Recado das autoras

Primeiramente, queríamos agradecer a todos que acompanham a nossa fanfic. Isso realmente é muito importante para nós. O nosso principal objetivo aqui no blog é deixar vocês interessados no que escrevemos. Por isso estamos dispostas a melhorar em tudo que vocês acharem necessário. Por isso pedimos para que vocês deixem o cometário em baixo das postagens, ou então entre em contato comigo pelo twitter @gabi_ptl. nós ficaria feliz se nos dissessem o que estão achando. Por isso queremos agradecer mais uma vez para todos os visitantes do site. Obrigada mesmo.

Ass: Gabriela e Leticia

(in English)

First, we wanted to thank everyone that came to our fanfiction. This is really important to us. Our main goal in this blog is to let you interested in what we write. So we are willing to improve in all that you think necessary. That's why we ask that you leave the cometary below the posts, or contact me at twitter @gabi_ptl. We would be happy if you told us what they're thinking.
So we want to thank you once again for all site visitors. Very, very, very thanks guys! we love u.

with love: Gabriela and Leticia


segunda-feira, 10 de março de 2014

2ª Temporada 46º Capítulo


Recado: Música para as partes: Louis POVs: Tik Tok - Kesha; Gaby POVs: Diturbia - Rihanna; Liam POVs: Teenage Dream - Katy Pery.
Ps: A música do Liam POVs, é no ponto de vista dela. É o que ela sente, está sendo expressado através da música.
Sem mais enrolação. Boa leitura.

