Recado das autoras

Primeiramente, queríamos agradecer a todos que acompanham a nossa fanfic. Isso realmente é muito importante para nós. O nosso principal objetivo aqui no blog é deixar vocês interessados no que escrevemos. Por isso estamos dispostas a melhorar em tudo que vocês acharem necessário. Por isso pedimos para que vocês deixem o cometário em baixo das postagens, ou então entre em contato comigo pelo twitter @gabi_ptl. nós ficaria feliz se nos dissessem o que estão achando. Por isso queremos agradecer mais uma vez para todos os visitantes do site. Obrigada mesmo.

Ass: Gabriela e Leticia

(in English)

First, we wanted to thank everyone that came to our fanfiction. This is really important to us. Our main goal in this blog is to let you interested in what we write. So we are willing to improve in all that you think necessary. That's why we ask that you leave the cometary below the posts, or contact me at twitter @gabi_ptl. We would be happy if you told us what they're thinking.
So we want to thank you once again for all site visitors. Very, very, very thanks guys! we love u.

with love: Gabriela and Leticia


quarta-feira, 14 de maio de 2014

2º Temporada 48º Capítulo


Gabriela POVs

O engraçado de tudo foi que saímos tão coloridos e brilhantes, que a rua não precisava mais de iluminação.
Eu parecia um quadro de arte moderna. Estava pronta para ir para o museu.
Enquanto Louis me arrastava pela rua para que fôssemos pra casa, ele mantinha a expressão séria e pensativa. Eu me perguntava o porquê exatamente de todo aquele enigma, mas eu não conseguia fixar meu pensamento nisso mais do que vinte segundos. Os drinks que eu tomei passaram da conta. 
Descemos as escadas em silêncio e só paramos quando Zaynne passou por mim e começou uma conversa baixa com meu irmão. Vendo o olhar dos dois, saí de perto para dar a privacidade necessária.
A noite estava mais fria, mais escura e sombria que antes eu me lembrava. Apesar de eu estar iluminando um raio de três metros a partir de mim, meus olhos ainda não tinham se acostumado com a escuridão.
Andei a passos lentos em direção ao mesmo muro que eu tinha ficado antes quando conversei com Niall momentos antes. Abracei meu corpo tentando manter minha temperatura quente e respirei fundo. Fumaça saiu da minha boca. Realmente estava frio.
Olhei em direção a Louis, mas aquilo não parecia que ia terminar tão cedo. Teria de esperar.
Os incontáveis minutos passaram e eu sentia meus braços e pernas começarem a tremer. Talvez devia ter vindo como uma sonâmbula, usando um roupão bem macio e gostoso, sem contar as pantufas e o pijama quentinho. Nesse momento essa seria a fantasia ideal.
A rua estava tão silenciosa que ponderei em voltar para dentro do Pub e esperar seja lá o que Lou e Zay estivessem resolvendo. Olhei ao meu redor. Nenhum sinal de alma viva. Me desencostei do muro dando menção de começar a caminhada quando uma mão agarrou meu antebraço me fazendo saltar de susto e quase dar um grito. O que me impediu foi a sua mão que veio até minha boca, tapando-a
- Fique quieta! Só quero conversar. - Ah não. Não, não, não, não. 
- Você já fez isso hoje, Erick! Me solta. - Puxei meu braço e ele apertou seus dedos mais fortes.
- Eu já disse que só quero conversar! - Meu cérebro trabalhava a mil tentando achar uma brecha para me tirar daquela situação.
- Aham, e por que não fazemos isso em um lugar com várias testemunhas, hein? Tipo dentro da festa! - Nesse momento eu faria de tudo para ser um pouco mais forte ou então ter ficado de ganso na conversa de Louis e Zaynne, que aliás, não prestavam atenção em nada a não ser um no outro.
