deveria
estar? – A expressão dela se suavizou. As palavras dele a surpreenderam.
Ela abaixou
a cabeça e começou a brincar com os dedos para depois levantar os olhos até
ele.
- Conheceu
outra pessoa, não foi?
James
suspirou, o que o entregou no mesmo momento.
- Eu não
escolhi que fosse assim. – Então percebi que ele estava sendo sincero com ela.
No fim, ele se importava.
Não consegui
ler a expressão que ela tinha, mas não era ruim. Era apenas... normal. Ela
assentiu com a cabeça, provavelmente não sabia o que responder.
- Marie, de
verdade, sinto muito. – Ela assentiu novamente e murmurou um “ok” quase
inaudível. James não pareceu convencido. – De verdade, Mary. Eu espero que
alguém um dia te dê o que eu não consegui.
Por mais que
tivesse sido “bonitinho” o que ele tinha dito, eu fiquei com cara de desgosto.
Que tipo de pessoa fala aquilo no fim de um namoro? Esse cara definitivamente
era muito estranho. Não dava nem pra disfarçar.
Logo após a
super frase de apoio que ele deu a sua ex-namorada, saiu andando de cabeça
baixa murmurando mais um “desculpe”. Marie ainda o encarava com a boca
entreaberta.
Voltei a me
sentar ao seu lado. Ela não se moveu, ao contrário ficou ainda mais quieta, se
é que era algo possível.
Eu pedi um
drink para ela, imaginei que ela quisesse, mas o copo ficou parado na sua
frente.
- Sinto
muito por isso. – Falei olhando-a esperando algum tipo de reação.
Nada.
Passaram-se minutos e nada.
Ela só
respirava, era o máximo que fazia. Já estava ficando incômodo quando quis
tentar falar mais alguma coisa:
-Não vai
beber? – Foi idiota, mas eu tentei.
Ela não respondeu
apenas se inclinou, virou o drink e bateu o copo com força de volta no balcão.
- Ok, isso
foi bom. – Ela pressionou os lábios e olhou pra mim.
Eu a olhei
confuso arqueando uma sobrancelha. Eu não estava entendendo.
- Marie, de
verdade, talvez você precise esfriar a cabeça, tomar um ar ou... – Comecei a falar-lhe, mas fui interrompido
antes disso:
- Ah, por
favor, cale a boca.
Eu a olhei
totalmente incrédulo.
- Mary, não
precisa agir assim, eu sei que foi ruim, mas...
- Ah, Louis,
me poupe desse papo furado... Agora eu to solteira!
E de novo,
Marie me surpreendeu me beijando.
Eu poderia
me acostumar com esse tipo de surpresa. Eu poderia me acostumar com os beijos
dela. Poderia me acostumar em ficar com ela assim. Com os beijos apressados que
na maior parte das vezes tinham intenção de calar minha boca.
Eu poderia
me acostumar com isso se ela não se importasse em calar minha boca sempre que
precisar e achar necessário. Pois ela teria que fazer isso várias e várias
vezes.
Gaby POVs
Depois que
acharam Kemy, Niall e eu achamos que seria insignificante ficar lá, já que Liam
iria cuidar dela. Fomos então procurar algo pra fazer, quer dizer, comer.
É claro, que
entre tantas opções de aperitivos, tínhamos que provar um de cada. Era o nosso
dever como convidados da festa.
Achamos uma poltrona muito confortável, e depois de
jogarmos a melhor de três no par ou ímpar e eu ganhar, pude sentir o conforto
daquele tecido enquanto Niall apreciava o tapete felpudo no chão. É, talvez não
seja justo, mas nada no mundo é. Quem sabe na próxima não é ele?
Enquanto
degustávamos um salgado extraordinariamente bom de peito de peru e queijo,
começamos a conversar sobre coisas aleatórias.
- E os seus
pais, Gaby? – Por um momento olhai para o nada. Apenas Niall sabia dessa
história, não havia contado pra ninguém. Ainda não teve um fim, então preferi
não apressar espalhando para todos minha vida pessoal. Quando fosse a hora,
diria o que fosse necessário.
Suspirei
derrotada com meus pensamentos.
- Bem que eu
queria saber, Duende. Não falo com meu pai desde então, e das únicas vezes que
vi minha mãe, ela estava totalmente arrasada e acabada. Ela está agindo como se
tudo fosse culpa dela. – Na verdade, eu queria saber de quem realmente era a
culpa, assim poderia apontar o dedo bem na sua cara e gritar “seu idiota!” pra Deus e o mundo
escutar, mas não adiantaria em nada. Não mudaria o passado.
