Recado das autoras

Primeiramente, queríamos agradecer a todos que acompanham a nossa fanfic. Isso realmente é muito importante para nós. O nosso principal objetivo aqui no blog é deixar vocês interessados no que escrevemos. Por isso estamos dispostas a melhorar em tudo que vocês acharem necessário. Por isso pedimos para que vocês deixem o cometário em baixo das postagens, ou então entre em contato comigo pelo twitter @gabi_ptl. nós ficaria feliz se nos dissessem o que estão achando. Por isso queremos agradecer mais uma vez para todos os visitantes do site. Obrigada mesmo.

Ass: Gabriela e Leticia

(in English)

First, we wanted to thank everyone that came to our fanfiction. This is really important to us. Our main goal in this blog is to let you interested in what we write. So we are willing to improve in all that you think necessary. That's why we ask that you leave the cometary below the posts, or contact me at twitter @gabi_ptl. We would be happy if you told us what they're thinking.
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with love: Gabriela and Leticia


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Capítulo 2



Saí da sala de matemática e andei tranquilamente até meu armário. Peguei o material de inglês, que seria a próxima aula, talvez até com um pouco de entusiasmo. Dessa vez seria junto de Mary, Helena,  Lucca, Guilherme e Niall. Com certeza era a aula com mais amigos que eu tinha, o que tecnicamente falando, quase sempre deixava de ser uma aula. Acabávamos por conversar a maior parte do tempo e rir de praticamente tudo. Esse talvez fosse o motivo pelo qual nossas menores notas sempre foram nessa matéria. Triste saber que sou melhor em Matemática do que Inglês.
 Quando adentrei o lugar onde passaria a próxima hora, pude reparar que até o momento dentro da sala só tinha Lucca e Guilherme. Os dois estavam sentados de qualquer jeito igual a dois maloqueiros de primeira. Então para não perder o costume, eu fui falar com eles usando os apelidinhos que tanto estávamos acostumados:
- E aí Demência e Estrupício!!! Como estão? Tudo beleza? – Disse me referindo a eles. Nossa relação era bem estranha, a gente só se xingava, mas parecíamos nem ligar pra isso. Bem lá no fundo, mas bem lá no fundo eu sei que a gente se amava...
- E aí Retardada! Pensei que tivesse desistido da escola! - Lucca disse enquanto eu sentava lá no fundão da sala, aonde eu e meus amigos costumávamos estudar. Quer dizer, bagunçar.
- Bem que eu queria, mas não posso... O Louis não deixa!!  Só por que ele é o mais velho, acha que pode mandar em mim... – Eu disse cruzando os braços e fazendo careta. Eu não sou a drama queen se não começar o dia fazendo birra. De alguma forma eu tinha que manter meu título.
- Gabriela... – Disse o Guilherme se virando para mim - ELE PODE!!!
- Ah dude!! Você também, estrupício?! Só por que mamãe e papai vivem viajando, não significa que ele mande em mim, eu sei muito bem cuidar de mim sozinha! – Eu disse séria. Não, na verdade eu tentei dizer isso séria, logo em seguida começamos a gargalhar feito idiotas. Eu não consegui nem cuidar direito do meu gato, imagina de mim mesma.
- O que eu perdi? - Chegou a Helena toda fofa. Ela fazia o estilo metida sem ser assim exatamente. Esse era um dos grandes motivos por metade das pessoas a odiarem sem nem ao menos conhecê-la. A junção da forma como ela se vestia, as pessoas com quem andava, mais o cargo de líder de torcida a faziam ser julgada por todos.