- Não! Você sempre foge! Não importa onde, você sempre foge! - Seu tom era suplicante, mas eu pouco queria saber disso. Eu precisava sair dali.
- Me deixa sair! - Eu estava com a voz fina, quase implorando.
- Não, Gabriela! Se eu te deixar sair agora, você não vai me dar outra oportunidade. - Sim, eles estava totalmente certo. Eu não queria ficar perto dele. - Eu preciso que você saiba que o que eu sinto por você é real, sempre foi e sempre vai ser! Eu não consigo ficar longe de você, tudo o que você faz me enlouquece! Você é tudo pra mim!
- Ah, me poupe dessa  história! - Eu puxava meu braço freneticamente, mas o único efeito que isso tinha sobre ele era a atitude de me apertar ainda mais forte.
- Eu estou falando sério! Eu não consigo ficar mais nem um dia te olhando sem poder te beijar. Você gostava de mim antes, porque não pode fazer isso agora? Eu já não respondo mais por mim mesmo quando percebo que você não está comigo, estou ficando sem saídas. Eu vi você e o Niall, e Gabriela, você não tem noção do que aquilo fez comigo! VOCÊ É MINHA!
- Eu não sou de ninguém, seu acéfalo! 
- Sim, você é minha! Você mesma disse isso! Por que se faz de idiota e finge que nada aconteceu entre nós dois? Eu preciso de você! Eu te amo! Te amo de verdade!
- Não, não ama e nunca amou! Eu não to com paciência pra ficar fazendo discursos bobos aqui, Erick! Você me traiu! Muitas vezes! Eu não vou ficar acreditando em nada que você disser! Já estou no meu limite! Você é um louco! Não consegue entender que acabou mesmo quando já fazem semanas! Me deixa em paz, nunca mais chegue perto de mim! - A esse ponto, eu escutava minha voz bem mais alta do que deveria. Ela estava mergulhada em ódio e mágoas passadas. 
Ele tinha os olhos arregalados me encarando perplexo, como se o que eu havia dito realmente tivesse quebrado seu coração e destruído suas últimas chances. Mas a verdade é que eu estava com medo. Medo de tudo e medo de nada. Só queria sair dali.
Erick soltou meu braço quando e levou até meu rosto. Fechei meus olhos esperando um tapa, mas ele não o fez. Com o polegar acariciou minha bochecha e abaixou o dedo até meus lábios, onde fez o contorno dos mesmos. Expirou pesadamente e ficou apenas me olhando.
- Eu preciso que você venha comigo. - Sua voz estava tão baixa que eu quase tive que pedir pra ele repetir. - Eu vou te levar daqui e nós vamos conversar direito, ok? Você vai me escutar, vamos nos entender e tudo vai dar certo!
- Não, eu não vou a lugar nenhum com você! - Dei um passo para trás no mesmo momento em que ele agarrou meu pulso. Não, dessa vez ele não ia me prender ali.
- Eu preciso de você! - Com sua expressão de desespero tentou me arrastar dali.
 Ergui minha mão livre o acertei em cheio no rosto. Não me orgulho do que fiz, mas foi algo épico. Podia ver a vermelhidão causada pelos meus cinco dedos, e ainda podia escutar o eco que havia feito, se é que aquilo era possível. 
Senti sua mão afrouxar meu pulso, então eu o puxei de imediato. Erick me olhava com a boca entreaberta, e eu podia ver as faíscas de ódio nos seus olhos me fitando, como se buscasse algum sinal de arrependimento da minha parte. Minha reação foi apenas de arregalar os olhos e o encarar.
- Mas eu não preciso de você.
Quando minhas pernas voltaram a trabalhar, virei as costas e comecei a correr, porém dei de cara com outra pessoa. Desta vez não reprimi o grito.
- Calma, Gaby! Que cara é essa? - Louis me olhava confuso e perplexo, com Zaynne ao seu encalço com aparência triste e zangada.
Respirei fundo cinco vezes. em nenhuma delas senti a calma tomar conta de mim. Tentei falar com o que me restava de consciência: 
- Ele veio com uma conversa estranha, como se me quisesse de volta, e e-eu... eu não conseguia me soltar!