- Eu sinto
muito. – Niall murmurou e eu respondi com um tudo bem quase inaudível. As palavras que ele falava talvez tivessem
sentimento de verdade, mas eu não queria acabar como Kemelly ou Zayn, que
passaram tanto tempo escutando essas palavras vazias. Eu não queria passar por
tudo que eles passaram desde que perderam parte da família. Esperava que esse
meu problema tivesse um tipo de solução ponderável.
- Sabe,
Niall – mudei de assunto rapidamente -, você nunca mais falou daquela garota
intercambista. Vocês saíram? – O Olhei com o melhor olhar malicioso que poderia
fazer.
- Sim, na
verdade saímos, mas não acho que fosso dizer que me senti atraído por ela... –
Ele respondeu colocando mais um pedaço do salgado em sua boca. Isso atiçou
minha curiosidade.
- Por quê? –
Vi-me perguntar.
- Ah sei
lá... Não tinha paixão, sabe? Não tinha aquela coisa necessária pra se começar
um relacionamento...
- Confiança.
- Isso
mesmo! – Ele concordou comigo. – Percebi que ela não estava mais que
interessada em dar uns amassos. – Tive que rir da careta que ele fez.
- Que garota
atrevida! Nunca diria isso olhando pra ela. – Falei ainda rindo e vi Niall
concordar comigo.
- Falando em
pessoas atrevidas, posso fazer uma pergunta? – Ele arqueou uma sobrancelha
levantando a cabeça para me olhar.
Eu não diria
que não, óbvio. Mas não vou mentir dizendo que não pensei nas perguntas mais
absurdas do planeta.
- Claro, vá
em frente – Mordi mais uma lasca do salgado e esperei.
- Como você
chegou à conclusão que Erick era uma pessoa pra se ter um relacionamento? – A
pergunta dele me desarmou por completo.
Como eu
descobri isso? Nem mesmo eu sabia. Senti minha garganta ficar seca e o pedaço
do salgado virar uma pedra dentro da minha boca. Eu poderia muito bem me
engasgar lindamente ali, se não fosse pelo copo de água ao meu lado.
Pensei em um
turbilhão de coisas tentando achar a resposta mais convincente, e talvez a mais
verdadeira. Mas era impossível. Eu simplesmente não tinha a resposta.
- Sabe,
Niall – Pigarreei e desviei olhar. – É
difícil dizer isso. Eu me enganei com quem achei que ele fosse. – Meu amigo
tinha o olhar fixo em mim. – No começo ele era um bom amigo, alguém que me
fazia bem, que fazia com que tudo fosse um mar de rosas, e eu acreditei. Me
iludi. – Sorri tristemente me lembrando. – Quando você gosta de alguém, age por
ela e não por você. Mas depois de muito, muito tempo sendo, como posso dizer? –
Como dizer isso sem falar um palavrão junto? - Hum... tratada como um lixo,
percebi que aquilo não era certo, muito menos algum tipo de amor que passava na
minha cabeça. Eu amadureci muito depois disso.
Fiz uma
pausa e olhei melancolicamente para as luzes que piscavam no salão.
- Talvez
seja difícil de acreditar, já que não faz tanto tempo, mas quando a verdade
vem, ela leva com junto todas as suas armas e proteções. Você fica a mercê
dela. – Suspirei derrotada. – Faz parte
do crescimento psicológico errar, cair e se machucar. Eu apenas resolvi levar o
maior tombo e aproveitar para quebra o coração. Mas a cura é rápida, sabe? Você
simplesmente esquece, pelo menos eu me sinto assim, “consertada”. Quando você
tem pessoas ao seu redor que te ajudam, você não sente tanto. Eu não me lembro que ele existe na maior parte do
tempo, só é meio complicado quando ele surge na minha frente tentando “me ter”.
– Ri com isso, mas era verdade. Erick para mim era tão passado quanto minhas Barbies
de quando era criança. Em um lugar que eu nem me lembrava que existia.
- Não sei se
você respondeu minha pergunta, mas ok. – Nialler falou em uma brecha do que eu nada dizia. Pensei um pouco e depois falei:
- Eu não sei
como, de verdade, só achei que o que tínhamos era algum tipo de paixão, e que
se fosse mesmo, deveríamos ficar juntos. Só. – Dei de ombros bebericando mais
um pouco da água.
No final das
contas, foi fácil responder... Quer dizer, mais ou menos.
- Qual foi a
pior coisa que ele já fez? – Outra pergunta que me pegou desprevenida, porém
para essa, a resposta era fácil.
- Trair
minha confiança. Em todos os sentidos. – Respondi meio milésimo de segundo depois que ele tinha
fechado a boca. – De verdade, de todas as coisas que ele fez, essa foi a que
mais me quebrou, mais machucou.
Niall
suspirou e olhou para outra direção.
- Você realmente
gostou dele. – Afirmei com a cabeça, então só depois percebi que não havia sido
uma pergunta, e sim uma afirmação.