- Perdeu a Retardada falando que podia se cuidar sozinha!! – Falou Lucca olhando pra mim e balançando a cabeça negativamente. Sua expressão de abobalhado me fazia gargalhar igual a uma arara. Sim, eu realmente comparo a forma como rio com o som de um animal, pois infelizmente, é assim que é a realidade. 
- Gaby, por que você ainda insiste?! Você sabe que não conseguiria nem cuidar de uma planta!- Falou para mim como se eu já soubesse isso. E na verdade eu já sabia, mas qual é? Eu tinha dezesseis anos, não podia aparecer assim tão imatura.
- Nossa, Helena... – Disse me virando para trás onde ela estava se sentando. – Valeu mesmo pelo apoio!
- O quê? Eu só disse a verdade! - minha amiga já estava ficando brava, achando que eu estava falando sério.
- Calma, estressada! – Eu já dizia rindo tentando amenizar as coisas. Tinha dito só uma frase e ela já queria começar a Terceira Guerra Mundial. – To brincando, mas fala aí, tá nervosa por...?? Brigou com o Gabriel de novo?
Gabriel era o namorado dela, os dois viviam brigando. Já era rotina ela chegar com o humor péssimo por ter tido alguma briga com ele no dia anterior. Coisa que não me fazia ficar muito preocupada, já que os motivos eram coisas idiotas como a caneta que caiu no chão, ou os cinco minutos de atraso que ela teve.
- Não... - Helena fez uma grande pausa antes de continuar. O sorriso que estava formado no meu rosto se desmanchou em segundos. Ela parecia meio frágil. Mexeu nos óculos de sol no topo da cabeça antes de continuar. - Dessa vez a gente terminou mesmo... – Quando percebi seus olhos cheios de lagrimas prestes a cair e suas voz um tanto rouca, escutei um estralinho na minha cabeça. A coisa era séria, ela devia estar realmente triste.
- Ah Lena, não fica assim... Você vai achar alguém melhor que ele, eu tenho certeza... A pessoa deve estar bem embaixo dos seus olhos e você não vê... - Clichê demais, só que era  a melhor coisa que poderia dizer, já que xingar seu ex-namorado só a faria ficar ainda piro, Talvez com raiva, ou ainda mais magoada. Jogar indiretas sobre seu melhor amigo e os sentimentos que ele tinha por ela era a melhor forma de deixá-la, talvez, um pouco confusa e distraí-la de seus problemas.
 Quando disse "alguém" eu estava me referindo a Zayn, pois ele sempre gostou dela. Aquela coisa todas de melhores amigos, pra ele, era tudo faxada. Ele gostava muito mais de Lena do que simplesmente como amigo, mas ele nunca demonstrou isso para ela. Nem pra ninguém, na verdade. Mas mesmo assim, dava pra ver o brilho nos olhos dele toda vez que ele falava com Helena. Era a coisa mais linda do mundo, até que a realidade vinha e estragava tudo isso.
Naquele instante, o professor Emerson McKhurthy entrou na sala e começou a aula, sem me dar chance de ver como ela reagiria as minhas palavras. Não dá pra fugir, tem que sofrer.
Helena já estava praticamente chorando na última carteira, eu conseguia escutar seus suspiros baixos sobre a carteira. Fiz uma tentativa de falar com ela,  mas sem sucesso algum. Mary também tentou ajudá-la, mas parece que como sempre, quando uma pessoa está triste, ela sempre quer ser consolada pela pessoa que a machucou.
O jeito seria fazer gracinha.

