Louis POVs
Estávamos todos na saída do
colégio, o treino tinha acabado de terminar. Na verdade, eu estava esperando a
Gaby que foi fazer alguma coisa que eu não faço ideia. Estava cada um pra um
canto conversando milhões de coisas diferentes enquanto a Mary soletrava
palavrões e mexia freneticamente em seu cabelo. Tá, ela não estava bem, disso
eu tinha certeza, mas minha curiosidade de saber o porquê não me deixava ficar
quieto, então, fui perguntar pra ela.
- Claro, to ótima! – Ela disse sorrindo fechado.
- Tá, posso não te conhecer muito bem, mas sei que você ta preocupada
com alguma coisa. – Disse e ela revirou os olhos.
- Sabe alguma coisa sobre física? Por que eu tenho prova amanhã e eu
não sei nada! Eu posso terminar com nota vermelha no bimestre, e aí, minha mãe
vai bater muito na minha cara, porque geralmente, eu passo nem que seja com
seis e também agora tem a festa, aí ela vai ficar uma fera e...
- Já te falaram que você fala demais?
- já, a Gaby foi uma, mas não conta por que convenhamos, ela fala muito
mais. – Nós rimos... Isso é verdade cara.
- Você ta certa. Mas enfim, porque você não pede ajuda para a Nerd da
Kemelly, ou pro Liam, ele é bom em física.
- Já pedi, mas eles têm outros planos, pedi pra Gaby também, mas ela
tem ensaio de ballet, todo dia agora, então não dá... Olha, eu já pedi pra
gente que eu nem nunca vi na vida! Eu to desesperada!
- Olha eu tenho um amigo, ele mora aqui perto, em um apartamento, ele é
muito bom em física, eu posso te levar lá hoje...
- Nossa, ótima ideia me deixar lá com um estranho né Louis! – Ela disse
cínica.
- Se esse é o problema eu fico lá com vocês.
- Como se você conseguisse me defender de alguma coisa. – ela começou a
rir. Qual a graça? Eu sou macho, forte e gostoso, é claro que eu defenderia
ela! Ou não... O namorado dela serve pra isso.
- É pra isso que você tem seu namorado, pra te defender não é? Isso não
é problema meu! – Disse.
- Então ta bom, Louis! – ela disse e eu virei as costas. – Hey, espera,
onde é esse seu amigo? Ainda vai me levar lá?
- Se você for um pouquinho mais educada, sim. – De novo ela revirou os
olhos.
- Tá, desculpa Louis...
- Então, quando quiser é só aparecer em casa, aí te levo pra lá ok?
- Beleza, posso passar lá as 15:00? – Ela disse olhando o celular. –
Depois da minha aula?
- Por mim ok. A hora que você
quiser.
- Então até lá, já vou indo.Tchau Louis, até mais! – Ela se despediu e
foi.
- Até...
Mary POVs
Eu estava realmente ferrada com essa matéria de física. Não que eu
fosse terrível, mas eu não prestei atenção em metade do que o professor disse,
por conclusão da minha aula ser junto com o Lucca, bom, ele é engraçado e eu
fico conversando. Eu sei que eu NUNCA, nem em um milhão de anos, vou conseguis
aprender a matéria de dois meses em sei lá, duas horas? Nunca... Mas no meu
desespero, não custa tentar né... Enfim,
já era 15:00 horas e eu estava saindo da aula de dança, dessa vez não iria
voltar com a Gaby, já que agora ela passa no mínimo três horas por dia
ensaiando, se não for no estúdio, ela estuda em casa mesmo. Essa peça é muito
importante pra ela. Mas voltando a falar de mim, em dez minutos, se eu for um
pouquinho mais apressada, eu chego lá.
~Algum tempo depois~
- Mary? – Louis apareceu na porta com um ponto de interrogação na cara,
de tão confuso que ele estava.
- O-oi Louis... P-posso entrar um pouco? – eu estava ofegante de tanto
que eu corri pra chegar.
- Claro... Mas, por que está toda suada e tão ofegante? Parece que
correu na maratona...
- Porque se eu estivesse correndo em uma, eu com certeza teria ganhado,
nunca corri tanto na minha vida. Acho que emagreci todos os kilos a mais que eu
tinha...