- Mas fale
sério, Nialler, quando se gosta de alguém, você confia de olhos fechados e
vendados nessa pessoa. Acaba sendo até uma atitude normal.
Ele
concordou e ficamos em silêncio.
Pouco mais que cinco minutos depois, Niall levantou a cabeça para me olhar de novo. Ele tinha uma expressão curiosa no rosto.
Pouco mais que cinco minutos depois, Niall levantou a cabeça para me olhar de novo. Ele tinha uma expressão curiosa no rosto.
- Posso
fazer uma outra pergunta, só que dessa vez mais pessoal? – Uma pessoa normal
teria dito um grande e sonoro NÃO! Mas
eu não sou uma pessoa normal, então franzindo a testa, disse que podia, porém
da forma mais embaraçosa que consegui. Meu estômago remexeu de ansiedade. Não
sei mais se queria responder alguma coisa...
- Você disse
que confiava em Erick, então você sabe... – Ele coçou a nuca, e o único
pensamento lógico na minha cabeça era algo parecido com Ai meu Deus... – Hã... Vocês, hum...
A uma
altura dessas eu já tinha entendido a pergunta.
- Sexo não é
uma palavra proibida, Nialler. – Disse provavelmente tão vermelha quanto minha
fantasia.
-Eu sei, só
que é embaraçoso de se perguntar isso. Vai dizer que é mentira?! – Ele olhou pra
mim fazendo careta e de novo tive que rir.
- Ah, qual
é?! Não é tão horrível quanto ter “a conversa” com o pai e mãe. Nesse momento
você vê a morte passando diante dos seus olhos, e espera que um momento igual
nunca mais aconteça! – Ele riu e concordou.
- Você ainda
teve sorte. Tive essa conversa duas vezes na vida. Duplamente embaraçoso e
vergonhoso.
- Ok, ok.
Talvez eu tenha tido mais sorte. – Rimos mais um pouco até que o silêncio
voltasse a tomar conta ao nosso redor. Eu brincava com o copo vazio.
- Bibi, você
não respondeu minha pergunta. – Gargalhei.
- Você
realmente é muito curioso, Nialler! – Esperava que meu rosto não estivesse como
antes, mas com certeza era algo impossível. – Não, não fizemos nada do tipo. Bem que ele tentou, mas não achei que fosse certo eu me entregar assim, sei lá... – Falei rapidamente
me atrapalhando as palavras rindo em seguida.
Passou pela minha cabeça, que dois poderiam jogar esse jogo, então resolvi perder a vergonha na cara e perguntar também:
Passou pela minha cabeça, que dois poderiam jogar esse jogo, então resolvi perder a vergonha na cara e perguntar também:
- E você
Niall? Te faço a mesma pergunta. – Olhei para ele que comprimia os lábios. Ri
de suas bochechas vermelhas.
- Ok, justo.
– Ele falou finalmente me olhando. Esperei, mas o duende não me respondeu.
- E então,
Nialler? – Fiz uma cara maliciosa enquanto o olhava. Niall riu e depois voltou
a ficar sério.
- Lembra da
minha ex-namorada? – Ele me olhou.
- Ah, sei...
A loira do ano passado, né? – Ele assentiu e eu, sem entender fiquei olhando-o
até que a ficha caiu e eu abri minha boca. – O quê? Ta brincando?! Ninguém me
conta mais nada nessa vida! – Niall se defendeu falando que não é ma coisa que
se deva sair gritando na rua, e eu acabei rindo ainda mais.
- Ok, vamos
mudar de assunto, por favor... – Disse tentando recuperar o ar me levantando da poltrona super legal.
- Como
quiser, mas eu particularmente, acho que deveríamos trocar de comida. – Ele
também se levantou. – O que acha de partirmos para a sobremesa?
Quem era eu
para negar algo tão doce, nobre e gostoso?
- Achei que
nunca fosse dizer!
Fomos juntos
até uma mesa laranja fluorescente com todos os tipos de doces que se poderia
imaginar. Era quase um Candy Land na vida real. Imagina um lugar igual ao clipe de
Katy Perry em California Gurls? PERFEITO!
Ficamos
trocando diferentes tipos de taças dos mais diferentes tipos de doce até Niall
ficar sério e falar comigo.
- Acho que
você foi certa, Gaby. – O olhei confusa com uma cara que provavelmente dizia: "Do
que ele está falando mesmo?". - Talvez no fundo você já soubesse que não era
ele a pessoa certa. – Sua frase de novo me desarmou. Baixei a mão com a taça de
chocolate branco e preto meio amargo. Se eu de fato sabia, porque demorara tanto
pra perceber? Quem seria o certo pra mim? Será que existia isso?
Eu quase
consegui sentir o cheiro de queimado dos meus neurônios trabalhando nisso.
- Desculpe –
Niall falou vendo minha expressão intrigada. – É só que ele é um grande
canalha.