Helena POVs

Eu estava muito triste, magoada e chateada, tudo de ruim sendo sentido ao mesmo tempo. Se pudesse, passava os dias no meu quarto ouvindo aquelas músicas tristes para desgraçar tudo de uma vez. Mas não dava, eu não podia! Eu tinha que ir para aquele inferno de escola.
Eu estava  tão triste e acabada emocionalmente, que nem ia conseguir entrar no “bitch town Express” (era o nome que eu havia dado para quando queria ofender alguém, mas só quando a pessoa merecia, tipo, quando me ofendia, ou ofendia alguém que fosse próximo).
Levantei com a música The Only Exception tocando inacreditavelmente próxima aos meus ouvidos. Para quando se está com dor de cabeça, nem no mudo a música consegue parar de incomodar. Quando desliguei o aparelho, lembrei que essa era a versão do Glee. Eu era super, hiper, mega, power fã do Glee! Mas eu jurava que agora isso era a última coisa que eu gostaria de escutar.
Fui para o banheiro, fiz minha higiene, tomei banho coloquei uma saia preta, uma blusa preta estampada de flores rosa e uma sapatilha. Encarei meu reflexo no espelho e aceitei que nem maquiagem conseguiria dar um jeito naquela aparência horrível. Antes de descer, resolvi pegar um óculos de sol para esconder as olheiras e os olhos inchados e avermelhados que deveriam estar assim desde a noite passada. Prendi a franja com um grampo e desci pra tomar um suco. Liam já estava me esperando na cozinha. 
Ele foi um ótimo primo me deixando morar com ele até ficar maior de idade. Eu realmente gostava daqui e não queria ir morar com os meus pais na Austrália, ou seja, para o outro lado do mundo. Então depois de muito insistir, os convenci de me deixarem ficar. Coisa que eu sei que num futuro talvez seja uma ótima chantagem para eles.
Um dos motivos da época para eu querer ficar aqui, era o meu namoro com o Gabriel. Mas agora eu adoraria poder me teletransportar pra qualquer lugar bem longe daqui. Qualquer lugar bem longe dele. Infelizmente nem na escola eu conseguiria essa proeza de grande distância.
Logo no fim da escada me deparei com outro espelho. Mas eu tava uma coisa absurda! Estou parecendo um projeto de múmia acidentada...
- Bom dia. – Disse assim que vi Liam comendo um pedaço de bolo. Comprado da padaria, lógico. Cozinhar não é comigo.
Antes de me responder, percebi que me encarava com cuidado. Infelizmente meu sorriso falso que eu tentei fazer não funcionou.
- Bom dia. – Ele disse vindo em minha direção e me abraçando. Retribui no mesmo instante. – Ele era um idiota, sempre foi. Você vai achar alguém que vai te amar muito e vai te fazer feliz. – Continuou. Enquanto ele falava, a única coisa que eu lembrava era do dia anterior quando o Gabriel falou comigo. E eu faria de tudo pra poder esquecer aqueles minutos.

Flashback On

Mesmo conversando com minhas amigas, pude perceber que ele vinha em minha direção.
- Helena, Posso falar com você? A sós? - Disse Gabriel assim que tocou no meu ombro. – Eu te levo pra casa. – Eu aceitei, me despedi das meninas entrei no carro dele e fui.