Louis POVs

Marie e eu não tínhamos nos separado, o que era bom. Mas também não tínhamos nos beijado mais, apenas conversamos muito. Pelo menos tentamos falar. Não era algo fácil quando ela é a aniversariante da festa e alguém aparece a cada cinco minutos para “parabenizá-la”, dar sorrisos falsos, reclamar de algumas coisas, o que era até engraçado, já que Mary dizia que ia resolver , mas assim que a pessoa virava as costas, ela revirava os olhos e me arrastava para outro lugar. Geralmente pra “resolver” o problema, que na verdade, nunca era nada demais.
Um desses problemas foi o Liam no banheiro feminino.
A mulher que nos avisou, parecia realmente irritada com aquilo. Chegou  ser engraçado a cara de horror que ela tinha. Mas no final era por um bom motivo.
Enquanto Marie levou a garota inconsciente e o namorado dela para o tal do quarto, me sentei no bar e a esperei.
Pedi um drink qualquer enquanto comecei a pensar sobre Zaynne. Eu deveria fazer algo a respeito. Mas eu ainda não sabia o quê. Muito difícil pensar nesse tipo de coisa.
Só que mesmo que eu fizesse, Mary também teria de fazer. Não teria de ser só eu a abrir mão de algo ou alguém.
Suspirei derrotado. Só pensar não me levaria há lugar algum. Teria de agir de alguma forma. Mas de novo, não era fácil. Zaynne e eu tínhamos uma ligação, mesmo que fosse pequena, eu me importava com ela, e isso seria difícil.
Minha cabeça estava doendo. Teria de achar um jeito melhor de resolver isso tudo depois. Virei meu drink garganta abaixo e fechei meus olhos com força. Não precisava ser hoje. Eu ainda tinha tempo.
Alguém se sentou ao meu lado, e mesmo olhando só para a fantasia, sabia que a pirata estava de volta.
- Pensei que tivesse ido embora. – Ela tinha apoiado os braços no balcão.
- Não, só estava com sede. – falei dando de ombros enquanto ela me olhava por inteiro e depois suspirava.
- Kemelly e Liam? – Perguntei a ela.
- Eles vão ficar bem.  – Mary suspirou. – Disse a Liam para dar uma ducha em Kemy, assim ela ficaria sóbria mais rápido. Se ele fará isso, não sei.
- Ah, ele vai fazer... Ele com certeza não tem uma ideia melhor. – Disse debochado, porém era verdade. Liam estaria perdido sem a nossa ajuda.
- Se você diz, espero que dê certo. – Ela olhou ao redor. – Talvez eu devesse fechar esse bar. Não tenho outros quartos disponíveis para outros amigos. – Mary comprimiu os lábios me fazendo rir um pouco.
- É, bebidas e menores de idade não combinam. Imagina se a polícia chega aqui?! – Me virei pra ela que estava rindo de minha preocupação.
- Relaxa, Louis. Eu tenho meus contatos, garanto que estamos liberados para fazer o que quisermos hoje à noite. – Ela tinha um sorriso de lado no rosto que podia ter diversos significados, mas além disso, a fazia ficar sexy.
Não percebi que estava com o olhar cravado nela, até alguém parar ao nosso lado e pigarrear. Viramos os dois em uníssono na direção da pessoa. Era James quem estava ali igual a uma estátua.
Bom, ainda bem que o cara não queria falar comigo, por que muito provavelmente eu não saberia o que dizer.
- Oi, quer um drink? – Não posso dizer o que Marie sentia, mas seu tom de voz denunciava nervosismo. Talvez esse tivesse sido o primeiro pensamento inteligente que lhe passou  pela cabeça.
- Não, Marie... – Ele hesitou. – Vim aqui falar com você.
- Ah – Ela olhou para mim e depois olhou para ele. -, claro. Senta com a gente. – ela falou abaixando o olhar até o balcão.
- Na verdade... Eu queria falar em particular com você – James me olhava de soslaio, pelo canto dos olhos.
 O Observei, e depois passei meu olhar por Mary que o olhava agora atentamente.
Ele estava sério e eu conhecia a expressão que James trazia no rosto. Ele não estava ali para falar coisas boas. Marie pareceu perceber isso, afinal, ela respirou profundamente e piscou os olhos várias vezes como fazia sempre que ficava nervosa.
Percebi que eu era o intruso no meio daquela conversa. Suspirei e pigarreei alto o suficiente para chamar a atenção dos dois, podendo mostrar que eu estava me levantando e saindo.
Marie arregalou os olhos e falou o que eu menos esperava ouvir:
- O que tiver que falar pode dizer na frente de Louis. – O namorado dela a olhou sem entender, da mesma forma que eu a olhava. Ela percebeu e logo continuou. – Quer dizer, nós já compartilhamos várias coisas. Não me importo se ele ficar aqui agora.
O olhar dela para mim, era uma mensagem que dizia para eu não me mover. Para James, era algo que o fizesse ceder.
Novamente ele hesitou.
- Marie, a verdade é que isso é sobre nós dois. – Ele intercalava olhares entre eu e ela.
- Pode falar. – A voz dela falhou.
Imediatamente ele sentou-se ao lado dela e pegou sua mão. Não me atrevi a sair do lugar. Queria ver onde aquilo tudo iria dar.
- Eu não sei como dizer isso, mas... – Ele parou. Eu o estudei de cenho franzido. – Eu não acho que dê pra continuar.
Marie entreabriu a boca. E eu não pude conter uma risada incrédula e debochada.
- O quê? – Ela piscou.
- Marie, me desculpe, mas eu não estou sentindo o que deveria sentir... Eu só não quero continuar algo que não vai mais sair do lugar. – Ele claramente estava tentando escolher as melhores palavras, mas de verdade, quando se está terminando um relacionamento, não existem palavras certas. Todas vão ser erradas. Fato.
Ela estreitou os olhos.
- Aí você decidiu que fazer isso no meio da minha festa de aniversário, ia ser mais fácil? Estava achando que não fosse ruim? – Eu vi seus punhos se fechando por debaixo da mesa.
- Me desculpe, Mary, mas isso está sendo muito difícil pra mim. Por favor, não fique com raiva. Mas do que adianta continuar com alguém que você sente que não deveria estar? – A expressão dela se suavizou. As palavras dele a surpreenderam.
Ela abaixou a cabeça e começou a brincar com os dedos para depois levantar os olhos até ele.
- Conheceu outra pessoa, não foi?
James suspirou, o que o entregou no mesmo momento.
- Eu não escolhi que fosse assim. – Então percebi que ele estava sendo sincero com ela. No fim, ele se importava.
Não consegui ler a expressão que ela tinha, mas não era ruim. Era apenas... normal. Ela assentiu com a cabeça, provavelmente não sabia o que responder.
- Marie, de verdade, sinto muito. – Ela assentiu novamente e murmurou um “ok” quase inaudível. James não pareceu convencido. – De verdade, Mary. Eu espero que alguém um dia te dê o que eu não consegui.
Por mais que tivesse sido “bonitinho” o que ele tinha dito, eu fiquei com cara de desgosto. Que tipo de pessoa fala aquilo no fim de um namoro? Esse cara definitivamente era muito estranho. Não dava nem pra disfarçar.
Logo após a super frase de apoio que ele deu a sua ex-namorada, saiu andando de cabeça baixa murmurando mais um “desculpe”. Marie ainda o encarava com a boca entreaberta.
Voltei a me sentar ao seu lado. Ela não se moveu, ao contrário ficou ainda mais quieta, se é que era algo possível.
Eu pedi um drink para ela, imaginei que ela quisesse, mas o copo ficou parado na sua frente.
- Sinto muito por isso. – Falei olhando-a esperando algum tipo de reação.
Nada. Passaram-se minutos e nada.
Ela só respirava, era o máximo que fazia. Já estava ficando incômodo quando quis tentar falar mais alguma coisa:
-Não vai beber? – Foi idiota, mas eu tentei.
Ela não respondeu apenas se inclinou, virou o drink e bateu o copo com força de volta no balcão.
- Ok, isso foi bom. – Ela pressionou os lábios e olhou pra mim.
Eu a olhei confuso arqueando uma sobrancelha. Eu não estava entendendo.
- Marie, de verdade, talvez você precise esfriar a cabeça, tomar um ar ou...  – Comecei a falar-lhe, mas fui interrompido antes disso:
- Ah, por favor, cale a boca.
Eu a olhei totalmente incrédulo.
- Mary, não precisa agir assim, eu sei que foi ruim, mas...
- Ah, Louis, me poupe desse papo furado... Agora eu to solteira!
E de novo, Marie me surpreendeu me beijando.
Eu poderia me acostumar com esse tipo de surpresa. Eu poderia me acostumar com os beijos dela. Poderia me acostumar em ficar com ela assim. Com os beijos apressados que na maior parte das vezes tinham intenção de calar minha boca.
Eu poderia me acostumar com isso se ela não se importasse em calar minha boca sempre que precisar e achar necessário. Pois ela teria que fazer isso várias e várias vezes.