- Ah, disso
eu sei, pode ter certeza! – Disse sorrindo e isso cortou o clima pesado que
tinha entre nós dois.
- Sabe, ele
parece ter ciúmes de você. Não sei se é real, mas é algo que me incomoda. –
Niall comentou e eu dei de ombros. Erick era um psicopata controlador.
- Eu não
ligo, ele só age assim por saber que eu não vou mais voltar e ficar com ele,
vou aproveitar meu tempo me divertindo e quem sabe até beijando outros caras.
Ele que arrume algo para fazer. – Percebi que o tom de minha voz havia se
tornado ríspido demais de uma hora para outra, mas Niall não pareceu se
importar com esse detalhe, estava ocupado provando morangos e uvas com casca de chocolate.
Resolvi que
não ia mais pensar em Erick, ele que desaparecesse.
Passei os
olhos pela mesa mais deliciosa do mundo a procura de algo que me agradece (o que não era difícil),
quando meus olhos pousaram em uma única taça com uma pasta marrom e vários
granulados jogados por cima. Não pode
ser, pensei. Isso é brigadeiro, como Marie pode ter conseguido esse doce
tão brasileiro aqui na Inglaterra? Essa garota era demais!
Estendi meu
braço com a boca já salivando. Fazia tanto tempo que eu não comia isso. Me
trazia tantas lembranças do Brasil e da época em que passamos lá... Ok, deixei o
passado para depois, o importante agora é o doce!
No momento
em que agarrei a tacinha, outra mão também a pegou.
- Nem vem,
Niall, eu peguei primeiro! – Puxei o doce na minha direção, mas Nialler me
impediu.
- Não, não.
Você já acabou metade da mesa, esse é meu! – Começamos então a puxar o
brigadeiro freneticamente pra frente e para trás.
- Brigadeiro
é meu doce favorito! – disse.
- Pelo menos
você já comeu um dia na sua vida, e eu que nunca provei? – Ele puxou.
- Não
importa, ele é meu! – E no fim dessa minha frase tão criativa, Niall consegui
arrancá-lo de minha mão. Com um sorriso idiota falou aquilo que eu podia ver.
- Há,
peguei! Agora é meu, e você vai ficar babando!
- Sua
criança! Me devolve! – Dei um passo a frente e me estiquei para pegá-lo, mas
por pura injustiça, Niall tinha levantado o braço de uma forma que eu não conseguia
alcançar. Maldita altura!
- Seu
injusto! – Dizia eu nas pontas do pé, enquanto tentava pular e a mão livre de
Nialler me impedia do feito. Ele, enquanto via meu desespero, de algum jeito
começava a comer o brigadeiro. Meu
brigadeiro.
- Injusto,
nada! Você que é egoísta! – Ele falou de boca cheia.
Então com a
mão que me afastava, ele começou a fazer cócegas em mim, e isso fez com que eu paralisasse
por um momento apenas para que eu pudesse rir e ele me acompanhar. Eu tentava estapeá-lo,
mas nãos estava funcionando. Acredite, eu estava totalmente sem ar e vermelha.
O pior de
tudo, é que o tempo parecia ter congelado!
Não sei como
nem quando nesse meio tempo acabamos ficando tão próximos.
Quando as
cócegas pararam, eu ainda estava nas pontas dos pés quase da mesma altura que Niall.
Olhos nos olhos, narizes quase se tocando e eu podia definitivamente sentir sua
respiração que se misturava com a minha, que aliás. por puro extinto eu tinha acabado de prender.
Seu braço
que antes me fazia cócegas, agora estava na minha cintura, me deixando colada a
ele. Os meus que antes se esticavam para pegar o brigadeiro, que agora nem mais
existia, estava sobre seus ombros.
Eu estava
arrepiada e meu estômago estava um caos. Tinha certeza que se eu fosse um tipo
de máquina, teria entrado em curto circuito.
Eu não sabia
o que dizer, e não me atreveria a me mexer. Por mais confuso que fosse, eu gostei
de estar assim.
- Se eu
dissesse que quero te beijar, você me impediria? – Niall sussurrou roçando seus
lábios no meu. Minha respiração deu pane. E eu não conseguia parar de intercalar o olhar entre sua boca e seus olhos. Eles sempre foram tão profundos assim? Eu não conseguia nem me
lembrar.
Neguei com a
cabeça, não conseguia formular a simples frase me beije. Na verdade, nem precisei, pois no segundo seguinte era
exatamente o que estávamos fazendo.
Eu acabei me
lembrando do dia em que tínhamos viajado, aquele mesmo dia em que teve toda
aquela tempestade na praia e os garotos tinham sumido. Me lembrei que quando
tinham voltado depois de horas, nós tínhamos nos beijado. Pensei no quanto
embaraçoso aquilo tinha sido para nós dois. O quão errado e ridículo achamos
que fosse.