- Quem? - Louis olhou para a rua.
- O Erick!
Olhei para trás pronta para gritar mais uma vez com Erick, mas quando virei as costas, ele não estava mais lá. Me virei com a respiração falha para Louis que me olhou com dúvida e andou até a metade da rua, procurando qualquer ser humano ali.
- Não tem ninguém aqui, Bibi.
- Mas ele estava aí! Eu juro! - Zaynne tinha uma espécie de pena nos olhos quando me abraçou. Qual é, eu não precisava de consolo! Meu psicológico já estava suficientemente preparado para aquela conversa. Acho...
A afastei sem ser muito gentil. Louis tinha o telefone no ouvido e parecia conversar com alguém. Comecei a me aproximar e ele disse que eu esperasse. eu não queria esperar, só queria ir pra casa! Troquei rápidas palavras com Zaynne que parecia contestar comigo cada vez que eu abria a boca. Virei as costas e fui até Louis que me olhava da mesma forma que na noite em que briguei com meu pai. Ele achava que eu fosse uma mentirosa.
Estreitei o olhar e fechei os punhos. Não ficaria ali com ele me olhando daquela forma.
Quando dei um passo para onde Zaynne estava, logo atrás dela, a passos largos Niall vinha junto com Kemelly e Liam. Revirei os olhos.
- O que aconteceu, ela tá bem? - Niall perguntou quando kemy passava por ele correndo de uma forma bizarra, talvez apenas me distinguindo por eu parecer um cone de sinalização ambulante. Só que mais colorido.
- Cadê ele? - Liam olhava em todas as direções com um olhar estranhamente irritado.
- Olha Louis, eu não sei desde quando você acha que eu preciso de um grupo de guarda costas, ou de algum tipo de resgate, mas eu estou bem! Assustada, mas bem! - Eu podia jurar que minha voz tinha saído firme e séria, mas quando senti meus lábios tremerem, tive certeza que devia ter parecido uma criança falando.
- Gabriela, você está totalmente pálida. Suas mãos estão tremendo sem parar. Seus olhos estão vermelhos, você está chorando! 
O olhei sem entender absolutamente nada. Eu estava bem. Mas quando abaixei os olhos até minhas mãos, eu parecia uma esquizofrênica, e quando passei  mão pelo meu rosto, ele estava molhado. A tinta começava a escorrer junto com a maquiagem e eu ao menos havia notado.
Olhei para ele e percebi que respirava mais rápido do que o normal. Dei um passo pra trás e levei minhas mãos até a minha cabeça.
- Vem, Gaby. Melhor e te levar pra casa. - Louis passou o braço pelos meus ombros, mas eu não queria ser tratada como uma criança.
- Não! Eu to legal, ok? - Comecei a me afastar. 
- Gaby, vamos conversar? - Niall vinha em minha direção. Por que de repente eu havia virado a menina sensível e indefesa que todos queriam tomar conta. Eu não sou mais desse jeito!
- Eu to legal. - Repeti colocando mais ênfase nas palavras, tentando convencer a mim mesma sobre isso.
Nialler continuou a se aproximar de uma forma que eu não pude impedir. Passou um braço pelo meu ombro e outro por minha cintura, me envolvendo em um abraço.
- Tudo vai focar bem, ok? - A forma como ele falava... Eu parecia ser um erro no meio daquilo tudo. Ele estava com pena. sim, eu sabia. O conhecia muito bem pra poder reconhecer isso. mas eu não precisava que ele ou qualquer outra pessoa sentisse isso por mim. Não me faria melhor.
O empurrei desajeitadamente para longe de mim. 
- Não! - Gritei encarando os olhos dele que me olharam espantados. - Me deixem sozinha. 
Passei por Louis puxando a chave do carro que estava em sua mão e andei o mais rápido que podia, escutando o barulho do meu salto solitário ecoar pela rua. Não, não ia entrar em nenhuma aventura suicida como dirigir bêbada em plena madrugada. Eu apenas precisava pensar. De preferência em um lugar onde não me fizessem de coitada. 