Gaby POVs

Depois que acharam Kemy, Niall e eu achamos que seria insignificante ficar lá, já que Liam iria cuidar dela. Fomos então procurar algo pra fazer, quer dizer, comer.
É claro, que entre tantas opções de aperitivos, tínhamos que provar um de cada. Era o nosso dever como convidados da festa.
Achamos  uma poltrona muito confortável, e depois de jogarmos a melhor de três no par ou ímpar e eu ganhar, pude sentir o conforto daquele tecido enquanto Niall apreciava o tapete felpudo no chão. É, talvez não seja justo, mas nada no mundo é. Quem sabe na próxima não é ele?
Enquanto degustávamos um salgado extraordinariamente bom de peito de peru e queijo, começamos a conversar sobre coisas aleatórias.
- E os seus pais, Gaby? – Por um momento olhai para o nada. Apenas Niall sabia dessa história, não havia contado pra ninguém. Ainda não teve um fim, então preferi não apressar espalhando para todos minha vida pessoal. Quando fosse a hora, diria o que fosse necessário.
Suspirei derrotada com meus pensamentos.
- Bem que eu queria saber, Duende. Não falo com meu pai desde então, e das únicas vezes que vi minha mãe, ela estava totalmente arrasada e acabada. Ela está agindo como se tudo fosse culpa dela. – Na verdade, eu queria saber de quem realmente era a culpa, assim poderia apontar o dedo bem na sua cara e gritar “seu idiota!” pra Deus e o mundo escutar, mas não adiantaria em nada. Não mudaria o passado.
- Eu sinto muito. – Niall murmurou e eu respondi com um tudo bem quase inaudível. As palavras que ele falava talvez tivessem sentimento de verdade, mas eu não queria acabar como Kemelly ou Zayn, que passaram tanto tempo escutando essas palavras vazias. Eu não queria passar por tudo que eles passaram desde que perderam parte da família. Esperava que esse meu problema tivesse um tipo de solução ponderável.
- Sabe, Niall – mudei de assunto rapidamente -, você nunca mais falou daquela garota intercambista. Vocês saíram? – O Olhei com o melhor olhar malicioso que poderia fazer.
- Sim, na verdade saímos, mas não acho que fosso dizer que me senti atraído por ela... – Ele respondeu colocando mais um pedaço do salgado em sua boca. Isso atiçou minha curiosidade.
- Por quê? – Vi-me perguntar.
- Ah sei lá... Não tinha paixão, sabe? Não tinha aquela coisa necessária pra se começar um relacionamento...
- Confiança.
- Isso mesmo! – Ele concordou comigo. – Percebi que ela não estava mais que interessada em dar uns amassos. – Tive que rir da careta que ele fez.
- Que garota atrevida! Nunca diria isso olhando pra ela. – Falei ainda rindo e vi Niall concordar comigo.
- Falando em pessoas atrevidas, posso fazer uma pergunta? – Ele arqueou uma sobrancelha levantando a cabeça para me olhar.
Eu não diria que não, óbvio. Mas não vou mentir dizendo que não pensei nas perguntas mais absurdas do planeta.
- Claro, vá em frente – Mordi mais uma lasca do salgado e esperei.
- Como você chegou à conclusão que Erick era uma pessoa pra se ter um relacionamento? – A pergunta dele me desarmou por completo.
Como eu descobri isso? Nem mesmo eu sabia. Senti minha garganta ficar seca e o pedaço do salgado virar uma pedra dentro da minha boca. Eu poderia muito bem me engasgar lindamente ali, se não fosse pelo copo de água ao meu lado.
Pensei em um turbilhão de coisas tentando achar a resposta mais convincente, e talvez a mais verdadeira. Mas era impossível. Eu simplesmente não tinha a resposta.
- Sabe, Niall – Pigarreei e desviei  olhar. – É difícil dizer isso. Eu me enganei com quem achei que ele fosse. – Meu amigo tinha o olhar fixo em mim. – No começo ele era um bom amigo, alguém que me fazia bem, que fazia com que tudo fosse um mar de rosas, e eu acreditei. Me iludi. – Sorri tristemente me lembrando. – Quando você gosta de alguém, age por ela e não por você. Mas depois de muito, muito tempo sendo, como posso dizer? – Como dizer isso sem falar um palavrão junto? - Hum... tratada como um lixo, percebi que aquilo não era certo, muito menos algum tipo de amor que passava na minha cabeça. Eu amadureci muito depois disso.
Fiz uma pausa e olhei melancolicamente para as luzes que piscavam no salão.
- Talvez seja difícil de acreditar, já que não faz tanto tempo, mas quando a verdade vem, ela leva com junto todas as suas armas e proteções. Você fica a mercê dela. – Suspirei derrotada. –  Faz parte do crescimento psicológico errar, cair e se machucar. Eu apenas resolvi levar o maior tombo e aproveitar para quebra o coração. Mas a cura é rápida, sabe? Você simplesmente esquece, pelo menos eu me sinto assim, “consertada”. Quando você tem pessoas ao seu redor que te ajudam, você não sente tanto. Eu não  me lembro que ele existe na maior parte do tempo, só é meio complicado quando ele surge na minha frente tentando “me ter”. – Ri com isso, mas era verdade. Erick para mim era tão passado quanto minhas Barbies de quando era criança. Em um lugar que eu nem me lembrava que existia.
- Não sei se você respondeu minha pergunta, mas ok. – Nialler falou em uma brecha do que eu nada dizia. Pensei um pouco e depois falei:
- Eu não sei como, de verdade, só achei que o que tínhamos era algum tipo de paixão, e que se fosse mesmo, deveríamos ficar juntos. Só. – Dei de ombros bebericando mais um pouco da água.
No final das contas, foi fácil responder... Quer dizer, mais ou menos.
- Qual foi a pior coisa que ele já fez? – Outra pergunta que me pegou desprevenida, porém para essa, a resposta era fácil.
- Trair minha confiança. Em todos os sentidos. – Respondi meio milésimo de segundo depois que ele tinha fechado a boca. – De verdade, de todas as coisas que ele fez, essa foi a que mais me quebrou, mais machucou.