O que
aconteceria depois que o beijo acabasse? Teria algum outro tipo de desculpa ou
algo assim? Por hora não queria saber. O beijo tinha gosto de brigadeiro, e não
vou negar que meu amigo beijava muito bem. A única coisa que eu poderia dizer
com muita, muita certeza, era que dessa vez eu não iria fugir.
Perdi totalmente
a noção do tempo e espaço, por isso, quando precisei de oxigênio, e ele também,
fiquei desapontada. Malditos pulmões
Nos
encaramos por um segundo. Eu ainda estava atônica, sem saber o que fazer ou
falar, mas meus pés estavam fixos no chão. Eu não ia sair dali.
Então eu fiz
a única coisa racional que alguém faria, e a última coisa que me imaginei
fazendo na vida.
Eu o beijei.
Simples assim.
Juntei
nossos lábios com pressa. De verdade, tinha alguma coisa naquela comida toda
que estava me deixando maluca. Quando na minha via me imaginei fazendo isso? E
quando na minha vida achei que fosse ser tão bom?
Eu preciso
de um acompanhamento médico para tratar meu cérebro. Ele não anda bem ultimamente.
Agarrei com
uma das mãos aquele casaco, ou sei lá o que era, que Niall usava para trazê-lo
mais perto de mim. Ele tinha suas mãos em minha cintura, e parecia não querer
me soltar, mas de novo, sendo um ser humano normal sem poderes sobrenaturais,
tivemos que nos separar, porém dessa vez, foi diferente.
Quando
nossos olhos se encontraram, foi como se Niall tivesse apertado algum botão,
sua expressão mudou. Ele arregalou os olhos e se afastou de mim.
- Gaby, me
desculpe, eu não... – Ele levou as mãos na cabeça e eu o olhei confusa. Eu não
estava brava, talvez surpresa, mas porque ele estava agindo assim?
- Niall, tá
tudo bem!
- Não, não
está! Por que não me mandou parar? Eu sou um idiota... – Ele virou as costas e
fechou os olhos. Estava intrigada demais para dizer algo.
- Niall, não
precisa agir assim! – Dei um passo em sua direção, mas ele recuou. Parei
assustada. O que eu fiz pra ele?
- Não! Me
desculpe, Gabriela. Eu só precisava fazer isso... Te beijar, eu precisava! – Não
reconheci a pessoa que estava na minha frente. O que aconteceu? Por que só eu
não parecia entender?
- Niall,
pare com isso, seu bobo. – Falei com falta de confiança em minhas palavras.
- Me
desculpe. – Ele murmurava. – Me desculpe, desculpe. Não precisa falar nunca
mais comigo, isso foi idiotice!
E com isso
ele saiu a passos largos. Meus lábios ainda formigavam por causa do beijo. E eu
tentei segui-lo. Fui atrás dele, gritei seu nome para que voltasse, mas ele me
ignorou.
- Niall, seu
trouxa, não faça isso comigo! – Eu dizia enquanto ia atrás dele, passando pelo meio das pessoas, mas não
adiantava, ele já estava bem longe de mim quando eu disse o que deveria ter
dito muito antes:
– Eu gostei de ter beijado você!
Liam POVs
Mary nos
levou até o quaro, onde o destrancou e me deu a chave em seguida. Disse para
que eu cuidasse da Kemelly, logo ela voltaria para vê-la, mas que antes
precisava resolver algumas coisas sobre o tal do discurso que teria de fazer
dali alguns minutos.
A obedeci e
coloquei Kemy na cama cuidadosamente. Marie riu e falou que eu não deveria
fazer isso, e sim colocá-la debaixo do chuveiro com água fria, isso faria com
que ao menos a ressaca diminuísse e que ela voltasse mais a consciência. Achei
estranho e acabei fazendo uma careta.
Não queria
discutir com a anfitriã da festa, mas segundo ela dissera “já passei muito
tempo cuidando de pessoas assim pra saber o que fazer”, resolvi não questionar.
Fui até o banheiro e abri a ducha no frio. Esperei que Kemy não quisesse me
bater por isso depois.
Percebi que a música,
mesmo dali, ainda era bem alta.
Voltei a prestar atenção na água que caía e no que eu deveria fazer.
Ok, fase um
completa, agora só teria de acordar Kemelly e colocá-la ali embaixo.
Andei a
passos largos até o lado da cama e a balancei gentilmente. Quase que
imediatamente ela fez um careta e abriu os olhos. Ela parecia tão bem quanto
uma pessoa que sofria de insônia.
- Nossa,
cara! Odeio a luz! – Ela falou colocando as mãos na frente dos olhos. Isso me fez rir. A encarei por um momento.