Kemy POVs

O caminho de volta pra casa foi totalmente silencioso. A partir do momento em que Gabriela saiu de onde estávamos, Louis e Niall começaram a conversar. Eu não escutei muita coisa, já que Liam me arrastou para o carro, fazendo exatamente a mesma coisa com Nialler logo em seguida. Ele estava sério e tenso. Fiquei pensando se estava assim pela forma que Gabriela o dispensou. Da forma como ela tratou a todos nós.
Eu mexia meus dedos freneticamente, a toda hora e em qualquer coisa. Eu estava nervosa por ela.
Eu era amiga de Gaby há anos. Talvez não a conhecesse tão bem quanto Niall ou Leticia, muito menos talvez como Louis que convivia com ela, mas ela estava diferente de como costumava ser. E eu estava preocupada, por mais bobo que isso soasse.
Quando paramos em frente a casa de Nialler, eu o vi suspirar, cansado. Liam batucava as mãos no volante e olhava para frente.
- Niall? - O chamei. Ele me olhou pelo espelho do carro. - Não fica com raiva dela, ok?
Ao contrário do que pensei que ele fosse fazer, nada me respondeu. Balançou a cabeça para os lados e bateu a porta com mais força do que realmente precisava.
Liam me fitou com o olhar reprovador e eu fiquei pensando o que eu fiz de errado. Certo, eu talvez estivesse olhando a situação apenas pelo lado dela. Talvez eu devesse ficar na minha. Isso. Eu não falaria mais nada. Pra ele, claro.
O caminho até minha casa se resumiu a monólogos e a murmúrios. Liam me beijou assim que parou o carro. Vi as luzes da casa de Gaby acesas. Pelo menos a do quarto dela. Meu cérebro começou a trabalhar a um milhão por segundo.
Com certa dificuldade saí do carro e entrei em casa. Tirei os sapatos e fui tateando até meu quarto com o menor barulho possível. O que eu menos precisava agora era um chilique de minha mãe por causa de barulhos de madrugada. Dei graças a Deus por ainda ter meus antigos óculos, nunca pensei que fosse ficar feliz em vê-los novamente como estou agora.
Olhei pela janela. Casa vizinha com luzes acesas: Ok!
Tomei a ducha mais rápida da minha vida e coloquei uma roupa qualquer. Não que eu precisasse ficar mais tempo embaixo d'água, mas eu não queria dormir pintada, por mais que fosse rosa, eu não queria. Com o cabelo ainda molhado (mais uma vez), corri escada abaixo e peguei meu celular começando a fazer a ligação para ela. Demorou cerca de quatro toques até Gabriela atender com uma voz horrível.

Ligação ON

- Kemelly? 
- Oi, Gaby! Será que a gente pode conversar? - Fiz minha melhor voz persuasiva.
- Aham, mas pode ser daqui uns minutinhos? Eu acabei de vomitar no banheiro... garanto que não é algo bonito de se ficar aqui... - Certo, ela não podia falar agora.
- Hum, claro. estou esperando você acabar aí a... a... a limpeza pesada.
- Certo...

Ligação Off

Me sentei no sofá e comecei a pesar que pelo menos uma vez na vida, ajudar Larissa a escapar em algumas madrugadas foi algo bem útil para o momento de agora. Falando em Larissa... Onde estava aquela garota? Eu havia esquecido completamente minha irmã!
Calma... ela sabe se cuidar, não preciso me preocupar. mandei uma mensagem esperando que ela me confortasse, mas na verdade ela apenas respondeu que "não me interessava". Eu estaria muito ferrada no dia seguinte.
Quando estava prestes a ligar para minha irmãzinha, o celular em minha mão vibrou e a foto de Gaby apareceu.