Niall suspirou e olhou para outra direção.
- Você realmente gostou dele. – Afirmei com a cabeça, então só depois percebi que não havia sido uma pergunta, e sim uma afirmação.
- Mas fale sério, Nialler, quando se gosta de alguém, você confia de olhos fechados e vendados nessa pessoa. Acaba sendo até uma atitude normal.
Ele concordou e ficamos em silêncio.
Pouco mais que cinco minutos depois, Niall levantou a cabeça para me olhar de novo. Ele tinha uma expressão curiosa no rosto.
- Posso fazer uma outra pergunta, só que dessa vez mais pessoal? – Uma pessoa normal teria dito um grande e sonoro NÃO! Mas eu não sou uma pessoa normal, então franzindo a testa, disse que podia, porém da forma mais embaraçosa que consegui. Meu estômago remexeu de ansiedade. Não sei mais se queria responder alguma coisa...
- Você disse que confiava em Erick, então você sabe... – Ele coçou a nuca, e o único pensamento lógico na minha cabeça era algo parecido com Ai meu Deus... – Hã... Vocês, hum...
A uma altura dessas eu já tinha entendido a pergunta.
- Sexo não é uma palavra proibida, Nialler. – Disse provavelmente tão vermelha quanto minha fantasia.
-Eu sei, só que é embaraçoso de se perguntar isso. Vai dizer que é mentira?! – Ele olhou pra mim fazendo careta e de novo tive que rir.
- Ah, qual é?! Não é tão horrível quanto ter “a conversa” com o pai e mãe. Nesse momento você vê a morte passando diante dos seus olhos, e espera que um momento igual nunca mais aconteça! – Ele riu e concordou.
- Você ainda teve sorte. Tive essa conversa duas vezes na vida. Duplamente embaraçoso e vergonhoso.
- Ok, ok. Talvez eu tenha tido mais sorte. – Rimos mais um pouco até que o silêncio voltasse a tomar conta ao nosso redor. Eu brincava com o copo vazio.
- Bibi, você não respondeu minha pergunta. – Gargalhei.
- Você realmente é muito curioso, Nialler! – Esperava que meu rosto não estivesse como antes, mas com certeza era algo impossível. – Não, não fizemos nada do tipo. Bem que ele tentou, mas não achei que fosse certo eu me entregar assim, sei lá... – Falei rapidamente me atrapalhando as palavras rindo em seguida.
Passou pela minha cabeça, que dois poderiam jogar esse jogo, então resolvi perder a vergonha na cara e perguntar também:
- E você Niall? Te faço a mesma pergunta. – Olhei para ele que comprimia os lábios. Ri de suas bochechas vermelhas.
- Ok, justo. – Ele falou finalmente me olhando. Esperei, mas o duende não me respondeu.
- E então, Nialler? – Fiz uma cara maliciosa enquanto o olhava. Niall riu e depois voltou a ficar sério.
- Lembra da minha ex-namorada? – Ele me olhou.
- Ah, sei... A loira do ano passado, né? – Ele assentiu e eu, sem entender fiquei olhando-o até que a ficha caiu e eu abri minha boca. – O quê? Ta brincando?! Ninguém me conta mais nada nessa vida! – Niall se defendeu falando que não é ma coisa que se deva sair gritando na rua, e eu acabei rindo ainda mais.
- Ok, vamos mudar de assunto, por favor... – Disse tentando recuperar o ar me levantando da poltrona super legal.
- Como quiser, mas eu particularmente, acho que deveríamos trocar de comida. – Ele também se levantou. – O que acha de partirmos para a sobremesa?
Quem era eu para negar algo tão doce, nobre e gostoso?
- Achei que nunca fosse dizer!
Fomos juntos até uma mesa laranja fluorescente com todos os tipos de doces que se poderia imaginar. Era quase um Candy Land na vida real. Imagina um lugar igual ao clipe de Katy Perry em California Gurls? PERFEITO!               
Ficamos trocando diferentes tipos de taças dos mais diferentes tipos de doce até Niall ficar sério e falar comigo.
- Acho que você foi certa, Gaby. – O olhei confusa com uma cara que provavelmente dizia: "Do que ele está falando mesmo?". - Talvez no fundo você já soubesse que não era ele a pessoa certa. – Sua frase de novo me desarmou. Baixei a mão com a taça de chocolate branco e preto meio amargo. Se eu de fato sabia, porque demorara tanto pra perceber? Quem seria o certo pra mim? Será que existia isso?
Eu quase consegui sentir o cheiro de queimado dos meus neurônios trabalhando nisso.
- Desculpe – Niall falou vendo minha expressão intrigada. – É só que ele é um grande canalha.
- Ah, disso eu sei, pode ter certeza! – Disse sorrindo e isso cortou o clima pesado que tinha entre nós dois.
- Sabe, ele parece ter ciúmes de você. Não sei se é real, mas é algo que me incomoda. – Niall comentou e eu dei de ombros. Erick era um psicopata controlador.
- Eu não ligo, ele só age assim por saber que eu não vou mais voltar e ficar com ele, vou aproveitar meu tempo me divertindo e quem sabe até beijando outros caras. Ele que arrume algo para fazer. – Percebi que o tom de minha voz havia se tornado ríspido demais de uma hora para outra, mas Niall não pareceu se importar com esse detalhe, estava ocupado provando morangos e uvas com casca de chocolate.
Resolvi que não ia mais pensar em Erick, ele que desaparecesse.
Passei os olhos pela mesa mais deliciosa do mundo a procura de algo que me agradece (o que não era difícil), quando meus olhos pousaram em uma única taça com uma pasta marrom e vários granulados jogados por cima. Não pode ser, pensei. Isso é brigadeiro, como Marie pode ter conseguido esse doce tão brasileiro aqui na Inglaterra? Essa garota era demais!
Estendi meu braço com a boca já salivando. Fazia tanto tempo que eu não comia isso. Me trazia tantas lembranças do Brasil e da época em que passamos lá... Ok, deixei o passado para depois, o importante agora é o doce!
No momento em que agarrei a tacinha, outra mão também a pegou.
- Nem vem, Niall, eu peguei primeiro! – Puxei o doce na minha direção, mas Nialler me impediu.