Não iria
perguntar a ela se queria tomar uma ducha. Marie deixou bem claro que isso era
extremamente necessário. Sem dizer nada peguei-a em meus braços e a levei até a
água. Aparentemente eu teria de colocá-la ali embaixo com roupa e tudo. Não
tinha escolha.
Ela ainda
estava grogue, então só se deu conta de tudo quando sentiu a água bater e suas
costas. Kemelly falou todos os palavrões existentes, o que chegou a me
surpreender, mas percebi que não deveria estar tão surpreso assim.
-Liam, o que
você está fazendo? – ela perguntou rapidamente enquanto se livrava da peruca
ruiva, murmurando um “isso não serve pra
nada”. Ela tinha passado tanto tempo com aquilo que já estava começando a
me acostumar com o acessório.
- Eu não sou
bom em cuidar de bêbados. Só estou fazendo o que me falaram que era certo. –
Levantei os braços em forma de rendição e, ao contrário de cinco minutos atrás,
ela não estava mais dormindo, muito menos em estado grogue, pois começou a
jogar água em minha camisa fazendo com que ela colasse em meu corpo.
- Não, Kemy!
Agora vou ter que ficar assim até o fim da festa! – Eu dei um passo para trás e
ela me puxou de volta. Agora estávamos os dois debaixo do chuveiro
completamente molhados.
- Pensei que
você acordaria como se tivesse sido atropelada por um caminhão. – Comentei
enquanto ela ria e tirava o cabelo que estava na frente de seu rosto.
- Não disse
que não estou, mas eu quero aproveitar o tempo que temos antes que eu desmaie
de novo ou sei lá.
- Você ainda
está bêbada, não é? – Arqueei uma sobrancelha e a olhei. Eu não sabia distinguir
mais o falso do verdadeiro.
- Sabe,
Liam. Eu estou tendo pensamentos claros o bastante para saber que não estou do
jeito maluco de antes. Te garanto que não pensar no mundo como um bumerangue é
um grande avanço e sinal de sobriedade. – Ela falou de uma forma que me fez
rir.
Eu não sabia
como era ficar bêbado porque na verdade, nunca havia ficado, mas me
impressionei pela força de vontade de Kemelly. Não sabia como alguém poderia
melhorar tanto depois de colocar os órgãos pra fora a pouco tempo atrás e tomar dois minutos de água
fria na cabeça.
- Nunca mais
faça isso. – Sussurrei para ela e suspirei em seguida. – E me desculpe. – Olhei
em seus olhos procurando algum vestígio de mágoa, mas não encontrei.
- Não se
preocupe com isso, já passou. – Ela sorriu me tranquilizando e eu soube que
estávamos bem.
Ficamos um
tempo em silêncio que só foi interrompido quando ela se segurou no meu braço
para se livrar dos saltos que usava.
- Acho
melhor tirar isso aqui antes que me ferre mais um pouco. Já fiz besteira demais
para o resto do mês.
- Talvez
para o resto do ano. – Comentei baixo e ela riu.
- Cale a
boca, você ainda me deve uma dança. – A olhei intrigado.
- Uma dança,
aqui no chuveiro?
- Claro!
Ainda dá pra ouvir a música, certo? Se a música toca, dançar é liberado! – e
com isso ela começou a fazer passos engraçados e divertidos. Hora ela colocava
a mão no nariz e fingia mergulhar, hora fazia a dança do robô. Logo estávamos
os dois dançando ridiculamente e totalmente encharcados. A música acabou e
continuamos dançando dessa forma anormal até que as risadas fossem tantas que
não fosse mais possível se mover.
- E aí, o
que achou da minha dança profissional?! – Kemy fez uma pose de diva em frente
as câmeras. Talvez fosse para ser algum tipo de cara sexy, não sei.
- De
verdade, eu adorei! – Disse ainda rindo. – Será que pode me dar um autógrafo?
Ela deu um
passo para a frente.
- Posso
fazer melhor que isso. Que tal um beijo? – Ela se colocou nas pontas dos pés e
apoiou cada mão em um ombro meu.
- Seria um
idiota se recusasse. – Falei sério e ela riu. Ela então me beijou. Apenas um
selinho, mas fez com que eu me lembrasse de algo do fundo do poço.
- Acho que
devíamos fazer isso mais vezes... – Ela comentou mais para si mesma do que para
mim. Só então olhou em minha direção. – O que acha?
- Claro,
dançar é algo que mandamos muito bem... – Ela riu, mas pela expressão no rosto,
sabia que eu havia me lembrado de algo.
- O que foi?
– Ela perguntou.
- Lembrei de
uma coisa que foi dita no acampamento, mas é idiota. – Tentei fazê-la esquecer,
mas seus olhos brilharam de curiosidade. Isso era algo impossível de se
ignorar.