Ligação On

- Melhor agora? - Perguntei.
- Nossa... Aquilo foi tão nojento! - Ela começou a falar. - Quando terminei de limpar, aquilo ainda tinha uma imagem tão nítida na minha mente que acabei vomitando de novo. E quando estava indo limpar o segundo vômito, vomitei um terceiro. - Fiz uma careta enquanto pensava. Eca. - Não foi uma situação agradável.
- Imagino... - Murmurei.
- Mas o que você queria mesmo? 
- Ah, sim... Será que você pode abrir sua porta? É que... - olhei em volta procurando uma boa desculpa. - Passei do horário de recolher. quando minha mãe viu, me colocou pra fora.
- Hã? - Percebi sua confusão do outro lado da linha.
- É isso mesmo, Gaby. estou na rua, agora me deixa entrar, por favor? - Pela janela vi a luz da escada se acender, então corri para fora de minha casa ainda em silêncio. Fechei a porta e corri o mais rápido que pude e me encostei na porta de Gabriela no momento em que o barulho dos passos se tornou nítido. 
- Cheguei.

Ligação Off

Quando ela abriu a porta, tentei manter minha expressão de casualidade no rosto, controlando meus batimentos cardíacos e minha respiração maluca.
- Oi - Falei sorrindo sem mostrar os dentes dando uma risada sem graça em seguida.
- Entra aí. - Ela falou já virando as costas.
Subimos para o seu quarto e assim que entramos ela se jogou na cama.
- Não sabia que sua mãe poderia te expulsar de casa.
- Ela pode fazer muitas coisas... - Olhei para a parede e deixei minha boca em uma linha reta enquanto pensava sobre isso.
- Mas e aí, quer dormir ou o quê?
- Hum, prefiro a parte do "o quê". - Disse me sentando ao seu lado. Gaby me olhou de soslaio. - Vamos conversar, que tal?
- Acho que não quero.
Seu celular vibrou, ela olhou, e depois recusou a chamada. Pela cara que fez, aquela não era a primeira.
- Gabriela, sem querer te deixar brava, mas há pouco tempo atrás você estava parecendo uma louca. - ela revirou os olhos e não esboçou reação.
- Tem certeza que sua mãe te expulsou de casa, ou você veio aqui me ofender? - Ela tinha o tom de voz contido e ar de cansaço como se a única coisa que ela realmente quisesse era dormir.
- Hum... Nenhum dos dois na verdade. Vim aqui querer te entender. - Gabriela me lançou um olhar que deixava claro que eu a ofendi. - De qualquer forma...
Tentei mudar de assunto o mais rápido possível, mas eu não ia escapar desse jeito.
- Eu to quase te expulsando do meu quarto. Da minha casa. Da minha vida. - Ri na mesma hora.
- Fala sério, Gabriela! Me ama demais pra fazer isso! - Dobrava a barriga de tanto rir.
- Mas não o suficiente pra te bater. - Meu sorriso se fechou.
- Certo, mas agora me explique os acontecimentos, por favor. - Então ela me contou fala por fala o que havia acontecido. Gaby parecia relutante em me falar qualquer coisa, mas depois de respirar fundo umas duas ou três vezes, ela abriu a boca e falou tudo. Me senti mais satisfeita com isso, mesmo com a lerdeza que meu cérebro trabalhava, já que a dor de cabeça era extremamente forte.
Minutos depois, ela se jogou na cama, bufando.
- Aí o resto você já sabe. - Me joguei do seu lado.
- Hã-hã - Peguei seu braço, onde supostamente Erick havia segurado. Estava levemente avermelhado, começando a ficar roxo no centro. Ia ficar maravilhoso daqui há um tempo.
- Vai falar que eu to doida e etc, ou pretende  me dar apoio moral e brigar com quem falou essa pura calamidade da minha pessoa?  - Ri com sua frase, por mais sem sentido que soasse.
- Nenhum dos dois, ma de verdade, quer um conselho? - Ela concordou balançando a cabeça. - Liga pro Niall.