- Não, não. Você já acabou metade da mesa, esse é meu! – Começamos então a puxar o brigadeiro freneticamente pra frente e para trás.
- Brigadeiro é meu doce favorito! – disse.
- Pelo menos você já comeu um dia na sua vida, e eu que nunca provei? – Ele puxou.
- Não importa, ele é meu! – E no fim dessa minha frase tão criativa, Niall consegui arrancá-lo de minha mão. Com um sorriso idiota falou aquilo que eu podia ver.
- Há, peguei! Agora é meu, e você vai ficar babando!
- Sua criança! Me devolve! – Dei um passo a frente e me estiquei para pegá-lo, mas por pura injustiça, Niall tinha levantado o braço de uma forma que eu não conseguia alcançar. Maldita altura!
- Seu injusto! – Dizia eu nas pontas do pé, enquanto tentava pular e a mão livre de Nialler me impedia do feito. Ele, enquanto via meu desespero, de algum jeito começava a comer o brigadeiro. Meu brigadeiro.
- Injusto, nada! Você que é egoísta! – Ele falou de boca cheia. 
Então com a mão que me afastava, ele começou a fazer cócegas em mim, e isso fez com que eu paralisasse por um momento apenas para que eu pudesse rir e ele me acompanhar. Eu tentava estapeá-lo, mas nãos estava funcionando. Acredite, eu estava totalmente sem ar e vermelha.
O pior de tudo, é que o tempo parecia ter congelado!
Não sei como nem quando nesse meio tempo acabamos ficando tão próximos.
Quando as cócegas pararam, eu ainda estava nas pontas dos pés quase da mesma altura que Niall. Olhos nos olhos, narizes quase se tocando e eu podia definitivamente sentir sua respiração que se misturava com a minha, que aliás. por puro extinto eu tinha acabado de prender.
Seu braço que antes me fazia cócegas, agora estava na minha cintura, me deixando colada a ele. Os meus que antes se esticavam para pegar o brigadeiro, que agora nem mais existia, estava sobre seus ombros.
Eu estava arrepiada e meu estômago estava um caos. Tinha certeza que se eu fosse um tipo de máquina, teria entrado em curto circuito.
Eu não sabia o que dizer, e não me atreveria a me mexer. Por mais confuso que fosse, eu gostei de estar assim.
- Se eu dissesse que quero te beijar, você me impediria? – Niall sussurrou roçando seus lábios no meu. Minha respiração deu pane. E eu não conseguia parar de intercalar o olhar entre sua boca e seus olhos. Eles sempre foram tão profundos assim? Eu não conseguia nem me lembrar.
Neguei com a cabeça, não conseguia formular a simples frase me beije. Na verdade, nem precisei, pois no segundo seguinte era exatamente o que estávamos fazendo. 
Eu acabei me lembrando do dia em que tínhamos viajado, aquele mesmo dia em que teve toda aquela tempestade na praia e os garotos tinham sumido. Me lembrei que quando tinham voltado depois de horas, nós tínhamos nos beijado. Pensei no quanto embaraçoso aquilo tinha sido para nós dois. O quão errado e ridículo achamos que fosse.
O que aconteceria depois que o beijo acabasse? Teria algum outro tipo de desculpa ou algo assim? Por hora não queria saber. O beijo tinha gosto de brigadeiro, e não vou negar que meu amigo beijava muito bem. A única coisa que eu poderia dizer com muita, muita certeza, era que dessa vez eu não iria fugir.
Perdi totalmente a noção do tempo e espaço, por isso, quando precisei de oxigênio, e ele também, fiquei desapontada. Malditos pulmões
Nos encaramos por um segundo. Eu ainda estava atônica, sem saber o que fazer ou falar, mas meus pés estavam fixos no chão. Eu não ia sair dali.
Então eu fiz a única coisa racional que alguém faria, e a última coisa que me imaginei fazendo na vida.
Eu o beijei. Simples assim.
Juntei nossos lábios com pressa. De verdade, tinha alguma coisa naquela comida toda que estava me deixando maluca. Quando na minha via me imaginei fazendo isso? E quando na minha vida achei que fosse ser tão bom?
Eu preciso de um acompanhamento médico para tratar meu cérebro. Ele não anda bem ultimamente.
Agarrei com uma das mãos aquele casaco, ou sei lá o que era, que Niall usava para trazê-lo mais perto de mim. Ele tinha suas mãos em minha cintura, e parecia não querer me soltar, mas de novo, sendo um ser humano normal sem poderes sobrenaturais, tivemos que nos separar, porém dessa vez, foi diferente.
Quando nossos olhos se encontraram, foi como se Niall tivesse apertado algum botão, sua expressão mudou. Ele arregalou os olhos e se afastou de mim.
- Gaby, me desculpe, eu não... – Ele levou as mãos na cabeça e eu o olhei confusa. Eu não estava brava, talvez surpresa, mas porque ele estava agindo assim?
- Niall, tá tudo bem!
- Não, não está! Por que não me mandou parar? Eu sou um idiota... – Ele virou as costas e fechou os olhos. Estava intrigada demais para dizer algo.
- Niall, não precisa agir assim! – Dei um passo em sua direção, mas ele recuou. Parei assustada. O que eu fiz pra ele?
- Não! Me desculpe, Gabriela. Eu só precisava fazer isso... Te beijar, eu precisava! – Não reconheci a pessoa que estava na minha frente. O que aconteceu? Por que só eu não parecia entender?
- Niall, pare com isso, seu bobo. – Falei com falta de confiança em minhas palavras.
- Me desculpe. – Ele murmurava. – Me desculpe, desculpe. Não precisa falar nunca mais comigo, isso foi idiotice!
E com isso ele saiu a passos largos. Meus lábios ainda formigavam por causa do beijo. E eu tentei segui-lo. Fui atrás dele, gritei seu nome para que voltasse, mas ele me ignorou.
- Niall, seu trouxa, não faça isso comigo! – Eu dizia enquanto ia atrás dele, passando pelo meio das pessoas, mas não adiantava, ele já estava bem longe de mim quando eu disse o que deveria ter dito muito antes:
 – Eu gostei de ter beijado você!