- Liam, não
me faça perguntar o que era. – Kemy levantou uma sobrancelha e fez uma careta. Eu
não teria escolha, então me preparei para contar:
- Lembrei do
acampamento que fizemos com os outros. Da hora da fogueira quando não me lembro
quem, te desafiou a fazer uma dança “erótica”. – Fiz aspas com os dedos
enquanto ria. Ela me acompanhou.
- Que coisa
ridícula, até parece que eu ia fazer algo do tipo no meio de todos eles! – ela
parecia indignada e eu notava que suas bochechas estavam rosadas pela
lembrança.
Antes de tomar
vergonha na cara, eu já havia perguntado:
- E pra mim,
você faria? – Suas bochechas ficaram ainda mais rosadas e por um momento ela
não sabia o que responder.
Ela tinha
enrubescido, mas o sorriso de seu rosto continuava o mesmo.
- Eu não
sei... – O silêncio pairou. Eu não sabia o que perguntar, nem o que falar. Ela
estava sem graça e passava as mãos no cabelo enquanto olhava para os seus pés descalços
e a calda que arrastava no chão.
Ela levantou o olhar até o meu e depois abriu
um sorriso.
- Ta
escutando? Adoro essa música. – Kemy passou as mãos pelos olhos tirando parte
da maquiagem que usava.
- Por que
gosta dela? – Entrei na tentativa dela de mudar de assunto.
- A letra,
gosto dela. – Minha namorada deu de ombros e começou a mexer na fantasia, como
se ela fosse deixar de ficar encharcada de um segundo para o outro. Ela olhou
para as parede e percebi que ainda estava rosada.
Meus
pensamentos me levaram ao dia em que estávamos na praia. A primeira vez quando
ponderei ideia de beijá-la. Me Lembrei do momento em que a onda nos acertou e
como rimos por isso. Me lembrei da risada dela naquela noite, do seu vestido
molhado e dos seus óculos que ela mexia quando ficava envergonhada.
You think I'm
pretty without any makeup on
(Você me acha bonita sem maquiagem)
You think I'm
funny when I tell the punchline wrong
(Você me acha engraçada quando eu conto
uma piada errada)
I know you get
me so I let my walls come down, down
(Eu sei que você me entende, então eu
me solto)
Before you met
me I was alright but
(Antes de você me conhecer eu estava
bem, mas)
Things were
kinda heavy, you brought me to life
(A coisa ficou pesada, você me trouxe à
vida)
Now every February
you'll be my valentine, valentine
(Agora todo Fevereiro você será o meu
namorado, namorado)
Percebi
que devíamos ter uma queda por água. Além dessa vez na praia, teve o beijo na
chuva.
Já estávamos encharcados, só faltava com que nós nos beijássemos. Iria ser mais uma recordação.
- Eu gostei muito da sua roupa, Kemy. Ficou perfeita em você, me
desculpe por não ter dito isso antes. – Ela olhou em meus olhos de um jeito
brincalhão.
- Você não
parecia gostar hoje mais cedo. – Cruzou os braços e me encarou.
- Me
desculpe, mas era o ciúme. Vou controlar melhor da próxima vez. – Disse
sorrindo sem graça da mesma forma que ela estava há alguns minutos.
- Tudo bem,
acho que entendo. Você também está lindo com essa roupa. – Instantaneamente
baixei os olhos para aquilo que vestia.
- Tive uma
ótima consultora, sabe? Muito boa de verdade. – ela riu, pois havia sido ela
quem tivera escolhido minha fantasia. Ela não sabia que eu a usaria hoje, mas
pareceu feliz com a escolha.
Let's go all
the way tonight, no regrets, just love
(Até o fim essa noite, sem
arrependimentos, só amor)
We can dance
until we die, you and I will be young forever
(Nós podemos dançar até morrer, seremos
jovens para sempre)
You make me
feel like I'm livin' a teenage dream
(Você me faz sentir como em um sonho de
adolescente)
The way you
turn me on, I can't sleep
(Você me deixa tão excitada que não
consigo dormir)
Let's run away
and don't ever look back
(Vamos fugir e nunca olhar para trás)
Don't ever look
back
(Nunca olhe
para trás)
My heart stops
when you look at me
(Meu coração para quando você olha para
mim)
Just one touch
now baby I believe this is real
(Apenas um toque, baby, agora eu
acredito que é real)
So take a
chance and don't ever look back
(Então arrisque-se e não olhe para trás)
Don't ever look back
(Nunca olhe para trás)
Ela riu e
colocou suas mãos sobre a gola de minha camisa que tinha os primeiros botões
abertos. O sorriso do seu rosto desapareceu e deu lugar a uma expressão séria. Ela
passou a ponta da unha pela minha pinta do pescoço e depois os dedos dela
começaram a deslizar pela parte aberta de minha camisa e tocar meu peitoral.