Metade do caminho foi um silêncio mortal. Fiquei pensando se ele estava agindo assim por alguma coisa que eu ainda não sabia que tinha feito. Estava começando a ficar desesperada, a ponto de pular no seu pescoço e começar a gritar “FALA LOGO, CARAMBA! TÁ QUERENDO ME MATAR  DE CURIOSIDADE, É? TÁ CONSEGUINDO, INFELIZ!!”. Coisa que meu subconsciente já estava cansado de repetir nos poucos minutos que deixamos a escola. Mas minha reação foi apenas perguntar:
- Então, o que você queria me contar? – Virei meu olhar em sua direção enquanto ele dirigia.
- Então Helena... - Gabriela hesitou. Segundos demais, em minha opinião. - É... Hã... – Ele estava me deixando com medo. Estava me deixando tensa.
- Gabriel, você está me deixando confusa. Fala logo, por favor! - Senti meu coração acelerar e foi então que ele disse o que não deveria ter dito:
- Helena, eu acho melhor a gente terminar, não está dando certo já faz um tempo, e eu já to cansado. – Isso fez meu coração ficar apertado, não sabia o que responder. Mas sabia que eu não queria ter escutado aquilo.
- Gabriel... - Meu cérebro trabalhava a mil por segundo tentando reverter aquilo. - Talvez você ache isso, mas... Vamos conversar antes de tomar qualquer decisão vai ser melhor e...
- Não Helena, por favor, só entenda que eu cansei de brigar, acho que não é pra ser... Eu gosto muito de você, gosto mesmo, mas... É melhor nós nos separarmos... – Enquanto ele dizia isso, lagrimas já escorriam dos meus olhos. Eu não estava acreditando no que ele estava dizendo, sempre resolvíamos as nossas brigas, os motivos delas eram tão idiotas, nem sabia por que nós brigávamos. E agora ele me fala isso?
- Por que você tá fazendo isso comigo? Tem outra garota né? Só pode...
- Não, Helena, me entenda... – Eu o interrompi:
- Eu já te entendi muito bem, Gabriel. Para o Carro. – Disse vermelha, com raiva mágoa e frieza na voz.Eu podia sentir tudo se multiplicando e me deixando cada vez mais nervosa.
- O quê? Não, Helena espe...
- PARA O CARRO AGORA! – Disse aumentando o volume na minha voz. Eu não aguentaria mais olhar para a cara dele nem um minuto sequer.
- Helena, quero que você entenda que eu quero ser apenas seu amigo e...
- Acho que isso te pertence. – Disse tirando a minha aliança de compromisso que eu tinha com ele. Só de namorados. Bicth Please!
- Não! Helena! – Disse ele querendo me dar explicações, mas eu já tinha ouvido o bastante. Então apenas peguei minha mochila e desci do carro. Minha casa não estava muito longe, e minhas pernas não cairiam se eu andasse menos de uma quadra.
Enquanto corria o mais rápido que podia, conseguia escutar a voz dele me chamar. Fingi que não o escutei e continuei a correr. A essa altura, eu já estava chorando muito. E eu sabia que ele não viria atrás de mim. Pelo menos não dessa vez.
Depois de uns sete minutos com as pernas trabalhando a mesma velocidade, cheguei em casa e não falei com ninguém, apenas entrei no quarto e fiquei lá até anoitecer. Me debulhando em lágrimas abraçado ao meu travesseiro.