Liam POVs

Mary nos levou até o quaro, onde o destrancou e me deu a chave em seguida. Disse para que eu cuidasse da Kemelly, logo ela voltaria para vê-la, mas que antes precisava resolver algumas coisas sobre o tal do discurso que teria de fazer dali alguns minutos.
A obedeci e coloquei Kemy na cama cuidadosamente. Marie riu e falou que eu não deveria fazer isso, e sim colocá-la debaixo do chuveiro com água fria, isso faria com que ao menos a ressaca diminuísse e que ela voltasse mais a consciência. Achei estranho e acabei fazendo uma careta.
Não queria discutir com a anfitriã da festa, mas segundo ela dissera “já passei muito tempo cuidando de pessoas assim pra saber o que fazer”, resolvi não questionar. Fui até o banheiro e abri a ducha no frio. Esperei que Kemy não quisesse me bater por isso depois.
Percebi que a música, mesmo dali, ainda era bem alta. 
Voltei a prestar atenção na água que caía e no que eu deveria fazer.
Ok, fase um completa, agora só teria de acordar Kemelly e colocá-la ali embaixo.
Andei a passos largos até o lado da cama e a balancei gentilmente. Quase que imediatamente ela fez um careta e abriu os olhos. Ela parecia tão bem quanto uma pessoa que sofria de insônia.
- Nossa, cara! Odeio a luz! – Ela falou colocando as mãos na frente dos olhos. Isso me fez rir. A encarei por um momento.
Não iria perguntar a ela se queria tomar uma ducha. Marie deixou bem claro que isso era extremamente necessário. Sem dizer nada peguei-a em meus braços e a levei até a água. Aparentemente eu teria de colocá-la ali embaixo com roupa e tudo. Não tinha escolha.
Ela ainda estava grogue, então só se deu conta de tudo quando sentiu a água bater e suas costas. Kemelly falou todos os palavrões existentes, o que chegou a me surpreender, mas percebi que não deveria estar tão surpreso assim.
-Liam, o que você está fazendo? – ela perguntou rapidamente enquanto se livrava da peruca ruiva, murmurando um “isso não serve pra nada”. Ela tinha passado tanto tempo com aquilo que já estava começando a me acostumar com o acessório.
- Eu não sou bom em cuidar de bêbados. Só estou fazendo o que me falaram que era certo. – Levantei os braços em forma de rendição e, ao contrário de cinco minutos atrás, ela não estava mais dormindo, muito menos em estado grogue, pois começou a jogar água em minha camisa fazendo com que ela colasse em meu corpo.
- Não, Kemy! Agora vou ter que ficar assim até o fim da festa! – Eu dei um passo para trás e ela me puxou de volta. Agora estávamos os dois debaixo do chuveiro completamente molhados.
- Pensei que você acordaria como se tivesse sido atropelada por um caminhão. – Comentei enquanto ela ria e tirava o cabelo que estava na frente de seu rosto.
- Não disse que não estou, mas eu quero aproveitar o tempo que temos antes que eu desmaie de novo ou sei lá.
- Você ainda está bêbada, não é? – Arqueei uma sobrancelha e a olhei. Eu não sabia distinguir mais o falso do verdadeiro.
- Sabe, Liam. Eu estou tendo pensamentos claros o bastante para saber que não estou do jeito maluco de antes. Te garanto que não pensar no mundo como um bumerangue é um grande avanço e sinal de sobriedade. – Ela falou de uma forma que me fez rir.
Eu não sabia como era ficar bêbado porque na verdade, nunca havia ficado, mas me impressionei pela força de vontade de Kemelly. Não sabia como alguém poderia melhorar tanto depois de colocar os órgãos pra fora a pouco tempo atrás e tomar dois minutos de água fria na cabeça.
- Nunca mais faça isso. – Sussurrei para ela e suspirei em seguida. – E me desculpe. – Olhei em seus olhos procurando algum vestígio de mágoa, mas não encontrei.
- Não se preocupe com isso, já passou. – Ela sorriu me tranquilizando e eu soube que estávamos bem.
Ficamos um tempo em silêncio que só foi interrompido quando ela se segurou no meu braço para se livrar dos saltos que usava.
- Acho melhor tirar isso aqui antes que me ferre mais um pouco. Já fiz besteira demais para o resto do mês.
- Talvez para o resto do ano. – Comentei baixo e ela riu.
- Cale a boca, você ainda me deve uma dança. – A olhei intrigado.
- Uma dança, aqui no chuveiro?
- Claro! Ainda dá pra ouvir a música, certo? Se a música toca, dançar é liberado! – e com isso ela começou a fazer passos engraçados e divertidos. Hora ela colocava a mão no nariz e fingia mergulhar, hora fazia a dança do robô. Logo estávamos os dois dançando ridiculamente e totalmente encharcados. A música acabou e continuamos dançando dessa forma anormal até que as risadas fossem tantas que não fosse mais possível se mover.