- E o conselho entra em qual parte disso tudo? - Gaby arqueou uma sobrancelha levando o braço até a cabeça.
- Seguinte, você foi super...
- Mau educada? - ela me interrompeu.
- Eu ia dizer ridícula, mas isso também serve. - Recebi uma almofada na cara.
- Realmente, Kemelly, não sei se você é bem vinda aqui.
- Continuando... - Pigarreei. - ele estava muito preocupado quando Louis o ligou, então você mandou ele cair fora só porque ele quis te ajudar. - Pelo canto do olho a vi retorcer os lábios em uma careta.
- Não quero ninguém me achando uma coitada. Ficar fazendo doce não resolve problema nenhum e lamentar não vai me tirar do lugar.
- Sim, eu entendo, mas ele tava só tentando te ajudar! Todo mundo te acha uma menina super frágil! Principalmente quando o assunto é o Erick. - Gabriela revirou os olhos impaciente. - Entende, Gaby? Erick fez um monte de burrada com você, e por mais que você negue pra mim ou pra qualquer outra pessoa, o que não é exatamente sua cara, eu sei que você realmente gostou dele. Foi mais que paixão o que você sentiu. Já ele... - Foi minha vez de fazer uma careta. - Bom... Talvez nem ele saiba o que sentiu ou sinta.
Fiz uma pausa. Realmente, se tinha alguém que devesse ser estudado por profissionais, esse alguém era o Erick.
- Mas onde eu quero chegar, é que ele talvez só esteja intrigado pelo fato de você não "ser dele" como era antes. Você sabe que ele faz o tipo mega possessivo, então tudo isso é... Novo pra ele, já que provavelmente nunca levou um fora. Tudo uma grande... Idiotice. Não tem palavra melhor.
Minha amiga concordou sem mover nenhum músculo do lugar. Mas a ouvi bufar mais outra vez. Estava ficando com raiva disso.
- Certo, até aí, ok. Mas onde Niall entre no meio dessa história sua? - Gabriela ergueu seu tronco e juntou os joelhos dobrados até a altura de seu peito e os abraçou.
- Foi ele quem foi o amigo mais próximo em cada desastre entre você e aquela ameba insignificante. - Ela não me olhou nos olhos. - Não devia ter tratado ele assim agora. - Ela concordou sem ainda me olhar nos olhos. Ficou brincando com os dedos dos pés que estava cobertos por uma meia um pouco comprida.
Esperei que ela me dissesse algo, mas o único som que eu escutava era o da sua respiração pesada. Por um momento pensei que ela tivesse congelado daquela forma, então ela cruzou as pernas e me encarou, sem outra alternativa.
- Qual a sua sugestão?
- Liga pra ele. - Gaby arqueou a sobrancelha esquerda.
- Ligar? - Seu tom de voz era baixo, quase inaudível.
- Claro! Sei que muito provavelmente é dele as ligações que você está recusando.
- Recusando?
- É, Gabriela! Então para de repetir tudo o que eu falo. Beleza que você tava passando mau agora há pouco, mas garanto que seu cérebro não é movido a alavanca. - Revirei os olhos enquanto ela estreitava os dela. Pior que eu ela não estava, disso eu tinha certeza.
- Francamente, Kemelly. Sai daqui. Já deu de me xingar por uma noite só! Louis já faz esse trabalho muito, muito bem. - Ela gesticulava sem parar e novamente eu não pude deixar de rir de seu comportamento. Me levantei da cama.
- Vou no banheiro, tente não ficar muito revoltada.
Me dirigi até a porta do banheiro dentro do seu quarto, mas sua voz me interrompeu.
- Eu não entraria aí se fosse você. - Seu tom de aviso me fez lembrar o motivo do banheiro não estar "funcionando". Refiz meu caminho até a porta  do quarto.
- Volto em alguns minutos...
- Prefiro que fique por lá!
Foi a última coisa que ouvi Gabriela dizer antes de eu sair do quarto rumo ao banheiro.