Flashback off.

- Eu sei Liam... – Já estava chorando a essa altura do campeonato. – Mas ele era tão importante pra mim... - Eu havia começado a soluçar igual a uma criança. - Ainda é... Como ele pode fazer isso comigo? Nem tinha uma Desculpa decente pra me dar...
- Fica tranquila, vai dar tudo certo. Eu prometo. – Dei um sorriso falso enquanto limpava as minhas lágrimas com as costas da mão e coloquei os óculos escuros. Teria de me acostumar a mentir sobre meu estado de espirito por um tempo.
Tomei suco e poucos minutos depois, saímos.
Cheguei à escola e não falei com ninguém, novamente estava evitando ter de encarar o assunto outra vez. Pedi para Liam não contar pra ninguém sobre o ocorrido. Ele concordou de primeira, sem que eu precisasse implorar para que ele me fizesse esse favor. Ele realmente devia estar com pena de mim. Bufei com esse pensamento.
 A primeira e a segunda aula, não eram junto com as minhas amigas, era com o Kevin, amigo da Gaby, que ela chamava de “Prostituto de Luxo” pois ele ficava se achando por já ter ficado (dormido) com muitas garotas. Eu particularmente, acho que fosse tudo uma grande de uma mentira pra elevar a auto estima e deixar os caras com "inveja", por que pra ser sincera, quem seria a problemática que ficaria com o Kevin? Mas ok. Gosto é gosto.
Já na terceira aula, pensei que poderia acabar me distraindo um pouco, pois tinham até muitos amigos meus, como a Gaby, a Mary, o Niall, o Lucca e o Guilherme. A princípio tentei fingir que nada tinha acontecido, cheguei até a tirar os óculos de sol e parecer um ser humano normal começando a conversar, já que me deparei com Gaby, Estrupício (o apelido do Guilherme), e Demência (apelido carinhoso do Lucca) se matando de rir de alguma coisa enquanto Mary e Niall, que pareciam ter chegado ali não fazia muito tempo, só os olhavam... Na verdade, Niall também estava rindo, só que por um motivo diferente. Ele estava rindo da risada da Gabriela, que era extremamente escandalosa. em alguma situações, ela chagava a cair no chão de tanto rir. 
- O que eu perdi? – Perguntei assim que me sentei atrás da minha amiga que ria com as mãos na barriga.
- Perdeu a retardada falando que podia se cuidar sozinha!! – Falou o Lucca olhando pra Gaby e balançando a cabeça negativamente.
- Gaby, por que você ainda insiste?! Você sabe que não conseguiria nem cuidar de uma planta!- Eu disse com cara séria por fora, querendo ver a reação dela. 
- Nossa Helena... – Ela disse se virando pra trás como se estivesse realmente ofendida. – Valeu mesmo pelo apoio!!
- O quê? Eu só disse a verdade!! – Eu falei. Eu realmente estava falando sério. Mas acho que exagerei um pouco.
- Calma, estressada! – Ela disse rindo. – Tô brincando, mais fala aí, tá nervosa por...?? Brigou com o Gabriel de novo?- Eu sorria até o momento em que ela tocou no nome dele. Baixei a mão que antes estava no meu cabelo e comecei a brincar com a alça da minha bolça. Dei de ombros. Não queria falar aquilo, mas por mias que eu fugisse do assunto, em algum momento teria de contar para ela e para todo o resto do pessoal. Ele iam perceber nossa distância.
- Não... - Comecei me esforçando para me manter calma. - Dessa vez a gente terminou mesmo... – Senti minha visão turva, sinal de que as lágrimas começariam a transbordar em breve.
- Ah Lena, não fica assim... - Senti-me como uma criança assim quando ela usou seu tom terno na voz. - Você vai achar alguém melhor que ele, eu tenho certeza... A pessoa deve estar bem embaixo dos seus olhos e você não vê... - Gaby disse como se soubesse quem era a pessoa. Preferi ficar quieta. meu raciocínio não era um dos melhores no momento. Certamente eu devia ter entendido errado e aquilo foi apenas um conselho pra me fazer parar de chorar. Coisa que não demorou a acontecer.
Nos primeiros momentos da aula eu passei debruçada sobre a mesa tentando controlar a porcaria de água que teimava em sair do meu olho. Só consegui parar definitivamente, quando Gabriela virou seu corpo pra trás e falou a coisa mais ridícula que eu esperava alguém falar pra mim naquele momento:
 - E pensa assim Lena, podia ser pior... Você podia ser um T-Rex com coceira no olho! – Tá, agora eu tinha que rir.
- Aff... - Por pior que fosse a piada, não consegui evitar a gargalhada. Uma coisa idiota havia se transformado numa situação hilária para mim. - Gabriela, até você me faz rir?
- Ha-ha-ha, retardada - Disse Lucca, batendo as duas mãos, como aquelas focas adestradas. Coisa que não deixou de ser estranha.
- Lucca... O que você ta fazendo? – Perguntou Niall, vendo a situação anormal entre nós.
- To fazendo que nem aqueles golfinhos, sacou?!  Ou são leões marinhos? -  disse ele já olhando pra sua mesa enquanto riamos realmente alto, atrapalhando a sala inteira com as atividades. Mas o nosso professor de inglês era realmente muito legal, então, nem ligou pra nossa bagunça. Já deveria ter se acostumado.
- Mas ô Demência!!! – Disse a Gaby. – Quem faz isso são as focas, santa inteligência!
- Não! - Continuou o Lucca, argumentando. – Eu já vi golfinho fazer isso.
- Só se ele sofreu uma mutação genética para suas barbatanas crescerem e ficarem com tamanhos anormais!! – Disse o Niall com cara séria e colocando suas mãos do lado do seu tronco e tentando bater as mãos como ele tinha acabado de dizer. Nós o encaramos por um tempo e depois continuamos a rir.
A palhaçada se prolongou até o sinal tocar e irmos para o intervalo. Tudo ocorreu bem depois daquilo. O pessoal realmente conseguiu me animar, me faziam rir das coisas mais banais do universo. Comecei a pensar que talvez, só talvez, aquela minha ferida podia ter uma cicatrização um pouco mais rápida. Mas eu percebi que estava terrivelmente enganada sobre isso. Assim que prendi meus olhos no grupo de pessoas no fundo do refeitório.

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