- Vocês garotas sempre com essa mania de se achar gordas... – Revirei
os olhos com esse comentário. – E não
precisava ter tanta pressa pra chegar, eu não ia sem você.
- Eu só quis chegar na hora. – Disse com a respiração toda
- Você já tinha se cansado na aula de dança, e ainda vem correndo desse
jeito? Fala sério Mary, não precisava... Agora senta aí que eu vou pegar água
para você. – Não ia recusar me sentar, na verdade, eu me joguei no sofá da sala
como se eu fosse dona dele.
- Ai que delicia... – Murmurei no mesmo. Foi aí que alguma coisa subiu
em cima de mim. – Mas que desgraça é... AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH – Gritei
quando vi aquele bicho em cima de mim, e com isso caí do sofá também. -
Parabéns Marie, além de se jogar no sofá dos outros, ainda assusta o gato deles
e quebra o chão com toda essa sua gordura. – Disse pra mim mesma ainda no chão.
- HAHAHAHHAHAHAHAHHAHA – era o Louis com certeza absoluta. – Eu devia
ter filmado isso.
- Cala a boca e vem me ajudar idiota! – Então ainda rindo ele me
ajudou. – Obrigada.
- Cara... Você nem imagina como eu ri agora...
- você nem imagina como seu lindo rostinho vai ficar depois que eu te
bater. – Eu disse já ficando irritada.
- Então quer dizer que você acha meu “rostinho bonito”? - Ele disse fazendo cara de malicioso.
- Louis, cala a sua boca e me da a droga da água pra gente ir logo à
casa desse seu amigo. – Falei séria e então ele me deu a água.
Nossa, acho que essa foi a melhor água que eu já tomei na minha vida!
- Vamos? – Ele disse pegando a chave do carro.
- Claro. – disse pegando minha bolsa com os livros e tudo mais.
Já estávamos no carro, ele dirigindo, lógico. Louis estava muito sério,
então resolvi ligar o rádio pra dar uma animadinha no carro. Não gosto de ficar
muito tempo sem fazer alguma coisa. Dá agonia ficar sem nada pra fazer! Estava
tocando PSY Louis começou a rir.
- Sabe a coreografia? – ele perguntou.
- Claro, quem não sabe! – Disse
rindo, agora já imaginando o porquê da pergunta.
- Então no couro fazemos juntos. – Disse já rindo só de imaginar a
cena.
- Beleza!
Paramos no farol, e logo em seguida o coro começou e nós começamos a
fazer a coreografia, riamos como dois idiotas, e as pessoas que passavam
pareciam se divertir com a nossa “apresentação” dentro do carro.
- Tá olhando o que tio? Somos felizes! – eu disse pra um carinha que
estava passando olhando feio para nós dois.
- Você e seu namorado são muito estranhos! – Fiquei vermelha, Louis não
é meu namorado, isso está bem óbvio.
- Está enganado, nós não somos namorados! – Respondi de volta.
- imagina se fossem então... – Ele falou e simplesmente saiu andando.
Olhei para a cara de Louis e não pudemos evitar um ataque de riso.
Não demorou muito para chegarmos, no máximo mais uns dez minutos. Nós
ainda riamos do ocorrido minutos antes.
- Tem cada um... – ele comentou parando de rir já dentro de um prédio residencial.
- Minha barriga está doendo... – Disse ainda com um sorriso.
- A minha também! – Ele falou e tivemos que rir mais um pouco.
- Ai meu Senhor... – Respirei fundo. – Qual é o andar?
- hãn? – Ai pessoa lerda.
- Louis, qual andar é o do seu amigo?
- Ahh, ele mora no décimo sexto. Vem vamos telefonar pra lá e avisar
que chagamos.
- Tá... – dei os ombros e fomos.
Ele telefonou e o porteiro disse para irmos que o tal amigo do Lou já
estava nos esperando.
- Não gosto de elevadores... – comentei.
- Prefere subir dezesseis andares de escada? – Esse garoto só sabe
fazer caretas...
- Por que não?
- Você já correu a “maratona” e dançou durante uma hora, se fizer isso
vai morrer de desidratação. – Ele falou sínico.
- Tá, você venceu, vamos de elevador...