Gabriela POVs

A única coisa que eu tenho pra pensar é que não entendo nenhum dos meus amigos, muito menos meu irmão!Todos tem um conselho para me dar, mas assim que faço a escolha, os outros que sobram estão lá para criticar.
Francamente, se decidam, amigos!
Quando Kemelly saiu, fiquei aliviada por pelo menos não ter ouvido nenhum tipo de bronca, mas eu encarava meu celular e pensava no que ela disse. Pior de tudo é que aquela princesinha falsificada estava certa. Eu devia um pedido de desculpas para Niall.
Revirei os olhos puxando o celular para perto de mim. Odeio quando não sou eu a certa na história.
Desbloqueei o aparelho. Doze ligações perdidas. Quase trinta mensagens não lidas. Uma bela divisão de números entre Liam e Niall. Ah, haviam algumas mensagens de Zaynne também. Maravilha.
Com seu número já na tela, ponderei a hipótese dele não me atender, ou desligar assim que ouvisse minha voz. Bom, se ele fizesse isso, amanhã eu falaria com ele cara a cara. Se ele não me evitasse ou passasse reto e mim.
Apertei a tecla e o número foi chamado. Ignorei meus pensamentos negativos. Fechei os olhos e respirei fundo.
Logo no segundo toque, ele atendeu:

Ligação On

- Gabriela? - A surpresa em sua voz era evidente, como se não pensasse que eu fosse retornar suas ligações.
- Oi, Nialler... - ele nada falou em seguida.
O silêncio se prolongou do outro lado da linha. Eu não sabia por onde começar. A única coisa audível do outro lado da linha era sua respiração. eu quase pude imaginar sua cara de cansaço. Agradeci mentalmente por minha amiga estar demorando no banheiro, assim não teria que presenciar minha falta de habilidade com as palavras, ou pedidos de desculpa.
- Você tá legal? - O tom de rouquidão em sua voz parecia dizer nas entrelinhas que não queria que sua mãe o escutasse, o que era um tanto ridícula, já que duvidava que tia Maura estivesse de pé em plena madrugada.
- Sim, to sim. - Respirei fundo e nervosamente. - Hã... E você? 
- Por que tá me ligando? - Maravilha! Ele está bravo... Metade do meu plano foi por água abaixo.
- Hã... Me desculpe... por hoje. - ele continuou em silêncio o que significava que eu deveria continuar. - Eu não devia ter te tratado daquele jeito. 
- Que bom que você sabe... - Foi a resposta dele.
Suspirei. Aquilo não estava sendo fácil, ele parecia me odiar, e eu não queria isso! Poxa, eu não queria ninguém com raiva de mim. 
Quando se passaram dois minutos em silêncio ponderei a ideia de que ele havia deixado o celular em cima da cama e saído, me deixando falando sozinha. Não gostei do que pensei.
- Ainda tá aí? - Perguntei impaciente do outro lado da linha.
- Hã-hã. Estou esperando você continuar.
Silêncio. Devo ter perdido parte da história, já que eu não sabia o que exatamente falar em seguida.
- Continuar o quê?
- Sei lá, talvez a história que fez toda essa confusão? - Ah, certo. Continuar isso.
- E não pode ser tipo, depois? - Tentei me livrar de contar mais coisas. De novo. Tudo de novo.
- Na verdade pode ser tipo, agora. - Suspirei derrotada e sem outra opção, contei. Tetei resumir, mas mesmo assim, pareceu levar uma eternidade até eu conseguir calar a boca, já que sempre parecia estar faltando aquele pequeno detalhe muito importante que fazia eu parar a história e adicioná-lo no meio da conversa. Vários e vários minutos depois, finalmente encerrei.
- Wow... - Foi a grande frase de Niall.
- Pois é, Duende. - Concordei trocando o telefone de orelha.
- Eu só não entendo uma coisa... - E eu não entendo muitas, pensei comigo mesma. - Por que ele te traia com todas, te tratava mal, só falava merda e agora te quer de volta como se fosse uma pedra preciosa? 
- Quando eu falo que ele é um maluco de primeira, doente, só estou falando a verdade. - Fechei os olhos com força quando a imagem de Erick foi projetada na minha frente. Cérebro idiota. - As vezes eu só queria que ele desaparecesse de um a vez por todas...
- Acredite, a vontade é recíproca. 
Eu tinha o olhar distante e o pensamento mais ainda. Nenhum de nós falava uma palavra sequer, mas não criava tensão, e sim leveza, como se ar estivesse mais limpo, ou eu simplesmente tivesse descarregado uma carga que estava me machucando mais do que eu conseguia ver. Acho que era um pouco de cada reunidas em apenas um momento.
Ouvi a respiração do meu amigo pesar do outro lado da linha:
- Bibi...
No mesmo instante Kemelly adentrou o quarto com um prato na mão e uma garrafa de coca cola entre os dedos da outra. Abaixei o telefone imediatamente.
- Ah, Gaby. Desculpe, pensei que já tinham acabado. - Com um sorriso presunçoso ela tentou deixar o cômodo, mas eu a impedi, saltando da cama o mais longe e rápido possível. eu devia ter desconfiado que aquela garota estava demorando demais para usar o banheiro.
Ouvi ruídos vindo do meu telefone e soube que Niall ainda estava na linha. coloquei o telefone desajeitadamente no ouvido.
- Niall, desculpe. Amanhã conversamos. 
- Hoje é o jogo, não esquece! - Parei quieta no lugar me xingando até a décima geração. O Jogo era hoje, eu realmente estava muito ferrada.
- Er... 
- Por favor, não me diga que esqueceu! 
- Esquecer? Claro que não! Como esquecer um dos jogos mais importantes dos meus amigos? Claro que não! - tentei soar o mais convincente possível, mas nunca fui a melhor atris. Essa era a habilidade de Helena.
- Gabriela Tomlinson...
- Boa noite, Nialler! 