- E aí, o que achou da minha dança profissional?! – Kemy fez uma pose de diva em frente as câmeras. Talvez fosse para ser algum tipo de cara sexy, não sei.
- De verdade, eu adorei! – Disse ainda rindo. – Será que pode me dar um autógrafo?
Ela deu um passo para a frente.
- Posso fazer melhor que isso. Que tal um beijo? – Ela se colocou nas pontas dos pés e apoiou cada mão em um ombro meu.
- Seria um idiota se recusasse. – Falei sério e ela riu. Ela então me beijou. Apenas um selinho, mas fez com que eu me lembrasse de algo do fundo do poço.
- Acho que devíamos fazer isso mais vezes... – Ela comentou mais para si mesma do que para mim. Só então olhou em minha direção. – O que acha?
- Claro, dançar é algo que mandamos muito bem... – Ela riu, mas pela expressão no rosto, sabia que eu havia me lembrado de algo.
- O que foi? – Ela perguntou.
- Lembrei de uma coisa que foi dita no acampamento, mas é idiota. – Tentei fazê-la esquecer, mas seus olhos brilharam de curiosidade. Isso era algo impossível de se ignorar.
- Liam, não me faça perguntar o que era. – Kemy levantou uma sobrancelha e fez uma careta. Eu não teria escolha, então me preparei para contar:
- Lembrei do acampamento que fizemos com os outros. Da hora da fogueira quando não me lembro quem, te desafiou a fazer uma dança “erótica”. – Fiz aspas com os dedos enquanto ria. Ela me acompanhou.
- Que coisa ridícula, até parece que eu ia fazer algo do tipo no meio de todos eles! – ela parecia indignada e eu notava que suas bochechas estavam rosadas pela lembrança.
Antes de tomar vergonha na cara, eu já havia perguntado:
- E pra mim, você faria? – Suas bochechas ficaram ainda mais rosadas e por um momento ela não sabia o que responder.
Ela tinha enrubescido, mas o sorriso de seu rosto continuava o mesmo.
- Eu não sei... – O silêncio pairou. Eu não sabia o que perguntar, nem o que falar. Ela estava sem graça e passava as mãos no cabelo enquanto olhava para os seus pés descalços e a calda que arrastava no chão.
 Ela levantou o olhar até o meu e depois abriu um sorriso.
- Ta escutando? Adoro essa música. – Kemy passou as mãos pelos olhos tirando parte da maquiagem que usava.
- Por que gosta dela? – Entrei na tentativa dela de mudar de assunto.
- A letra, gosto dela. – Minha namorada deu de ombros e começou a mexer na fantasia, como se ela fosse deixar de ficar encharcada de um segundo para o outro. Ela olhou para as parede e percebi que ainda estava rosada.
Meus pensamentos me levaram ao dia em que estávamos na praia. A primeira vez quando ponderei ideia de beijá-la. Me Lembrei do momento em que a onda nos acertou e como rimos por isso. Me lembrei da risada dela naquela noite, do seu vestido molhado e dos seus óculos que ela mexia quando ficava envergonhada.

You think I'm pretty without any makeup on
(Você me acha bonita sem maquiagem)
You think I'm funny when I tell the punchline wrong
(Você me acha engraçada quando eu conto uma piada errada)
I know you get me so I let my walls come down, down
(Eu sei que você me entende, então eu me solto)
Before you met me I was alright but
(Antes de você me conhecer eu estava bem, mas)
Things were kinda heavy, you brought me to life
(A coisa ficou pesada, você me trouxe à vida)
Now every February you'll be my valentine, valentine
(Agora todo Fevereiro você será o meu namorado, namorado)

Percebi que devíamos ter uma queda por água. Além dessa vez na praia, teve o beijo na chuva.
Já estávamos encharcados, só faltava com que nós nos beijássemos. Iria ser mais uma recordação.
- Eu gostei muito da sua roupa, Kemy. Ficou perfeita em você, me desculpe por não ter dito isso antes. – Ela olhou em meus olhos de um jeito brincalhão.
- Você não parecia gostar hoje mais cedo. – Cruzou os braços e me encarou.
- Me desculpe, mas era o ciúme. Vou controlar melhor da próxima vez. – Disse sorrindo sem graça da mesma forma que ela estava há alguns minutos.
- Tudo bem, acho que entendo. Você também está lindo com essa roupa. – Instantaneamente baixei os olhos para aquilo que vestia.
- Tive uma ótima consultora, sabe? Muito boa de verdade. – ela riu, pois havia sido ela quem tivera escolhido minha fantasia. Ela não sabia que eu a usaria hoje, mas pareceu feliz com a escolha.