Entramos e apertamos o número, eu estava me sentindo mal ali dentro,
mas não podia reclamar, já estava lá, não tinha mais como sair.
Estava tudo ótimo, até o elevador começar a dar alguns trancos e a luz
começar a piscar. Minha respiração já ficou descompassada, estávamos no décimo
primeiro andar.
- Mas por que diabos essa coisa parou cindo andares antes do da gente?
- Calma Mary, vou apertar o botão da emergência. – Mas quando ele falou
isso, acabou a luz.
- Que ÓTIMO. Estou presa no meu pior pesadelo, sem luz e ele está
quebrado. OBRIGADA VIDA! – Eu comecei a apertar todos os botões existentes ali.
- Exagerada... – Ele comentou.
- Fala sério Louis, se tivéssemos ido de escada, não estaríamos presos
aqui agora...
- Não, pois estaríamos tentando terminar de subir a escada, já que
quando falta energia, a escada fica TODA escura... – Ele falou novamente
sínico.
- Pelo menos não estaríamos presos. Viu? Fui escutar você e agora estou
aqui! – Revirei os olhos.
- Ah, eu vou ligar pro meu amigo, aí ele pode avisar o homem da
manutenção que estamos presos aqui e todos ficamos felizes.
- Felizes o caramba, porque além de reprovar em Física, eu vou ficar
presa aqui por muito tempo já que NÃO tem sinal dentro de um ELEVADOR!
- Ah esqueci...
- Ah, esqueci... – imitei a voz dele. – Idiota...
Ficamos nessa de não nos falarmos por muito tempo, já devia fazer uns
quinze minutos que não abríamos a boca.
- Tá, chega dessa babaquice. Por que a gente não está se falando mesmo? –
ele disse mexendo as mãos.
- Porque foi ideia sua vir de elevador...
- Ah, para com isso Mary, vamos fazer alguma coisa, ficar sem falar
nada é muito chato!
- Tá, inventa alguma coisa aí. - Disse sem animação.
- Que tal o jogo de palavras?
- Hã? – hã? Que droga é essa?
- Tipo, eu falo uma palavra e você fala a primeira coisa que te vier a
cabeça.
- Ahh agora eu entendi. – Ahh agora sim.
- Beleza, então eu falo uma coisa e você fala o que ela te lembra ok?
- Ok – Respondi me ajeitando no chão. Sim já estávamos no chão.
- Comida?
- Batata frita.
- Sobremesa?
- Pudim.
- Filme?
- Greese.
- Amiga?
- Helena.
- Musica?
- Beauty and a Beat.
- Justin bieber? Sério?
– Louis perguntou com cara de incrédulo.
- O que tem? Ele é meu cantor favorito! – ele continuou me olhando do
mesmo jeito. - Continua Louis...
- Odeia?
- Ingrid.
- Saudades?
- Infância.
- Tv?
- Glee.
- Família?
- Viagem.
- Brinquedo?
- Barbie... Ta rindo de que Louis?
- Lembrei da Kemelly. – Nossa... ¬¬
- Ah... Enfim...
- Cor?
- Verde.
- Medo?
- Morte.
- Animal?
- Você.
- Son... Ei!!! Idiota!!! Eu não sou um animal! – Lerdo, só percebeu
depois de mil anos.
- Mas, o jogo não é assim? – Eu estava rindo da cara do Louis.
- Responde direito!
- Tá, desculpa.
- Animal? – ele repetiu e olhou bem para mim.
- Cachorro...
- Sonho?
- Ser fotógrafa.
- Lembrança?
- Acampamento.
- Bonito?
- Niall.
- Nossa que decepção...
- Continua Louis!
- Nossa que decepção...
- Continua Louis!
- Bonita?
- kemelly.
- Acampamento?
- Beijo.
- Flor?
- Rosa.
- Ama?
- Dançar.
- Casa?
- Dormir.
- Beijo? – Ele se aproximou um pouco. Isso está começando a ficar estranho.
- O seu.
- Beijar? – Se aproximou mais um pouco.
- Você. – Tá, Eu não podia evitar mais nada.
- De novo? – eu podia sentir sua respiração.
- Agora... – Disse colocando minhas mãos em sua nuca, beijando-o
É, parece que esse jogo é melhor do que parece...



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