Ligação Off

Saí do meu quarto em direção ao corredor e ao contrário do que esperava, Kemelly estava encostada na parede próxima a porta do meu quarto, comendo o sanduíche, carregando um olhar cheio de tédio.
- Você me paga... - Sibilei a encarando com os olhos estreitos.
- Fala sério, você me ama. - Seu tom era tão natural que quase não tive capacidade de responder.
- Ainda quero saber quem deixou você falar desse jeito.
- Talvez uma parte daquela bebida toda de hoje. Preciso dormir urgentemente. - ela revirou os olhos bebendo o refrigerante e descendo as escadas rumo a cozinha.
- Quem te deu permissão de fuçar minha cozinha? - Falei assim que pisamos na mesma e ela devolvia a coca cola na geladeira.
- Duas coisas.  Nossos anos de amizade e seu irmão.
- Maravilha, minha opinião não vale nada nem na minha própria casa. - Foi minha vez de revirar os olhos e bufar em seguida. Senti o pesar das minhas pálpebras. Eu dormiria igual a uma pedra durante o resto dessa madrugada.
- Vamos, amiga, você está tão cansada quanto eu. - A Barbie me arrastou de volta para o quarto se jogando na minha cama.
- Pensei que sua mãe te quisesse em casa. - Comentei enquanto Kemy puxava o edredom e se cobria no lado direito da minha cama que agora aparentemente era dela também.
- Acredite, ela nem vai notar que eu sumi. - Desisti de procurar alguma outra especulação. Me deitei ao seu lado com os fios do cabelo ainda úmidos e me cobri, apagando quase que imediatamente, mas não entes de me fazer adormecer com a imagem de Nialler em minha cabeça, por motivos que eu ainda não sei explicar.

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Nota da Autora: Oi gente!!! A festa acabou : ( fico triste com isso, garanto que foram os capítulos que eu mais gostei de escrever! lol
Ah, mas fala sério! Com a proximidade do show do 1D desde a última postagem, era quase impossível eu conseguir me concentrar em algo! Juro que eu estava enlouquecendo. Pena que já passou... foi tudo tão rápido. Mas foram os melhores minutos da minha vida! Nunca imaginei que fosse ficar tão perto! Eles são realmente gatos! NÃO PRECISAM DE FOTOSHOP, GUYS!
Sério... N]ao sei no que pensar...
Bom, esperam que tenham curtido esse cap. Eu até gostei, já que é a introdução pra uma coisa que eu acho bem legal que vai acontecer no prox. capítulo.
Nos vemos em breve!
Malikisses e Horanhugs! xoxoxox,

Gabriela :p



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