Ela olhou
nos meus olhos e isso foi o suficiente para que eu a beijasse. A primeira vez
de verdade durante toda aquela noite. Foi o beijo mais intenso. O melhor que já
havíamos dado. Parecia que nós não nos beijávamos por séculos, e isso me
assustou. Nunca tinha sido tão profundo a ponto de perder a noção do espaço,
pois no instante em que abri os olhos e me separei dela para recuperar o ar, as
costas dela estavam grudadas na parede gelada e eu não a deixava se mover. Não
queria que ela saísse dali.
[...]
I finally found you
(Finalmente te encontrei)
My missing puzzle piece
(A peça que faltava no meu
quebra-cabeça)
I'm complete
(Eu estou completa)
Ela me
beijou de novo, de uma forma apressada. Não hesitei em retribuir. Tinha meus
dois braços em sua cintura a apertando contra mim, tentando acabar com um
espaço que já não mais existia. Os braços dela hora estavam em meus braços,
hora arranhando meus ombros e minha nuca, que me causavam calafrios. Calafrios
que eu queria sentir de novo e de novo, arrepios que eu não queria que
acabassem.
Ela se
afastou bruscamente sem desgrudar nossos corpos, mas o suficiente para me olhar
nos olhos apenas para dizer:
- Eu não
consigo ficar mais nem um centímetro longe de você, Liam. – Ela estava sem
fôlego e por algum motivo, eu queria deixá-la sem ar. Sem ar por mim, pois era
assim que ela me deixava.
- Então não
fique. – Foi o que eu consegui dizer antes de começarmos a nos beijar
novamente. Cada vez melhor, mais intenso e delirante.
Imma get
your heart Racing in my skin tight jeans
(Vou disparar seu coração com o meu jeans apertado)
Be
your teenage dream tonight
(Ser
o seu sonho de adolescente essa noite)
Let you put your hands on me in my skin tight jeans
(Deixo você colocar as mãos no meu jeans apertado)
Be
your teenage dream tonight
(Ser o seu sonho de adolescente essa noite)
Pouco tempo
depois, nossas roupas molhadas já estavam jogadas em algum lugar daquele Box. A
água já não era mais fria o suficiente, não servia para amenizar o calor que
emitíamos por cada poro. Era só isso que eu sentia. O calor dela contra o meu e
a água escorrendo por nossos corpos. Era impossível de descrever a
sensação. Eu só sabia que estar com ela
daquela forma, me faria enlouquecer.
Senti-la
daquele jeito faria com que tudo se tornasse um vício. Eu á sabia desde o
início. Mas era o melhor vício que poderia existir. Isso não ia mudar. Ela me
tinha de corpo, alma e coração. Eu era inteiramente dela, e ela inteiramente
minha.
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Nota da Autora: eu ouvi um amém??!! FINALMENTE o Niall e a Gaby se beijaram hehehehehe Loved it.
De verdade, eu ADOREI escrever esse capítulo. Por mil motivos diferentes, esse está no meu top dez de "feliz com o meu trabalho". Espero que tenham gostado também :p
Ah, e eu quero agradecer uma amiga que me inspirou a fazer a terceira parte desse capítulo... Querida Pretty Pink, ficou do jeito que você imaginou? Se não, eu escrevo de novo, sabe que não me importo né? haha
Bom gente! Acho que só vai ter mais um capítulo da festa, e depois outros poucos capítulos pra segunda temporada acabar... É, sei lá, enfim!
Vou fazer o possível pra postar o mais rápido possível, mas não vou prometer datas, porque eu ou muito burra em química, geografia e biologia... ah, matemática também, então vou passar cada segundo estudando (mentira) e virar uma super nerd (mentira) pra não precisar estudar mais (mentira).
Beijos pessoas, até a próxima.
Gabriela.
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Nota da Autora: eu ouvi um amém??!! FINALMENTE o Niall e a Gaby se beijaram hehehehehe Loved it.
De verdade, eu ADOREI escrever esse capítulo. Por mil motivos diferentes, esse está no meu top dez de "feliz com o meu trabalho". Espero que tenham gostado também :p
Ah, e eu quero agradecer uma amiga que me inspirou a fazer a terceira parte desse capítulo... Querida Pretty Pink, ficou do jeito que você imaginou? Se não, eu escrevo de novo, sabe que não me importo né? haha
Bom gente! Acho que só vai ter mais um capítulo da festa, e depois outros poucos capítulos pra segunda temporada acabar... É, sei lá, enfim!
Vou fazer o possível pra postar o mais rápido possível, mas não vou prometer datas, porque eu ou muito burra em química, geografia e biologia... ah, matemática também, então vou passar cada segundo estudando (mentira) e virar uma super nerd (mentira) pra não precisar estudar mais (mentira).
Beijos pessoas, até a próxima.
Gabriela.
see you, guys :p