Let's go all the way tonight, no regrets, just love
(Até o fim essa noite, sem arrependimentos, só amor)
We can dance until we die, you and I will be young forever
(Nós podemos dançar até morrer, seremos jovens para sempre)
You make me feel like I'm livin' a teenage dream
(Você me faz sentir como em um sonho de adolescente)
The way you turn me on, I can't sleep
(Você me deixa tão excitada que não consigo dormir)
Let's run away and don't ever look back
(Vamos fugir e nunca olhar para trás)
Don't ever look back
(Nunca olhe para trás)
My heart stops when you look at me
(Meu coração para quando você olha para mim)
Just one touch now baby I believe this is real
(Apenas um toque, baby, agora eu acredito que é real)
So take a chance and don't ever look back
(Então arrisque-se e não olhe para trás)
Don't ever look back
(Nunca olhe para trás)

Ela riu e colocou suas mãos sobre a gola de minha camisa que tinha os primeiros botões abertos. O sorriso do seu rosto desapareceu e deu lugar a uma expressão séria. Ela passou a ponta da unha pela minha pinta do pescoço e depois os dedos dela começaram a deslizar pela parte aberta de minha camisa e tocar meu peitoral.
Ela olhou nos meus olhos e isso foi o suficiente para que eu a beijasse. A primeira vez de verdade durante toda aquela noite. Foi o beijo mais intenso. O melhor que já havíamos dado. Parecia que nós não nos beijávamos por séculos, e isso me assustou. Nunca tinha sido tão profundo a ponto de perder a noção do espaço, pois no instante em que abri os olhos e me separei dela para recuperar o ar, as costas dela estavam grudadas na parede gelada e eu não a deixava se mover. Não queria que ela saísse dali.

[...]
I finally found you
(Finalmente te encontrei)
My missing puzzle piece
(A peça que faltava no meu quebra-cabeça)
I'm complete
(Eu estou completa)

Ela me beijou de novo, de uma forma apressada. Não hesitei em retribuir. Tinha meus dois braços em sua cintura a apertando contra mim, tentando acabar com um espaço que já não mais existia. Os braços dela hora estavam em meus braços, hora arranhando meus ombros e minha nuca, que me causavam calafrios. Calafrios que eu queria sentir de novo e de novo, arrepios que eu não queria que acabassem.
Ela se afastou bruscamente sem desgrudar nossos corpos, mas o suficiente para me olhar nos olhos apenas para dizer:
- Eu não consigo ficar mais nem um centímetro longe de você, Liam. – Ela estava sem fôlego e por algum motivo, eu queria deixá-la sem ar. Sem ar por mim, pois era assim que ela me deixava.
- Então não fique. – Foi o que eu consegui dizer antes de começarmos a nos beijar novamente. Cada vez melhor, mais intenso e delirante.

Imma get your heart Racing in my skin tight jeans
(Vou disparar seu coração com o meu jeans apertado)
Be your teenage dream tonight
(Ser o seu sonho de adolescente essa noite)
Let you put your hands on me in my skin tight jeans
(Deixo você colocar as mãos no meu jeans apertado)
Be your teenage dream tonight
(Ser o seu sonho de adolescente essa noite)

Pouco tempo depois, nossas roupas molhadas já estavam jogadas em algum lugar daquele Box. A água já não era mais fria o suficiente, não servia para amenizar o calor que emitíamos por cada poro. Era só isso que eu sentia. O calor dela contra o meu e a água escorrendo por nossos corpos. Era impossível de descrever a sensação.  Eu só sabia que estar com ela daquela forma, me faria enlouquecer.
Senti-la daquele jeito faria com que tudo se tornasse um vício. Eu á sabia desde o início. Mas era o melhor vício que poderia existir. Isso não ia mudar. Ela me tinha de corpo, alma e coração. Eu era inteiramente dela, e ela inteiramente minha.

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Nota da Autora: eu ouvi um amém??!! FINALMENTE o Niall e a Gaby se beijaram hehehehehe Loved it.
De verdade, eu ADOREI escrever esse capítulo. Por mil motivos diferentes, esse está no meu top dez de "feliz com o meu trabalho". Espero que tenham gostado também :p
Ah, e eu quero agradecer uma amiga que me inspirou a fazer a terceira parte desse capítulo... Querida Pretty Pink, ficou do jeito que você imaginou? Se não, eu escrevo de novo, sabe que não me importo né? haha
Bom gente! Acho que só vai ter mais um capítulo da festa, e depois outros poucos capítulos pra segunda temporada acabar... É, sei lá, enfim!
Vou fazer o possível pra postar o mais rápido possível, mas não vou prometer datas, porque eu ou muito burra em química, geografia e biologia... ah, matemática também, então vou passar cada segundo estudando (mentira) e virar uma super nerd (mentira) pra não precisar estudar mais (mentira).
Beijos pessoas, até a próxima.

Gabriela.


see you, guys :p


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